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Superior Tribunal de Justiça

Jurosdemora Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3d7dee7ccdbf40b148abfa

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01

Holding and result

Deferido provimento ao recurso especial dos autores para fixar o termo inicial dos juros de mora na data da notificação da autoridade coatora no writ coletivo; não conhecido o agravo da Fazenda do Estado de São Paulo e da SPPREV por incidência do art.1.042 do CPC/2015 e por ausência de impugnação específica de fundamentos da decisão agravada, sendo aplicáveis os óbices da Súmula 7/STJ quando pertinente.

Court disposition

Recurso especial dos autores provido; agravo da Fazenda do Estado de São Paulo e da SPPREV não conhecido.

Orders

  • Dou provimento ao recurso especial dos autores para fixar o termo inicial dos juros de mora na data da notificação da autoridade coatora no writ coletivo.
  • Não conheço do agravo em recurso especial da Fazenda do Estado de São Paulo e da SPPREV.
  • Majoro a condenação da verba honorária fixada pela origem em 1 ponto percentual, com fundamento no art.85, §11, do CPC/2015.
  • Publique-se. Intimem-se.

02

Material facts

Parties

ANTONIO CARLOS NUNES RIBEIROE OUTROS

Autores

FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Agravante

SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV

Agravante

Amounts and remedies

  • Valor Da Causa: BRL 50,000

03

Procedural history

  1. Posture

    Recurso Especial / Julgamento

04

Questions and positions

Legal issues

Party arguments

Applicant
Sustentam que o termo inicial dos juros de mora deve ser a data da notificação da autoridade coatora no writ coletivo e apontam violação do art.219 do CPC/73 (art.240 do CPC/15) e do art.405 do CC/02, bem como divergência jurisprudencial.
Respondent
A Fazenda do Estado de São Paulo e a SPPREV alegam violação do art.2º-A da Lei nº 9.494/97, dos arts.1º e 9º do Decreto nº 20.910/32 e do art.5º da Lei nº 11.960/09; sustentam a ilegitimidade ativa dos autores por não comprovarem filiação à associação à época e que a propositura do mandado de segurança coletivo não poderia interromper a prescrição de não associados; pleiteiam aplicação da Lei nº 11.960/09 para correção monetária.

05

Court’s reasoning

  1. 01

    REsp. 1.151.873/MS e jurisprudência do STJ citada no acórdão

    O termo inicial dos juros de mora em ação de cobrança lastreada em mandado de segurança deve ser a data da notificação da autoridade coatora no writ.

  2. 02

    art. 1.042 do CPC/2015; AREsp 959.991/RS

    Não cabe agravo contra decisão que não admite recurso especial quando a matéria foi decidida pelo Tribunal de origem em conformidade com precedente repetitivo.

  3. 03

    Súmula n.7/STJ e citações no acórdão

    Súmula n.7/STJ obsta o reexame de matéria fática e probatória no recurso especial.

  4. 04

    art.85, §11, CPC/2015

    Possibilidade de majoração dos honorários advocatícios com fundamento no art.85, §11, do CPC/2015.

06

Ratio, limits and disposition

Ratio decidendi

Deferido provimento ao recurso especial dos autores para fixar o termo inicial dos juros de mora na data da notificação da autoridade coatora no writ coletivo; não conhecido o agravo da Fazenda do Estado de São Paulo e da SPPREV por incidência do art.1.042 do CPC/2015 e por ausência de impugnação específica de fundamentos da decisão agravada, sendo aplicáveis os óbices da Súmula 7/STJ quando pertinente.

Obiter and limits

  • Aplicação do Enunciado Administrativo n.3/STJ quanto à exigência de requisitos de admissibilidade do CPC/2015.
  • Observação sobre a sistemática dos recursos representativos de controvérsia e a competência do tribunal de origem para juízo de adequação ao precedente repetitivo.
  • Menção ao Tema n.905/STJ e ao REsp n.1.495.146/MG quanto à correção monetária (IPCA-E).

Court disposition

Recurso especial dos autores provido; agravo da Fazenda do Estado de São Paulo e da SPPREV não conhecido.

  • Dou provimento ao recurso especial dos autores para fixar o termo inicial dos juros de mora na data da notificação da autoridade coatora no writ coletivo.
  • Não conheço do agravo em recurso especial da Fazenda do Estado de São Paulo e da SPPREV.
  • Majoro a condenação da verba honorária fixada pela origem em 1 ponto percentual, com fundamento no art.85, §11, do CPC/2015.
  • Publique-se. Intimem-se.

