AREsp 3255109 - DECISAO

AREsp 3255109 - DECISAO

Negou-se provimento ao agravo porque o imóvel foi declarado de utilidade pública e incorporado ao patrimônio do Município por sentença de desapropriação com registro, o que lhe confere natureza pública insuscetível de usucapião (CF art.183, §3º); laudo pericial confirmou que a área usucapienda está dentro do perímetro desapropriado; e as provas apresentadas não demonstraram posse qualificada anterior à desapropriação de 1970, além de não se verificar omissão capaz de ensejar nulidade, sendo vedado ao STJ reexaminar o conjunto fático-probatório (Súmula 7/STJ).

Parties
Agravante: Jair Cândido de Souza; Réu: Município de Belo Horizonte; Fiscal Da Lei: Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
03 June 2026
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Que Negou Provimento Ao Agravo No Superior Tribunal De Justiça
Outcome
Nego provimento ao agravo.
Legal Topics
Usucapião De Bem Público, Desapropriação, Registro Imobiliário, Prova Pericial, Posse Anterior À Desapropriação, Omissão/obscuridade (art. 1.022 Cpc), Súmula 7/stj, Honorários Advocatícios E Assistência Judiciária Gratuita

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 4 Authorities cited 18 Party arguments 2 Amounts and remedies 1
Sign in to unlock

Parties

Jair Cândido de Souza

Agravante

Município de Belo Horizonte

Réu

Ministério Público Federal

Fiscal Da Lei

Procedural Posture

Agravo Em Recurso Especial / Decisão Que Negou Provimento Ao Agravo No Superior Tribunal De Justiça

  1. 1 Se o imóvel é bem público municipal cuja natureza impede usucapião
  2. 2 Se há prova segura de posse anterior à desapropriação apta a autorizar usucapião em face do Município
  3. 3 Se houve omissão ou obscuridade no acórdão regional quanto a pontos suscitados nos embargos de declaração (art. 1.022, II e III, do CPC)

Ratio Decidendi

Negou-se provimento ao agravo porque o imóvel foi declarado de utilidade pública e incorporado ao patrimônio do Município por sentença de desapropriação com registro, o que lhe confere natureza pública insuscetível de usucapião (CF art.183, §3º); laudo pericial confirmou que a área usucapienda está dentro do perímetro desapropriado; e as provas apresentadas não demonstraram posse qualificada anterior à desapropriação de 1970, além de não se verificar omissão capaz de ensejar nulidade, sendo vedado ao STJ reexaminar o conjunto fático-probatório (Súmula 7/STJ).

Court Disposition

Nego provimento ao agravo.

Orders

  • Nego provimento ao agravo.
  • Condena-se o recorrente ao pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 20% do valor a esse título já fixado no processo, observando-se o disposto no art. 98, § 3º, do CPC.