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Superior Tribunal de Justiça

Indisponibilidadedebens Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3d88a27ccdbf40b14e4e17

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01

Holding and result

O Tribunal entendeu configurada omissão no acórdão que julgou os embargos de declaração, por não se manifestar especificamente sobre questões relevantes suscitadas (intempestividade do agravo de instrumento e inexistência de decisão recorrível em relação à Poli Investimentos), e, por consequência, violado o art. 1.022 do CPC/2015; deu-se provimento ao recurso especial do Município de São Paulo para anular o acórdão dos embargos de declaração e determinar o retorno dos autos ao Tribunal a quo para manifestação específica e concreta sobre as questões articuladas nos declaratórios, preservando-se, contudo, os limites da impossibilidade de reexame de matéria fático-probatória em recurso especial (Súmula 7/STJ).

Court disposition

Dou provimento ao recurso especial do Município de São Paulo para anular o acórdão que julgou os embargos de declaração e determinar o retorno dos autos ao Tribunal a quo para que se manifeste específica e concretamente sobre as questões articuladas nos declaratórios.

Orders

  • Anular o acórdão que julgou os embargos de declaração
  • Determinar o retorno dos autos ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para novo julgamento dos embargos de declaração, com manifestação específica e concreta sobre as matérias apontadas
  • Publique-se
  • Intime-se

02

Material facts

Parties

Spasso Mooca Empreendimento Imobiliário SPE Ltda - Em Recuperação Judicial

Agravante No Agravo De Instrumento; Parte Recorrida No Recurso Especial

Município de São Paulo

Recorrente No Recurso Especial

Poli Investimentos Imobiliários Ltda - Em Recuperação Judicial

Terceira Mencionada/notificada Nos Autos

03

Procedural history

  1. Posture

    Agravo Em Recurso Especial E Recurso Especial / Decisão De Provimento E Retorno Ao Tribunal De Origem

04

Questions and positions

Legal issues

Party arguments

Applicant
O Município de São Paulo sustentou que o acórdão recorrido violou os arts. 507 e 1.022, II, do CPC/2015 e o art. 6º, §1º, da Lei nº 11.101/2005, por ser omisso e de fundamentação deficiente ao não enfrentar questões relevantes: a intempestividade do agravo de instrumento interposto pela Spasso Mooca e a inexistência de decisão recorrível para a Poli Investimentos Imobiliários Ltda; alegou ainda que o segundo acórdão teria rejulgado questão já preclusa e havido indevido deslocamento de competência ao juízo da recuperação judicial (ofensa a Tema Repetitivo).
Respondent
Spasso Mooca argumentou que a condição de empresa em recuperação judicial tornaria o juízo a quo incompetente para deferir medidas constritivas sobre seu patrimônio, negou pretensão de que a ação de improbidade tramitasse perante o juízo da recuperação e afirmou inexistirem indícios de conluio com ex-agentes públicos; pediu o reconhecimento da incompetência do juízo e a revogação da indisponibilidade de bens.

05

Court’s reasoning

  1. 01

    art. 1.022 do CPC/2015

    Embargos de declaração cabíveis quando houver omissão ou fundamentação deficiente

  2. 02

    art. 1.005 do CPC/2015 (citado no acórdão)

    Recurso interposto por um dos litisconsortes aproveita a todos, salvo interesses distintos

  3. 03

    Lei nº 11.101/2005, art. 76; art. 6º, § 1º, da Lei nº 11.101/2005 (citados)

    Regime da recuperação judicial confere ao juízo da recuperação controle sobre atos executórios incidentes sobre o patrimônio da recuperanda

  4. 04

    Súmula 7/STJ

    Vedação ao reexame de matéria fático-probatória em recurso especial

  5. 05

    Tema 987/STJ; REsp 1.694.261/SP, 1.694.316/SP e 1.712.484/SP (afectados)

    Suspensão e julgamento de temas repetitivos sobre possibilidade de atos constritivos contra empresas em recuperação judicial

