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Superior Tribunal de Justiça

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01

Holding and result

Conheço do agravo, mas não conheço do recurso especial, por ausência de prequestionamento e pela incidência do óbice da Súmula 83 do STJ, sendo as matérias relativas à dosimetria da pena, aplicação de atenuante e fixação de regime compatíveis com a jurisprudência desta Corte (incluindo Súmula 231 e precedentes) e, por isso, não analisáveis no recurso especial.

Court disposition

Conheço do agravo e não conheço do recurso especial.

Orders

  • Com fundamento no art. 253, II, "a", do Regimento Interno do STJ, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
  • Publique-se.
  • Intimem-se.

02

Material facts

Parties

LUAN DE JESUS SOARES

Agravante

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

Interveniente

Amounts and remedies

  • Pena Final Meses: 45
  • Pena Base Meses: 42
  • Pena Intermediaria Meses: 36
  • Quantidade Cedulas Apreendidas: 23

03

Procedural history

  1. Posture

    Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Conhecimento Do Agravo E Não Conhecimento Do Recurso Especial

04

Questions and positions

Legal issues

Party arguments

Applicant
O agravante sustentou a insubsistência dos óbices apontados na decisão de inadmissibilidade, requereu o conhecimento e provimento do recurso especial e alegou bis in idem em razão da utilização do número de cédulas falsificadas tanto para agravar a pena-base quanto para justificar a continuidade delitiva, além de pleitear afastamento de vetoriais negativas.
Respondent
O Ministério Público Federal manifestou-se pelo desprovimento do agravo. O acórdão recorrido justificou a redução parcial das penas, mas manteve a exasperação da pena-base pela quantidade de cédulas (vinte e três), aplicou atenuante de confissão sem reduzir abaixo do mínimo por força da Súmula 231, e alterou o regime inicial para o semiaberto, fundamentando-se na jurisprudência do STJ; no STJ verifica-se impossibilidade de conhecer do recurso especial por ausência de prequestionamento e incidência da Súmula 83.

05

Court’s reasoning

  1. 01

    AgRg no AREsp n. 2.198.104/MG, Quinta Turma, Rel. Min. Ribeiro Dantas, DJe de 13/2/2023

    O prequestionamento das teses jurídicas constitui requisito de admissibilidade do recurso especial

  2. 02

    AgRg no AREsp 1476822/SP, Rel. Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe em 27/02/2020

    A grande quantidade de notas falsificadas apreendidas constitui fundamento idôneo para majorar a pena-base

  3. 03

    AgRg no AREsp 1895576/MG, Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe em 03/10/2022

    A exasperação da pena-base pela existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis deve seguir, em regra, o parâmetro de 1/6 para cada vetorial negativa, salvo elementos concretos em contrário

  4. 04

    Súmula 231 do STJ; REsp 1.869.764-MS (3ª Seção, julgado em 14/8/2024)

    A incidência de circunstância atenuante não pode reduzir a pena abaixo do mínimo legal

  5. 05

    art. 59 do Código Penal

    Os elementos das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal orientam a individualização da pena

06

Ratio, limits and disposition

Ratio decidendi

Conheço do agravo, mas não conheço do recurso especial, por ausência de prequestionamento e pela incidência do óbice da Súmula 83 do STJ, sendo as matérias relativas à dosimetria da pena, aplicação de atenuante e fixação de regime compatíveis com a jurisprudência desta Corte (incluindo Súmula 231 e precedentes) e, por isso, não analisáveis no recurso especial.

Obiter and limits

  • Discussão sobre a impossibilidade de revisão do enunciado da Súmula 231 pelo STJ diante de precedentes vinculantes do STF (Tema 158/RE 597270)
  • Observação de que a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis impede a substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos

Court disposition

Conheço do agravo e não conheço do recurso especial.

  • Com fundamento no art. 253, II, "a", do Regimento Interno do STJ, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
  • Publique-se.
  • Intimem-se.

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DECISÃO Trata-se de agravo interposto por LUAN DE JESUS SOARES contra decisão que inadmitiu o recurso especial manejado em face de acórdão do TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA TERCEIRA REGIÃO que deu parcial provimento à apelação interposta pelo agravante para reduzir a pena base, a pena de multa e fixar o regime semiaberto de cumprimento inicial da pena privativa de liberdade, redimensionando a pena final para 3 anos e 9 meses de reclusão. O agravante, às fls. 1001-1012, sustenta a insubsistência dos óbices apontados na decisão de inadmissibilidade, requerendo o conhecimento e provimento do recurso especial interposto. Contraminuta apresentada à fl. 1016/1024. O Ministério Público Federal às fls. 1051-1060 manifestou-se pelo desprovimento do agravo. É o relatório. DECIDO. Tendo em vista os argumentos expendidos pela parte agravante para refutar os fundamentos da decisão de admissibilidade da origem, conheço do agravo e passo a examinar o recurso especial. Nada obstante entendo ser impossível conhecer do recurso com fulcro nas Súmula n. 83 deste Superior Tribunal de Justiça. Primeiramente, no que tange à alegação de ocorrência de bis idem no concernente à utilização do número de cédulas falsificadas como fundamento para aumentar a pena base e como justificativa para a majoração referente à continuidade delitiva, importa repisar que a orientação jurisprudencial desta Corte se firmou

no sentido de que o prequestionamento é requisito inafastável de admissibilidade do recurso especial. Nesse sentido: Além disso, conforme reiterada jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, o prequestionamento das teses jurídicas constitui requisito de admissibilidade da via, inclusive em se tratando de matérias de ordem pública, sob pena de incidir em indevida supressão de instância e violação da competência constitucionalmente definida para esta Corte." (AgRg no AREsp n. 2.198.104/MG, Quinta Turma, Rel. Min. Ribeiro Dantas, DJe de 13/2/2023) Na hipótese, como bem salientado no parecer do MPF, a questão em momento algum foi ventilada pelo Tribunal recorrido, o que impede a análise por parte este Sodalício sob pena de supressão de instância Ressalte-se que o agravante sequer fez uso dos embargos de declaração como forma de forçar a manifestação da Corte de origem acerca da matéria, o que inviabiliza sua apreciação em sede de recurso especial. No que tange à fixação da pena base, assim se manifestou o Tribunal recorrido: "Procedo ao reexame simultâneo da dosimetria das penas das apelantes GISELLE DE BARROS FERREIRA e MERCIA LAUBE, destacando eventuais situações específicas, em observância ao princípio da individualização da pena. Na primeira fase, o juízo fixou a pena-base em 5 (cinco) anos e 3 (três) meses de reclusão, acima do mínimo legal, considerando a quantidade de

moedas falsas apreendidas e que os motivos do crime são reprováveis, pois as acusadas agiram "com ganância motivada pela promessa de dinheiro fácil". Ambas as defesas pedem a fixação da pena-base no mínimo legal, tendo parcial razão. Os motivos do crime não são especialmente reprováveis, pois a promessa de dinheiro fácil é ínsita à prática delitiva e não se mostrou acima da média para o caso, devendo ser afastada a sua valoração negativa. Por outro lado, a quantidade de cédulas falsas apreendidas permite a exasperação da pena-base porque ultrapassa o usual para esse tipo de crime, representando circunstância negativa, nos termos do art. 59 do Código Penal. Nas razões de seu recurso especial aduziu o agravante a necessidade de se afastar as vetoriais negativas relativas aos motivos e às consequências do crime, por serem comuns ao tipo, o que caracteriza violação ao art. 59 do CP. .. Portanto, levando-se em consideração tão somente a quantidade de cédulas apreendidas (vinte e três) e que as circunstâncias do art. 59 do Código Penal não são totalmente desfavoráveis às apelantes, provejo os recursos das defesas nesse ponto e reduzo a pena-base para 3 (três) anos e 6 (seis) meses de reclusão, mantendo-a, porém, acima do mínimo legal." O entendimento manifestado encontra ressonância neste Tribunal Superior no sentido de que a grande quantidade de notas falsificadas apreendidas constitui fundamento idôneo para majorar a pena-base, o que atrai o óbice da Súmula 83 do STJ. Veja-se: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. MOEDA FALSA. ART. 289, § 1º, DO CP. REDUÇÃO DA PENA-BASE. QUANTIDADE DE CÉDULAS. FUNDAMENTO IDÔNEO. PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA. REDUÇÃO DO MONTANTE. HIPOSSUFICIÊNCIA. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO IMPROVIDO.

1. Mostra-se idônea a exasperação da pena-base pela prática do delito de moeda falsa em decorrência da grande quantidade de notas falsificadas, consoante entendimento jurisprudencial desta Corte.

2. A pretensão de reduzir a prestação pecuniária sob a alegação de hipossuficiência encontra óbice na Súmula 7/STJ.

3. Agravo regimental improvido. (AgRg no AREsp 1476822/SP, Rel. Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, julgado em 18/02/2020, DJe em 27/02/2020). Da mesma forma, uma vez que a pena mínima cominada ao delito é de 3 anos, a majoração da pena base em 6meses corresponde à adoção da fração de 1/6 de exasperação, o que se encontra alinhado ao entendimento deste Tribunal Superior. Em idêntico sentido: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. FURTO QUALIFICADO. DOSIMETRIA. PENA-BASE. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. FIXAÇÃO DE PATAMAR DE 1/6 (UM SEXTO) PARA CADA VETORIAL NEGATIVA. PRECEDENTES. .. PENAS REDIMENSIONADAS. AGRAVO DESPROVIDO.

1. Segundo a jurisprudência deste Tribunal Superior, a exasperação da pena basilar, pela existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis, deve seguir o parâmetro de 1/6 (um sexto) para cada vetorial valorada negativamente, fração esta que se firmou em observância aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, salvo a apresentação de elementos concretos, suficientes e idôneos que justifiquem a necessidade de elevação em patamar superior. ..

4. Agravo regimental desprovido. (AgRg no AREsp 1895576/MG, Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em 27/09/2022, DJe em 03/10/2022) Noutro giro, observo que a agravante também busca discutir a superação do entendimento consagrado por esta Corte Superior a partir da edição do enunciado sumular nº 231 que assim dispõe: "A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal." A questão foi objeto de recente deliberação pela Terceira Seção desta Corte Superior no julgamento dos REsp n.º 1.869.764-MS no qual foi discutida a possibilidade de reavaliação do entendimento consolidado na referida Súmula. A ementa do julgado, de cujo acórdão fui Redator, possui o seguinte conteúdo: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO ESPECIAL. PROPOSTA DE REVISÃO DO ENUNCIADO DA SÚMULA 231 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. CIRCUNSTÂNCIA ATENUANTE E IMPOSSIBILIDADE DE REDUÇÃO DA PENA ABAIXO DO MÍNIMO LEGAL. PRECEDENTE VINCULANTE EM REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 158. ESTABILIDADE, INTEGRIDADE E COERÊNCIA DO SISTEMA DE UNIFORMIZAÇÃO DE PRECEDENTES. POSSIBILIDADE DE SUPERAÇÃO RESTRITA AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRINCÍPIOS DA RESERVA LEGAL, DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA E DA PROPORCIONALIDADE. INDISPONIBILIDADE JUDICIAL DOS LIMITES MÍNIMO E MÁXIMO DA PENA. VALIDADE DA SÚMULA 231 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ANTE A METODOLOGIA DE INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA

