AREsp 2932023 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo porque a questão infraconstitucional invocada (art. 476 do CC) não foi objeto de debate no acórdão recorrido, nem houve embargos de declaração para provocação do colegiado, configurando hipótese de aplicação da Súmula n. 282 do STF. Além disso, a parte não comprovou o dissídio...
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- Parties
- Agravante: VERONA JR LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 July 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Inadmissão/negação De Provimento Do Agravo Em Recurso Especial
- Outcome
- nego provimento ao agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Vício Redibitório, Indenização Por Danos Materiais E Morais, Exceptio Non Adimpleti Contractus, Honorários Sucumbenciais, Súmula N. 7 Do STJ, Súmula N. 282 Do STF, Dissídio Jurisprudencial, Recurso Especial (art. 105, III, A E C, Cf)
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Parties
VERONA JR LTDA.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Inadmissão/negação De Provimento Do Agravo Em Recurso Especial
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial
- 2 comprovação de dissídio jurisprudencial
- 3 alegada violação do art. 476 do Código Civil
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque a questão infraconstitucional invocada (art. 476 do CC) não foi objeto de debate no acórdão recorrido, nem houve embargos de declaração para provocação do colegiado, configurando hipótese de aplicação da Súmula n. 282 do STF. Além disso, a parte não comprovou o dissídio jurisprudencial exigido pela alínea c do art. 105 da CF, pois não promoveu o confronto analítico entre os paradigmas conforme arts. 1.029, § 1º, do CPC e 255, § 1º, do RISTJ, limitando-se a transcrever ementas, o que prejudica a apreciação do dissídio. Por fim, majoraram-se honorários advocatícios em 10% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem, nos termos do § 11 do art. 85...
Court Disposition
nego provimento ao agravo em recurso especial
Orders
- Majorar os honorários advocatícios em 10% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem, nos termos do § 11 do art. 85 do CPC
- Publicar-se. Intimar-se.
Full Case Text
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DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por VERONA JR LTDA. contra a decisão que inadmitiu o recurso especial com fundamento na Súmula n. 7 do STJ. Alega a agravante que os pressupostos de admissibilidade do recurso especial foram atendidos. O recurso especial, fundado no art. 105, III, a e c, da Constituição Federal, foi interposto contra acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo em apelação nos autos de ação de indenização. O julgado foi assim ementado (fl. 432): COMPRA E VENDA VÍCIO REDIBITÓRIO AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL E MORAL CONSTATADO VÍCIO NO VEÍCULO IRREGULARIDADE NA NUMERAÇÃO DO MOTOR - RESPONSABILIDADE DA VENDEDORA CONFIGURADA - DANO MATERIAL E MORAL CARACTERIZADOS - VALOR DA INDENIZAÇÃO FIXADO DENTRO DA RAZOABILIDADE - APELAÇÃO NÃO PROVIDA. No recurso especial, a parte aponta, além de divergência jurisprudencial, violação do art. 476 do Código Civil, pois o acórdão recorrido lhe impôs condenação sem considerar que o agravado descumpriu obrigações contratuais essenciais, violando a regra da exceptio non adimpleti contractus. Requer o provimento do recurso para que se reforme o acórdão recorrido, reconhecendo-se a impossibilidade de ressarcimento dos danos materiais e morais, visto que o recorrido não pagou pelo veículo e o entregou à financeira por falta de pagamento. Contrarrazões às fls. 462-469. É o relatório. Decido. A controvérsia diz respeito a ação de indenização por danos materiais e morais em que a parte autora pleiteou a condenação da requerida ao pagamento de R$ 10.500,00 a título de danos materiais e de R$ 5.000,00 a título de danos morais, devido a irregularidade na numeração do motor do veículo adquirido. Na sentença, o Juízo de primeiro grau condenou a requerida ao pagamento dos valores mencionados, fixando honorários sucumbenciais de 10% do valor da condenação. A Corte estadual manteve integralmente a sentença, majorando os honorários sucumbenciais para 12% do valor da condenação. O recurso não merece prosperar. A questão infraconstitucional relativa à violação do artigo acima não foi objeto de debate no acórdão recorrido; nem mesmo foram opostos embargos de declaração para provocar o colegiado a manifestar-se a respeito do tema. Caso, pois, de aplicação da Súmula n. 282 do STF. Para a interposição de recurso especial fundado na alínea c do permissivo constitucional, é necessário o atendimento dos requisitos essenciais para a comprovação do dissídio pretoriano, conforme prescrições dos arts. 1.029, § 1º, do CPC e 255, § 1º, do RISTJ. N ão basta a simples transcrição da ementa dos paradigmas, pois, além de juntar aos autos cópia do inteiro teor dos arestos tidos por divergentes ou de mencionar o repositório oficial de jurisprudência em que foram publicados, deve a parte recorrente proceder ao devido confronto analítico, demonstrando a similitude fática entre os julgados, o que não foi atendido no caso. Portanto, está prejudicada a apreciação do dissídio jurisprudencial ante a não realização do devido cotejo analítico. Ante o exposto, nego provimento ao agravo em recurso especial. Nos termos do § 11 do art. 85 do CPC, majoro, em 10% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem, os honorários advocatícios em desfavor da parte ora recorrente, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos no § 2º do referido artigo e ressalvada eventual concessão de gratuidade de justiça. Publique-se. Intimem-se. EMENTA