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DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto por ANTONIO CARLOS NUNES RIBEIROE OUTROS com fundamento no art. 105, III, a e c, da Constituição Federal, e de agravo interposto pela FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO e pela SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV - contra a decisão que inadmitiu o recurso especial fundado no art. 105, III, a, da Constituição Federal. Na origem, a parte autora ajuizou ação de cobrança com valor da causa atribuído em R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), em 03/08/2015, tendo como objetivo o recebimento dos valores reconhecidos pretéritos (quinquênio anterior) à impetração do Mandado de Segurança Coletivo nº 0600592-55.2008.8.26.0053. Após sentença que julgou procedentes os pedidos, o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO deu parcial provimento à remessa necessária e à apelação dos entes públicos, restando consignado que os juros de mora incidirão a partir da citação da ação de cobrança, momento em que se deu a constituição em mora do devedor. O referido acórdão foi assim ementado, in verbis: AÇÃO ORDINÁRIA Devolução dos autos em cumprimento à regra do artigo 1.040, II, do CPC Julgamento do Recurso Extraordinário nº 870.947/SE, no qual o Supremo Tribunal Federal entendeu que, conquanto a fixação dos juros moratórios segundo índice de remuneração da caderneta de poupança seja constitucional, "permanecendo hígido, nesta extensão, o disposto no artigo 1º-F da

Lei nº 9.494/97 com a redação dada pela Lei nº 11.960/09", o mesmo não se passa com a aplicação daquele índice para a correção monetária, que se revela inconstitucional, havendo de se adotar o IPCA-E Adequação do v. ac órdão aos termos da orientação do STF Recurso restituído à Egrégia Presidência da Seção de Direito Público, nos termos do art. 1.040, II, do CPC. Os embargos de declaração opostos foram acolhidos sem efeito modificativo. Após o julgamento do REsp nº 1.495.146/MG (Tema nº 905/STJ), os autos retornaram à Câmara Julgadora para eventual juízo de retratação, a qual adequou o acórdão ora recorrido para fixar o IPCA-E como índice de correção monetária, ficando assim ementado o julgado, in verbis: AÇÃO ORDINÁRIA Devolução dos autos em cumprimento à regra do artigo 1.040, II, do CPC Julgamento do Recurso Extraordinário nº 870.947/SE, no qual o Supremo Tribunal Federal entendeu que, conquanto a fixação dos juros moratórios segundo índice de remuneração da caderneta de poupança seja constitucional, "permanecendo hígido, nesta extensão, o disposto no artigo 1º-F da Lei nº 9.494/97 com a redação dada pela Lei nº 11.960/09", o mesmo não se passa com a aplicação daquele índice para a correção monetária, que se revela inconstitucional, havendo de se adotar o IPCA-E Adequação do v. ac órdão aos termos da orientação do STF Recurso restituído à Egrégia Presidência da Seção de

Direito Público, nos termos do art. 1.040, II, do CPC. A Fazenda do Estado de São Paulo e a SPPREV interpuseram recurso especial, apontando violação do art. 2º-A da Lei nº 9.494/97; dos arts. 1º e 9º do Decreto nº 20.910/32; e do art. 5º da Lei nº 11.960/09. Afirma que a parte autora não comprovou a condição de filiada a Associação à época da impetração da demanda coletiva paradigma, o que tem por consequência a sua ilegitimidade ativa, além da inépcia da inicial ausência de pressuposto processual por inobservância de requisito para esta demanda nos termos do art. 2º- A, parágrafo único, da Lei nº 9.494/97. Sustenta que a propositura de mandado de segurança coletivo não poderia interromper a prescrição do direito dos indivíduos representados nestas demandas, muito menos dos que sequer eram associados da impetrante. Pugna pela aplicação da Lei nº 11.960/09 quanto ao índice da correção monetária. Apresentadas contrarrazões. Após decisum que inadmitiu o recurso especial, com base na incidência da Súmula n. 7/STJ, na consonância do acórdão recorrido com a jurisprudência do STJ quanto à apontada violação aos arts. 2º-A e 2º-B da Lei nº 9.494/97, na ausência de afronta a dispositivo legale na consonância com julgado repetitivo (Tema nº 905/STJ), foi interposto o presente agravo. Antônio Carlos Nunes Ribeiroe outros interpuseram recurso especial, apontando violação do art. 219 do

