Brazil Judgment

Superior Tribunal de Justiça

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01

Holding and result

Conheceu-se parcialmente do recurso especial e, no mérito, negou-se provimento, entendendo o tribunal que a lei permite a exclusão de créditos trabalhistas do plano de recuperação judicial, e que, quando o plano não altera valor ou condições originais desses créditos, seus titulares não têm direito a voto nem são computados para fins de quórum (art. 45, §3º; art. 49, §2º, da Lei n. 11.101/2005), devendo ser mantida a decisão que determinou a liberação do montante retido.

Court disposition

Recurso especial conhecido parcialmente e negado provimento

Orders

  • Manutenção do acórdão recorrido que determinou a liberação do montante retido
  • Publique-se
  • Intimem-se

02

Material facts

Parties

Petrobrás Distribuidora S.A.

Recorrente

BRASIL SUPPLY S.A.

Recorrida

BSCO NAVEGAÇÃO S.A.

Recorrida

BS FLUIDOS LTDA.

Recorrida

Amounts and remedies

  • Valor Retido: BRL 286,927.01

03

Procedural history

  1. Posture

    Recurso Especial / Julgamento Do Recurso Especial Conhecimento Parcial E Decisão De Mérito

04

Questions and positions

Legal issues

Party arguments

Applicant
A recorrente alegou violação dos arts. 26, 41, 45, 49, 51, III e IV, 54, 58, 59 da Lei n. 11.101/2005 por ter sido excluído o direito de participação e voto dos credores trabalhistas na Assembleia Geral de Credores sem prévia oitiva, sustentando que a Assembleia é soberana e o plano aprovado tem força de título executivo. Invocou também o art. 11 do CPC, afirmando que o acórdão não enfrentou a questão e divergiu de precedente, em ofensa ao art. 926 do CPC.
Respondent
O Tribunal de origem concluiu que a lei permite que o devedor não inclua créditos trabalhistas no plano (art. 49, §2º; art. 53), e que, nos termos do art. 45, §3º da Lei 11.101/2005, credores cujos créditos não tenham suas condições ou valores alterados pelo plano não terão direito a voto nem serão computados para quórum. Susteve também que a ausência de instauração do comitê de credores é irrelevante quando não constituído e que a decisão de 1º grau deveria ser mantida, não havendo omissão nem violação do art. 11 do CPC.

05

Court’s reasoning

  1. 01

    art. 45, § 3º, da Lei n. 11.101/2005

    Credores trabalhistas cujos créditos não são alterados pelo plano não têm direito a voto e não são computados para fins de quórum

  2. 02

    art. 49, § 2º, da Lei n. 11.101/2005

    As obrigações anteriores à recuperação observam as condições originalmente contratadas, salvo disposição em contrário no plano de recuperação judicial

  3. 03

    art. 53 da Lei n. 11.101/2005

    A elaboração da proposta do plano de recuperação é atribuição do devedor

  4. 04

    art. 59 da Lei n. 11.101/2005

    O plano de recuperação, quando aprovado, pode configurar novação dos créditos abrangidos, adquirindo força de título executivo judicial

  5. 05

    art. 28 da Lei n. 11.101/2005

    Na ausência de constituição do comitê de credores, cabe ao administrador judicial ou ao juiz exercer as atribuições do comitê

06

Ratio, limits and disposition

Ratio decidendi

Conheceu-se parcialmente do recurso especial e, no mérito, negou-se provimento, entendendo o tribunal que a lei permite a exclusão de créditos trabalhistas do plano de recuperação judicial, e que, quando o plano não altera valor ou condições originais desses créditos, seus titulares não têm direito a voto nem são computados para fins de quórum (art. 45, §3º; art. 49, §2º, da Lei n. 11.101/2005), devendo ser mantida a decisão que determinou a liberação do montante retido.

