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Superior Tribunal de Justiça

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01

Holding and result

O acórdão recorrido contrariou a jurisprudência dominante do Superior Tribunal de Justiça que fixa como termo inicial dos juros de mora para ação de cobrança decorrente de mandado de segurança a data da notificação da autoridade coatora no writ; por isso, com fundamento no art. 932, V, do CPC/2015 e normas regimentais, deu-se provimento ao recurso para fixar o termo inicial dos juros de mora a partir dessa notificação.

Court disposition

Provido o Recurso Especial

Orders

  • Dar provimento ao Recurso Especial e fixar o termo inicial dos juros de mora a partir da notificação da autoridade coatora no mandado de segurança coletivo
  • Publique-se e intimem-se

02

Material facts

Parties

ANESIO BUZETTE DE SOUZA E OUTROS

Recorrente

ESTADO DE SÃO PAULO

Recorrido

SÃO PAULO PREVIDÊNCIA

Recorrido

03

Procedural history

  1. Posture

    Recurso Especial / Decisão Monocrática (provimento Ao Recurso)

04

Questions and positions

Legal issues

Party arguments

Applicant
Sustenta ofensa ao art. 219 do CPC e ao art. 405 do CC, defendendo que o termo inicial dos juros de mora deve ser a data da notificação da autoridade coatora no mandado de segurança.
Respondent
Apontaram ocorrência de prescrição com fundamento no art. 1º do Decreto 20.910/1932, invocaram necessidade de análise fático-probatória (Súmula 7/STJ) e alegaram ausência de comprovação de filiação dos beneficiários à entidade coletiva à época da impetração (art. 2º-A da Lei 9.494/1997).

05

Court’s reasoning

  1. 01

    Jurisprudência do STJ (REsp 1151873/MS e outros citados) e decisões do Superior Tribunal de Justiça mencionadas no acórdão

    A impetração do mandado de segurança interrompe a fluência do prazo prescricional quanto à ação ordinária de cobrança.

  2. 02

    REsp 1.151.873/MS, Rel. Min. Laurita Vaz, e entendimento dominante do STJ citado no acórdão

    O termo inicial dos juros de mora, em ação de cobrança lastreada em mandado de segurança, é a data da notificação da autoridade coatora no writ.

  3. 03

    Precedentes do STJ mencionados no acórdão (REsp 1151873/MS e demais citações)

    A prescrição qüinqüenal prevista no Decreto nº 20.910/32 aplica-se aos direitos contra a Fazenda pública, não sendo correta a analogia com o Código Civil nas relações de direito público.

  4. 04

    Art. 85 do CPC/2015 e Enunciados Administrativos 3 e 7 do Plenário do STJ (09.03.2016) citados no acórdão

    As novas regras sobre honorários advocatícios do art. 85 do CPC/2015 aplicam-se aos recursos sujeitos ao novo Código e a fixação de honorários recursais está condicionada à existência de verba honorária imposta nas instâncias ordinárias.

06

Ratio, limits and disposition

Ratio decidendi

O acórdão recorrido contrariou a jurisprudência dominante do Superior Tribunal de Justiça que fixa como termo inicial dos juros de mora para ação de cobrança decorrente de mandado de segurança a data da notificação da autoridade coatora no writ; por isso, com fundamento no art. 932, V, do CPC/2015 e normas regimentais, deu-se provimento ao recurso para fixar o termo inicial dos juros de mora a partir dessa notificação.

Obiter and limits

  • Discussão sobre a aplicação das novas regras de honorários do art. 85 do CPC/2015 e sobre o momento adequado para arbitramento de honorários recursais (incidência apenas quando o STJ julga pela primeira vez recurso sujeito ao CPC/2015).
  • Observações sobre legitimidade de associações para impetração de mandado de segurança coletivo e ausência de exigência de autorização expressa dos associados, com menção à Súmula 629 do STF e entendimento do STJ.