06

Ratio, limits and disposition

Ratio decidendi

O Tribunal entendeu configurada omissão no acórdão que julgou os embargos de declaração, por não se manifestar especificamente sobre questões relevantes suscitadas (intempestividade do agravo de instrumento e inexistência de decisão recorrível em relação à Poli Investimentos), e, por consequência, violado o art. 1.022 do CPC/2015; deu-se provimento ao recurso especial do Município de São Paulo para anular o acórdão dos embargos de declaração e determinar o retorno dos autos ao Tribunal a quo para manifestação específica e concreta sobre as questões articuladas nos declaratórios, preservando-se, contudo, os limites da impossibilidade de reexame de matéria fático-probatória em recurso especial (Súmula 7/STJ).

Obiter and limits

  • O julgador não está obrigado a rebater um a um todos os argumentos das partes quando tiver motivação suficiente para decidir a lide
  • Inaplicabilidade do art. 1.025 do CPC/2015 para suprir a omissão quando a apreciação da matéria implicaria reexame do conjunto fático-probatório
  • O juízo da recuperação judicial deve exercer controle sobre atos constritivos do patrimônio da recuperanda até decisão em sentido contrário da Corte Superior

Court disposition

Dou provimento ao recurso especial do Município de São Paulo para anular o acórdão que julgou os embargos de declaração e determinar o retorno dos autos ao Tribunal a quo para que se manifeste específica e concretamente sobre as questões articuladas nos declaratórios.

  • Anular o acórdão que julgou os embargos de declaração
  • Determinar o retorno dos autos ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para novo julgamento dos embargos de declaração, com manifestação específica e concreta sobre as matérias apontadas
  • Publique-se
  • Intime-se

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DECISÃO Originariamente, cuida-se de Agravo de Instrumento interposto por Spasso Mooca Empreendimento Imobiliário SPE Ltda - Em Recuperação Judicial contra decisão proferida nos autos da Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa, n. 1054772-04.2018.8.26.0053, em trâmite na 9ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de São Paulo, que determinou a indisponibilidade de bens dos réus, ao tempo em que foi rejeitada arguição de incompetência do Juízo fundamentada no fato de encontrar-se, a Spasso Mooca Empreendimento Imobiliário, em recuperação judicial. Interposto Agravo de Instrumento, defendeu a parte agravante que tornaria o Juízo a quo incompetente para deferir medidas constritivas sobre seus respectivos patrimônios, bem como que em momento algum defendeu que o trâmite da Ação de Improbidade deveria se dar perante o Juízo que preside o indigitado processo de recuperação judicial, bem como inexistir, nos autos, indícios de participação em conluio com ex-agentes públicos no evento conhecido como "Máfia dos Fiscais do ISS". Pugnou pelo provimento do recurso, para reformar as decisões e reconhecer incompetência do juízo e a insubsistência da ordem de indisponibilidade, para que os patrimônios próprios e das SPEs sejam-lhes disponibilizados sem qualquer restrição. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou provimento ao agravo, mantendo integralmente a decisão

recorrida, conforme seguinte ementa (fls. 818-826): AGRAVO DE INSTRUMENTO. Decisão que decretou indisponibilidade de bens das rés, empresas em recuperação judicial, em ação de responsabilidade por ato de improbidade administrativa. Medida acautelatória necessária a assegurar o resultado útil da lide. Precedente. Questão retratada no rito dos recursos repetitivos (Resp. n. 1.366.721/BA). Resguarda-se a competência do juízo universal na apreciação dos atos de constrição da sociedade empresária apenas vedando-se a realização de atos de disposição ou alienação de bens da empresa recuperanda, pelo juízo a quo, sem prévia autorização do Juízo do soerguimento. Decisão mantida. Recurso não provido. Opostos Embargos de Declaração por Spasso Mooca Empreendimento Imobiliário SPE Ltda - Em Recuperação Judicial (fls. 869-872). Contrarrazões aos embargos de declaração pelo Município de São Paulo (fls. 876-879). Os embargos de declaração foram acolhidos em parte, para sanar a omissão apontada, conforme ementa que segue (fls. 891-894): EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Omissão. Compete ao juízo da recuperação judicial a atribuição de exercer o controle sobre os atos executórios incidentes sobre o patrimônio da recuperanda. Embargos acolhidos para sanar a omissão apontada, com consequente provimento parcial do recurso. O Município de São Paulo interpôs Embargos de Declaração (fls. 899-904), sendo estes rejeitados (fls. 906-909): EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.