Obiter and limits

  • O comitê de credores é órgão facultativo, e sua ausência não impede o exercício das atribuições inerentes, que serão desempenhadas pelo administrador judicial ou pelo juiz (art. 28 da Lei n. 11.101/2005)
  • A instauração de incidente de demandas repetitivas não foi apreciada porque sua eventual instauração poderia ser requerida ao Tribunal de Justiça, nos termos do art. 977, II, do CPC, e sua omissão não afetou o resultado da decisão

Court disposition

Recurso especial conhecido parcialmente e negado provimento

  • Manutenção do acórdão recorrido que determinou a liberação do montante retido
  • Publique-se
  • Intimem-se

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Superior Tribunal de Justiça

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DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto por Petrobrás Distribuidora S.A., com fundamento no artigo 105, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão assim ementado (fls. 662-670): AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO ENTRE AS PARTES. RETENÇÃO DE VALORES PELOS SERVIÇOS PRESTADOS DIANTE DA AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE ADIMPLEMENTO DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS. PEDIDO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL DA SOCIEDADE CONTRATADA, ORA AGRAVADA. DECISÃO DO JUÍZO A QUO QUE DETERMINOU A LIBERAÇÃO DO VALOR RETIDO E DEFERIU A DISPENSA DO COMPARECIMENTO DOS CREDORES TRABALHISTAS NA ASSEMBLEIA GERAL DE CREDORES. AUSÊNCIA DE ALTERAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE PAGAMENTO DOS DÉBITOS TRABALHISTAS. ART. 45, §3º, DA LEI Nº 11.101/05. RETENÇÃO DOS VALORES. IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO LÍQUIDO E CERTO. PREVISÃO CONTRATUAL DE COMPENSAÇÃO SOMENTE NO CASO DE RESCISÃO. LIBERAÇÃO DO VALOR RETIDO. DESPROVIMENTO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AGRAVO INTERNO PREJUDICADO. Opostos embargos declaratórios estes foram rejeitados. Eis a ementa (fls. 729-733): EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGA A EMBARGANTE A EXISTÊNCIA DE CONTRADIÇÃO NO ACÓRDÃO, AO LIBERAR O VALOR RETIDO, REFERENTE A CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, MESMO SEM OS CRÉDITOS TRABALHISTAS ESTAREM INCLUÍDOS NO PLANO DE RECUPERAÇÃO; AO FUNDAMENTAR O PAPEL DO COMITÊ DE CREDORES, DIANTE DA AUSÊNCIA DE

SUA CONSTITUIÇÃO; E AO FUNDAMENTAR NO INSTITUTO DA COMPENSAÇÃO, QUANDO NÃO HOUVE PEDIDO DE COMPENSAÇÃO PELA EMBARGANTE. ALEGA, AINDA, OMISSÃO NO QUE TANGE AO PEDIDO DE INSTAURAÇÃO DE INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS. AUSÊNCIA DE CONTRADIÇÃO. SE, NO SENTIR DO RECORRENTE, NÃO APLICOU O DIREITO CORRETAMENTE, O QUE SE CONFIGURA É CONTRARIEDADE ENTRE A INTERPRETAÇÃO DO ÓRGÃO JULGADOR E O INTERESSE DA PARTE, O QUE EM NADA SE ASSEMELHA A CONTRADIÇÃO (INCONGRUÊNCIA LÓGICA ENTRE AS PREMISSAS E A CONCLUSÃO DO SILOGISMO JURÍDICO QUE EMBASA A DECISÃO JUDICIAL), A OMISSÃO, A OBSCURIDADE OU O ERRO MATERIAL. A INTERPRETAÇÃO JURÍDICA DOS FATOS NARRADOS APLICADA NO ACÓRDÃO LEVOU À ABORDAGEM DE INSTITUTOS JURÍDICOS NÃO EXPRESSAMENTE MENCIONADOS PELO EMBARGANTE, O QUE ABSOLUTAMENTE NÃO SE CONSUBSTANCIA EM CONTRADIÇÃO, OMISSÃO OU OBSCURIDADE, PRINCIPALMENTE AO SE VERIFICAR PRESENTES A EXPRESSA FUNDAMENTAÇÃO LEGAL E FÁTICA. AUSÊNCIA DE INSTAURAÇÃO DO COMITÊ DE CREDORES SOMENTE INFORMADA NOS PRESENTES EMBARGOS. NÃO OBSTANTE SER ELE ÓRGÃO FACULTATIVO, NO CASO DE SUA NÃO INSTAURAÇÃO, CABERÁ AO ADMINISTRADOR JUDICIAL OU AO JUIZ EXERCER SUAS ATRIBUIÇÕES, CONFORME ART. 28 DA LEI Nº 11.101/05. A AUSÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO SOBRE A INSTAURAÇÃO DE INCIDENTE DE DEMANDAS REPETITIVAS EM NADA AFETA O RESULTADO DA DEMANDA. ISSO PORQUE O PRÓPRIO EMBARGANTE, POR PETIÇÃO DIRIGIDA AO PRESIDENTE DO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA, PODERIA PEDIR SUA INSTAURAÇÃO, NOS TERMOS DO ART. 977, II, DO CPC. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO PROVIDOS. Em suas razões recursais, a recorrente alega violação dos seguintes artigos: (a) 26, 41, 45, 49, 51, III e IV, 54, 58, 59, todos da Lei n. 11.101/2005, pois não se pode excluir dos credores trabalhistas o direito de participar da votação da Assembleia Geral de Credores e exercer o seu voto, sem que sejam previamente ouvidos, sob pena de clara violação dos seus direitos e da possibilidade de se criar uma forma de aprovação de Recuperação Judicial contrária aos ditames expressamente previstos na legislação, visto que a Assembleia Geral de Credores é soberana e o plano aprovado em seu âmbito tem a força de título executivo judicial (art.59, § 1º, da Lei n. 11.101/2005), bem como constitui novação dos créditos anteriores ao pedido (art. 59 da Lei n. 11.101/2005); (b) 11 do CPC, já que a decisão prolatada não enfrentou a questão e se posicionou de forma divergente de precedente da própria Câmara, em total dissonância com o previsto no art. 926 do Código de Processo Civil. Houve contrarrazões (fls. 810-833). O Tribunal de origem inadmitiu o recurso especial (fls. 841-845). Em fls. 933-936, decisão que deu provimento ao recurso de agravo para determinar sua conversão em recurso especial. É o relatório. Decido. Na origem, o Juízo da 5ª Vara Empresarial da Comarca