Court disposition

Provido o Recurso Especial

  • Dar provimento ao Recurso Especial e fixar o termo inicial dos juros de mora a partir da notificação da autoridade coatora no mandado de segurança coletivo
  • Publique-se e intimem-se

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DECISÃO Vistos. Trata-se de Recurso Especial interposto por ANESIO BUZETTE DE SOUZAE OUTROS contra acórdão prolatado, por unanimidade, pela 12ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no julgamento de Apelação, assim ementado (fl. 340e): POLICIAIS MILITARES. Quinquênios e sexta-parte sobre os vencimentos integrais de período anterior ao ajuizamento de mandado de segurança coletivo por associação de policiais militares. Não ocorrência do trânsito em julgado no mandado de segurança coletivo que não constitui óbice à demanda pelo período anterior ao seu ajuizamento. Não é caso de suspensão do processo porque haverá nova incursão no pedido e na causa de pedir, atendendo, ainda, à garantia de inafastabilidade da jurisdição. Ressalvado entendimento em contrário, adota-se a orientação fixada pelo Superior Tribunal de Justiça, pela interrupção da prescrição com o ajuizamento do mandado de segurança coletivo, cujo prazo voltará a fluir, pela metade, após o trânsito em julgado no referido processo. Legitimidade ativa. Repercussão geral que não abrange essa hipótese. Legitimidade extraordinária da associação no mandado de segurança coletivo. Não se exige autorização expressa dos associados, nem comprovação do momento da filiação e tampouco apresentação de rol dos associados. Toda a categoria é beneficiada. Matéria de fundo. Quinquênios e sexta parte.

Incidência sobre todas as verbas não eventuais que integram a remuneração regular dos servidores e os proventos de aposentadoria e pensão. Cabimento. Regramento do artigo 129 da Constituição do Estado aplicável também aos servidores militares. Norma de superior hierarquia que prevalece sobre o dimensionamento mais restrito da Lei Complementar 731/1993. Precedentes. Adicional de Insalubridade e Adicional de Local de Exercício que integram a remuneração dos policiais militares em caráter regular e por isso serão considerados para efeito dos quinquênios e da sexta-parte. Honorários advocatícios majorados em razão do recurso. Ação proposta por policiais militares da ativa, inativos e uma pensionista. Responsabilidade de São Paulo Previdência restrita à pensionista, porquanto, para o período postulado, de 29-08-2003a 28-08-2008, ainda permanecia com o Estado os encargos das aposentadorias de todos os servidores públicos estaduais. Para evitar repetição de embargos de declaração com objetivo de acesso aos tribunais superiores, são abordados os questionamentos que neles vêm sendo formulados. Não providos os recursos e o reexame necessário, com fixação de honorários advocatícios recursais. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados (fls. 412/413e). Com amparo no art. 105, III, a e c, da Constituição da República, além de divergência jurisprudencial, aponta-se ofensa aos arts. 219

do Código de Processo Civil e 405 do Código Civil, alegando, em síntese, que "o termo inicial dos juros de mora deve ser fixado na data da notificação da autoridade coatora do mandado de segurança que a embasou, porquanto é este o momento em que se constitui em mora do devedor quanto ao pagamento dos efeitos patrimoniais vindicados" (fl. 383e). Com contrarrazões (fls. 418/438e), o recurso foi admitido (fl. 452/453e). Feito breve relato, decido. Por primeiro, consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, in casu, aplica-se o Código de Processo Civil de 2015. Nos termos do art. 932, V, do Código de Processo Civil de 2015, combinado com os arts. 34, XVIII, c, e 255, III, do Regimento Interno desta Corte, o Relator está autorizado, por meio de decisão monocrática, a dar provimento a recurso se o acórdão recorrido for contrário à tese fixada em julgamento de recurso repetitivo ou de repercussão geral (arts. 1.036 a 1.041), a entendimento firmado em incidente de assunção de competência (art. 947), à súmula do Supremo Tribunal Federal ou desta Corte ou, ainda, à jurisprudência dominante acerca do tema, consoante Enunciado da Súmula n. 568/STJ: O Relator, monocraticamente e no Superior Tribunal de Justiça, poderá dar ou negar provimento ao

