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Superior Tribunal de Justiça

Intempestividade Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3d820a7ccdbf40b14b4e79

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01

Holding and result

O agravo regimental foi desprovido porque o recurso especial foi interposto após o decurso do prazo legal de 15 dias; o envio por e-mail não regulariza ou estende prazo pois não se equipara a fac-símile nos termos da Lei 9.800/1999; e, em matéria penal, vigoram as regras do art. 798 do CPP sobre contagem contínua dos prazos, de modo que os arts. 219 e 220 do CPC não são aplicáveis, implicando a intempestividade do recurso.

Court disposition

Agravo regimental desprovido; nego provimento ao agravo regimental

Orders

  • Negar provimento ao agravo regimental

02

Material facts

Parties

MARCONDES ALEXANDRE PINTO JUNIOR

Agravante

Presidente do Superior Tribunal de Justiça

Decisão Impugnada (recorrido)

03

Procedural history

  1. Posture

    Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado Agravo Regimental, Decisão De Negar Provimento

04

Questions and positions

Legal issues

Party arguments

Applicant
Sustenta a Defesa que o recurso especial foi encaminhado ao Tribunal via e-mail em 06/02/2020 (último dia do interstício) e que a via original física foi protocolizada em 07/02/2020, dentro do prazo de cinco dias previsto no art. 2.º da Lei n. 9.800/99, de modo a conferir tempestividade ao apelo.
Respondent
A decisão agravada e o Ministério Público Federal sustentam que o envio por e-mail não equivale a fac-símile para fins de cumprimento do art. 1.º da Lei 9.800/1999, que o recurso especial foi interposto em 07/02/2020 após o decurso do prazo de 15 dias e que, em matéria penal, aplicam-se as regras do art. 798 do CPP, não as do art. 219/220 do CPC, razão pela qual o agravo é intempestivo.

05

Court’s reasoning

  1. 01

    Precedentes do STJ (ex.: AgRg no AREsp 698.745/MG)

    Envio de petição por e-mail não se equipara a fac-símile para fins da Lei 9.800/1999

  2. 02

    Art. 994, inciso VI, c.c. art. 1.003, § 5.º, do Código de Processo Civil; art. 26 da Lei 8.038/1990 (mencionado)

    Prazo para interposição de recurso especial é de 15 dias corridos

  3. 03

    Art. 798 do Código de Processo Penal e precedentes do STJ

    Em matéria penal, os prazos são contínuos e peremptórios, não se interrompendo por férias, domingo ou feriado

  4. 04

    Precedentes do STJ (ex.: AgRg no AREsp 981.030/PE; AgRg no AREsp 1.070.415/SP)

    As regras do art. 219 e da suspensão do art. 220 do CPC não se aplicam aos processos da Justiça Criminal por força do princípio da especialidade

  5. 05

    Art. 1.003, § 6.º, do CPC e precedentes do STJ

    O recorrente deve comprovar a ocorrência de feriado local no ato de interposição do recurso quando invoca prazo em virtude de recesso

06

Ratio, limits and disposition

Ratio decidendi

O agravo regimental foi desprovido porque o recurso especial foi interposto após o decurso do prazo legal de 15 dias; o envio por e-mail não regulariza ou estende prazo pois não se equipara a fac-símile nos termos da Lei 9.800/1999; e, em matéria penal, vigoram as regras do art. 798 do CPP sobre contagem contínua dos prazos, de modo que os arts. 219 e 220 do CPC não são aplicáveis, implicando a intempestividade do recurso.

Obiter and limits

  • Jurisprudência consolidada do STJ entende que recurso interposto via e-mail é inexistente para fins de protocolo
  • O recesso judicial e férias coletivas não suspendem prazos penais, apenas prorrogam vencimento para o primeiro dia útil subsequente ao término do recesso
  • O art. 21-E, V, do Regimento Interno do STJ autoriza o não conhecimento de recurso baseado em jurisprudência dominante

Court disposition

Agravo regimental desprovido; nego provimento ao agravo regimental

  • Negar provimento ao agravo regimental

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Superior Tribunal de Justiça

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Superior Tribunal de Justiça

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EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. APRESENTAÇÃO DO RECURSO ESPECIAL VIA E-MAIL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. INTERPOSIÇÃO DO APELO NOBRE APÓS O LAPSO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. NÃO APLICAÇÃO DOS ARTS. 219 E 220 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.

1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça está fixada no sentido de que " .. o envio de petição ao Tribunal via e-mail não configura meio eletrônico equiparado a fac-símile para fins de aplicação do disposto no art. 1º da Lei 9.800/1999, não tendo, portanto, o condão de estender o prazo para a entrega da petição original 4. Agravo regimental a que se nega provimento" (AgRg no AREsp 698.745/MG, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 04/08/2015, DJe 17/08/2015).

2. No caso, houve intimação quanto ao acórdão recorrido em 22/01/2020 e o recurso especial foi interposto em 07/02/2020, quando já havia escoado o prazo para a sua interposição. 3. É intempestivo o recurso especial interposto fora do prazo de 15 (quinze) dias corridos, nos termos do art. 994, inciso VI, c.c. o art. 1.003, § 5.º, todos do Código de Processo Civil, bem como o art. 798 do Código de Processo Penal.

4. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que " .. em ações que tratam de matéria penal ou processual penal, não incidem as novas regras do Código de Processo Civil - CPC, referentes à contagem dos prazos em dias úteis (art. 219 da Lei 13.105/2015), ante a existência de norma específica a regular a contagem do prazo (art. 798 do CPP), uma vez que o CPC é aplicado somente de forma suplementar ao processo penal" (AgRg no AREsp 981.030/PE, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 16/02/2017, DJe 22/02/2017).

5. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça está fixado no sentido de que "a suspensão do curso dos prazos processuais prevista no art. 220 do NCPC, regulamentada pela Resolução CNJ n. 244, de 19/9/2016, não incide sobre os processos de competência da Justiça Criminal, visto que submetidos, quanto a esse tema, ao regramento disposto no art. 798, caput e § 3º, do CPP. A continuidade dos prazos processuais penais é afirmada, no caso, pelo princípio da especialidade" (AgRg no AREsp 1.070.415/SP, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 16/05/2017, DJe de 22/05/2017).

6. Agravo regimental desprovido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos votos e das notas taquigráficas a seguir, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs. Ministros Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz, Antonio Saldanha Palheiro e Olindo Menezes (Desembargador Convocado do TRF 1ª Região) votaram com a Sra. Ministra Relatora.

RELATÓRIO A EXMA. SRA. MINISTRA LAURITA VAZ: Trata-se de agravo regimental interposto por MARCONDES ALEXANDRE PINTO JUNIOR contra decisão do Presidente do Superior Tribunal de Justiça, por meio da qual não foi conhecido o agravo em recurso especial em razão da intempestividade do apelo nobre (fls. 409-410). Alega a Defesa, nas razões do regimental, que não deve prevalecer a conclusão segundo a qual o recurso especial foi apresentado a destempo, pois, em tendo sido publicado o acórdão recorrido em 22/01/2020, o citado apelo foi encaminhado, via e-mail, ao Tribunal a quo em 06/02/2020 (último dia do interstício recursal) e a via original (física) foi protocolizada dentro do prazo de 5 (cinco) dias previsto no art. 2.º da Lei n. 9.800/99, isto é, em 07/02/2020. O Ministério Público Federal apresentou parecer, opinando pelo desprovimento do agravo regimental (fls. 432-433). É o relatório.

EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. APRESENTAÇÃO DO RECURSO ESPECIAL VIA E-MAIL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. INTERPOSIÇÃO DO APELO NOBRE APÓS O LAPSO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. NÃO APLICAÇÃO DOS ARTS. 219 E 220 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.

1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça está fixada no sentido de que " .. o envio de petição ao Tribunal via e-mail não configura meio eletrônico equiparado a fac-símile para fins de aplicação do disposto no art. 1º da Lei 9.800/1999, não tendo, portanto, o condão de estender o prazo para a entrega da petição original 4. Agravo regimental a que se nega provimento" (AgRg no AREsp 698.745/MG, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 04/08/2015, DJe 17/08/2015).

2. No caso, houve intimação quanto ao acórdão recorrido em 22/01/2020 e o recurso especial foi interposto em 07/02/2020, quando já havia escoado o prazo para a sua interposição. 3. É intempestivo o recurso especial interposto fora do prazo de 15 (quinze) dias corridos, nos termos do art. 994, inciso VI, c.c. o art. 1.003, § 5.º, todos do Código de Processo Civil, bem como o art. 798 do Código de Processo Penal.

4. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que " .. em ações que tratam de matéria penal ou processual penal, não incidem as novas regras do Código de Processo Civil - CPC, referentes à contagem dos prazos em dias úteis (art. 219 da Lei 13.105/2015), ante a existência de norma específica a regular a contagem do prazo (art. 798 do CPP), uma vez que o CPC é aplicado somente de forma suplementar ao processo penal" (AgRg no AREsp 981.030/PE, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 16/02/2017, DJe 22/02/2017).

5. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça está fixado no sentido de que "a suspensão do curso dos prazos processuais prevista no art. 220 do NCPC, regulamentada pela Resolução CNJ n. 244, de 19/9/2016, não incide sobre os processos de competência da Justiça Criminal, visto que submetidos, quanto a esse tema, ao regramento disposto no art. 798, caput e § 3º, do CPP. A continuidade dos prazos processuais penais é afirmada, no caso, pelo princípio da especialidade" (AgRg no AREsp 1.070.415/SP, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 16/05/2017, DJe de 22/05/2017).

6. Agravo regimental desprovido.

VOTO A EXMA. SRA. MINISTRA LAURITA VAZ (RELATORA): Consta dos autos que o Juízo de primeiro grau condenou o ora Agravante às penas de 3 (três) anos, 1 (um) mês e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial aberto, e pagamento de 30 (trinta) dias-multa, no mínimo legal, como incurso no art. 168, § 1.º, inciso III, c.c. o art. 61, inciso I, ambos do Código Penal (fls. 231-241). Irresignada, a Defesa interpôs apelação, à qual a Corte de origem deu parcial provimento para reduzir a pena-base ao mínimo legal e afastar a reincidência, redimensionando as sanções aos patamares de 1 (um) ano e 4 (quatro) meses de reclusão e pagamento de 10 (dez) dias-multa, mantidas as demais cominações do édito condenatório primevo (fls. 325-344). Sustenta-se, nas razões do apelo nobre, que houve cerceamento de defesa, porquanto as instâncias ordinárias, sem apresentar justificativa adequada, recusaram-se a realizar a oitiva de testemunha arrolada pela Defesa. Argumenta-se que é de rigor reconhecer a má-fé de 2 (duas) testemunhas de acusação que demonstraram interesse econômico na solução da controvérsia e que guardavam rancor em relação ao Réu. Afirma-se que, no tocante a uma das Vítimas, o Acusado a procurou para efetuar o pagamento, mas essa mudara o endereço, informação desconsiderada pelo Magistrado primevo. Pondera-se que uma das testemunhas de acusação prestou depoimentos favoráveis ao ora

Agravante. Entretanto, esses dados não foram sopesados na sentença. Pugna-se pela necessidade de redução da pena-base ao mínimo legal, tendo em vista que não teriam sido apresentados elementos concretos para a exasperação da reprimenda levada a efeito na primeira fase da dosimetria. Foram apresentadas contrarrazões (fls. 373-379). O recurso especial não foi admitido (fls. 383-384). Foi interposto agravo (fls. 390-398). O Presidente do Superior Tribunal de Justiça, por meio da decisão de fls. 409-410, não conheceu do agravo em recurso especial. Daí a interposição do presente agravo regimental (fls. 413-423). Feito esse breve escorço histórico, passo ao exame da controvérsia. De plano, esclareço que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça está fixada no sentido de que " .. o envio de petição ao Tribunal via e-mail não configura meio eletrônico equiparado a fac-símile para fins de aplicação do disposto no art. 1º da Lei 9.800/1999, não tendo, portanto, o condão de estender o prazo para a entrega da petição original 4. Agravo regimental a que se nega provimento" (AgRg no AREsp 698.745/MG, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 04/08/2015, DJe 17/08/2015). No mesmo sentido: "PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO VIA E-MAIL. IMPOSSIBILIDADE. PORTARIA CONJUNTA QUE NÃO SE APLICA AOS RECURSOS DIRIGIDOS A ESTA CORTE. AGRAVO DESPROVIDO. ..

2. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que "o recurso interposto via email é tido por inexistente, não podendo ser considerado o correio eletrônico instrumento similar ao fac-símile para fins de aplicação do disposto na Lei n. 9.800/1999, na medida em que, além de não haver previsão legal para sua utilização, não guarda a mesma segurança de transmissão e registro de dados" (AgInt no RMS n. 61.298/BA, relator Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 18/5/2020, DJe 22/5/2020). ..

4. Agravo regimental desprovido." (AgRg nos EDcl no AREsp 1.796.437/MA, Rel. Ministro ANTONIO SALDANHA PALHEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 04/05/2021, DJe 12/05/2021.) "AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. INTERPOSIÇÃO VIA E-MAIL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. "Nos termos da jurisprudência do STJ, para fins de protocolo de petições, o uso de correio eletrônico não se equipara ao do fac-símile ou do processo eletrônico, que são regidos, respectivamente, pelas Leis 9.800/1999 e 11.419/2006, pelo que carece de amparo legal o envio de petições via e-mail." (REsp 1.770.310/GO, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 11/12/2018, DJe 19/12/2018).

