AREsp 2641825 - DECISAO
O agravo em recurso especial não foi conhecido porque a agravante não demonstrou, de forma específica e consistente, a inaplicabilidade da Súmula 7/STJ e não impugnou especificamente os fundamentos que motivaram a inadmissão do recurso especial pelo tribunal de origem, ônus que incumbia ao recorrente.
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- Parties
- Agravante: CURY CONSTRUTORA E INCORPORADORA S.A; Autora: FATIMA DE OLIVEIRA ALVES DOS SANTOS; Ré: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 September 2024
- Procedural Posture
- Ação Indenizatória / Agravo Em Recurso Especial Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC.
- Legal Topics
- Vícios De Construção, Responsabilidade Civil, Dano Moral, Legitimidade Passiva Da CEF, Inadmissibilidade De Recurso Especial, Súmula 7/stj
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Parties
CURY CONSTRUTORA E INCORPORADORA S.A
Agravante
FATIMA DE OLIVEIRA ALVES DOS SANTOS
Autora
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Ré
Procedural Posture
Ação Indenizatória / Agravo Em Recurso Especial Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 incidência da Súmula 7/STJ e necessidade de demonstração específica de sua inaplicabilidade
- 2 necessidade de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada (Súmula 182/STJ)
- 3 responsabilidade solidária da CEF e da construtora por vícios de construção
Ratio Decidendi
O agravo em recurso especial não foi conhecido porque a agravante não demonstrou, de forma específica e consistente, a inaplicabilidade da Súmula 7/STJ e não impugnou especificamente os fundamentos que motivaram a inadmissão do recurso especial pelo tribunal de origem, ônus que incumbia ao recorrente.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC.
Orders
- Não conhecimento do agravo em recurso especial com fundamento no art. 932, III, do CPC.
- Majoro em 5% os honorários fixados anteriormente, em desfavor, apenas, da ora agravante (art. 85, § 11, CPC).
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Examina-se agravo em recurso especial interposto por CURY CONSTRUTORA E INCORPORADORA S.A, contra decisão que inadmitiu recurso especial, fundamentado no art. 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal. Ação: indenizatória apresentada por FATIMA DE OLIVEIRA ALVES DOS SANTOS em face da agravante e da CEF, decorrente de vícios de construção em imóvel financiado. Acórdão: negou provimento aos recursos interpostos pela agravante e pela CEF, nos termos da seguinte ementa: SFH. PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA (PMCMV). VÍCIO DE CONSTRUÇÃO EM IMÓVEL. LEGITIMIDADE PASSIVA DA CEF. DANO MORAL. SENTENÇA CONFIRMADA. No âmbito do PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA, quando a Caixa Econômica atua como agente executor de políticas federais para a promoção de moradia para pessoas de baixa ou baixíssima renda, e escolhe e contrata a construtora, ela responde pelos vícios graves de construção (e pode regredir contra a construtora). Laudo pericial que aponta falhas e vícios de construção que comprometem o imóvel. Reconhecida a responsabilidade solidária da CEF e da construtora, quer pela aplicação do Código Civil, quer diante da relação de consumo. Compensação moral fixada no valor de R$ 10.000,00, adotado pela Turma em casos similares. Apelações das rés desprovidas. Decisão de admissibilidade do TJ/RJ: inadmitiu o recurso especial em razão dos seguintes fundamentos: i) ausência de violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC e; ii) incidência da Súmula 7/STJ. Agravo em recurso especial: nas razões do presente recurso a parte agravante repisa as razões do recurso especial quanto à violação dos arts. 485, VI e 1.022, II, do CPC; 26, caput, II, § 1º e 2º, I, e 27 do CDC; 884, 944 do CC, bem como a inaplicabilidade das Súmulas 5 e 7 do STJ. RELATADO O PROCESSO, DECIDE-SE. Ao analisar o agravo em recurso especial interposto, verifica-se que a parte agravante não demonstrou, de maneira consistente, a inaplicabilidade do seguinte fundamento: i) incidência da Súmula 7/STJ; Ressalte-se que é firme o entendimento desta Corte no sentido de que, inadmitido o recurso especial pela aplicação do enunciado n. 7/STJ, incumbe à parte interessada demonstrar, de forma específica e consistente, a desnecessidade de revolvimento do contexto fático-probatório dos autos. A parte agravante deve demonstrar a inaplicabilidade da súmula referida, por meio do cotejo entre a tese recursal e a efetiva desnecessidade do reexame de fatos e provas no caso concreto, de modo a demonstrar o devido desacerto da decisão agravada, ônus do qual não se desincumbiu. Com efeito, para que o recurso especial seja analisado por esta Corte Superior, o recorrente deve refutar todos os fundamentos que levaram à inadmissão pelo Tribunal de origem. Nesse sentido: AgInt no AREsp 2.292.265/SP, 3ª Turma, DJe de 18/8/2023, e AgInt no AREsp 2.335.547/SP, 4ª Turma, DJe de 11/10/2023. E, consoante entendimento pacífico desta Corte, não merece conhecimento o agravo que não impugna, especificamente, os fundamentos da decisão agravada, a teor do disposto na Súmula 182 do STJ, a qual se subsume perfeitamente ao presente recurso. Forte nessas razões, NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/15, majoro em 5% os honorários fixados anteriormente, em desfavor, apenas, da ora agravante. Previno as partes que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar a condenação ao pagamento das penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA a