Greve Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3dbd607ccdbf40b16c64db
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- Judgment
- Jurisdiction
- Brazil
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- Superior Tribunal de Justiça
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- Recurso Ordinário Em Mandado De Segurança / Não Conhecido
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- Recurso Ordinário Em Mandado De Segurança / Não Conhecido
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Professional case brief
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01
Holding and result
O recurso não foi conhecido por não se tratar da hipótese de acórdão denegatório de mandado de segurança de competência originária da Corte local, nos termos do art. 105, II, b, da Constituição Federal.
Court disposition
não conheço do recurso em mandado de segurança
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
02
Material facts
Parties
Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cáceres/MT
RecorrenteTribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso
Recorrido03
Procedural history
Posture
Recurso Ordinário Em Mandado De Segurança / Não Conhecido
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
competência do Superior Tribunal de Justiça nos termos do art. 105, II, b, da Constituição Federal
- 02
ilegalidade do movimento grevista por não garantia de serviços essenciais e falta de negociação prévia
- 03
competência para iniciativa de projeto de lei de reajuste geral anual e vedação ao conhecimento de reconvenção sobre matéria de iniciativa privativa do chefe do Executivo
Party arguments
- Applicant
- O Sindicato sustenta que o movimento paredista decorreu do não cumprimento, pelo ente municipal, da revisão geral anual dos vencimentos prevista no inciso X do art. 37 da Constituição Federal e nas Leis Complementares Municipais n. 48/2003 (art. 27) e n. 47/2003 (art. 32), bem como que há previsão no ordenamento municipal que viabiliza o exercício do direito de greve; requer a reforma do acórdão para julgar improcedente a ação de ilegalidade da greve.
- Respondent
- O entendimento do acórdão recorrido é no sentido de que o movimento grevista se revela ilegal por não ter sido observada a garantia da prestação de serviços essenciais e a negociação prévia exigida pela legislação sobre greve (art. 3º da Lei nº 7.783/89 e menção ao art. 11 da Lei Federal nº 9.783/89), além de que a pretensão formulada na reconvenção (implementação do RGA) não pode ser conhecida pelo Judiciário por violação ao princípio da separação dos poderes; o Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento do recurso.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
Art. 3º da Lei nº. 7.783/89
A greve é ilegal quando deflagrada sem observância dos requisitos legais, notadamente negociação prévia e garantia da prestação de serviços essenciais.
- 02
Princípio constitucional da separação dos poderes
A iniciativa de projeto de lei sobre reajuste geral anual é de competência exclusiva do chefe do Poder Executivo.
- 03
Art. 105, II, b, da Constituição Federal
Competência do Superior Tribunal de Justiça para julgar, em recurso ordinário, mandados de segurança decididos em única instância pelos tribunais estaduais quando denegatória a decisão.
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
O recurso não foi conhecido por não se tratar da hipótese de acórdão denegatório de mandado de segurança de competência originária da Corte local, nos termos do art. 105, II, b, da Constituição Federal.
Obiter and limits
- Embargos de declaração opostos foram rejeitados.
- O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do recurso.
Court disposition
não conheço do recurso em mandado de segurança
- Publique-se.
- Intimem-se.
Source and reliance status
Superior Tribunal de Justiça
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Judgment reading view
Judgment text
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Superior Tribunal de Justiça
Judgment
DECISÃO Trata-se de recurso em mandado de segurança interposto pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Caceres contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, assim ementado (fls. 926-934): AÇÃO DECLARATÓRIA DE ILEGALIDADE DO EXERCÍCIO DE GREVE - PROFISSIONAIS MUNICIPAIS DA EDUCAÇÃO, SAÚDE E OBRAS - SERVIÇOS ESSENCIAIS - GARANTIA DE SERVIÇO MÍNIMO NÃO RESPEITADO - REIVINDICAÇÕES QUE REFOGEM AO DIREITO DOS SERVIDORES - RECONVENÇÃO - IMPLEMENTAÇÃO DO RGA - IMPROCEDÊNCIA - ILEGALIDADE DO MOVIMENTO PARADISTA CONFIGURADA - AÇÃO JULGADA PROCEDENTE. Perde suas bases o movimento grevista e se revela ilegal quando deflagrado sem observância dos requisitos legais, principalmente no tocante à anterior negociação com o ente municipal e garantia da prestação de serviços essenciais tais como a educação e saúde, consoante dicção do art. 3º da Lei nº. 7.783/89. A iniciativa do projeto de lei sobre o reajuste geral anual é de competência exclusiva do chefe do Poder Executivo, caso em que o pedido agitado em sede de Reconvenção pelo Sindicato, não pode ser conhecido pelo Poder Judiciário, sob pena, inclusive, de violação ao princípio constitucional de separação dos poderes. Os embargos de declaração opostos pelo ora recorrente foram rejeitados (fls. 981-987). O recorrente, em suas razões, consigna que os servidores associados, deflagraram o movimento
paredista em razão do autor não cumprir suas obrigações estabelecidas a tempo e modo em lei, não sendo realizada a revisão geral e anual dos vencimentos dos servidores conforme preconiza o inciso X do art. 37, da Constituição Federal c/c art. 27, da Lei Complementar Municipal n. 48/2003 e art. 32 da Lei Complementar Municipal n. 47/2003. Argumenta que existe previsão legal, no ordenamento jurídico municipal, viabilizando o exercício do direito de greve do servidor. Requer, assim, "total provimento do recurso, para fins de reformar o acórdão com improcedência na ação de ilegalidade da greve". O Ministério Público Federal oficia pelo não conhecimento do recurso (fls. 1.030-1.033). É o relatório. Passo a decidir. Nos termos do art. 105, II, b, da Constituição Federal, compete ao Superior Tribunal de Justiça julgar, em recurso ordinário, os mandado de segurança decididos em única instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando denegatória a decisão. No caso, o presente recurso ordinário foi interposto pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cáceres/MT, objetivando a reforma de acórdão que, em sede de ação declaratória de ilegalidade do exercício de greve dos profissionais municipais da educação, julgou procedente o pedido do município ao fundamento de que: "se não há provas nos autos de que houve
observância da garantia de prestação de serviços essenciais, principalmente em se tratando de paralisação das atividades dos profissionais da educação, conforme dispõe o artigo 11 da Lei Federal nº 9.783/89, o movimento paredista se revela ilegal." (grifei). Com efeito, em consonância com o parecer do Ministério Público Federal, evidencia-se que o recurso é manifestamente improcedente, porquanto não se trata da hipótese de acórdão denegatório de mandado de segurança de competência originária da Corte local, nos termos do art. 105, II, alínea b, da Constituição Federal. Ante o exposto, não conheço do recurso em mandado de segurança. Publique-se. Intimem-se.
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA EM AÇÃO DECLARATÓRIA DE ILEGALIDADE DO EXERCÍCIO DE GREVE. RECURSO MANIESTAMENTE IMPROCEDENTE.
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