Levantamentodevalores Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3d8a7d7ccdbf40b14f659c
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- Superior Tribunal de Justiça
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- Agravo (art. 1.042 Do Cpc/2015) / Juízo Provisório De Admissibilidade
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- Agravo (art. 1.042 Do Cpc/2015) / Juízo Provisório De Admissibilidade
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01
Holding and result
Alegação de omissão foi rejeitada porque o Tribunal de origem examinou e fundamentou as questões essenciais; no mérito, verificou-se que, no caso concreto, os valores foram bloqueados antes do deferimento da recuperação judicial e preencheram os requisitos fixados pelo juízo da recuperação para levantamento, de modo que a expedição de alvará ao credor foi adequada; eventual reforma demandaria reexame de prova, o que é vedado pela Súmula 7/STJ.
Court disposition
Nega-se provimento ao agravo.
Orders
- Nega-se provimento ao agravo.
- Publique-se.
- Intimem-se.
02
Material facts
Parties
OI S.A. EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL
AgravanteCredor
Recorrido03
Procedural history
Posture
Agravo (art. 1.042 Do Cpc/2015) / Juízo Provisório De Admissibilidade
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
alegada omissão no acórdão (art. 1.022, II, CPC/2015)
- 02
possibilidade de levantamento de valores bloqueados em fase de cumprimento de sentença na recuperação judicial
- 03
qualificação de crédito como concursal e sua iliquidez
- 04
preenchimento dos requisitos fixados pelo juízo da recuperação para liberação de valores
- 05
vedação ao reexame de matéria fático-probatória em recurso especial (Súmula 7/STJ)
Party arguments
- Applicant
- Alega omissão no acórdão quanto às matérias suscitadas nos embargos de declaração (art. 1.022, II, CPC/2015) e sustenta que os valores são crédito concursal, com fato gerador anterior à recuperação judicial, encontrando-se ilíquidos ao tempo do pedido de recuperação, de modo que não seria cabível a liberação dos valores bloqueados.
- Respondent
- O Tribunal de origem entendeu que não houve omissão, apreciou a tese e concluiu que, no caso concreto, os valores foram bloqueados antes do deferimento da recuperação judicial e preencheram os requisitos fixados pelo juízo da recuperação para liberação (inclusive trânsito em julgado ou preclusão quando exigido), razão pela qual não há óbice à expedição de alvará; ademais, o reexame de matéria fático-probatória é vedado pela Súmula 7/STJ.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
Súmula 7/STJ
Vedação ao reexame de matéria fático-probatória em recurso especial (Súmula 7/STJ)
- 02
artigo 1.022, inc. II, do Código de Processo Civil de 2015
Embargos de declaração não configuram via adequada para rejulgamento; enfrentamento de omissão previsto no art. 1.022, II
- 03
decisão do juízo da recuperação judicial / Lei nº 11.101/2005
Decisão do juízo da recuperação pode disciplinar liberação de valores depositados/bloqueados antes da recuperação judicial
- 04
artigo 932 do NCPC c/c Súmula 568 do STJ
Aplicação do art. 932 do NCPC em consonância com a Súmula 568 do STJ para decisão sobre agravo
- 05
precedentes citados (AgInt no CC 152.153/MG)
O fato de haver penhora anterior ao pedido de recuperação judicial não afeta a competência do juízo universal, em observância ao princípio da preservação da empresa
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
Alegação de omissão foi rejeitada porque o Tribunal de origem examinou e fundamentou as questões essenciais; no mérito, verificou-se que, no caso concreto, os valores foram bloqueados antes do deferimento da recuperação judicial e preencheram os requisitos fixados pelo juízo da recuperação para levantamento, de modo que a expedição de alvará ao credor foi adequada; eventual reforma demandaria reexame de prova, o que é vedado pela Súmula 7/STJ.
Obiter and limits
- Não se deve confundir decisão contrária com negativa de prestação jurisdicional.
- Embargos de declaração não são meio próprio para rejulgamento da causa.
- A suspensão na recuperação não atinge valores espontaneamente depositados antes de 21/06/2016 com finalidade de pagamento, nem valores objeto de constrição judicial.
Court disposition
Nega-se provimento ao agravo.
- Nega-se provimento ao agravo.
- Publique-se.
- Intimem-se.