1. Não se verifica nos embargos qualquer passagem que se enquadre na casuística do art. 1.022 do CPC. A infringência do julgado deve ser buscada nas vias próprias.

2. O prequestionamento consiste na apreciação e na solução, pelo tribunal de origem, das questões jurídicas que envolvam a norma positiva tida por violada, inexistindo a exigência de sua expressa referência no acórdão impugnado.

3. Embargos rejeitados. O Município de São Paulo interpôs recurso especial, com fundamento no art. 105, inciso III, alínea "c", da Constituição Federal (fls. 832-868), sustentando que o acórdão recorrido violou os arts. 507 e 1022, II, do Código de Processo Civil de 2015 e do art. 6º, § 1º, da Lei nº 11.101/2005, pois: i) o acórdão recorrido seria omisso e apresentaria fundamentação deficiente porque não abordou questões relevantes para a completa solução da causa, relacionadas à intempestividade do agravo de instrumento interposto pela empresa Spasso Mooca Empreendimento Imobiliário SPE Ltda - Em Recuperação Judicial e da inexistência de decisão recorrível para a empresa Poli Investimentos Imobiliários Ltda - Em Recuperação Judicial, que não era parte no processo originário; ii) o segundo acórdão rejulgou a questão, quando já operada a preclusão; iii) a competência foi indevidamente deslocada para o juízo da recuperação judicial, com ofensa ao Tema Repetitivo 976. Contrarrazões ao recurso especial (fls. 916-928). Em juízo de admissibilidade, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo inadmitiu o recurso especial interposto (fls. 938-941). Adveio a interposição de agravo em recurso especial pelo Município de São Paulo (fls. 945-975), a fim de possibilitar a subida do recurso especial. Contraminuta do agravo em recurso especial (fls. 979-991). O Ministério Público Federal

opinou pelo conhecimento do agravo e provimento parcial do recurso especial, para que os autos retornem ao Tribunal a quo para rejulgamento dos embargos de declaração de fls. 899-904 (fls. 1016-1020), em parecer assim ementado: AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INDISPONIBILIDADE DE BENS DE EMPRESAS EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. PRELIMINARES DE NÃO CONHECIMENTO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO APRECIADAS. QUESTÕES ESSENCIAIS NÃO ANALISADAS PELO TRIBUNAL A QUO. OMISSÃO E FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE CARACTERIZADAS. RETORNO DOS AUTOS AO TJ/SP PARA REJULGAMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DEMAIS QUESTÕES PREJUDICADAS. AGRAVO CONHECIDO PARA DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO ESPECIAL. I - Nos estreitos limites delineados pelo art. 1.022 do CPC de 2015, têm cabimento os embargos de declaração quando a decisão judicial apresenta omissão e fundamentação deficiente sobre pontos que deveriam ter sido abordados, quais sejam: a) intempestividade do agravo de instrumento interposto pela empresa Spasso Mooca Empreendimento Imobiliário SPE LTDA - em recuperação judicial; b) inexistência de decisão recorrível para a empresa Poli Investimentos Imobiliários LTDA - em recuperação judicial, que não era parte no processo originário. II - Provido o apelo nobre por violação do art. 1.022 do CPC/2015, resta prejudicada a análise das demais questões suscitadas no recurso especial. III - Parecer

