REsp 2002535 - DECISAO
O recurso especial foi parcialmente provido para determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem, a fim de que este reexamine as provas à luz da jurisprudência do STJ sobre o ônus da prova no âmbito do art. 8º da Lei 10.209/2001 (dever do transportador de demonstrar exclusividade e os valores dos pedágios, invertendo-se então o ônus), mantendo-se, contudo, a orientação de que o art. 8º é norma cogente cuja penalidade ('dobra do frete') não admite temperamento pelas partes; também devolveu-se ao Tribunal de origem a análise da distribuição proporcional dos ônus sucumbenciais segundo o art. 86 do CPC.
- Parties
- Recorrente (ré): BRF S/A; Recorridas (autoras): autoras (recorridas)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 June 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decidido: Parcial Provimento E Determinação De Retorno Dos Autos À Corte De Origem Para Novo Julgamento
- Legal Topics
- Vale Pedágio, Dobra Do Frete, Ônus Da Prova, Supressio, Non Venire Contra Factum Proprium, Sucumbência
Case Brief
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Parties
BRF S/A
Recorrente (ré)
autoras (recorridas)
Recorridas (autoras)
Procedural Posture
Recurso Especial / Decidido: Parcial Provimento E Determinação De Retorno Dos Autos À Corte De Origem Para Novo Julgamento
Legal Issues
- 1 Constitucionalidade e aplicação do art. 8º da Lei nº 10.209/2001
- 2 Incidência da penalidade denominada 'dobra do frete' e possibilidade de mitigação ou convencionamento pelas partes
- 3 Distribuição do ônus da prova entre transportador e embarcador (art. 373/333 CPC)
Ratio Decidendi
O recurso especial foi parcialmente provido para determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem, a fim de que este reexamine as provas à luz da jurisprudência do STJ sobre o ônus da prova no âmbito do art. 8º da Lei 10.209/2001 (dever do transportador de demonstrar exclusividade e os valores dos pedágios, invertendo-se então o ônus), mantendo-se, contudo, a orientação de que o art. 8º é norma cogente cuja penalidade ('dobra do frete') não admite temperamento pelas partes; também devolveu-se ao Tribunal de origem a análise da distribuição proporcional dos ônus sucumbenciais segundo o art. 86 do CPC.
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