INSTITUÍDA PELO CÓDIGO PENAL. INSTITUTOS DA JUSTIÇA PENAL NEGOCIADA. REQUISITOS ESPECÍFICOS. RECURSOS ESPECIAIS DESPROVIDOS. I - Os Recursos Especiais n.º 1.869.764-MS, n.º 2.052.085-TO e n.º 2.057.181-SE foram afetados à Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça para reavaliação do enunciado da Súmula n.º 231 do STJ, que estabelece a impossibilidade de que a incidência de circunstância atenuante reduza a pena abaixo do mínimo legal. O relator propôs a superação do entendimento consolidado (overruling), com modulação de efeitos para evitar a modificação de decisões já transitadas em julgado. II - Existem duas questões em discussão: (i) ante a existência do tema 158 da repercussão geral, avaliar se é possível a superação do entendimento enunciado pela Súmula n.º 231, STJ, pela Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça; e (ii) examinar a (im)possibilidade de incidência de atenuante induzir pena abaixo do mínimo legal. III - O precedente firmado pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 158 da repercussão geral (RE n.º 597.270) estabelece, com eficácia vinculante, que a incidência de circunstância atenuante genérica não pode reduzir a pena abaixo do mínimo legal, em respeito aos princípios constitucionais da reserva legal, da proporcionalidade e da individualização da pena. IV - A função de uniformização jurisprudencial atribuída ao Superior Tribunal de Justiça não autoriza

a revisão de tese fixada em repercussão geral pelo Supremo Tribunal Federal, dado o caráter vinculante desses precedentes, em atenção à estabilidade, à integridade e à coerência do sistema de uniformização de precedentes. V - Não se extrai da atuação do Supremo Tribunal Federal nenhum indicativo de que a Corte esteja inclinada a rever o Tema 158, o que impossibilita a aplicação do instituto do anticipatory overruling pela Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça. VI - No plano judicial, a discricionariedade do magistrado deve respeitar os limites mínimos e máximos estabelecidos em lei, em conformidade com o princípio da reserva legal, que veda a modificação dos parâmetros previstos pelo legislador. VII - O método trifásico de dosimetria da pena adotado pelo Código Penal (art. 68, CP) limita a discricionariedade judicial na segunda fase e impõe o respeito ao mínimo e máximo legal, de modo que as circunstâncias atenuantes não podem resultar em penas abaixo do mínimo abstratamente cominado pelo tipo penal. VIII - A fixação de penas fora dos limites legais implicaria violação ao princípio da legalidade e usurpação da competência legislativa, o que comprometeria a separação de poderes e criaria um sistema de penas indeterminadas, incompatível com a segurança jurídica. IX - O surgimento de institutos de justiça penal negociada, como a colaboração premiada e o acordo de não

persecução penal, não justifica a revisão do entendimento da Súmula n.º 231, STJ, pois esses instrumentos possuem requisitos próprios e são aplicados em contextos específicos que não alteram a regra geral estabelecida para a dosimetria da pena. Recursos especiais desprovidos. Teses de julgamento: 1. A incidência de circunstância atenuante não pode reduzir a pena abaixo do mínimo legal, conforme o entendimento vinculante do Supremo Tribunal Federal no Tema 158 da repercussão geral.

2. O Superior Tribunal de Justiça não possui competência para revisar precedentes vinculantes fixados pelo Supremo Tribunal Federal.

3. A circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal. (STJ. 3ª Seção. REsp 1.869.764-MS, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Rel. para acórdão Min. Messod Azulay Neto, julgado em 14/8/2024). Na hipótese dos autos, assim se manifestou a Corte de origem quanto ao ponto: "Na segunda fase, o juízo não reconheceu nenhuma circunstância agravante e reconheceu a circunstância atenuante da confissão espontânea para ambas as apelantes (CP, art. 65, III, "d"), o que confirmo. No recurso, pedia-se o reconhecimento dessa atenuante, mas isso já foi reconhecido na sentença, de modo que falta interesse recursal quanto a essa pretensão. O juízo fixou a fração de atenuação em 1/6 (um sexto), o que confirmo. Todavia, tendo em vista a orientação da Súmula nº 231 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que é consentânea com o posicionamento jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (STF), com repercussão geral (REQORG 597270, Pleno, Rel. Ministro Cezar Peluso, j. 26.3.2009, Publicação DJe 04.6.2009), a pena, nessa fase da dosimetria, não pode ficar abaixo do mínimo legal, razão pela qual a pena intermediária fica fixada em 3 (três) anos de reclusão." Destarte, uma vez que se mostra hígido o entendimento sufragado no enunciado sumular nº 231 do STJ, não há dúvida de que o acórdão impetrado se encontra em consonância com a posição prevalente desta Corte Superior, o