recurso quando houver entendimento dominante acerca do tema. Sobre o termo inicial dos juros, o tribunal de origem assim consignou (fls. 351e): A incidência dos juros de mora pressupõe prévia constituição do devedor em mora, fora da hipótese do "dies interpellat pro homine", e como os efeitos pecuniários do mandado de segurança coletivo são restritos ao período posterior ao ajuizamento, em relação ao período anterior, não abrangido pelo mandado de segurança coletivo, a constituição do devedor em mora se deu somente com a sua citação para esse período anterior, não abrangido pelo mandado de segurança coletivo. No caso, verifico que o acórdão recorrido contraria a orientação desta Corte, segundo a qual "o termo inicial dos juros de mora da ação de cobrança, lastreada no direito reconhecido na via mandamental, deve ser fixado na data da notificação da autoridade coatora no writ, pois é o momento em que, nos termos do art. 219 do CPC/1973, ocorre a interrupção do prazo prescricional e a constituição em mora do devedor" (REsp 1692635, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Dje de 11.04.2018). Nesse sentido: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIDOR. DIREITO RECONHECIDO NA VIA MANDAMENTAL. AÇÃO DE COBRANÇA DAS PARCELAS ANTERIORES À IMPETRAÇÃO. PRESCRIÇÃO. AJUIZAMENTO DO WRIT. CAUSA INTERRUPTIVA DO PRAZO PRESCRICIONAL. LEGISLAÇÃO DE REGÊNCIA. DECRETO N.º 20.910/32. INAPLICABILIDADE DO CÓDIGO CIVIL. TERMO INICIAL DOS JUROS DE MORA. NOTIFICAÇÃO DA AUTORIDADE COATORA QUANDO DA IMPETRAÇÃO DO MANDAMUS.

1. Não se conhece da alegação de ofensa ao art. 535, inciso II, do Diploma Processual, quando o Recorrente apresenta argumentação genérica, sem demonstrar, de maneira clara e específica, ausência de fundamentação ou a efetiva ocorrência de omissão no julgado recorrido; o que configura a deficiência na fundamentação do recurso especial, a atrair a aplicação da Súmula n.º 284/STF.

2. A impetração do mandamus interrompe a fluência do prazo prescricional no tocante à ação ordinária de cobrança - a ser proposta para o recebimento das parcelas referentes ao qüinqüênio que antecedeu a propositura do writ -, o qual somente tornará a correr após o trânsito em julgado da decisão proferida quando do julgamento do mandado de segurança. Precedentes.

3. Deve ser aplicada a prescrição qüinqüenal prevista no Decreto n.º 20.910/32, a todo qualquer direito ou ação contra a Fazenda federal, estadual ou municipal, seja qual for a natureza, não sendo correta a analogia com o Código Civil, por se tratar de relação de direito público. Precedentes.

4. A definição do termo inicial dos juros de mora decorre da liquidez da obrigação. Sendo líquida a obrigação, os juros moratórios incidem a partir do vencimento da obrigação, nos exatos termos do art. 397, caput, do Código de Civil de 2002; se for ilíquida, o termo inicial será a data da citação quando a interpelação for judicial, a teor do art. 397, parágrafo único, do Código Civil de 2002 c.c o art. 219, caput, do Código de Processo Civil. Precedentes.

5. O termo inicial dos juros de mora da ação de cobrança, lastreada no direito reconhecido na via mandamental, deve ser fixado na data da notificação da autoridade coatora no writ, pois é o momento em que, nos termos do art. 219 do Diploma Processual, ocorre a interrupção do prazo prescricional e a constituição em mora do devedor. Precedentes.

