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Superior Tribunal de Justiça

Jurosdemora Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3d8d0b7ccdbf40b150cc8a

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01

Holding and result

Com fundamento na jurisprudência consolidada do STJ e no art. 240 do CPC/2015 (antigo art. 219 do CPC/1973), fixou-se o termo inicial dos juros de mora na data da notificação da autoridade coatora no mandado de segurança coletivo; ademais, por força do art. 1.042 do CPC/2015 e da sistemática dos recursos repetitivos, não se conheceu do agravo interposto pela Fazenda do Estado de São Paulo e pela SPPREV; majoraram-se honorários em 1 ponto percentual com base no art. 85, §11, do CPC/2015.

Court disposition

Recurso especial provido em parte; agravo em recurso especial não conhecido

Orders

  • Fixar o termo inicial dos juros de mora na data da notificação da autoridade coatora no mandado de segurança coletivo
  • Não conhecer do agravo em recurso especial da Fazenda do Estado de São Paulo e da SPPREV
  • Majorar a condenação da verba honorária fixada pela origem em 1 ponto percentual, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015

02

Material facts

Parties

REGINA CELIA GONÇALVES DAS NEVESE OUTROS

Autor

FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Ré

SÃO PAULO PREVIDENCIA - SPPREV

Ré

Amounts and remedies

  • Valor Da Causa: BRL 60,000

03

Procedural history

  1. Posture

    Recurso Especial / Decisão De Mérito (provimento Do Recurso Especial)

04

Questions and positions

Legal issues

Party arguments

Applicant
Os autores alegaram violação do art. 219 do CPC/73 (art. 240 do CPC/15) e do art. 405 do CC/02, sustentando que o termo inicial dos juros de mora deve ser a data da notificação da autoridade coatora no mandado de segurança coletivo.
Respondent
A Fazenda do Estado de São Paulo e a SPPREV alegaram violação de diversos dispositivos legais (arts. 2º-A e 2º-B da Lei 9.494/97; arts. 313, V, a, e 1.022 do CPC/15; art. 14, § 4º, da Lei 12.016/09; art. 204 do CC; arts. 1º, 2º e 3º do Decreto 20.910/32; art. 5º da Lei 11.960/09) e suscitaram questões sobre a incidência de precedentes repetitivos, buscando a manutenção do acórdão recorrido.

05

Court’s reasoning

  1. 01

    art. 240 do CPC/2015 (antigo art. 219 do CPC/1973) e precedentes do STJ (ex.: REsp 1.151.873/MS)

    O termo inicial dos juros de mora, em ação de cobrança de parcelas anteriores reconhecidas em mandado de segurança coletivo, é a data da notificação da autoridade coatora no writ (constituição em mora pela notificação).

  2. 02

    art. 1.042 do CPC/2015 e Enunciado Administrativo n. 3/STJ

    Não cabe agravo a esta Corte contra decisão que inadmite recurso especial quando a matéria foi decidida pelo Tribunal de origem em conformidade com precedente repetitivo.

  3. 03

    art. 932, III, do CPC/2015

    O relator deve não conhecer de recurso que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida.

  4. 04

    Súmula 7/STJ e jurisprudência do STJ

    Súmula 7/STJ impede o reexame de matéria fático-probatória no recurso especial.

06

Ratio, limits and disposition

Ratio decidendi

Com fundamento na jurisprudência consolidada do STJ e no art. 240 do CPC/2015 (antigo art. 219 do CPC/1973), fixou-se o termo inicial dos juros de mora na data da notificação da autoridade coatora no mandado de segurança coletivo; ademais, por força do art. 1.042 do CPC/2015 e da sistemática dos recursos repetitivos, não se conheceu do agravo interposto pela Fazenda do Estado de São Paulo e pela SPPREV; majoraram-se honorários em 1 ponto percentual com base no art. 85, §11, do CPC/2015.

Obiter and limits

  • Menção à aplicação do índice de correção monetária IPCA-E em consonância com decisões do STF e do STJ (Tema 905/STJ).
  • Observação sobre a necessidade de impugnação específica de todos os fundamentos da decisão agravada, conforme art. 932 do CPC/2015 e precedentes da Corte Especial.

