Dosimetria Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3dcd4a7ccdbf40b1759100
- Status
- Judgment
- Jurisdiction
- Brazil
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática Liminar Indeferida
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- Habeas Corpus / Decisão Monocrática Liminar Indeferida
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Professional case brief
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01
Holding and result
O habeas corpus foi liminarmente indeferido porque se trata de pretensão de revisar condenação e dosimetria mantidas pelas instâncias ordinárias, não se verificando constrangimento ilegal manifesto; o acórdão estadual fundamentou a negativação da culpabilidade e da conduta social em circunstâncias concretas que extrapolam o tipo, e a revisão exigiria reexame probatório, inviável na via escolhida.
Court disposition
inicial indeferida liminarmente
Orders
- Indefiro liminarmente a inicial (art. 210 do RISTJ).
- Intime-se a Defensoria Pública da União para que proceda como entender de direito perante a instância adequada.
- Publique-se.
02
Material facts
Parties
ALEXANDRE CANUTO ARAUJO
Impetrante/paciente Counsel: Defensoria Pública da UniãoTribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios
Ato Coator1ª Vara Criminal e Tribunal do Júri de Santa Maria/DF
Órgão Prolator Da SentençaAmounts and remedies
- Pena Meses: 296
03
Procedural history
Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática Liminar Indeferida
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
se cabe habeas corpus para reexaminar condenação e dosimetria mantidas pelas instâncias ordinárias
- 02
possível bis in idem na valoração da culpabilidade e na utilização da qualificadora
- 03
valoração da conduta social na dosimetria
Party arguments
- Applicant
- o impetrante/defesa pleiteia revisão da condenação e da execução penal com redução da pena, sustentando que testemunha ocular no depoimento policial afirmou não reconhecer o paciente e não compareceu ao Júri, o que poderia ensejar absolvição; requer também revisão da dosimetria, argüindo bis in idem na negativação da culpabilidade em razão de o arrombamento já ter sido considerado para a qualificadora de recurso que dificultou a defesa, e ilegalidade na valoração da conduta social por se basear em rivalidade entre grupos relacionada às circunstâncias do crime e não ao comportamento social prévio do paciente.
- Respondent
- o Tribunal estadual afastou erro na dosimetria, entendendo que a culpabilidade foi negativada por conduta que extrapolou o padrão do tipo (arrombamento, invasão do apartamento e múltiplos disparos) e que a qualificadora do recurso que dificultou a defesa foi corretamente utilizada na segunda fase sem bis in idem; manteve-se a negativação da conduta social com base em prova de guerras entre grupos rivais, temor na comunidade e influência social negativa; concluir de forma diversa demandaria reexame probatório, inviável na via eleita.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
decisão do STJ (art. 210 do RISTJ e fundamentos do acórdão estadual)
inviabilidade de reexame probatório na via do habeas corpus
- 02
acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios
não configura bis in idem quando a negativação da culpabilidade decorre de conduta que extrapola o padrão do tipo e a qualificadora é aplicada em outra fase da dosimetria
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
O habeas corpus foi liminarmente indeferido porque se trata de pretensão de revisar condenação e dosimetria mantidas pelas instâncias ordinárias, não se verificando constrangimento ilegal manifesto; o acórdão estadual fundamentou a negativação da culpabilidade e da conduta social em circunstâncias concretas que extrapolam o tipo, e a revisão exigiria reexame probatório, inviável na via escolhida.
Obiter and limits
- Determinação para intimação da Defensoria Pública da União para que proceda como entender de direito perante a instância adequada.
- Publicação da decisão.
Court disposition
inicial indeferida liminarmente
- Indefiro liminarmente a inicial (art. 210 do RISTJ).
- Intime-se a Defensoria Pública da União para que proceda como entender de direito perante a instância adequada.
- Publique-se.
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Superior Tribunal de Justiça
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Superior Tribunal de Justiça
Judgment
DECISÃO O presente habeas corpus, impetrado em benefício próprio por ALEXANDRE CANUTO ARAUJO - condenado por homicídio qualificado e corrupção de menor a 24 anos e 8 meses de reclusão -, pretende a revisão de sua condenação e da execução penal, com a consequente diminuição da pena, ao argumento de que a testemunha ocular, em depoimento na delegacia, declarou não o reconhecer como autor dos disparos e que essa mesma testemunha não compareceu ao Tribunal do Júri, o que poderia ter levado à sua absolvição (fls. 8/9). Com efeito, em sua manifestação, a Defensoria Pública da União aponta como ato coator o acórdão de apelação criminal proferido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (fls. 42/73), e requer a revisão da dosimetria - na condenação proferida na Ação Penal n. 2015.10.1.003332-5 (fls. 28/37), da 1ª Vara Criminal e Tribunal do Júri de Santa Maria/DF -, com a redução da exasperação da pena-base, pelo afastamento da negativação dos vetores: a) culpabilidade, sustentando bis in idem, ao argumento de que o fato de os réus terem arrombado a porta para entrar no apartamento onde a vítima se encontrava escondida já foi considerado para o reconhecimento da qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima (fl. 5); e b) conduta social, aduzindo que, ao utilizar o contexto de rivalidade entre grupos como fundamento, a decisão incorreu em indevida
duplicidade valorativa. Isso porque tal rivalidade não se refere ao modo de vida ou comportamento do paciente em seu convívio social antes do crime, mas, sim, às circunstâncias específicas do próprio delito (fl. 6). Sem pedido liminar. Ocorre que, além de se tratar de impetração destinada a revisar novamente a condenação imposta e mantida pelas instâncias ordinárias, o que é inadmissível, não se verifica a ocorrência do ilegal constrangimento, pois: a) o Tribunal estadual, no julgamento da apelação, afastou a alegação de erro na dosimetria ao fundamento de que a culpabilidade foi negativada por conduta que extrapolou o padrão do tipo - arrombamento, invasão do apartamento onde a vítima estava escondida e múltiplos disparos (fl. 70) - e de que a qualificadora do recurso que dificultou a defesa foi corretamente utilizada como agravante na segunda fase, sem bis in idem - argumentando que os agentes invadiram a residência, entraram repentinamente no quarto em superioridade numérica (três pessoas) e desferiram múltiplos tiros (fl. 61) -, concluir de forma diversa demandaria reexame probatório, inviável na eleita; e b) igualmente manteve a negativação da conduta social, destacando prova de guerras entre grupos rivais, temor na comunidade e influência social negativa, razão pela qual preservou a exasperação (fls. 67/69 e 72), evidenciando circunstâncias concretas que extrapolam os elementos do tipo penal imputado. Em razão disso, indefiro liminarmente a inicial (art. 210 do RISTJ). Intime-se a Defensoria Pública da União para que proceda como entender de direito perante a instância adequada. Publique-se.
EMENTA PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO E CORRUPÇÃO DE MENOR. DOSIMETRIA. PRETENSÃO DE REVISÃO DA CONDENAÇÃO IMPOSTA E MANTIDA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. UTILIZAÇÃO INDEVIDA DO WRIT. INVIABILIDADE. FORMULAÇÃO DE PRETENSÕES INFUNDADAS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL MANIFESTO. AUSÊNCIA. Inicial indeferida liminarmente.
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