CPC/73 (art. 240 do CPC/15) e do art. 405 do CC/02, bem como divergência jurisprudencial. Sustentam que o termo inicial dos juros de mora considerado seja a data da notificação da autoridade coatora no writ coletivo. Não foram apresentadas contrarrazões. O recurso foi admitido. É o relatório. Decido. Inicialmente é necessário consignar que o presente recurso atrai a incidência do Enunciado Administrativo nº 3/STJ: "aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC". AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL DA FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO E DA SPPREV Preliminarmente, cumpre destacar que a decisão recorrida foi publicada em data posterior a 17 de março de 2016, sendo plenamente aplicável, segundo o Enunciado Administrativo n. 3 do Plenário do STJ, o art. 1.042 do Código de Processo Civil de 2015, que estabelece não ser cabível a interposição de agravo contra a decisão que não admite o recurso especial, quando a matéria, nele discutida, tiver sido decidida pelo Tribunal de origem em conformidade com precedente firmado por esta Corte sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 (art. 543-C do CPC/73). Desse modo, não se afigura possível a apresentação de qualquer outro recurso a esta Corte Superior contra tal decisão, porque incumbe ao Tribunal de origem, com exclusividade e em caráter definitivo, proferir juízo de adequação do caso concreto ao precedente formado em repetitivo, sob pena de tornar-se ineficaz o propósito racionalizador da sistemática dos recursos representativos de controvérsia, instituída pela Lei n. 11.672/2008. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INTERPOSIÇÃO CONTRA DECISÃO PUBLICADA NA VIGÊNCIA O CPC/2015.

1. IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA (CPC/2015, ART 932, III). NECESSIDADE.

2. PARTE DO RECURSO ESPECIAL NÃO ADMITIDA NA ORIGEM PORQUE AS MATÉRIAS FORAM JULGADAS SEGUNDO O RITO DO ART. 543-C DO CPC: TAXA DE JUROS REMUNERATÓRIOS CONTRATADOS. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS. NÃO CABIMENTO DO AGRAVO NESSES PONTOS (CPC/2015, ART. 1.042).

3. PREVISÃO LEGAL EXPRESSA. ERRO GROSSEIRO. CARACTERIZAÇÃO.

4. RECURSO CONHECIDO APENAS QUANTO À ALEGADA VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC/73. MÉRITO. AFASTAMENTO.

5. AGRAVO PARCIALMENTE CONHECIDO PARA, NESSA EXTENSÃO, NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ART. 85, §§ 8º E 11, DO CPC/2015.

1. Com o advento do Código de Processo Civil de 2015 passou a existir expressa previsão legal no sentido do não cabimento de agravo contra decisão que não admite recurso especial quando a matéria nele veiculada já houver sido decidida pela Corte de origem em conformidade com recurso repetitivo (art. 1.042, caput). Tal disposição legal aplica-se aos agravos apresentados contra decisão publicada após a entrada em vigor do Novo CPC, em conformidade com o princípio tempus regit actum.

2. A interposição do agravo previsto no art. 1.042, caput, do CPC/2015 quando a Corte de origem o inadmitir com base em recurso repetitivo constitui erro grosseiro, não sendo mais devida a determinação de outrora de retorno dos autos ao Tribunal a quo para que o aprecie como agravo interno.

3. Não se configura ofensa ao art. 535 do CPC/73 quando o Tribunal de origem, embora rejeite os embargos de declaração opostos, manifesta-se acerca de todas as questões devolvidas com o recurso e consideradas necessárias à solução da controvérsia, sendo desnecessária a manifestação pontual sobre todos os artigos de lei indicados como violados pela parte vencida.

4. Agravo parcialmente conhecido para, nessa extensão, negar provimento ao recurso especial, com majoração dos honorários advocatícios, na forma do art. 85, §§ 8º e 11, do CPC/2015. (AREsp 959.991/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 16/8/2016, DJe 26/8/2016). Assim, por ser incabível, não se deve conhecer do presente recurso no que concerne à matéria objeto do Tema n. 905 do STJ. Ademais, da análise dos autos, verifica-se que a decisão agravada inadmitiu o recurso especial também com base na incidência da Súmula n. 7/STJ, na consonância do acórdão recorrido com a jurisprudência do STJ quanto à apontada violação aos arts. 2º-A e 2º-B da Lei nº 9.494/97e na ausência de afronta a dispositivo legal. A parte agravante, entretanto, deixou de impugnar especificamente os óbices referentes à consonância do acórdão recorrido com a jurisprudência do STJ quanto à apontada violação aos arts. 2º-A e 2º-B da Lei nº 9.494/97 e à incidência da Súmula nº 7/STJ. Desse modo, forçosa é a incidência do art. 253, I, do Regimento Interno do STJ e do art. 932, III, do CPC/2015, que assim dispõe, in verbis: Art.