6. Recurso especial parcialmente conhecido e parcialmente provido. (REsp 1151873/MS, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 13/03/2012, DJe 23/03/2012) ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. POLICIAL MILITAR. ADICIONAL DE LOCAL DE EXERCÍCIO (ALE). DIREITO RECONHECIDO NA VIA MANDAMENTAL. AÇÃO DE COBRANÇA DAS PARCELAS ANTERIORES À IMPETRAÇÃO. TERMO INICIAL DOS JUROS DE MORA. NOTIFICAÇÃO DA AUTORIDADE COATORA QUANDO DA IMPETRAÇÃO DO MANDAMUS. OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO ACERVO FÁTICO E PROBATÓRIO. SÚM. 7/STJ. EXTENSÃO DO BENEFÍCIO CONCEDIDO EM AÇÃO MANDAMENTAL COLETIVA A NÃO ASSOCIADOS. IMPOSSIBILIDADE.RECURSO DE ANTÔNIO ZUIM E OUTROS 1. O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que "o termo inicial dos juros de mora da ação de cobrança, lastreada no direito reconhecido na via mandamental, deve ser fixado na data da notificação da autoridade coatora no writ, pois é o momento em que, nos termos do art. 219 do CPC/1973, ocorre a interrupção do prazo prescricional e a constituição em mora do devedor" (REsp. 1.151.873/MS, Rel. Min. LAURITA VAZ, DJe 23.3.2012).

2. Recurso Especial provido. RECURSO DO ESTADO DE SÃO PAULO E SÃO PAULO PREVIDÊNCIA. 3.1. Os recorrentes apontam a violação do art. 1º do Decreto 20.910/1932, sustentando a ocorrência de prescrição no caso. Contudo, para acolher a tese de ocorrência de prescrição e, consequentemente, contrariar a conclusão alcançada pelo Tribunal de origem, é preciso analisar o acervo fático e probatório dos autos, porquanto não ficaram incontroversas as datas necessárias para a aferição de decorrência do prazo prescricional. Incidência do óbice da Súmula 7/STJ. 4.2. No mais, os recorrentes apontam violação do art. 2º-A, parágrafo único, da Lei 9.494/1997, alegando que os recorridos não comprovaram sua filiação à entidade coletiva à época da impetração do Mandado de Segurança e, dessarte, não podem ser beneficiados pela decisão proferida nos autos da ação mandamental. No ponto, assiste razão aos recorrentes. 5.3. A Corte de origem, ao analisar a controvérsia, decidiu: "Não se há de falar em ilegitimidade ativa dos autores não associados à época do ajuizamento do mandado de segurança coletivo. A uma, porque "A impetração de mandado de segurança por entidade de classe em favor dos associados independe da autorização destes" (Súmula 629 do STF), e, a duas, porquanto se está diante de interesse individual homogêneo". 6.4. Ao assim arbitrar, a Corte estadual deu à controvérsia solução que se

encontra em harmonia com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. 7.5 .Recurso Especial não provido. (REsp 1800475/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 09/05/2019, DJe 29/05/2019) ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO DIREITO RECONHECIDO NA VIA MANDAMENTAL. AÇÃO DE COBRANÇA DAS PARCELAS ANTERIORES À IMPETRAÇÃO. PRESCRIÇÃO. AJUIZAMENTO DO WRIT. CAUSA INTERRUPTIVA DO PRAZO PRESCRICIONAL. TERMO INICIAL DOS JUROS DE MORA. NOTIFICAÇÃO DA AUTORIDADE COATORA QUANDO DA IMPETRAÇÃO DO MANDAMUS.

1. Bem da verdade, cabe ao magistrado decidir a questão de acordo com o seu livre convencimento, não estando obrigado a rebater, um a um, os argumentos apresentados pela parte quando já encontrou fundamento suficiente para decidir a controvérsia (EDcl no AgRg no AREsp 195.246/BA, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe 04/02/2014). Sendo assim, bem ou mal, certo ou errado, a Corte de origem decidiu a controvérsia de modo integral e suficiente.

2. Por fim, acerca do momento da citação válida, sem razão ao recorrente, tendo em vista que o Superior Tribunal de Justiça declarou o termo inicial dos juros de mora, consequentes de ação de cobrança dos valores pretéritos ao mandado de segurança, é o momento em que a autoridade coatora é notificada no writ. Ademais, asseverou que a impetração do mandamus interrompe a fluência do prazo prescricional no tocante à ação ordinária de cobrança.