do Rio de Janeiro proferiu decisão pela qual deferiu a dispensa do comparecimento na Assembleia Geral de Credores dos titulares de créditos trabalhistas, que não terão seus créditos reestruturados e não serão computados para fins de quorum e votação no Plano de Recuperação Judicial, bem como determinou a intimação da ora recorrente, por Oficial de Justiça, para que libere o montante de R$ 286.927,01, que havia sido retido pela recorrente PETROBRAS S.A., sob a alegação de descumprimento contratual por parte das recorridas BRASIL SUPPLY S.A., BSCO NAVEGAÇÃO S.A. e BS FLUIDOS LTDA., por falta de pagamento de parte dos créditos trabalhistas que não integrarão o plano de recuperação. Interposto agravo de instrumento em face dessa decisão, o Tribunal de origem negou provimento ao recurso, mantendo-se intacta a decisão atacada. i) Violação do art. 11 do CPC Ausente a ofensa ao art. 11 do CPC, pois a Corte estadual explicitou, de forma clara e fundamentada, os motivos pelos quais concluiu que a decisão de primeiro grau deveria ser mantida quanto à questão de dispensa do comparecimento na Assembleia Geral de Credores dos titulares de créditos trabalhistas, bem como da determinação para liberação do montante retido pela ora recorrente. As matérias que as agravantes consideram omitidas foram expressamente analisadas no acórdão recorrido, ainda que de forma sucinta. O simples fato de a

parte não concordar com as conclusões do julgado não configura ofensa aos dispositivos processuais invocados. Assim, não há falar, no caso, em negativa de prestação jurisdicional. Ressalta-se não ser possível confundir julgamento desfavorável, como no caso, com ausência de fundamentação. Nessa parte, portanto, o recurso não deve ser conhecido. ii) Violação dos artigos 26, 41, 45, 49, 51, III e IV, 54, 58, 59, todos da Lei n. 11.101/2005 A respeito da não inclusão dos créditos trabalhistas no plano de recuperação, o Tribunal de origem assim se manifestou (fl. 665): A referida lei, por sua vez, excluiu de plano alguns créditos da sujeição à recuperação judicial, como os créditos tributários (art. 191-A do CTN, c/c art.6º, §7º e 57 da Lei nº 11.101/05) e as importâncias entregues ao devedor decorrentes de adiantamento a contrato de câmbio para exportação (art. 49, §4º), entre outros. De outro lado, estabeleceu normas especiais de proteção a créditos submetidos aos seus efeitos, em especial, os trabalhistas (v. g. art. 54 e parágrafo único). O tratamento diferenciado em virtude de sua natureza tem fundamento na importância social do crédito alimentar, e é justificado por alguns dos já referidos objetivos expressos do instituto: emprego dos trabalhadores, interesses dos credores e promoção da função social da empresa. Neste sentido, é permitido que o plano de recuperação judicial