que também atrai também aqui o óbice da Súmula 83 do STJ. No que diz respeito à fixação do regime inicial de cumprimento de pena em desfavor do agravante, extrai-se a seguinte fundamentação do acórdão recorrido: "O juízo de origem fixou o regime fechado para início do cumprimento da pena privativa de liberdade (CP, art. 33, § 2º, e 3º), "mais compatível com a elevada culpabilidade demonstrada pelo réu e os motivos reprováveis do crime". A defesa requer a revisão do regime inicial de cumprimento de pena, e nesse ponto, pelos mesmos motivos acima expostos, assiste-lhe parcial razão. Diante do quantum da pena fixado, não verifico que o regime fechado (mais gravoso) seja o mais adequado. Por isso, provejo em parte o recurso da defesa nesse ponto para alterar para o regime semiaberto o início do cumprimento da pena privativa de liberdade (CP, art. 33, §§ 2º e 3º), não sendo possível a sua substituição por penas restritivas de direitos, ante a falta de requisitos legais." A decisão mostra-se em compasso com o entendimento pacificado no âmbito deste Tribunal Superior no sentido de que a existência de circunstâncias judiciais negativas justifica a imposição de regime inicial de cumprimento mais gravoso do que o autorizado pelo quantum da pena fixada, o que atrai o óbice da Súmula 83 deste Sodalício. Por fim, é consabido que o entendimento pacificado nesta Corte Superior trafega no sentido de que a existência de circunstâncias judiciais negativas impede a conversão da pena privativa de liberdade em restritivas de direitos, o que mais uma vez atrai o óbice da súmula 83 deste Sodalício. Neste sentido: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. ROUBO MAJORADO. RECONHECIMENTO PESSOAL. PROVAS AUTÔNOMAS. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I. Caso em exame ..

6. Não é cabível a substituição da pena reclusiva por penas restrit ivas de direitos, porquanto há circunstâncias judiciais valoradas negativamente. IV. Dispositivo e tese 7. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp 2840166/SP, Rel. Ministro Otávio de Almeida Toledo Desembargador convocado do TJSP , Sexta Turma julgado em 01/04/2025, Dje em 07/04/2025). Logo, impossível aceder com a recorrente. Ante o exposto, com fundamento no art. 253, II, "a", do Regimento Interno do STJ, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.

EMENTA

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Authorities

Authorities used by the court

Cases, legislation, regulations, and constitutional provisions identified in the available record.

AgRg no AREsp n. 2.198.104/MG (Quinta Turma, Rel. Min. Ribeiro Dantas, DJe de 13/2/2023)

Case cited

AgRg no AREsp 1476822/SP (Rel. Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe em 27/02/2020)

Case cited

AgRg no AREsp 1895576/MG (Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe em 03/10/2022)

Case cited

REsp 1.869.764-MS (STJ, 3ª Seção, julgado em 14/8/2024)

Case cited

RE n.º 597.270 (Tema 158, STF)

Case cited

AgRg no AREsp 2840166/SP (Sexta Turma, julgado em 01/04/2025, DJe em 07/04/2025)

Case cited

art. 59 do Código Penal

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 65, III, "d", do Código Penal

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

CP, art. 33, §§ 2º e 3º

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 253, II, "a", do Regimento Interno do STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Súmula 83 do STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Súmula 231 do STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

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