Court disposition

Recurso especial provido em parte; agravo em recurso especial não conhecido

  • Fixar o termo inicial dos juros de mora na data da notificação da autoridade coatora no mandado de segurança coletivo
  • Não conhecer do agravo em recurso especial da Fazenda do Estado de São Paulo e da SPPREV
  • Majorar a condenação da verba honorária fixada pela origem em 1 ponto percentual, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015

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DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto por REGINA CELIA GONÇALVES DAS NEVESE OUTROS com fundamento no art. 105, III, a e c, da Constituição Federal e de agravo interposto pela FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO e pela SÃO PAULO PREVIDENCIA - SPPREV - contra a decisão que inadmitiu o recurso especial fundado no art. 105, III, a, da Constituição Federal. Na origem, a parte autora ajuizou ação ordinária com valor da causa atribuído em R$ 60.000,00 (cinquenta e cinco mil reais), em 17/01/2017, objetivando o recebimento dos valores reconhecidos pretéritos (quinquênio anterior) à impetração demandado de segurança coletivo. Após sentença que extinguiu o feito sem exame de mérito, o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO deu provimentoà apelação da parte autora, ficando consignado que os juros de mora incidirão a partir da citação da ação de cobrança, momento em que se deu a constituição em mora do devedor. O referido acórdão foi assim ementado, in verbis: POLICIAIS MILITARES. Quinquênios e sexta-parte sobre os vencimentos integrais de período anterior ao ajuizamento de mandado de segurança coletivo por associação de policiais militares. Anulação da sentença por ter julgado pedido diverso ao que foi deduzido na petição inicial, com julgamento da causa na forma do artigo 1013, § 3º, II, do Código de Processo Civil atual. Legitimidade extraordinária da associação no

mandado de segurança coletivo. Não se exige autorização expressa dos associados, nem comprovação do momento da filiação e tampouco apresentação de rol dos associados. Toda a categoria é beneficiada. Ilegitimidade ativa afastada. Não ocorrência do trânsito em julgado no mandado de segurança coletivo que não constitui óbice à demanda pelo período anterior ao seu ajuizamento. Não é caso de suspensão do processo porque haverá nova incursão no pedido e na causa de pedir, atendendo, ainda, à garantia de inafastabilidade da jurisdição.Ressalvado entendimento em contrário, adota-se a orientação fixada pelo Superior Tribunal de Justiça, pela interrupção da prescrição com o ajuizamento do mandado de segurança coletivo, cujo prazo voltará a fluir, pela metade, após o trânsito em julgado no referido processo.Legitimidade ativa. Repercussão geral que não abrange essa hipótese.Matéria de fundo. Quinquênios e sexta parte. Incidência sobre todas as verbas não eventuais que integram a remuneração regular dos servidores e os proventos de aposentadoria. Cabimento. Regramento do artigo 129 da Constituição do Estado aplicável também aos servidores militares.Norma de superior hierarquia que prevalece sobre o dimensionamento mais restrito da Lei Complementar 731/1993. Adicional de Insalubridade e Adicional de Local de Exercício que integram a remuneração dos policiais militares em caráter regular e

serão considerados para efeito dos quinquênios e da sexta-parte. Recomposição das correspondentes diferenças dos cinco anos anteriores ao ajuizamento do mandado de segurança coletivo. Ação proposta por pensionistas, policiais militares da ativa e por inativos. Responsabilidade de São Paulo Previdência restrita às pensionistas, porquanto, para o período postulado, de 29-08-2003 a 28-08-2008, ainda permanecia com o Estado os encargos das aposentadorias de todos os servidores públicos estaduais. Para evitar repetição de embargos de declaração com objetivo de acesso aos tribunais superiores, são abordados os questionamentos que neles vêm sendo formulados. Recurso provido para afastar a extinção do processo por ilegitimidade ativa e julgar procedente a demanda. Não foram opostosembargos de declaração. Após o julgamento do REsp nº 1.495.146/MG (Tema nº 905/STJ), os autos retornaram à Câmara Julgadora para eventual juízo de retratação, a qual adequou o acórdão ora recorrido, ficando assim ementado o julgado, in verbis: REVISÃO DO JULGADO. Código de Processo Civil atual, artigo 1040, II. Demanda de policiais militares por diferenças de quinquênios e sexta -parte de cinco anos anteriores ao ajuizamento de mandado de segurança coletivo. Correção monetária pelo IPCA e somente juros de mora na forma da Lei 11960/2009. Tema 905 do Superior Tribunal de Justiça. Julgamento do Supremo Tribunal

Federal, no tema 810 de repercussão geral, segundo o voto do relator, Ministro Luiz Fux, cuja parte final preconiza a aplicação do IPCA-E em todas as condenações judiciais impostas à Fazenda Pública, opção acatada pelo Superior Tribunal de Justiça. Julgado revisto para que seja observado esse índice. Regina Celia Gonçalves das Nevese outros interpuseram recurso especial, apontando violação do art. 219 do CPC/73 (art. 240 do CPC/15) e do art. 405 do CC/02, bem como divergência jurisprudencial. Sustentam que o termo inicial dos juros de mora considerado seja a data da notificação da autoridade coatora no writ coletivo. Apresentadas contrarrazões. O recurso foi admitido. A Fazenda do Estado de São Paulo e a SPPREV interpuseram recurso especial, apontando violação dos arts. 2º-A e 2º-B da Lei n. 9.494/97; dos arts. 313, V, a, e 1.022, ambos do CPC/15; do art. 14, § 4º, da Lei n. 12.016/09/ do art. 204 do Código Civil; dos arts. 1º, 2ºe 3º do Decreto n. 20.910/32; e do art. 5º da Lei n. 11.960/09. Apresentadas contrarrazões pela manutenção do acórdão recorrido. Após decisum que inadmitiu o recurso especial, com base na incidência da Súmula n. 7/STJ, na ausência de afronta ao art. 1022 e na consonância com julgado repetitivo (Tema nº 905/STJ), foi interposto o presente agravo. É o relatório. Decido. Inicialmente é necessário consignar que o presente recurso atrai a incidência do

Enunciado Administrativo n. 3/STJ: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC." Considerando que o agravante, além de atender aos demais pressupostos de admissibilidade deste agravo, logrou impugnar a fundamentação da decisão agravada, passo ao exame do recurso especial interposto. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL DA FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO E DA SPPREV Preliminarmente, cumpre destacar que a decisão recorrida foi publicada em data posterior a 17 de março de 2016, sendo plenamente aplicável, segundo o Enunciado Administrativo n. 3 do Plenário do STJ, o art. 1.042 do Código de Processo Civil de 2015, que estabelece não ser cabível a interposição de agravo contra a decisão que não admite o recurso especial, quando a matéria, nele discutida, tiver sido decidida pelo Tribunal de origem em conformidade com precedente firmado por esta Corte sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 (art. 543-C do CPC/73). Desse modo, não se afigura possível a apresentação de qualquer outro recurso a esta Corte Superior contra tal decisão, porque incumbe ao Tribunal de origem, com exclusividade e em caráter definitivo, proferir juízo de adequação do caso concreto ao precedente formado em repetitivo, sob pena de tornar-se ineficaz o propósito racionalizador da sistemática dos recursos representativos de controvérsia, instituída pela Lei n. 11.672/2008. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INTERPOSIÇÃO CONTRA DECISÃO PUBLICADA NA VIGÊNCIA O CPC/2015.

1. IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA (CPC/2015, ART 932, III). NECESSIDADE.

2. PARTE DO RECURSO ESPECIAL NÃO ADMITIDA NA ORIGEM PORQUE AS MATÉRIAS FORAM JULGADAS SEGUNDO O RITO DO ART. 543-C DO CPC: TAXA DE JUROS REMUNERATÓRIOS CONTRATADOS. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS. NÃO CABIMENTO DO AGRAVO NESSES PONTOS (CPC/2015, ART. 1.042).

3. PREVISÃO LEGAL EXPRESSA. ERRO GROSSEIRO. CARACTERIZAÇÃO.

4. RECURSO CONHECIDO APENAS QUANTO À ALEGADA VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC/73. MÉRITO. AFASTAMENTO.

5. AGRAVO PARCIALMENTE CONHECIDO PARA, NESSA EXTENSÃO, NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ART. 85, §§ 8º E 11, DO CPC/2015.

1. Com o advento do Código de Processo Civil de 2015 passou a existir expressa previsão legal no sentido do não cabimento de agravo contra decisão que não admite recurso especial quando a matéria nele veiculada já houver sido decidida pela Corte de origem em conformidade com recurso repetitivo (art. 1.042, caput). Tal disposição legal aplica-se aos agravos apresentados contra decisão publicada após a entrada em vigor do Novo CPC, em conformidade com o princípio tempus regit actum.

2. A interposição do agravo previsto no art. 1.042, caput, do CPC/2015 quando a Corte de origem o inadmitir com base em recurso repetitivo constitui erro grosseiro, não sendo mais devida a determinação de outrora de retorno dos autos ao Tribunal a quo para que o aprecie como agravo interno.

3. Não se configura ofensa ao art. 535 do CPC/73 quando o Tribunal de origem, embora rejeite os embargos de declaração opostos, manifesta-se acerca de todas as questões devolvidas com o recurso e consideradas necessárias à solução da controvérsia, sendo desnecessária a manifestação pontual sobre todos os artigos de lei indicados como violados pela parte vencida.

