Intempestividade Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3d7fda7ccdbf40b14984fa
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- Brazil
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- Superior Tribunal de Justiça
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- Agravo / Decisão Sobre Admissibilidade Do Recurso Especial (inadmissão)
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Professional case brief
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01
Holding and result
O recurso especial foi interposto fora do prazo de 15 dias corridos (intimada em 11/12/2020 e recurso interposto em 22/01/2021), sendo, portanto, manifestamente intempestivo; diante da continuidade dos prazos processuais penais nos termos do art. 798 do CPP e da inaplicabilidade da suspensão prevista no art. 220 do CPC em matéria criminal, o recurso não pode ser conhecido.
Court disposition
não conheço do recurso
Orders
- Recurso não conhecido
- Publique-se
- Intimem-se
02
Material facts
Parties
FERNANDO WASHINGTON ORTIZ
Agravante03
Procedural history
Posture
Agravo / Decisão Sobre Admissibilidade Do Recurso Especial (inadmissão)
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
intempestividade do recurso especial
- 02
aplicação do art. 798 do Código de Processo Penal quanto à continuidade dos prazos
- 03
inaplicabilidade do art. 220 do CPC em matéria criminal
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
Enunciados Administrativos do STJ n.os 02 e 03
Requisitos de admissibilidade observam-se conforme o CPC aplicável à data de publicação do acórdão (CPC/1973 até 17/3/2016; CPC/2015 a partir de 18/3/2016)
- 02
art. 994, VI, c/c arts. 1.003, § 5º, e 1.029 do Código de Processo Civil
Prazos para interposição do recurso especial são de 15 dias corridos
- 03
art. 798, caput e § 3º, do Código de Processo Penal
Prazos processuais penais são contínuos e peremptórios, não se interrompendo por férias, domingo ou feriado; o recesso judiciário apenas prorroga o vencimento para o primeiro dia útil subsequente
- 04
Jurisprudência do STJ (AgRg no AREsp 1698961/SC)
Não se aplica o art. 220 do CPC, regulamentado pela Resolução CNJ n. 244/2016, nos feitos com tramitação perante a justiça criminal
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
O recurso especial foi interposto fora do prazo de 15 dias corridos (intimada em 11/12/2020 e recurso interposto em 22/01/2021), sendo, portanto, manifestamente intempestivo; diante da continuidade dos prazos processuais penais nos termos do art. 798 do CPP e da inaplicabilidade da suspensão prevista no art. 220 do CPC em matéria criminal, o recurso não pode ser conhecido.
Obiter and limits
- De acordo com a jurisprudência do STJ, não se aplica o disposto no art. 220 do CPC, regulamentado pela Resolução CNJ n. 244/2016, nos feitos com tramitação perante a justiça criminal.
- O recesso judiciário e o período de férias coletivas, em matéria processual penal, têm como efeito a mera prorrogação do vencimento para o primeiro dia útil subsequente, não havendo interrupção ou suspensão.
Court disposition
não conheço do recurso
- Recurso não conhecido
- Publique-se
- Intimem-se
Source and reliance status
Superior Tribunal de Justiça
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Judgment reading view
Judgment text
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Superior Tribunal de Justiça
Judgment
DECISÃO Cuida-se deagravo interposto por FERNANDO WASHINGTON ORTIZ, contra decisão que inadmitiu recurso especial com fundamento no art. 105, inciso III, da Constituição Federal. É, no essencial, o relatório. Decido. Inicialmente, de acordo com os Enunciados Administrativos do STJ n.os 02 e 03, os requisitos de admissibilidade a serem observados são os previstos no Código de Processo Civil de 1973, se a decisão impugnada tiver sido publicada até 17 de março de 2016, inclusive; ou, se publicada a partir de 18 de março de 2016, os preconizados no Código de Processo Civil de 2015. Mediante análise do recurso de FERNANDO WASHINGTON ORTIZ, a parte recorrente foi intimada do v. acórdão recorrido em 11/12/2020, sendo o recurso especial somente interposto em 22/01/2021. O recurso é, pois, manifestamente intempestivo, porquanto interposto fora do prazo de 15 (quinze) dias corridos, nos termos do art. 994, VI, c/c os arts. 1.003, § 5º, e 1.029, todos do Código de Processo Civil, bem como do art. 798 do Código de Processo Penal. Cumpre observar que, "de acordo com a jurisprudência desta Corte, não se aplica o disposto no art. 220 do CPC, regulamentado pela Resolução CNJ n. 244, de 19/9/2016, nos feitos com tramitação perante a justiça criminal, ante a especialidade das disposições previstas no art. 798, caput, e § 3º, do CPP, motivo pelo qual não há falar em suspensão dos prazos entre os
dias 20 de dezembro a 20 de janeiro". (AgRg no AREsp 1698961/SC, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe 13/08/2020.) Além disso, em consonância com o regramento do art. 798, caput e § 3º, do Código de Processo Penal, de que os prazos processuais penais são contínuos e peremptórios, não se interrompendo por férias, domingo ou dia feriado, o "recesso judiciário e o período de férias coletivas, em matéria processual penal, têm como efeito, em relação aos prazos vencidos no seu curso, a mera prorrogação do vencimento para o primeiro dia útil subsequente ao seu término, não havendo interrupção ou suspensão". (AgRg no AREsp 1612424/MG, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe de 18/6/2020.) Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheço do recurso. Publique-se. Intimem-se.
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