932. Incumbe ao relator: .. III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; A propósito, confira-se o precedente da E. Corte Especial do STJ no EAResp 746.775 / PR, julgado em 19 de setembro de 2018: PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. ART. 544, § 4º, I, DO CPC/1973. ENTENDIMENTO RENOVADO PELO NOVO CPC, ART. 932.

1. No tocante à admissibilidade recursal, é possível ao recorrente a eleição dos fundamentos objeto de sua insurgência, nos termos do art. 514, II, c/c o art. 505 do CPC/1973. Tal premissa, contudo, deve ser afastada quando houver expressa e específica disposição legal em sentido contrário, tal como ocorria quanto ao agravo contra decisão denegatória de admissibilidade do recurso especial, tendo em vista o mandamento insculpido no art. 544, § 4º, I, do CPC, no sentido de que pode o relator "não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada" - o que foi reiterado pelo novel CPC, em seu art. 932.

2. A decisão que não admite o recurso especial tem como escopo exclusivo a apreciação dos pressupostos de admissibilidade recursal. Seu dispositivo é único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso. Não há, pois, capítulos autônomos nesta decisão.

3. A decomposição do provimento judicial em unidades autônomas tem como parâmetro inafastável a sua parte dispositiva, e não a fundamentação como um elemento autônomo em si mesmo, ressoando inequívoco, portanto, que a decisão agravada é incindível e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade, nos exatos termos das disposições legais e regimentais.

4. Outrossim, conquanto não seja questão debatida nos autos, cumpre registrar que o posicionamento ora perfilhado encontra exceção na hipótese prevista no art. 1.042, caput, do CPC/2015, que veda o cabimento do agravo contra decisão do Tribunal a quo que inadmitir o recurso especial, com base na aplicação do entendimento consagrado no julgamento de recurso repetitivo, quando então será cabível apenas o agravo interno na Corte de origem, nos termos do art. 1.030, § 2º, do CPC.

5. Embargos de divergência não providos. Por fim, em casos análogos, pela incidência da Súmula n. 182/STJ, destacam-se as seguintes decisões monocráticas: REsp n. 1.869.485/SP, Relª Minª Assusete Magalhães, DJe de 3/04/2020, REsp n. 1.815.659/SP, Rel. Min. Gurgel de Faria, DJe de 02/04/2020, REsp n. 1.849.606/SP, Relª Minª Regina Helena Costa, DJe de 20/03/2020, Resp n. 1.811.370/SP, Rel. Min. Og Fernandes, DJe de 12/03/2020.

RECURSO ESPECIAL DOS AUTORES O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que o termo inicial dos juros de mora da ação de cobrança, lastreada no direito reconhecido na via mandamental, deve ser fixado na data da notificação da autoridade coatora no writ, pois é o momento em que, nos termos do art. 240 do CPC/15 (antigo art. 219 do CPC/73), ocorre a interrupção do prazo prescricional e a constituição em mora do devedor. Confira-se: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. POLICIAL MILITAR. ADICIONAL DE LOCAL DE EXERCÍCIO (ALE). DIREITO RECONHECIDO NA VIA MANDAMENTAL. AÇÃO DE COBRANÇA DAS PARCELAS ANTERIORES À IMPETRAÇÃO. TERMO INICIAL DOS JUROS DE MORA. NOTIFICAÇÃO DA AUTORIDADE COATORA QUANDO DA IMPETRAÇÃO DO MANDAMUS. OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO ACERVO FÁTICO E PROBATÓRIO. SÚM. 7/STJ. EXTENSÃO DO BENEFÍCIO CONCEDIDO EM AÇÃO MANDAMENTAL COLETIVA A NÃO ASSOCIADOS. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO DE ANTÔNIO ZUIM E OUTROS 1. O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que "o termo inicial dos juros de mora da ação de cobrança, lastreada no direito reconhecido na via mandamental, deve ser fixado na data da notificação da autoridade coatora no writ, pois é o momento em que, nos termos do art. 219 do CPC/1973, ocorre a interrupção do prazo prescricional e a constituição em mora do devedor" (REsp. 1.151.873/MS, Rel. Min. LAURITA VAZ, DJe