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Superior Tribunal de Justiça
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Judgment text
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Superior Tribunal de Justiça
Judgment
DECISÃO Cuida-se de agravo (art. 1.042 do CPC/2015) interposto por OI S.A. EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL contra decisão que negou seguimento a recurso especial, fundamentado no art. 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal. O apelo extremo, a seu turno, desafia acórdão (fls. 671-680 e-STJ) proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO.CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. CASO CONCRETO. MATÉRIA DE FATO. PENHORA DE VALOR E TRANSITO EM JULGADO DA IMPUGNAÇÃO AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA ANTERIORES AO DEFERIMENTO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL DA EMPRESA RECORRENTE. CRÉDITO EXTRACONCURSAL. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS. Agravo de instrumento desprovido. Opostos embargos de declaração (fls. 888-899 e-STJ), esses foram rejeitados (fls. 905-909e-STJ). Em suas razões de recurso especial (fls. 915-941e-STJ), a recorrente aponta que o acórdão recorrido violou os seguintes dispositivos legais: (i) artigo 1.022, inc. II, do Código de Processo Civil de 2015, sob a alegação da existência de omissão no acórdão recorrido acerca da matéria suscitada nos embargos de declaração; e (ii) artigos 6º, 49, 52, III e 59 da Lei nº 11.101/2005, insurgindo-se contra o deferimento do pedido de levantamento de valores incontroversos, sob o argumento, em suma, de que "se trata de crédito concursal, cujo fato gerador é anterior a Recuperação
Judicial" (fl. 928 e-STJ) e "considerando a INEXISTÊNCIA de liquidação definitiva do valor do crédito exequendo (..) e, além disso, que o valor foi bloqueado nas contas da empresa com a finalidade de garantir o Juízo, é incabível a liberação de qualquer valor ao adverso" (fl. 931 e-STJ). Contrarrazões às fls. 960-974 e-STJ. Em sede de juízo provisório de admissibilidade (fls. 977-988 e-STJ), o Tribunal de origem inadmitiu o recurso especial, o que ensejou a interposição do presente agravo (fls. 995-1011 e-STJ), buscando destrancar o apelo nobre. Contraminuta às fls. 1029-1043 e-STJ. É o relatório. Decide-se. O presente recurso não merece prosperar.
1. Afasta-se, de início, a alegação de negativa de prestação jurisdicional. Não se verifica ofensa ao artigo 1.022, inc. II, do CPC/15 quando o Tribunal decide, de modo claro e fundamentado, as questões essenciais ao deslinde do feito. Ademais, não se deve confundir decisão contrária aos interesses da parte com negativa de prestação jurisdicional. Nesse sentido, citam-se os seguintes precedentes deste Superior Tribunal de Justiça: AgInt no AREsp 1254843/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 22/05/2018, DJe 01/06/2018; AgInt no AREsp 1015125/AC, Rel. Ministro LÁZARO GUIMARÃES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TRF 5ª REGIÃO), QUARTA TURMA, julgado em 17/04/2018, DJe 24/04/2018; AgInt nos EDcl no REsp 1647017/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 20/03/2018, DJe 02/04/2018 . Alegou a recorrente que o acórdão impugnado restou omissopois "se trata de crédito concursal, cujo fato gerador é anterior a Recuperação Judicial, bem como acerca da iliquidez do crédito até o ajuizamento da RJ, para que fosse observado pelo Tribunal de origem que, muito embora o trânsito em julgado impugnação tivesse ocorrido anteriormente à RJ, os valores foram BLOQUEADOS nas contas da empresa com a finalidade de garantir o juízo, e não depositados com a expressa finalidade de pagamento, e seguiam ilíquidos quando do pedido de recuperação judicial da empresa" (fl.
924 e-STJ). Todavia, a Corte de origem tratou da questão ao afirmar o seguinte: No caso concreto, houve bloqueio de valores, Bacenjud , junto às contas da ora recorrente em data anterior ao deferimento darecuperação judicial, fato este incontroverso, assim como trânsito em julgado da impugnação ao cumprimento de sentença, não resta óbice algum para a expedição de alvará em favor do credor, ora recorrido, após a devida remessa dos autos ao perito, nos termos do que restou decidido na fl. 603 e verso da origem, fls. 674-675 do AI. Como visto, a tese da insurgente foi apreciada pelo Tribunal a quo, que a afastou apontando os fundamentos jurídicos para tal. Não há que se falar, portanto, em omissão, sendo certo que os embargos de declaração não se constituem via própria para rejulgamento da causa, não havendo espaço para análise de inconformismo quanto ao entendimento adotado. Nesse sentido: REsp 1432879/MS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 16/10/2018, DJe 19/10/2018; EDcl nos EDcl no REsp 1641575/RJ, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 25/09/2018, DJe 01/10/2018; EDcl no AgInt no REsp 1666792/ES, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, julgado em 19/04/2018, DJe 22/05/2018; AgInt no AREsp 1179480/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 27/02/2018, DJe 06/03/2018; AgInt no REsp 1598364/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 17/08/2017, DJe 22/08/2017; EDcl no AgInt no AREsp 471.597/RJ, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 06/06/2017, DJe 20/06/2017. Afasta-se, portanto, a alegada violação ao artigo 1.022, inc. II, do CPC/15.
