HC 667729 - DECISAO
A Terceira Seção do STJ consolidou o entendimento de que, na unificação de penas, o marco para concessão de benefícios de progressão de regime deve ser a data da última prisão (quando a unificação decorrer de fatos anteriores à execução) ou a data da última infração disciplinar (quando o crime ocorrer durante a execução), e que tal marco interruptivo se aplica apenas à progressão de regime. Com base nesse entendimento, afasta-se a fixação da data do trânsito em julgado da última sentença condenatória como novo marco para a progressão do regime e determina-se novo cálculo da pena segundo os parâmetros do STJ.
- Parties
- Paciente: David da Silva Machado; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul; Juízo De Origem: Juízo da Vara de Execuções Criminais da comarca de Osório/RS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 May 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Liminar Concedida
- Outcome
- Ordem concedida liminarmente para afastar a fixação da data do trânsito em julgado da última sentença penal condenatória como novo marco para a progressão de regime e determinar novos cálculos de pena.
- Legal Topics
- Unificação De Penas, Regressão De Regime, Data Base Para Progressão De Regime, Marco Para Concessão De Benefícios, Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
David da Silva Machado
Paciente
Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul
Autoridade Coatora
Juízo da Vara de Execuções Criminais da comarca de Osório/RS
Juízo De Origem
Procedural Posture
Habeas Corpus / Liminar Concedida
Legal Issues
- 1 Qual é o marco temporal para a progressão de regime após unificação de penas por nova condenação?
- 2 Cabe alteração da data-base para fins de progressão de regime em razão de nova condenação?
- 3 Qual o efeito de crime cometido durante a execução (falta disciplinar) sobre a interrupção para progressão de regime?
Ratio Decidendi
A Terceira Seção do STJ consolidou o entendimento de que, na unificação de penas, o marco para concessão de benefícios de progressão de regime deve ser a data da última prisão (quando a unificação decorrer de fatos anteriores à execução) ou a data da última infração disciplinar (quando o crime ocorrer durante a execução), e que tal marco interruptivo se aplica apenas à progressão de regime. Com base nesse entendimento, afasta-se a fixação da data do trânsito em julgado da última sentença condenatória como novo marco para a progressão do regime e determina-se novo cálculo da pena segundo os parâmetros do STJ.
Court Disposition
Ordem concedida liminarmente para afastar a fixação da data do trânsito em julgado da última sentença penal condenatória como novo marco para a progressão de regime e determinar novos cálculos de pena.
Orders
- Afastar a fixação da data do trânsito em julgado da última sentença penal condenatória como novo marco para a progressão de regime.
- Determinar a elaboração de novo cálculo de pena seguindo os parâmetros indicados pelo Superior Tribunal de Justiça.
Full Case Text
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