2. Agravo regimental desprovido." (AgRg nos EDcl no RMS 64.891/PE, Rel. Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 02/03/2021, DJe 08/03/2021.) No mais, a decisão agravada está assim fundamentada (fl. 409; sem grifos no original): "Inicialmente, de acordo com os Enunciados Administrativos do STJ n.os 02 e 03, os requisitos de admissibilidade a serem observados são os previstos no Código de Processo Civil de 1973, se a decisão impugnada tiver sido publicada até 17 de março de 2016, inclusive; ou, se publicada a partir de 18 de março de 2016, os preconizados no Código de Processo Civil de 2015. Mediante análise do recurso de MARCONDES ALEXANDRE PINTO JUNIOR, a parte recorrente foi intimada do acórdão recorrido em 22/01/2020, sendo o recurso especial interposto somente em 07/02/2020. O recurso é, pois, manifestamente intempestivo, porquanto interposto fora do prazo de 15 (quinze) dias corridos, nos termos do art. 994, VI, c/c os arts. 1.003, § 5º, e 1.029, todos do Código de Processo Civil, bem como do art. 798 do Código de Processo Penal. A propósito, nos termos do § 6º do art. 1.003 do mesmo código, "o recorrente comprovará a ocorrência de feriado local no ato de interposição do recurso", o que impossibilita a regularização posterior. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheço do recurso." No caso, houve

intimação quanto ao acórdão recorrido em 22/01/2020 (fl. 346) e o recurso especial foi interposto em 07/02/2020 (fl. 354), quando já havia escoado o prazo para a sua interposição. Dessa forma, o recurso é manifestamente intempestivo, uma vez que interposto fora do prazo de 15 (quinze) dias corridos, nos termos do art. 994, inciso VI, c.c. o art. 1.003, § 5.º, todos do Código de Processo Civil, bem como o art. 798 do Código de Processo Penal. Com efeito, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que, " .. em ações que tratam de matéria penal ou processual penal, não incidem as novas regras do Código de Processo Civil - CPC, referentes à contagem dos prazos em dias úteis (art. 219 da Lei 13.105/2015), ante a existência de norma específica a regular a contagem do prazo (art. 798 do CPP), uma vez que o CPC é aplicado somente de forma suplementar ao processo penal" (AgRg no AREsp 981.030/PE, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 16/02/2017, DJe 22/02/2017). No mesmo sentido: "PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INTEMPESTIVIDADE. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.

1. O julgamento monocrático encontra previsão no art. 253, parágrafo único, inciso II, alínea b, do RISTJ, que permite ao relator negar provimento ao recurso quando a pretensão recursal esbarrar em súmula do STJ ou do STF, ou ainda, em jurisprudência dominante acerca do tema, inexistindo, porquanto, ofensa ao princípio da colegialidade. 2. É intempestivo o agravo interposto fora do prazo de 15 dias corridos, nos termos do art. 994, VIII, c/c os arts. 1.003, § 5.º, 1.042, caput, do Código de Processo Civil, bem como do art. 798 do Código de Processo Penal.

3. Em matéria criminal, não é aplicável a contagem em dias úteis do art. 219 do Código de Processo Civil.

4. Agravo regimental improvido." (AgRg no AREsp 1.069.765/MA, Rel. Ministro NEFI CORDEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 20/03/2018, DJe 02/04/2018; sem grifos no original.) "PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. APELO NOBRE INTERPOSTO FORA DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. LAPSO TEMPORAL DE 15 DIAS CORRIDOS. NÃO APLICAÇÃO DO ART. 219 DO NOVO CPC. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.

1. Nos termos do entendimento desta Corte, nas ações que tratam de matéria penal ou processual penal não incidem as regras do artigo 219 do novo Código de Processo Civil, referente à contagem dos prazos em dias úteis, porquanto o Código de Processo Penal, em seu artigo 798, possui disposição específica a respeito da contagem dos prazos, in verbis: "Todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e peremptórios, não se interrompendo por férias, domingo ou dia feriado".

2. O prazo para interposição do recurso especial é de 15 dias, consoante assevera o artigo 26 da Lei 8.038/1990, a saber: "Os recursos extraordinário e especial, nos casos previstos na Constituição Federal, serão interpostos no prazo comum de 15 (quinze) dias, (..)".