2. No mérito, discute-se a possibilidade de levantamento dos valores na fase de cumprimento de sentença. O Tribunal de origem, ao analisar o caso concreto, manteve o deferimento do levantamento dos valores requeridos, sob o fundamento de terem sido preenchidos os requisitos exigidos pelo juízo da recuperação judicial. Considerou, como visto acima, que "no caso concreto, houve bloqueio de valores, Bacenjud , junto às contas da ora recorrente em data anterior ao deferimento da recuperação judicial, fato este incontroverso, assim como trânsito em julgado da impugnação ao cumprimento de sentença, não resta óbice algum para a expedição de alvará em favor do credor" (fls. 878-879 e-STJ). Vê-se, portanto, que a controvérsia foi decidida à luz das peculiaridades da demanda. Eventual reforma do acórdão recorrido, sobretudo na parte relativa ao exame do preenchimento dos requisitos fixados no bojo da recuperação judicial - demandaria o reexame das provas dos autos, juízo obstado pela Súmula 7 do STJ. Nesse sentido, os seguintes precedentes: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CONTRATOS DE PARTICIPAÇÃO FINANCEIRA. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. PENHORA. LEVANTAMENTO INTEGRAL DE VALORES. SÚMULA 7 DO STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADO. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. "O fato de haver penhora anterior ao pedido de recuperação judicial, em nada afeta a competência do Juízo Universal para
deliberar acerca da destinação do patrimônio da empresa suscitante, em obediência ao princípio da preservação da empresa" (AgInt no CC 152.153/MG, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Segunda Seção, julgado em 13/12/2017, DJe 15/12/2017) 2. O exame da pretensão recursal de reforma do v. acórdão recorrido exigiria a alteração das premissas fático-probatórias estabelecidas pelo acórdão, o que é vedado em sede de recurso especial, nos termos da Súmula 7 do STJ.
3. O dissídio jurisprudencial não foi devidamente demonstrado, à míngua do indispensável cotejo analítico.
4. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1583266/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 05/08/2021, DJe 01/09/2021) grifou-se AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE ADIMPLEMENTO CONTRATUAL. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. OMISSÃO. NÃO OCORRÊNCIA. LEVANTAMENTO DE VALORES. POSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. IMPUGNAÇÃO. TRÂNSITO EM JULGADO. HABILITAÇÃO. DESNECESSIDADE. NÃO PROVIMENTO.
1. O acórdão recorrido analisou todas as questões necessárias ao deslinde da controvérsia, não se configurando omissão alguma ou negativa de prestação jurisdicional.
2. No processo de recuperação judicial da OI S/A foi proferida decisão estabelecendo ser possível a liberação de valores nos seguintes casos: (a) quando o depósito judicial/bloqueio tenha sido realizado pela OI S/A em data anterior a 21.06.2016 e (b) quando acontecer quaisquer das seguintes situações: (i) o depósito tenha sido feito com a expressa finalidade de pagamento pela OI S/A antes de 21/06/2016; (ii) já tenha ocorrido o trânsito em julgado de embargos à execução ou da impugnação ao cumprimento de sentença, antes de 21/06/2016, ou (iii) já tenha ocorrido a preclusão do incidente de impugnação ao cumprimento de sentença, antes de 21/06/2016.
3. Preenchidos os requisitos estabelecidos no âmbito do processo de recuperação, desnecessária a habilitação do crédito para a liberação ao credor dos valores depositados ou bloqueados antes de 21.6.2016.
4. Não cabe, em recurso especial, reexaminar matéria fático-probatória (Súmula n. 7/STJ).
5. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1782886/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 10/05/2021, DJe 12/05/2021) grifou-se AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CONTRATO DE PARTICIPAÇÃO FINANCEIRA. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. LEVANTAMENTO DE VALORES. IMPOSSIBILIDADE. REVISÃO. INVIABILIDADE. NECESSIDADE DE REEXAME FÁTICO. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. É entendimento desta Corte Superior que a penhora determinada em processo executivo anteriormente ao deferimento do pedido de recuperação judicial não obsta a inclusão do crédito no plano de recuperação da sociedade devedora.
