Dosimetria Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3dbfc67ccdbf40b16da024
- Status
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- Superior Tribunal de Justiça
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- Agravo Em Recurso Especial / Decisão
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Professional case brief
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01
Holding and result
O agravo em recurso especial foi julgado prejudicado porque as teses ventiladas já haviam sido objeto de habeas corpus anterior manejado pelo mesmo paciente e as nulidades não foram previamente apreciadas pelo tribunal de origem, o que impede o conhecimento direto pelo STJ para não promover supressão de instância; subsidiariamente, não se vislumbrou ilegalidade no regime inicial diante da jurisprudência que admite regime fechado para penas superiores a quatro anos quando as circunstâncias judiciais são desfavoráveis.
Court disposition
Julgo prejudicado o agravo em recurso especial
Orders
- Publique-se e intimem-se.
02
Material facts
Parties
PABLO HENRIQUE PEREIRA DA SILVA
AgravanteMinistério Público Federal
ManifestanteTribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Tribunal De Origem03
Procedural history
Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
nulidade por citação por edital sem exaurimento dos meios para localizar o réu
- 02
nulidade por deficiência da defesa técnica (não arrolamento de testemunhas, alegações finais genéricas)
- 03
nomeação de advogado ad hoc sem prévia intimação do réu para constituir novo patrono
- 04
ausência de fundamentação idônea para regime inicial fechado
- 05
possibilidade de conhecimento pelo STJ de matéria não apreciada pelo tribunal de origem e risco de supressão de instância
- 06
consequência de habeas corpus anterior sobre idênticas teses tornar o recurso prejudicado
Party arguments
- Applicant
- A defesa alegou violação dos arts. 29, 33, § 3º, e 59 do Código Penal e dos arts. 204, 210, 215 e 366 do Código de Processo Penal, sustentando nulidades processuais: citação por edital sem prévio esgotamento dos meios de localização do réu; deficiência da defesa técnica (ex.: não arrolou testemunhas; alegações finais genéricas); nomeação de advogado ad hoc sem prévia intimação do réu para constituir patrocínio; e ausência de fundamentação idônea para justificar o regime inicial fechado aplicado ao condenado.
- Respondent
- O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não provimento do agravo em recurso especial. O Tribunal considerou que as teses foram objeto de habeas corpus anterior manejado pelo mesmo paciente e que as matérias não foram previamente analisadas pela Corte de origem, impedindo o conhecimento direto pelo STJ para evitar supressão de instância; também foi mantida a possibilidade de regime fechado quando a pena é superior a quatro anos e as circunstâncias judiciais são desfavoráveis.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
Superior Tribunal de Justiça (decisão)
Impossibilidade de conhecimento pelo STJ de matéria não apreciada pelo tribunal de origem, para evitar supressão de instância
- 02
Jurisprudência do STJ (AgRg no HC n. 539.585/MT; HC n. 938.959/SP)
Fixação do regime inicial fechado é admissível quando a pena privativa de liberdade é superior a quatro anos e as circunstâncias judiciais foram desfavoráveis
- 03
Decisão (mencionado no acórdão de origem)
Preclusão consumativa, unirrecorribilidade e intempestividade impedem o conhecimento de recursos não manejados no tempo e forma adequados
- 04
Decisão (manifestação do Tribunal)
Vedação à utilização simultânea de habeas corpus e de recurso próprio para discutir idênticas questões, por subversão do sistema recursal
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
O agravo em recurso especial foi julgado prejudicado porque as teses ventiladas já haviam sido objeto de habeas corpus anterior manejado pelo mesmo paciente e as nulidades não foram previamente apreciadas pelo tribunal de origem, o que impede o conhecimento direto pelo STJ para não promover supressão de instância; subsidiariamente, não se vislumbrou ilegalidade no regime inicial diante da jurisprudência que admite regime fechado para penas superiores a quatro anos quando as circunstâncias judiciais são desfavoráveis.
Obiter and limits
- É preocupação desta Corte impedir a tramitação simultânea de habeas corpus e de recurso próprio usados para discutir idênticas questões, estratégia de defesa que subverte o sistema recursal e prejudica a prestação jurisdicional.
- Jurisprudência do STJ admite a fixação de regime inicial fechado mesmo quando a pena esteja acima de 4 anos e abaixo de 8 anos, se as circunstâncias judiciais forem desfavoráveis (citados AgRg no HC n. 539.585/MT e HC n. 938.959/SP).
Court disposition
Julgo prejudicado o agravo em recurso especial
- Publique-se e intimem-se.