pelo conhecimento do agravo e provimento parcial do recurso especial, de forma que os autos retornem ao Tribunal a quo para rejulgamento dos embargos de declaração de fls. 899-904. É o relatório. Decido. Inicialmente, verifico que o agravo em recurso especial não encontra em seu caminho nenhum dos óbices do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ. É dizer, o recurso de agravo atende aos requisitos de admissibilidade, não se acha prejudicado e impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do especial. Assim, autorizado pelo art. 1.042, §5º, do CPC, promovo o julgamento do agravo conjuntamente com o recurso especial, passando a analisar, doravante, os fundamentos do especial. Aferindo-se os termos do recurso especial, em relação à alegada violação ao artigo 1.022, inciso II do CPC/2015, vez que o acórdão recorrido seria omisso e apresentaria fundamentação deficiente porque não abordou questões relevantes para a completa solução da causa, relacionadas à intempestividade do agravo de instrumento interposto pela empresa Spasso Mooca Empreendimento Imobiliário SPE Ltda - Em Recuperação Judicial e da inexistência de decisão recorrível para a empresa Poli Investimentos Imobiliários Ltda - Em Recuperação Judicial, que não era parte no processo originário, com razão o recorrente. A parte recorrente, quando da oposição dos embargos de declaração (fls.

899-904), tinha como objetivo que o Tribunal a quo se manifestasse expressamente sobre os temas não abordados no primeiro acórdão - julgamento do agravo de instrumento -. Oportuno salientar que o julgador não está obrigado a rebater, um a um, todos os argumentos invocados pelas partes quando, por outros meios que lhes sirvam de convicção, tenha encontrado motivação satisfatória para dirimir o litígio. As proposições poderão ou não ser explicitamente dissecadas pelo magistrado, que só estará obrigado a examinar a contenda nos limites da demanda, fundamentando o seu proceder de acordo com o seu livre convencimento, baseado nos aspectos pertinentes à hipótese sub judice e com a legislação que entender aplicável ao caso concreto. Contudo, deve o julgador enfrentar as questões que assumem papel de vital pertinência na demanda, em homenagem à efetiva prestação jurisdicional, sendo que, no caso dos autos, é o que acontece com os pontos aventados pela parte recorrente, quais sejam, intempestividade do agravo de instrumento interposto pela empresa Spasso Mooca Empreendimento Imobiliário SPE Ltda - Em Recuperação Judicial e inexistência de decisão recorrível para a empresa Poli Investimentos Imobiliários Ltda - Em Recuperação Judicial, que não era parte no processo originário. O Tribunal a quo no julgamento do presente feito, desconsiderou aspectos importantes que demonstravam o não

conhecimento do agravo de instrumento interposto pela parte recorrida contra decisão que decretou a indisponibilidade de bens destas. Mormente, considerando que todo o fundamento do acórdão recorrido repousa em elementos de prova, insuscetíveis de análise em recurso especial, verifica-se que a recorrente trouxe questão relevante, na medida em que o acórdão nos embargos não se pronunciou acerca dos nenhum dos pontos apresentados nos embargos de declaração, o fazendo de forma genérica, sem desenvolver argumentos claros, lançando mão apenas de termos abstratos, veja-se: "1. Estes embargos de declaração não se amoldam às situações em que cabíveis, pois não impugnam defeitos internos do julgado. O caminho correto a seguir, portanto, é o manejo do pertinente recurso, a ser apreciado pela corte superior competente. De qualquer forma, enfatizo, como já o fizera no acórdão, as razões pelas quais se chegou ao desate, transcrevendo os pontos de interesse do decisum: (..). Pese a recuperação judicial não atrair para si todas as execuções existentes em seu nome, à maneira do que ocorre com Juízo de falência (Lei nº 11.101/205, art. 76), de fato o Juízo da Recuperação Judicial deve exercer o controle sobre os atos constritivos de patrimônio, aquilatando a essencialidade do bem à atividade empresarial (REsp.1.298.670/MS, Min. Luís Felipe Salomão, j. 21.5.2015). Não obstante, há que se sopesar

