AREsp 2263025 - ACORDAO
Negou‑se provimento ao agravo interno porque o Tribunal de origem apreciou fundamentadamente as questões suscitadas (não havendo omissão, contradição ou obscuridade nos termos do art. 1.022 do CPC), porque parte das matérias demandava interpretação de normas infralegais ou tinha fundamento eminentemente constitucional, o que impede revisão pelo STJ sem usurpar competência do STF, e porque o agravante não impugnou todos os fundamentos autônomos do acórdão recorrido, incidindo por analogia a Súmula 283 do STF.
- Parties
- Agravante: ANTONIO CLAUDIO LAGE BUFFARA; Réu/recorrido: UNIÃO; Réu/recorrido: COMISSÃO DE VALORES MOBILIARIOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 October 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno (agravo Em Recurso Especial) / Sessão Virtual Primeira Turma (julgamento De 07/10/2025 a 13/10/2025)
- Outcome
- Negado provimento ao agravo interno.
- Legal Topics
- Violação Ao Art. 1.022 Do CPC, Interpretação De Normas Infralegais (resolução CMN 1.907/1992; Deliberação CVM 14/1983), Competência Da Cvm/cmn Para Regular Mercado De Capitais, Qualificação Das Operações Flexíveis De Ibovespa Como Valores Mobiliários, Competência Do Supremo Tribunal Federal (art. 102), Incidência Da Súmula 283 Do STF, Impossibilidade De Reexame De Matéria Fático Probatória (súmula 7/stj)
Case Brief
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Parties
ANTONIO CLAUDIO LAGE BUFFARA
Agravante
UNIÃO
Réu/recorrido
COMISSÃO DE VALORES MOBILIARIOS
Réu/recorrido
Procedural Posture
Agravo Interno (agravo Em Recurso Especial) / Sessão Virtual Primeira Turma (julgamento De 07/10/2025 a 13/10/2025)
Legal Issues
- 1 Se houve omissão, contradição ou obscuridade no acórdão recorrido em relação ao art. 1.022 do CPC
- 2 Se as operações flexíveis de Ibovespa eram valores mobiliários antes da Lei 10.303/2001 e, por consequência, se a CVM tinha competência sancionadora
- 3 Se a análise demandava interpretação de normas infralegais (Resolução CMN 1.907/1992; Deliberação CVM 14/1983) incompatível com o cabimento do recurso especial
Ratio Decidendi
Negou‑se provimento ao agravo interno porque o Tribunal de origem apreciou fundamentadamente as questões suscitadas (não havendo omissão, contradição ou obscuridade nos termos do art. 1.022 do CPC), porque parte das matérias demandava interpretação de normas infralegais ou tinha fundamento eminentemente constitucional, o que impede revisão pelo STJ sem usurpar competência do STF, e porque o agravante não impugnou todos os fundamentos autônomos do acórdão recorrido, incidindo por analogia a Súmula 283 do STF.
Court Disposition
Negado provimento ao agravo interno.
Orders
- Negar provimento ao agravo interno.
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