Source and reliance status
Superior Tribunal de Justiça
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Judgment reading view
Judgment text
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Superior Tribunal de Justiça
Judgment
DECISÃO PABLO HENRIQUE PEREIRA DA SILVA agrava de decisão que inadmitiu seu recurso especial, fundado no art. 105, III, "a", da Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco na Apelação Criminal n. 0014159-58.2004.8.17.0001. O agravante foi condenado a 6 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, mais multa, pela prática do crime previsto no art. 157, § 2º, II, do Código Penal. A defesa interpôs apelação, a fim de reformar tão somente a dosimetria e o modo de cumprimento de pena. O Tribunal estadual deu parcial provimento ao recurso, a fim de reduzir a reprimenda do réu para 5 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado, mais multa. No especial, a defesa indicou violação dos arts. 29, 33, § 3º, e 59 do Código penal e 204, 210, 215 e 366 do Código de Processo Penal. A defesa aponta as seguintes nulidades processuais: a) citação por edital do acusado sem o prévio esgotamento dos meios possíveis para localizar o réu, b) deficiência da defesa técnica no curso dos autos, evidenciada, exemplificativamente, por não haver arrolado testemunhas e por apresentar alegações finais genéricas e c) nomeação de advogado ad hoc sem prévia intimação do réu para que constituísse novo patrono. Além disso, afirma não haver fundamentação idônea para justificar o regime inicial fechado aplicado ao paciente. Apresentad as as
contrarrazões, o recurso foi inadmitido na origem, e o Ministério Público Federal manifestou-se pelo não provimento do agravo em recurso especial (fls. 627-630). Decido. Em consulta processual realizada na página eletrônica deste Tribunal Superior, verifico a anterior impetraçã o do HC n. 939.140/PE, também manejado pelo ora recorrente, que se refere ao mesmo acórdão aqui indicado e trouxe idênticas teses. A propósito, no mencionado feito, em 6/2/2025, conheci parcialmente do habeas corpus e, nessa extensão, deneguei a ordem, nestes termos: Em seguida, o réu constituiu nova advogada, a qual interpôs uma segunda apelação, "alegando nulidade de citação por edital, nulidade por deficiência de defesa e nulidade nos depoimentos colhidos na audiência de instrução e julgamento no juízo de primeiro grau" (fl. 123). Em virtude da preclusão consumativa, da unirrecorribilidade e da intempestividade, o recurso não foi conhecido em decisão monocrática (fl. 123-126). Portanto, as nulidades suscitadas neste habeas corpus não foram previamente analisadas pela Corte de origem no ato apontado como coator, evidenciando-se a ausência de "causa julgada" a justificar a inauguração da competência do STJ. Não pode esta Corte Superior, portanto, conhecer diretamente da matéria, sob pena de inadmissível supressão de instância. Em relação ao regime inicial, não há ilegalidade a ser sanada. A pena- base
do réu foi fixada acima do mínimo legal, pois foram valorados negativamente o motivo e as circunstâncias do crime, e a sanção final foi de 5 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão. A jurisprudência do STJ autoriza a fixação do regime fechado a condenados a pena privativa de liberdade superior a 4 anos em que as circunstâncias judiciais hajam sido desfavoráveis. Nessa perspectiva: "É cabível a fixação de regime inicial fechado ao condenado cujas circunstâncias judiciais foram consideradas desfavoráveis, ainda que a pena haja sido arbitrada acima de 4 anos e abaixo de 8 anos, em atenção ao art. 33, § 3º, do Código Penal" (AgRg no HC n. 539.585/MT, relator Ministro Rogerio Schietti, Sexta Turma, julgado em 1/12/2020, D Je de 10/12/2020) e "Embora a pena tenha sido estabelecida em patamar inferior a 8 anos, foi reconhecida na primeira fase da dosimetria da pena circunstância judicial desfavorável, o que justifica o agravamento do regime, nos termos do art. 33, §§ 2º e 3º, do CP, não havendo se falar em constrangimento ilegal na fixação do regime prisional fechado" (HC n. 938.959/SP, relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em 3/12/2024, DJEN de 9/12/2024). Assim, esta insurgência consiste em mera reiteração de pedido anteriormente julgado , o que torna prejudicado o recurso. É preocupação desta Corte impedir a tramitação simultânea de habeas corpus e de recurso próprio usados para discutir idênticas questões, estratégia de defesa que subverte o sistema recursal e prejudica a prestação jurisdicional. À vista do exposto, julgo prejudicado o agravo em recurso especial. Publique-se e intimem-se.
EMENTA
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