3. Agravo interno não provido. (AgInt no REsp 1711432/DF, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 07/08/2018, DJe 14/08/2018) No que tange aos honorários advocatícios, da conjugação dos Enunciados Administrativos ns. 3 e 7, editados em 09.03.2016 pelo Plenário desta Corte, depreende-se que as novas regras relativas ao tema, previstas no art. 85 do Código de Processo Civil de 2015, serão aplicadas apenas aos recursos sujeitos à novel legislação, tanto nas hipóteses em que o novo julgamento da lide gerar a necessidade de fixação ou modificação dos ônus da sucumbência anteriormente distribuídos quanto em relação aos honorários recursais (§ 11). Ademais, vislumbrando o nítido propósito de desestimular a interposição de recurso infundado pela parte vencida, entendo que a fixação de honorários recursais, em favor do patrono da parte recorrida, está adstrita às hipóteses de não conhecimento ou improvimento do recurso. Quanto ao momento em que deva ocorrer o arbitramento dos honorários recursais (art. 85, § 11, do CPC/15), afigura-se-me acertado o entendimento segundo o qual incidem apenas quando esta Corte julga, pela vez primeira, o recurso, sujeito ao Código de Processo Civil de 2015, que inaugure o grau recursal, revelando-se indevida sua fixação em agravo interno e embargos de declaração. Registre-se que a possibilidade de fixação de honorários recursais

está condicionada à existência de imposição de verba honorária pelas instâncias ordinárias, revelando-se vedada aquela quando esta não houver sido imposta. Na aferição do montante a ser arbitrado a título de honorários recursais, deverão ser considerados o trabalho desenvolvido pelo patrono da parte recorrida e os requisitos previstos nos §§ 2º a 10 do art. 85 do estatuto processual civil de 2015, sendo desnecessária a apresentação de contrarrazões (v.g. STF, Pleno, AO 2.063 AgR/CE, Rel. Min. Marco Aurélio, Redator para o acórdão Min. Luiz Fux, j. 18.05.2017), embora tal elemento possa influir na sua quantificação. Assim, tratando-se de recursos sujeitos ao Código de Processo Civil de 2015, considerada a fundamentação apresentada e, embora caracterizada a hipótese de provimento do recurso dos particulares, resta impossibilitado o redimensionamento da verba honorária anteriormente arbitrada, porquanto caracterizada hipótese de sucumbência recursal mínima da Fazenda, nos termos do art. 86, parágrafo único, do mencionado Estatuto Processual. Posto isso, com fundamento nos arts. 932, V, do Código de Processo Civil de 2015 e 34, XVIII, c, e 255, III, ambos do RISTJ, DOU PROVIMENTO ao Recurso Especial, parafixar o termo inicial dos juros de mora a partir da notificação da autoridade coatora no mandado de segurança coletivo, nos termos expostos. Publique-se e intimem-se.

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Authorities

Authorities used by the court

Cases, legislation, regulations, and constitutional provisions identified in the available record.

REsp 1.692.635, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, DJe 11.04.2018

Case cited

REsp 1.151.873/MS, Rel. Min. Laurita Vaz, DJe 23/03/2012

Case cited

REsp 1.800.475/SP, Rel. Min. Herman Benjamin, DJe 29/05/2019

Case cited

AgInt no REsp 1.711.432/DF, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, DJe 14/08/2018

Case cited

EDcl no AgRg no AREsp 195.246/BA (citado)

Case cited

Súmula 568/STJ (Enunciado citado)

Case cited

Súmula 629/STF (citada)

Case cited

Súmula 7/STJ (citada)

Case cited

art. 219 do Código de Processo Civil

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 397 do Código Civil de 2002

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 85 do Código de Processo Civil de 2015

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Decreto nº 20.910/32

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 1º do Decreto 20.910/1932

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 2º-A, parágrafo único, da Lei 9.494/1997

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 405 do Código Civil

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 932, V, do Código de Processo Civil de 2015

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

arts. 34, XVIII, c, e 255, III do Regimento Interno do STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 105, III, a e c da Constituição Federal

Legislation

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