que Superior Tribunal de Justiça afetou para julgamento como Recurso Representativo de Controvérsia, os REsp de nº 1.694.261/SP, 1.694.316/SP e 1.712.484/SP, relativos à "Possibilidade da prática de atos constritivos, em face de empresa em recuperação judicial, em sede de execução fiscal" (Tema 987/STJ), determinando a suspensão dos processos envolvendo o tema. Resulta que a indisponibilidade dos bens das embargantes deverá ser submetida ao juiz da recuperação judicial, vindo a produzir efeitos somente acaso referendada. Entrementes, seus efeitos haverão de ficar suspensos. Em suma, acolho os embargos para sanar a omissão apontada, com consequente provimento parcial do recurso. Não obstante o cerne da controvérsia encontrar-se submetida à deliberação da instância superior, nos termos do Tema 987 do STJ, com o que fica evidente que o Juízo da Recuperação Judicial deve exercer o controle sobre os atos constritivos de patrimônio até decisão diversa daquela Corte, incide na hipótese o art. 1005, do CPC, segundo o qual: Art. 1.005: O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita, salvo se distintos ou opostos os seus interesses. Parágrafo único. Havendo solidariedade passiva, o recurso interposto por um devedor aproveitará aos outros quando as defesas opostas ao credor lhes forem comuns. Abstração feita da roupagem dada à matéria, o que se pretende, em verdade, é atacar o acórdão por discordância quantos aos fundamentos que conduziram ao desate, em razão do seu ponto de vista, aspecto de todo estranho aos embargos. Nítido o caráter infringente, não se presta a via eleita à canalização da trresignação.

2. Feitas tais considerações, deixo expresso que o acórdão aferiu a lide à luz dos dispositivos destacados, mas lhes deu a interpretação contida em seu bojo; Ainda que considere tal desnecessário, na medida em que pela nova sistemática processual, art. 1.025, do CPC, Consideram-se incluídos no acórdão os elementos que o embargante suscitou, para fins de pré-questionamento, ainda que os embargos de declaração sejam inadmitidos ou rejeitados, caso o tribunal superior considere existentes erro, omissão, contradição ou obscuridade.

3. Posto isso, rejeito os embargos. " (Fls. 908-909). Destaque-se a inaplicabilidade do art. 1.025 do CPC/2015 no presente caso, haja vista que a apreciação da matéria, tal qual posta, implicaria necessariamente o reexame do conjunto fático-probatório, o que se mostra inviável na via do recurso especial por força da Súmula 7/STJ. Desta forma, não tendo o acórdão efetivamente se manifestado acerca de nenhum dos pontos alegados como omissos e contraditórios, mormente, como referido, em se tratando de decisão fundada eminentemente sobre os elementos fático-probatórios, resta configurada a afronta ao artigo 1.022 do Código de Processo Civil, restando prejudicada a análise das demais violações arguidas no recurso especial da Municipalidade. Ante o exposto, com fundamento no art. 255, §4º, III, do RI/STJ, dou provimento ao recurso especial do Município de São Paulo para anular o acórdão que julgou os embargos de declaração e determinar o retorno dos autos ao Tribunal a quo para que se manifeste específica e concretamente sobre as questões articuladas nos declaratórios. Publique-se. Intime-se.

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Authorities

Authorities used by the court

Cases, legislation, regulations, and constitutional provisions identified in the available record.

REsp. 1.298.670/MS, Ministro Luís Felipe Salomão, j. 21.5.2015

Case cited

REsp. 1.694.261/SP, 1.694.316/SP e 1.712.484/SP (Temas afetados ao Tema 987/STJ)

Case cited

Resp. n. 1.366.721/BA (mencionado)

Case cited

art. 1.022 do CPC/2015

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 1.025 do CPC/2015

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 1.005 do CPC/2015

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 1.042, §5º, do CPC/2015

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Lei nº 11.101/2005, art. 76

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 6º, § 1º, da Lei nº 11.101/2005

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 255, §4º, III, do RI/STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 507 do CPC/2015

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Súmula 7/STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Tema 987/STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Tema 976 (mencionado)

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

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