Dosimetria Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3dc1777ccdbf40b16ea0b6
- Status
- Judgment
- Jurisdiction
- Brazil
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
More details
- Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
On this page
Professional case brief
Research organized from the available case record
01
Holding and result
O habeas corpus não foi conhecido porque as questões sobre dosimetria e identificação de condenações anteriores não foram suscitadas em grau de apelação e demandariam reexame de matéria fático-probatória, configurando indevida supressão de instância, razão pela qual, com fundamento no art. 34, inciso XX, do Regimento Interno do STJ, não se conhece da impetração.
Court disposition
Não conheço do habeas corpus.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
02
Material facts
Parties
CARLOS JOSE DA SILVA
PacienteMinistério Público Federal
Fiscal Da LeiAmounts and remedies
- Anos Reclusao: 8
- Meses Reclusao: 4
- Dias Reclusao: 24
- Dias Multa: 13
03
Procedural history
Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
uso de condenações de terceiro homônimo na dosimetria
- 02
inadmissibilidade de reexame fático-probatório em habeas corpus
- 03
preclusão por não suscitação em grau de apelação
- 04
legalidade da entrada policial em oficina versus domicílio
Party arguments
- Applicant
- Sustenta erro na dosimetria, porquanto as condenações utilizadas para fins de reincidência referem-se a pessoa diversa com mesmo nome, mas documentos e filiação distintos; afirma ser primário até a data da sentença e pleiteia afastamento da agravante da reincidência e aplicação de regime prisional mais brando.
- Respondent
- O Ministério Público Federal pugna pelo não conhecimento do habeas corpus, entendendo que a matéria exige revolvimento fático-probatório (revisão criminal/substitutivo de revisão criminal) e configuraria dupla supressão de instância, devendo a impetração ser desconsiderada.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
AgRg no HC n. 525.332/RJ, Rel. Ministro Rogério Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 17/12/2019, DJe 19/12/2019
Matéria não apreciada pelo juiz e pelo tribunal de segundo grau não pode ser analisada diretamente no Superior Tribunal de Justiça, para evitar supressão de instância.
- 02
Parecer do Ministério Público Federal e jurisprudência mencionada no acórdão impugnado
Habeas corpus não se presta para revolver matéria fático-probatória e revisão de dosimetria quando tal análise demanda reexame de provas.
- 03
Art. 34, inciso XX, do Regimento Interno do STJ
Aplicação do art. 34, inciso XX, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça para o não conhecimento de pedidos que impliquem supressão de instância.
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
O habeas corpus não foi conhecido porque as questões sobre dosimetria e identificação de condenações anteriores não foram suscitadas em grau de apelação e demandariam reexame de matéria fático-probatória, configurando indevida supressão de instância, razão pela qual, com fundamento no art. 34, inciso XX, do Regimento Interno do STJ, não se conhece da impetração.
Obiter and limits
- O acórdão de origem registrou que a incursão policial deu-se na oficina do agente, local de livre acesso e separado da residência, afastando alegação de violação de domicílio.
- O Tribunal de origem negou provimento ao recurso por entender que não restou demonstrada violação de direitos constitucionais quanto às provas produzidas.
Court disposition
Não conheço do habeas corpus.
- Publique-se.
- Intimem-se.
Source and reliance status
Superior Tribunal de Justiça
This page organises the available record for research. Confirm quotations, current status, and subsequent treatment against the official source before relying on the case.
Judgment reading view
Judgment text
The complete available source text.
Superior Tribunal de Justiça
Judgment
DECISÃO Em petição de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado em favor de CARLOS JOSE DA SILVA, alega-se coação ilegal em relação a acórdão do Tribunal de origem. O paciente foi condenado pela prática do crime previsto no art. 17, caput e § 1º, da Lei n. 10.826/03, à pena de 8 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão, além de 13 dias-multa, em regime inicial fechado (fls. 65-76). O Tribunal de origem manteve a condenação (fls. 77-88). Neste habeas corpus, alega-se que houve erro na dosimetria. O s processos utilizados na sentença referem-se à pessoa diversa, embora com o mesmo nome, mas com documentos pessoais e filiação distintos, razão pela qual a pena teria sido fixada com base em elementos incorretos. Sustenta, ainda, que, até a data da sentença, o paciente era primário. Assim, requer, liminarmente e no mérito, o afastamento da agravante da reincidência e a aplicação de regime prisional mais brando (fls. 2-24). A medida liminar foi indeferida (fls. 115-116). As informações requisitadas foram prestadas (fls. 121-131). O parecer do Ministério Público Federal dá-se no sentido de não conhecimento do habeas corpus, assim ementado (fls. 91-94): PENAL e PROCESSUAL PENAL. Habeas corpus substitutivo de revisão criminal. Comércio e fabricação ilegal de arma de fogo. Ilegalidade na dosimetria. Condenações utilizadas para fins de reincidência que se referem a um terceiro com
o mesmo nome do paciente. Dupla supressão de instância. Necessidade de revolvimento fático-probatório. Não conhecimento do habeas corpus. É o relatório. As questões atinentes ao presente habeas corpus não foram suscitadas em grau de apelação. Conforme se depreende do acórdão questionado, o paciente limitou-se a questionar a validade do ingresso policial em seu domicílio e das provas produzidas (fls. 77-88): .. RECURSO DE CARLOS - ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DE DOMICÍLIO NÃO COMPROVADA - RECURSO DESPROVIDO. Demonstrado nos autos que a incursão policial deu-se na oficina do agente, e não em sua casa, afasta-se a alegação de desrespeito aos direitos constitucionais. .. O apelante CARLOS apresentou suas razões às f. 605-620, em que arguiu a nulidade das provas que determinaram a sua condenação. .. Com relação a CARLOS, veja-se que é firme o relato dos policiais que o local era de livre acesso do corréu, cuja entrada foi por ele franqueada. Ainda, restou demonstrado que os agentes entraram na oficina do réu, estabelecimento localizado ao lado, separada da residência. Essa situação afasta por completo a possibilidade de violação dos direitos constitucionais, visto que esse local não goza da mesmo proteção conferida à casa. .. Ainda, nego provimento ao recurso de CARLOS. As matérias levantadas pelo impetrante também não foram analisadas pelo magistrado do juízo competen te. Como cediço,
"matéria não apreciada pelo Juiz e pelo Tribunal de segundo grau não pode ser analisada diretamente nesta Corte, sob pena de indevida supressão de instância" (AgRg no HC n. 525.332/RJ, Rel. Ministro Rogério Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 17/12/2019, DJe 19/12/2019). Ante o exposto, com fulcro no art. 34, inciso XX, do Regimento Interno do eg régio Superior Tribunal de Justiça, não conheço o habeas corpus. Publique-se. Intimem-se.
EMENTA
Case-aware research
Ask AI about this case
The judgment and available research above are public. New questions open in a separate private conversation grounded in this case.