23.3.2012). (..) 7.5 .Recurso Especial não provido. (REsp 1800475/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 09/05/2019, DJe 29/05/2019) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. APLICAÇÃO DO ENUNCIADO N. 568/STJ. INEXISTÊNCIA DE PREJUÍZO PARA AS PARTES. ACÓRDÃO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. PRETENSÃO DE REEXAME FÁTICO PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO N. 7 DA SÚMULA DO STJ. ÓBICES AO CONHECIMENTO DO RECURSO ESPECIAL. I - Na origem, trata-se de ação de cobrança contra a São Paulo Previdência - SPPREV, em que se busca o pagamento de Adicional Local de Exército - ALE, que teria vencido dentro do quinquênio que antecedeu a impetração de mandado de segurança coletivo que reconheceu o direito à aludida parcela aos militares inativos e pensionistas. Na sentença se julgou procedente o pedido. No Tribunal houve reforma da sentença para julgar procedente a ação e condenar o ente fazendário, inclusive com incidência de juros e correção monetária, respeitada a prescrição. II - O Superior Tribunal de Justiça já firmou entendimento no sentido de que o termo inicial dos juros de mora, em ação de cobrança dos valores pretéritos ao mandado de segurança, é o momento em que a autoridade coatora é notificada no writ. Nesse sentido: AgInt no REsp n. 1.711.432/DF, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 7/8/2018, DJe 14/8/2018; REsp n.

1.151.873/MS, Rel. Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, julgado em 13/3/2012, DJe 23/3/2012. III - No mais, tem-se que o redimensionamento de verba honorária exige o revolvimento de fatos e provas dos autos, providência esta vedada no especial, em virtude do óbice do enunciado n. 7 da Súmula do STJ, compreensão relativizada apenas quando o valor fixado se mostrar irrisório ou exorbitante, o que não se verifica na hipótese dos autos. No mesmo sentido manifestou-se o d. Ministério Público Federal, em parecer. IV - Agravo interno improvido. (AgInt no REsp 1752557/SP, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, SEGUNDA TURMA, julgado em 11/04/2019, DJe 03/05/2019) Ante o exposto, com fundamento no art. 255, § 4º, III, do RISTJ, dou provimento ao recurso especial dos Autores para fixar o termo inicial dos juros de mora da ação de cobrança, lastreada no direito reconhecido na via mandamental, na data da notificação da autoridade coatora no writ coletivo e, com fundamento no art. 253, parágrafo único, I, do Regimento Interno do STJ, não conheço do agravo em recurso especial da Fazenda do Estado de São Paulo e da SPPREV. Com fundamento no art. 85, § 11, do CPC/2015, majoro a condenação da verba honorária fixada pelaorigem em 1 ponto percentual, sopesado, para a definição do quantum ora aplicado, o trabalho adicional realizado pelos advogados. Publique-se. Intimem-se.

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Authorities

Authorities used by the court

Cases, legislation, regulations, and constitutional provisions identified in the available record.

REsp. 1.495.146/MG (Tema nº 905/STJ)

Case cited

REsp. 1.151.873/MS

Case cited

AREsp 959.991/RS

Case cited

REsp 1800475/SP

Case cited

AgInt no REsp 1752557/SP

Case cited

AgInt no REsp 1.711.432/DF

Case cited

EAResp 746.775/PR

Case cited

art. 105, III, a e c, da Constituição Federal

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 1.040, II, do CPC

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 1.042 do CPC/2015

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 240 do CPC/2015

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 219 do CPC/1973

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Lei nº 9.494/97, art. 2º-A

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

arts. 2º-A e 2º-B da Lei nº 9.494/97

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 1º-F da Lei nº 9.494/97

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Lei nº 11.960/09

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Decreto nº 20.910/32

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 85, §§ 8º e 11, do CPC/2015

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 932, III, do CPC/2015

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 255, §4º, III, do Regimento Interno do STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 253, parágrafo único, I, do Regimento Interno do STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Súmula n.7/STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Súmula n.182/STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Enunciado Administrativo n.3/STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

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