2. Na hipótese em exame, o juízo recuperacional deliberou que, para o levantamento de valores relativos a créditos concursais nos autos de qualquer execução ou cumprimento de sentença em face da companhia telefônica, faz-se necessário o preenchimento, cumulativamente, de dois requisitos: (1) valores depositados antes de 21.06.2016; e (2) trânsito em julgado/preclusão da decisão prolatada em embargos à execução ou da decisão final de impugnação do cumprimento de sentença que tenha definido o quantum debeatur anteriormente a 21.06.2016.
3. No caso dos autos, o bloqueio judicial do valor executado foi realizado em 17.11.2015, mas a decisão da impugnação do cumprimento de sentença transitou em julgado apenas em 29.06.2018, de modo que não há falar em situações ou fatos processuais já consumados, a fim de autorizar a liberação de valores, ainda que depositados em data anterior à recuperação judicial.
4. A pretensão de alterar o entendimento firmado, quanto ao não preenchimento dos requisitos impostos pelo juízo da recuperação judicial para levantamento dos valores em questão, demandaria o revolvimento do suporte fático-probatório, o que é inviável em sede de recurso especial, conforme dispõe a Súmula 7/STJ.
5. Agravo interno não provido. (AgInt nos EDcl no AREsp 1597017/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 15/06/2020, DJe 01/07/2020) grifou-se AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. IMPUGNAÇÃO AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. PENHORA. LEVANTAMENTO INTEGRAL DE VALORES. SÚMULAS 7 DO STJ E 283 DO STF. HABILITAÇÃO RETARDATÁRIA. FACULDADE. FALTA DE INTERESSE RECURSAL. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADO. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. "O fato de haver penhora anterior ao pedido de recuperação judicial, em nada afeta a competência do Juízo Universal para deliberar acerca da destinação do patrimônio da empresa suscitante, em obediência ao princípio da preservação da empresa" (AgInt no CC 152.153/MG, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Segunda Seção, julgado em 13/12/2017, DJe 15/12/2017) 2. O exame da pretensão recursal de reforma do v. acórdão recorrido exigiria a alteração das premissas fático-probatórias estabelecidas pelo acórdão, o que é vedado em sede de recurso especial, nos termos da Súmula 7 do STJ.
3. A subsistência de fundamento inatacado apto a manter a conclusão do aresto impugnado impõe o não-conhecimento da pretensão recursal, a teor do entendimento disposto na Súmula nº 283/STF: "É inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.".
4. Quanto à alegação de que o credor possui faculdade de realizar a habilitação retardatária, o entendimento da Corte local está no mesmo sentido da pretensão da parte agravante, carecendo de interesse recursal no ponto.
5. O dissídio jurisprudencial não foi devidamente demonstrado, à míngua do indispensável cotejo analítico.
6. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1518455/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 05/11/2019, DJe 12/11/2019) grifou-se AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. BRASIL TELECOM. CONTRATO DE PARTICIPAÇÃO FINANCEIRA. IMPUGNAÇÃO AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO CPC/2015. ART. 489 DO CPC/2015. CARÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO NÃO CONFIGURADA. LEVANTAMENTO DE VALORES. PREENCHIMENTO DE EXIGÊNCIAS LEGAIS. REEXAME. SÚMULA 7/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL PREJUDICADO. AGRAVO IMPROVIDO.
1. Não há ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015, porquanto o Tribunal de origem decidiu a matéria de forma fundamentada. O julgador não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos invocados pelas partes, quando tiver encontrado motivação satisfatória para dirimir o litígio.
2. Verifica-se que o Tribunal estadual analisou todas as questões relevantes para a solução da lide, de forma fundamentada, não havendo que se falar em negativa de prestação jurisdicional.
3. A revisão das conclusões estaduais demandaria, necessariamente, o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos, providência vedada na via estreita do recurso especial, ante o óbice disposto na Súmula 7/STJ.
4. Tendo o acórdão recorrido decidido em consonância com a jurisprudência desta Casa, incide, na hipótese, o enunciado n. 83 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça.
5. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1352131/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 18/03/2019, DJe 22/03/2019) grifou-se No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: AREsp 1.609.281-RS, Rel. Min. NANCY ANDRIGHI, DJe 06/02/2020; e AREsp 1.430.509-RS, Rel. Min. PAULO DE TARSO SANSEVERINO, DJe 03/02/2020. Necessário registrar que, segundo se extrai das próprias razões da insurgente, a decisão proferida pelo Juízo da recuperação prevê que "a suspensão não atinge os valores espontaneamente depositados antes de 21/06/2016, com a finalidade de pagamento, bem como os valores objeto de constrição judicial" (fl. 930 e-STJ) - hipótese dos autos.
3. Do exposto, com fulcro no artigo 932 do NCPC c/c Súmula 568 do STJ, nega-se provimento ao agravo. Publique-se. Intimem-se.
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