Dialeticidade Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3e58e36a15da909d2bc8e7
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- Judgment
- Jurisdiction
- Brazil
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento (negado Provimento)
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- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento (negado Provimento)
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Professional case brief
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01
Holding and result
O agravo interno foi desprovido porque a agravante não impugnou, de forma específica, cada fundamento da decisão que não admitiu o recurso especial, violando o dever de dialeticidade e justificando a aplicação do art. 932, III, do CPC/2015 para não conhecer do recurso.
Court disposition
Negado provimento ao agravo interno
Orders
- Negar provimento ao agravo interno.
- Manter a decisão agravada.
02
Material facts
Parties
NOEME DO CARMO ARAÚJO
Agravante03
Procedural history
Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento (negado Provimento)
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
Obrigação de impugnar todos os fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial
- 02
Aplicação do princípio da dialeticidade como requisito de admissibilidade recursal
- 03
Incidência do art. 932, III, do CPC/2015 para não conhecer recursos que não impugnam especificamente os fundamentos da decisão recorrida
Party arguments
- Applicant
- Não se conforma a agravante, argumentando que houve, sim, total oposição aos fundamentos da decisão de inadmissibilidade. Houve impugnação (fl. 969-974).
- Respondent
- Decisão da Presidência desta Corte: não conheceu do agravo em recurso especial porque não foi impugnada, de modo específico, a decisão que, na origem, não admitiu o recurso especial.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
art. 932, III, do Código de Processo Civil de 2015
Não conhecer de recurso que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida
- 02
Corte Especial - EAREsps 701.404, 746.775 e 831.326 (sessão de 19/9/2018)
Princípio da dialeticidade impõe ao recorrente o dever de demonstrar a razão pela qual a decisão recorrida não deve ser mantida, impugnando especificamente a integralidade dos fundamentos
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
O agravo interno foi desprovido porque a agravante não impugnou, de forma específica, cada fundamento da decisão que não admitiu o recurso especial, violando o dever de dialeticidade e justificando a aplicação do art. 932, III, do CPC/2015 para não conhecer do recurso.
Obiter and limits
- Ressalva do entendimento pessoal da relatoria em sentido contrário
- Consideração da missão uniformizadora do Superior Tribunal de Justiça como razão para manter a orientação consolidada pela Corte Especial
Court disposition
Negado provimento ao agravo interno
- Negar provimento ao agravo interno.
- Manter a decisão agravada.
Source and reliance status
Superior Tribunal de Justiça
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Judgment reading view
Judgment text
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Superior Tribunal de Justiça
Judgment
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 18/02/2025 a 24/02/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros João Otávio de Noronha, Maria Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha. Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Marco Buzzi.
EMENTA AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE NÃO ADMITIU O RECURSO NO TRIBUNAL DE ORIGEM. DIALETICIDADE NÃO OBSERVADA. RECURSO DESPROVIDO.
1. Nos termos do entendimento pacífico desta Corte, é obrigação do agravante impugnar todos os fundamentos da decisão que, no Tribunal de origem, não admite o especial.
2. O princípio da dialeticidade, que rege os recursos processuais, impõe ao recorrente, como requisito para a própria admissibilidade do recurso, o dever de demonstrar a razão pela qual a decisão recorrida não deve ser mantida, evidenciando o seu desacerto.
3. Agravo interno desprovido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo intern o manejado por NOEME DO CARMO ARAÚJO contra decisão da Presidência desta Corte, que não conheceu do agravo em recurso especial, porque não impugnada, de modo específico, a decisão que, na origem, não admitiu o recurso especial. Não se conforma a agravante, argumentando que houve, sim, total oposição aos fundamentos da decisão de inadmissibilidade. Houve impugnação (fl. 969-974). É o relatório.
EMENTA AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE NÃO ADMITIU O RECURSO NO TRIBUNAL DE ORIGEM. DIALETICIDADE NÃO OBSERVADA. RECURSO DESPROVIDO.
1. Nos termos do entendimento pacífico desta Corte, é obrigação do agravante impugnar todos os fundamentos da decisão que, no Tribunal de origem, não admite o especial.
2. O princípio da dialeticidade, que rege os recursos processuais, impõe ao recorrente, como requisito para a própria admissibilidade do recurso, o dever de demonstrar a razão pela qual a decisão recorrida não deve ser mantida, evidenciando o seu desacerto.
3. Agravo interno desprovido.
VOTO A súplica não merece acolhida. Com efeito, conforme bem delineado pela decisão ora agravada, a agravante, em suas razões de agravo em recurso especial, não impugnou, de forma específica, cada fundamento que compõe aquele decisum. O princípio da dialeticidade, que rege os recursos processuais, impõe ao recorrente, como requisito para a própria admissibilidade do recurso, o dever de demonstrar a razão pela qual a decisão recorrida não deve ser mantida, evidenciando o seu desacerto. A inobservância dessa regra atrai a incidência do disposto no art. 932, III, do Código de Processo Civil de 2015, verbis: "Art.
932. Incumbe ao relator: .. III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida;" Cabe ressaltar que, por ocasião do julgamento dos EAREsps 701.404, 746.775 e 831.326, na sessão do dia 19/9/2018, a Corte Especial, com a ressalva do entendimento pessoal desta relatoria em sentido contrário, consolidou a orientação de que, para se viabilizar o conhecimento do agravo em recurso especial, é necessário que o recorrente impugne especificamente a integralidade dos fundamentos da decisão agravada, autônomos ou não, circunstância que não ocorreu na espécie. Considerando a missão uniformizadora do Superior Tribunal de Justiça, impõe-se a manutenção da decisão agravada, nos moldes do entendimento firmado pela Corte Especial. Ante o exposto, nega-se provimento ao agravo interno. É o voto.
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