PUIL 4309 - DECISAO
Não conhecer do pedido de uniformização por ausência do cotejo analítico entre os acórdãos confrontados e por não ter sido demonstrada a similitude fática e jurídica necessária ao reconhecimento do dissídio jurisprudencial, tendo a parte limitado-se à transcrição de trecho do acórdão paradigma.
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- Parties
- Requerente: LEANDRO MARTINS; Recorrido: MUNICÍPIO DE XANXERÊ
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 September 2024
- Procedural Posture
- Pedido De Uniformização De Interpretação De Lei Federal (incidente De Uniformização) / Não Conhecimento (decisão)
- Outcome
- Não conheço do pedido de uniformização.
- Legal Topics
- Uniformização De Jurisprudência, Inscrição Em Dívida Ativa, Execução Fiscal, Dano Moral, Cotejo Analítico
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Parties
LEANDRO MARTINS
Requerente
MUNICÍPIO DE XANXERÊ
Recorrido
Procedural Posture
Pedido De Uniformização De Interpretação De Lei Federal (incidente De Uniformização) / Não Conhecimento (decisão)
Legal Issues
- 1 cabimento do pedido de uniformização de interpretação de lei federal nos termos do art. 18, § 3º, da Lei 12.153/2009
- 2 necessidade de cotejo analítico e demonstração da similitude fática e jurídica entre os acórdãos para conhecimento do pedido de uniformização
- 3 se a inscrição indevida em dívida ativa e o ajuizamento de execução fiscal configuram, por si só, dano moral
Ratio Decidendi
Não conhecer do pedido de uniformização por ausência do cotejo analítico entre os acórdãos confrontados e por não ter sido demonstrada a similitude fática e jurídica necessária ao reconhecimento do dissídio jurisprudencial, tendo a parte limitado-se à transcrição de trecho do acórdão paradigma.
Court Disposition
Não conheço do pedido de uniformização.
Orders
- Não conheço do pedido de uniformização.
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de incidente de uniformização jurisprudencial apresentado por LEANDRO MARTINS, com fundamento no art. 18, § 3º, da Lei 12.153/2009, contra o acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA assim ementado (fl. 386): RECURSO INOMINADO. JUIZADO DA FAZENDA PÚBLICA. AÇÃO CONDENATÓRIA. MUNICÍPIO DE XANXERÊ. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. INSURGÊNCIA DA MUNICIPALIDADE. REDIRECIONAMENTO EQUIVOCADO DE EXECUÇÃO FISCAL. EQUÍVOCO RAPIDAMENTE COMUNICADO AO JUÍZO DE ORIGEM. INAPLICABILIDADE DO ENUNCIADO N. 28 DA TURMA DE UNIFORMIZAÇÃO, DADAS AS PECULIARIDADES DO CASO CONCRETO. DANOS MORAIS NÃO COMPROVADOS. SENTENÇA REFORMADA. IMPROCEDÊNCIA IMPOSITIVA. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. Nas suas razões, a parte requerente afirma que configura motivo para respaldar a indenização por dano moral, a indevida inscrição de nome em dívida ativa, bem como a cobrança judicial executória. Requer seja reformado o acórdão recorrido para prevalecer o entendimento segundo o qual o "ajuizamento de ação de execução fiscal decorrente de indevida inscrição em dívida ativa é fator suficiente para a caracterização do dano moral" (fl. 394). O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento do pedido (fl. 977/980). É o relatório. Nos termos do art. 18, § 3º, da Lei 12.153/2009, o pedido de uniformização de interpretação de lei federal é cabível no âmbito deste Tribunal "quando as Turmas de diferentes Estados derem a lei federal interpretações divergentes, ou quando a decisão proferida estiver em contrariedade com súmula do Superior Tribunal de Justiça", e especificamente no que se refere a questões de direito material, senão vejamos: Art. 18. Caberá pedido de uniformização de interpretação de lei quando houver divergência entre decisões proferidas por Turmas Recursais sobre questões de direito material. .. § 3º Quando as Turmas de diferentes Estados derem a lei federal interpretações divergentes, ou quando a decisão proferida estiver em contrariedade com súmula do Superior Tribunal de Justiça, o pedido será por este julgado. Nesse contexto, a divergência jurisprudencial segue o mesmo entendimento firmado por ocasião da análise dos recursos especiais fundamentados na alínea c do permissivo constitucional, devendo a parte requerente, para demonstrar as circunstâncias que identificam ou assemelham os casos confrontados, indicar a similitude fática e jurídica entre eles. Exige-se, portanto, a realização do cotejo analítico dos precedentes confrontados com o caso em apreciação, o que se faz por meio da transcrição dos trechos dos acórdãos paradigma e recorrido que identifiquem a similitude fática e a adoção de posicionamento distinto pelo órgão julgador. No presente pedido de uniformização, a parte não efetua o necessário confronto analítico entre os julgados confrontados, limita-se a transcrever trecho do acórdão cuja tese pretende ver reconhecida. A propósito, confiram-se estes julgados: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO PEDIDO DE UNIFORMIZAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE LEI. FALTA DE COTEJO ANALÍTICO. MERA TRANSCRIÇÃO DE EMENTAS. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA SIMILITUDE FÁTICA E JURÍDICA ENTRE OS ACÓRDÃOS CONFRONTADOS. 1. A parte deve proceder ao cotejo analítico entre os arestos confrontados e transcrever os trechos dos acórdãos que configurem o dissídio, sendo insuficiente, para tanto, a mera transcrição das ementas dos acórdãos apresentados como paradigmas. Precedentes. 2. É entendimento pacífico desta Corte que o Pedido de Uniformização de Interpretação de Lei não pode ser conhecido quando não demonstrada a similitude fática e jurídica entre os julgados confrontados. 3. Agravo interno não provido. (AgInt no PUIL n. 1.232/DF, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Seção, DJe 2de /4/2020.) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO PEDIDO DE UNIFORMIZAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE LEI. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. APLICABILIDADE. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE COTEJO ANALÍTICO. ARGUMENTOS INSUFICIENTES PARA DESCONSTITUIR A DECISÃO ATACADA. APLICAÇÃO DE MULTA. ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. DESCABIMENTO. I - Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. In casu, aplica-se o Código de Processo Civil de 2015 para o presente Agravo Interno. II - É entendimento pacífico dessa Corte que a parte deve proceder ao cotejo analítico entre os arestos confrontados e transcrever os trechos dos acórdãos que configurem o dissídio jurisprudencial, sendo insuficiente, para tanto, a mera transcrição de ementas. Precedentes. III - Não apresentação de argumentos suficientes para desconstituir a decisão recorrida. IV - Em regra, descabe a imposição da multa, prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil de 2015, em razão do mero improvimento do Agravo Interno em votação unânime, sendo necessária a configuração da manifesta inadmissibilidade ou improcedência do recurso a autorizar sua aplicação, o que não ocorreu no caso. V - Agravo Interno improvido. (AgInt no PUIL n. 440/RN, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Seção, DJe de 28/2/2018.) Ante o exposto, não conheço do pedido de uniformização. Publique-se. Intimem-se. EMENTA