não contemple os créditos de natureza trabalhista, mantendo inalterados os valores, formas e prazos de pagamento, nos termos do art. 49, §2º. Isso porque a elaboração da proposta do plano de recuperação é atribuição do devedor, nos termos do art. 53; e, ainda, porque os créditos trabalhistas observarão as condições originalmente contratadas ou decorrentes da sentença da Justiça do Trabalho, o que se caracteriza numa vantagem para os trabalhadores. Neste sentido, é permitido que o plano de recuperação judicial não contemple os créditos de natureza trabalhista, mantendo inalterados os valores, formas e prazos de pagamento, nos termos do art. 49, § 2º. Isso porque a elaboração da proposta do plano de recuperação é atribuição do devedor, nos termos do art. 53, e porque os créditos trabalhistas observarão as condições originalmente contratadas ou decorrentes da sentença da Justiça do Trabalho, o que se caracteriza numa vantagem para os trabalhadores. Assim, forçoso concluir pela improcedência quanto ao pedido para atribuir direito a voto aos credores trabalhistas, principalmente ao verificar que o art. 45, § 3º, da Lei n. 11.101/2005 dispõe que não terá direito a voto e não será considerado para fins de verificação de quórum de deliberação se o plano de recuperação judicial não alterar o valor ou as condições originais de pagamento de seu crédito. Portanto, extrai-se que empresa

recuperanda optou por manter os valores originais dos créditos trabalhistas, não os submetendo aos prazos previstos no art. 54 da Lei 11.101/2005. O art. 49, § 2º, da LREF afirma que as obrigações anteriores à recuperação observarão as condições originalmente contratadas, salvo se de modo diverso ficar estabelecido no plano de recuperação judicial. Assim, a recuperanda pode decidir excluir do plano de recuperação judicial alguma classe de credores, ou mesmo uma subclasse, que entende deva ser paga na forma da contratação originária. Essa classe de credores excluída será paga normalmente durante o curso da recuperação judicial, já que seus créditos não foram modificados. Fica claro, assim, que não terão interesse em se habilitar, pois nem sequer podem votar um plano que não lhes atinge. No presente caso, os créditos trabalhistas não foram incluídos no plano de recuperação judicial apresentado, ou seja, não foram objeto da novação prevista no art. 59 da Lei 11.101/2005. Não se deve olvidar que a recuperação judicial tem como objetivo primordial a preservação da função social da empresa e a manutenção da fonte produtora de empregos, arrecadação tributária e desenvolvimento econômico. Nesse contexto, a Lei n. 11.101/2005 busca equilibrar os interesses dos credores e da própria empresa devedora, com vistas à sua reestruturação. Nessa linha, se a recuperanda decidiu não incluir

credores trabalhistas em seu plano de recuperação é porque entendeu que assim seria melhor para viabilizar a sua preservação, não havendo que se falar em violação dos artigos 26, 41, 45, 49, 51, III e IV, 54, 58, 59, todos da Lei n. 11.101/2005, devendo o acórdão recorrido ser mantido integralmente. Ante o exposto, conheço parcialmente o recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento. Publique-se. Intimem-se.

EMENTA

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Authorities

Authorities used by the court

Cases, legislation, regulations, and constitutional provisions identified in the available record.

Lei n. 11.101/2005

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 45, § 3º, da Lei n. 11.101/2005

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 49, § 2º, da Lei n. 11.101/2005

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 53 da Lei n. 11.101/2005

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 59 da Lei n. 11.101/2005

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 28 da Lei n. 11.101/2005

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 26 da Lei n. 11.101/2005

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 41 da Lei n. 11.101/2005

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 51, III e IV, da Lei n. 11.101/2005

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 54 da Lei n. 11.101/2005

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 58 da Lei n. 11.101/2005

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código de Processo Civil, art. 11

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código de Processo Civil, art. 926

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código de Processo Civil, art. 977, II

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

CTN, art. 191-A

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

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