4. Agravo parcialmente conhecido para, nessa extensão, negar provimento ao recurso especial, com majoração dos honorários advocatícios, na forma do art. 85, §§ 8º e 11, do CPC/2015. (AREsp 959.991/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 16/8/2016, DJe 26/8/2016). Assim, por ser incabível, não se deve conhecer do presente recurso no que concerne à matéria objeto do Tema n. 905 do STJ. Ademais, da análise dos autos, verifica-se que a decisão agravada inadmitiu o recurso especial também com base na incidência da Súmula n. 7/STJ e na ausência de afronta ao art. 1.022 do CPC/15. A parte agravante, entretanto, deixou de impugnar especificamente o óbice referente à ausência de afronta ao art. 1.022 do CPC/15. Desse modo, forçosa é a incidência do art. 253, I, do Regimento Interno do STJ e do art. 932, III, do CPC/2015, que assim dispõe, in verbis: Art.

932. Incumbe ao relator: .. III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; A propósito, confira-se o precedente da E. Corte Especial do STJ no EAResp 746.775 / PR, julgado em 19 de setembro de 2018: PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. ART. 544, § 4º, I, DO CPC/1973. ENTENDIMENTO RENOVADO PELO NOVO CPC, ART. 932.

1. No tocante à admissibilidade recursal, é possível ao recorrente a eleição dos fundamentos objeto de sua insurgência, nos termos do art. 514, II, c/c o art. 505 do CPC/1973. Tal premissa, contudo, deve ser afastada quando houver expressa e específica disposição legal em sentido contrário, tal como ocorria quanto ao agravo contra decisão denegatória de admissibilidade do recurso especial, tendo em vista o mandamento insculpido no art. 544, § 4º, I, do CPC, no sentido de que pode o relator "não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada" - o que foi reiterado pelo novel CPC, em seu art. 932.

2. A decisão que não admite o recurso especial tem como escopo exclusivo a apreciação dos pressupostos de admissibilidade recursal. Seu dispositivo é único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso. Não há, pois, capítulos autônomos nesta decisão.

3. A decomposição do provimento judicial em unidades autônomas tem como parâmetro inafastável a sua parte dispositiva, e não a fundamentação como um elemento autônomo em si mesmo, ressoando inequívoco, portanto, que a decisão agravada é incindível e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade, nos exatos termos das disposições legais e regimentais.

4. Outrossim, conquanto não seja questão debatida nos autos, cumpre registrar que o posicionamento ora perfilhado encontra exceção na hipótese prevista no art. 1.042, caput, do CPC/2015, que veda o cabimento do agravo contra decisão do Tribunal a quo que inadmitir o recurso especial, com base na aplicação do entendimento consagrado no julgamento de recurso repetitivo, quando então será cabível apenas o agravo interno na Corte de origem, nos termos do art. 1.030, § 2º, do CPC.

5. Embargos de divergência não providos. Por fim, em casos análogos, pela incidência da Súmula n. 182/STJ, destacam-se as seguintes decisões monocráticas: REsp n. 1.869.485/SP, Relª Minª Assusete Magalhães, DJe de 3/04/2020, REsp n. 1.815.659/SP, Rel. Min. Gurgel de Faria, DJe de 02/04/2020, REsp n. 1.849.606/SP, Relª Minª Regina Helena Costa, DJe de 20/03/2020, Resp n. 1.811.370/SP, Rel. Min. Og Fernandes, DJe de 12/03/2020.

RECURSO ESPECIAL DOS AUTORES O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que o termo inicial dos juros de mora da ação de cobrança, lastreada no direito reconhecido na via mandamental, deve ser fixado na data da notificação da autoridade coatora no writ, pois é o momento em que, nos termos do art. 240 do CPC/15 (antigo art. 219 do CPC/73), ocorre a interrupção do prazo prescricional e a constituição em mora do devedor. Confira-se: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. POLICIAL MILITAR. ADICIONAL DE LOCAL DE EXERCÍCIO (ALE). DIREITO RECONHECIDO NA VIA MANDAMENTAL. AÇÃO DE COBRANÇA DAS PARCELAS ANTERIORES À IMPETRAÇÃO. TERMO INICIAL DOS JUROS DE MORA. NOTIFICAÇÃO DA AUTORIDADE COATORA QUANDO DA IMPETRAÇÃO DO MANDAMUS. OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO ACERVO FÁTICO E PROBATÓRIO. SÚM. 7/STJ. EXTENSÃO DO BENEFÍCIO CONCEDIDO EM AÇÃO MANDAMENTAL COLETIVA A NÃO ASSOCIADOS. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO DE ANTÔNIO ZUIM E OUTROS 1. O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que "o termo inicial dos juros de mora da ação de cobrança, lastreada no direito reconhecido na via mandamental, deve ser fixado na data da notificação da autoridade coatora no writ, pois é o momento em que, nos termos do art. 219 do CPC/1973, ocorre a interrupção do prazo prescricional e a constituição em mora do devedor" (REsp. 1.151.873/MS, Rel. Min. LAURITA VAZ, DJe

