Dosimetriadapena Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3db2ea7ccdbf40b1663753
- Status
- Judgment
- Jurisdiction
- Brazil
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
More details
- Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
On this page
Professional case brief
Research organized from the available case record
01
Holding and result
Não conhecer do habeas corpus porque houve fundamentação explícita e suficiente do TRF1 para indeferimento liminar, o writ não pode suceder o recurso de apelação interposto, o feito principal encontra-se sob jurisdição do TRF1 e não há risco iminente à liberdade do paciente (sentença permitiu recorrer em liberdade), fundamentando-se ainda nos arts. 210 e 246 do RISTJ.
Court disposition
habeas corpus não conhecido
Orders
- Não conheço do habeas corpus, com fundamento nos artigos 210 e 246 do RISTJ.
- Publique-se. Intimem-se.
02
Material facts
Parties
ANTONIO CARLOS MATOS
RecorrenteTribunal Regional Federal da 1ª Região
Órgão RecorridoAmounts and remedies
- Anos Reclusão: 5
- Meses Reclusão: 10
- Dias Reclusão: 15
- Dias Multa: 108
03
Procedural history
Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
revisão dos critérios de dosimetria da pena
- 02
competência do Superior Tribunal de Justiça para conhecer do habeas corpus
- 03
possibilidade de manejo de habeas corpus como sucedâneo de recurso de apelação
- 04
concessão de medida liminar em habeas corpus
Party arguments
- Applicant
- Pleiteia o provimento do habeas corpus para revisar os critérios utilizados na dosimetria da pena e requer liminar para suspensão da ação penal até o julgamento do recurso.
- Respondent
- O TRF1 indeferiu liminarmente o habeas corpus sustentando que o writ não deve substituir o recurso de apelação já interposto, que o feito principal encontra-se sob jurisdição do TRF1, e que não há risco iminente à liberdade, pois a sentença admitiu o direito de recorrer em liberdade.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
Constituição Federal, art. 105, II, alínea "a"
Competência do Superior Tribunal de Justiça para julgar habeas corpus decididos em única ou última instância pelos Tribunais Regionais Federais quando a decisão for denegatória.
- 02
Fundamentação do acórdão do TRF1 (fl. 94)
Impossibilidade de manejo do habeas corpus como sucedâneo do recurso de apelação quando já existe recurso adequado em curso.
- 03
Código de Processo Penal, art. 654, §2º
Não se verifica coação ilegal ou teratologia suficiente para concessão da ordem nos termos do §2º do art. 654 do Código de Processo Penal.
- 04
Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, arts. 210 e 246
Aplicação procedural para não conhecimento do habeas corpus com fundamento nos arts. 210 e 246 do RISTJ.
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
Não conhecer do habeas corpus porque houve fundamentação explícita e suficiente do TRF1 para indeferimento liminar, o writ não pode suceder o recurso de apelação interposto, o feito principal encontra-se sob jurisdição do TRF1 e não há risco iminente à liberdade do paciente (sentença permitiu recorrer em liberdade), fundamentando-se ainda nos arts. 210 e 246 do RISTJ.
Obiter and limits
- Não se verificou, de plano, coação ilegal ou teratologia que justificasse a concessão da ordem na forma do §2º do art. 654 do CPP.
- O Ministério Público Federal ressaltou que a sentença concedeu ao agravante o direito de recorrer em liberdade, afastando risco iminente à liberdade de locomoção.
Court disposition
habeas corpus não conhecido
- Não conheço do habeas corpus, com fundamento nos artigos 210 e 246 do RISTJ.
- Publique-se. Intimem-se.
Source and reliance status
Superior Tribunal de Justiça
This page organises the available record for research. Confirm quotations, current status, and subsequent treatment against the official source before relying on the case.
Judgment reading view
Judgment text
The complete available source text.
Superior Tribunal de Justiça
Judgment
DECISÃO Trata-se de recurso em habeas corpus, com pedido liminar, interposto por ANTONIO CARLOS MATOS em face de acórdão do TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO, referente ao julgamento do HC n. 1004445-39-2024.4.01.0000. Consta dos autos que o recorrente foi inicialmente condenado pelo Juízo da 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Piauí, na ação penal n. 23910-60.2016.4.01.4000, pela prática dos crimes previstos nos artigos 304 c/c 297 e 311, todos do Código Penal, em concurso material, à pena de 5 (cinco) anos, 10 (dez) meses e 15 (quinze) dias de reclusão, além do pagamento de 108 (cento e oito) dias-multa, no regime inicial semiaberto (fls. 23-41). A defesa impetrou o HC n. 1004445-39-2024.4.01.0000 perante o TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO, que indeferiu liminarmente o habeas corpus por força de decisão monocrática do seu relator (fls. 47-48). Interposto agravo interno, foi negado provimento (fls. 91-95). No presente recurso em habeas corpus, pleiteia-se o seu provimento para revisar os critérios empregados na dosimetria da pena. Pugna-se, também, pela concessão de medida liminar para que a aç ão penal seja suspensa até o julgamento do presente recurso. É o relatório. DECIDO. A competência do Superior Tribunal de Justiça é taxativamente estabelecida no artigo 105, II, alínea "a", da Constituição Federal, que lhe confere a atribuição de julgar, em
recurso ordinário, os habeas corpus decididos em única ou última instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando a decisão for denegatória. No caso concreto, o habeas corpus foi indeferido liminarmente por ter sido manejado em face de sentença proferida por Juiz Federal e submetida à revisão por intermédio de recurso de apelação, em acórdão assim ementado (fl. 94): PENAL. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO INTERNO EM HABEAS CORPUS. INDEFERIMENTO LIMINAR DA INICIAL. FUNDAMENTAMENTAÇÃO EXPLICITA E SUFICIENTE. AUSÊNCIA DE RISCO IMIMENTE À LIBERDADADE DO AGRAVANTE. NEGADO PROVIMENTO AO AGRAVO INTERNO.
1. A decisão monocrática combatida consignou que: a) a Ação Penal 0023910-60.2016.4.01.4000 já se encontra em grau de recurso neste TRF1; b) o habeas corpus não deve ser manejado como sucedâneo do recurso de apelação já interposto; c) já estando o feito principal sob a jurisdição do TRF1, este se convolou em autoridade com competência para rever a sentença combatida, o que altera a competência para um eventual habeas corpus, que deveria ser impetrado perante o STJ. Há, portanto, fundamentação explicita e suficiente para o indeferimento da inicial.
2. De todo modo, conforme bem ressaltado pelo MPF, a sentença de ID. 394884622 concedeu ao agravante o direito de recorrer em liberdade, não havendo, portanto, qualquer risco iminente à sua liberdade de locomoção a justificar, em caso extremo, o manejo do habeas corpus a despeito do recurso de apelação.
3. Agravo interno não provido. Também não verifico, de plano, a presença de coação ilegal ou teratologia que justifique a concessão da ordem na forma do §2º do artigo 654 do Código de Processo Penal. Ante o exposto, não conheço do habeas corpus, com fundamento nos artigos 210 e 246 do RISTJ. Publique-se. Intimem-se.
EMENTA
Case-aware research
Ask AI about this case
The judgment and available research above are public. New questions open in a separate private conversation grounded in this case.