3. Agravo regimental a que se nega provimento." (AgRg no AREsp 1.040.102/SP, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 30/03/2017, DJe 07/04/2017; sem grifos no original.) Por outro lado, o entendimento do Superior Tribunal de Justiça está fixado no sentido de que, "a suspensão do curso dos prazos processuais prevista no art. 220 do NCPC, regulamentada pela Resolução CNJ n. 244, de 19/9/2016, não incide sobre os processos de competência da Justiça Criminal, visto que submetidos, quanto a esse tema, ao regramento disposto no art. 798, caput e § 3º, do CPP. A continuidade dos prazos processuais penais é afirmada, no caso, pelo princípio da especialidade" (AgRg no AREsp 1.070.415/SP, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 16/05/2017, DJe 22/05/2017). Como afirmado no decisum ora agravado, em consonância com o regramento do art. 798, caput e § 3.º, do Código de Processo Penal, os prazos processuais penais são contínuos e peremptórios, não se interrompendo por férias, domingo ou dia de feriado, o "recesso judiciário e o período de férias coletivas, em matéria processual penal, têm como efeito, em relação aos prazos vencidos no seu curso, a mera prorrogação do vencimento para o primeiro dia útil subsequente ao seu término, não havendo interrupção ou suspensão" (AgRg no Inq 1.105/DF, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, CORTE ESPECIAL,

julgado em 29/03/2017, DJe 19/04/2017). No mesmo sentido: "PENAL. PROCESSO PENAL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INTEMPESTIVIDADE. RECURSO INTERPOSTO NA VIGÊNCIA DO NOVO CPC. OCORRÊNCIA DE RECESSO FORENSE. COMPROVAÇÃO. ATO DE INTERPOSIÇÃO DO APELO. ART. 1.003, § 6º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - CPC DE 2015. INOCORRÊNCIA DE SUSPENSÃO OU INTERRUPÇÃO DE PRAZOS PROCESSUAIS PENAIS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.

1. A Corte Especial, no julgamento do AREsp 957.821/MS, DJe 19/12/2017, decidiu, por maioria, que o recorrente deve comprovar a ocorrência de feriado local no ato da interposição do respectivo recurso, quando este for interposto contra decisão publicada na vigência do CPC de 2015, em respeito ao art. 1.003, § 6º, do referido diploma processual.

2. A suspensão dos prazos processuais, prevista pelo artigo 220 do NCPC, não incide sobre os processos da seara criminal. Por tal motivo, a contagem do lapso temporal se mantém ininterrupta e ocorre computando-se os dias corridos. Assim sendo, caso o termo ad quem se dê em feriado ou final de semana, o prazo será prorrogado para o primeiro dia útil subsequente ao seu término.

3. Agravo interno desprovido." (AgRg no AREsp 1.308.383/GO, Rel. Ministro JOEL ILAN PACIORNIK, QUINTA TURMA, julgado em 04/09/2018, DJe 12/09/2018; sem grifos no original.) "PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INTEMPESTIVIDADE. SUSPENSÃO DOS PRAZOS ATÉ 20 DE JANEIRO. INOCORRÊNCIA. PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. 1. É intempestivo o agravo em recurso especial interposto fora do prazo de 15 dias corridos, nos termos do art. 994, VIII, c/c os arts. 1.003, § 5º, e 1.042, todos do Código de Processo Civil, e também art. 798 do Código de Processo Penal.

2. Em razão do princípio da especialidade, os prazos previstos no art. 220 do CPC, regulamentados pela Resolução 244/CNJ, não incidem aos processos criminais, tendo em vista o regramento disposto no art. 798, caput, e § 3º, do CPP. Precedentes. 3. "O recesso judiciário e o período de férias coletivas, em matéria processual penal, têm como efeito, em relação aos prazos vencidos no seu curso, a mera prorrogação do vencimento para o primeiro dia útil subsequente ao seu término, não havendo interrupção ou suspensão" (AgRg no Inq 1.105/DF, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, CORTE ESPECIAL, julgado em 29/03/2017, DJe 19/04/2017.) 4. Agravo regimental improvido." (AgRg no AREsp 1.261.954/SP, Rel. Ministro NEFI CORDEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 04/09/2018, DJe 13/09/2018; sem grifos no original.) Ante o exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto.

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Lei 9.800/1999

Legislation

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Lei 13.105/2015 (Código de Processo Civil) - arts. 219 e 220

Legislation

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Código de Processo Civil - art. 994, inciso VI

Legislation

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Código de Processo Civil - art. 1.003, §§ 5.º e 6.º

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código de Processo Civil - art. 1.029

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código de Processo Civil - art. 1.042

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código de Processo Penal - art. 798, caput e § 3.º

Legislation

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Lei 8.038/1990 - art. 26

Legislation

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Código Penal - art. 168, § 1.º, inciso III

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Código Penal - art. 61, inciso I

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Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça - art. 21-E, V

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Resolução CNJ n. 244/2016

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