23.3.2012). (..) 7.5 .Recurso Especial não provido. (REsp 1800475/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 09/05/2019, DJe 29/05/2019) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. APLICAÇÃO DO ENUNCIADO N. 568/STJ. INEXISTÊNCIA DE PREJUÍZO PARA AS PARTES. ACÓRDÃO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. PRETENSÃO DE REEXAME FÁTICO PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO N. 7 DA SÚMULA DO STJ. ÓBICES AO CONHECIMENTO DO RECURSO ESPECIAL. I - Na origem, trata-se de ação de cobrança contra a São Paulo Previdência - SPPREV, em que se busca o pagamento de Adicional Local de Exército - ALE, que teria vencido dentro do quinquênio que antecedeu a impetração de mandado de segurança coletivo que reconheceu o direito à aludida parcela aos militares inativos e pensionistas. Na sentença se julgou procedente o pedido. No Tribunal houve reforma da sentença para julgar procedente a ação e condenar o ente fazendário, inclusive com incidência de juros e correção monetária, respeitada a prescrição. II - O Superior Tribunal de Justiça já firmou entendimento no sentido de que o termo inicial dos juros de mora, em ação de cobrança dos valores pretéritos ao mandado de segurança, é o momento em que a autoridade coatora é notificada no writ. Nesse sentido: AgInt no REsp n. 1.711.432/DF, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 7/8/2018, DJe 14/8/2018; REsp n.

1.151.873/MS, Rel. Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, julgado em 13/3/2012, DJe 23/3/2012. III - No mais, tem-se que o redimensionamento de verba honorária exige o revolvimento de fatos e provas dos autos, providência esta vedada no especial, em virtude do óbice do enunciado n. 7 da Súmula do STJ, compreensão relativizada apenas quando o valor fixado se mostrar irrisório ou exorbitante, o que não se verifica na hipótese dos autos. No mesmo sentido manifestou-se o d. Ministério Público Federal, em parecer. IV - Agravo interno improvido. (AgInt no REsp 1752557/SP, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, SEGUNDA TURMA, julgado em 11/04/2019, DJe 03/05/2019) Ante o exposto, com fundamento no art. 255, § 4º, III, do RISTJ, dou provimento ao recurso especial dos Autores para fixar o termo inicial dos juros de mora da ação de cobrança, lastreada no direito reconhecido na via mandamental, na data da notificação da autoridade coatora no writ coletivo e, com fundamento no art. 253, parágrafo único, I, do Regimento Interno do STJ, não conheço do agravo em recurso especial da Fazenda do Estado de São Paulo e da SPPREV. Com fundamento no art. 85, § 11, do CPC/2015, majoro a condenação da verba honorária fixada pela origem em 1 ponto percentual, sopesado, para a definição do quantum ora aplicado, o trabalho adicional realizado pelos advogados. Publique-se. Intimem-se.

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Authorities

Authorities used by the court

Cases, legislation, regulations, and constitutional provisions identified in the available record.

REsp nº 1.495.146/MG (Tema nº 905/STJ)

Case cited

REsp 1.151.873/MS

Case cited

REsp 1800475/SP

Case cited

AREsp 959.991/RS

Case cited

EAResp 746.775/PR

Case cited

AgInt no REsp 1752557/SP

Case cited

AgInt no REsp 1.711.432/DF

Case cited

REsp 1.849.606/SP

Case cited

REsp 1.811.370/SP

Case cited

REsp 1.815.659/SP

Case cited

REsp 1.869.485/SP

Case cited

Constituição Federal, art. 105, III, a e c

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código de Processo Civil de 2015, art. 240

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código de Processo Civil de 1973, art. 219

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código de Processo Civil de 2015, art. 1.042

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código de Processo Civil de 2015, art. 932

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código de Processo Civil de 2015, art. 1.022

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Lei n. 9.494/97, arts. 2º-A e 2º-B

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Lei n. 12.016/09, art. 14, § 4º

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código Civil, art. 204

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Decreto n. 20.910/32, arts. 1º, 2º e 3º

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Lei n. 11.960/09

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Constituição do Estado (art. 129)

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

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