Brazil Judgment

Superior Tribunal de Justiça

Guiade Recolhimento Definitiva Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3e5a2f6a15da909d3d978a

On this page

Professional case brief

Research organized from the available case record

Source document

01

Holding and result

Não conhecer do recurso ordinário em habeas corpus porque a matéria apresentada constitui reiteração de pedidos já analisados pelo Tribunal de origem, o que impediria o Superior Tribunal de Justiça de reexaminar o tema sem provocar supressão de instância; além disso, não há flagrante ilegalidade que justifique a concessão do habeas corpus de ofício.

Court disposition

Recurso ordinário em habeas corpus não conhecido pelo Superior Tribunal de Justiça.

Orders

  • Recurso não conhecido.
  • Publique-se.
  • Intimem-se.

02

Material facts

Parties

ANTONIO CARLOS CABRAL COELHO

Impetrante/recorrente

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Tribunal De Origem

03

Procedural history

  1. Posture

    Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento Pelo Superior Tribunal De Justiça

04

Questions and positions

Legal issues

Party arguments

Applicant
Sustenta que a Guia de Recolhimento Definitiva foi expedida em 17/06/2023 e enviada à Vara de Execuções Penais antes do trânsito em julgado ocorrido em 29/06/2024, o que ensejaria nulidade da execução penal, violação de direitos fundamentais, e requer suspensão de atos e nulidade desde a Guia n.0183379.74.2019.8.13.0701.03.0001-00, com remessa dos autos à Primeira Vara Criminal de Uberaba para correção da data de trânsito em julgado.
Respondent
O Tribunal de origem não examinou a matéria de mérito por entender tratar-se de reiteração de pedidos já apreciados nos embargos de declaração nº 1.0000.24.283134-5/001 (julgado em 30/10/2024), aplicando a Súmula nº 53; assim, o STJ não pode reanalisar a matéria sem supressão de instância. Ademais, não se verifica flagrante ilegalidade que justificaria habeas corpus de ofício, nos termos dos arts. 647-A e 654, § 2º do CPP.

05

Court’s reasoning

  1. 01

    Súmula nº 53 do STJ

    Não conhecimento de habeas corpus que seja mera reiteração de pedidos

  2. 02

    arts. 647-A e 654, § 2º do Código de Processo Penal

    Habeas corpus de ofício exige flagrante ilegalidade

  3. 03

    art. 34, XVIII, a, do RISTJ

    Competência para não conhecer recurso ordinário

  4. 04

    Jurisprudência citada no acórdão (AgRg no HC n. 967.145/RS)

    A reanálise do acervo fático-probatório não é possível em sede de habeas corpus

06

Ratio, limits and disposition

Ratio decidendi

Não conhecer do recurso ordinário em habeas corpus porque a matéria apresentada constitui reiteração de pedidos já analisados pelo Tribunal de origem, o que impediria o Superior Tribunal de Justiça de reexaminar o tema sem provocar supressão de instância; além disso, não há flagrante ilegalidade que justifique a concessão do habeas corpus de ofício.

Obiter and limits

  • A reanálise do acervo fático-probatório é imprescindível para superar as conclusões alcançadas na origem, o que não é permitido em sede de habeas corpus.
  • Ilustrativo precedente citado: AgRg no HC n. 967.145/RS, Quinta Turma, rel. Min. Daniela Teixeira.

Court disposition

Recurso ordinário em habeas corpus não conhecido pelo Superior Tribunal de Justiça.

  • Recurso não conhecido.
  • Publique-se.
  • Intimem-se.

Source and reliance status

Superior Tribunal de Justiça

This page organises the available record for research. Confirm quotations, current status, and subsequent treatment against the official source before relying on the case.

Judgment reading view

Judgment text

The complete available source text.

Source document

Superior Tribunal de Justiça

Judgment

Judgment

DECISÃO Cuida-se de recurso ordinário em habeas corpus, com pedido liminar, interposto por ANTONIO CARLOS CABRAL COELHO, em causa própria, contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS proferido nos autos do HC n. 1.0000.25.472993-2/000, ementado nos seguintes termos: "E M E N T A : H A B E A S C O R P U S - G U I A D E R E C O L H I M E N T O D E F I N I T I V O - E X P E D I Ç Ã O A N T E S D O T R Â N S I T O E M J U L G A D O - R E I T E R A Ç Ã O D E P E D I D O - N Ã O C O N H E C I M E N T O D A I M P E T R A Ç Ã O . - N o s t e r m o s d a S ú m u l a n º 5 3 d e s t e S o d a l í c i o , n ã o s e c o n h e c e d e h a b e a s c o r p u s q u e s e j a m e r a r e i t e r a ç ã o d e p e d i d o s a n t e r i o r m e n t e a p r e c i a d o s , s e m q u e h a j a f a t o s n o v o s q u e j u s t i f i q u e m a r e a p r e c i a ç ã o d a q u e s t ã o p e l a t u r m a j u l g a d o r a ." (fl.

111) No presente recurso (fls. 124/132), a defesa sustenta que "a Guia de Recolhimento Definitiva abaixa/anexa foi expedida pela Secretaria do Juízo da Primeira Vara Criminal, na data de 17 de junho de 2023 e enviada nesta mesma data para a Vara de Execuções Penais da Comarca do Uberaba (MG), antes do transito em julgado que ocorreu em 29 de junho de 2024" (fl. 7), o enseja a nulidade da execução penal. Assinala que, "com a emissão antecipada da Guia de Recolhimento pela secretaria do juízo, antes do trânsito em julgado, o Impetrante perdeu direitos fundamentais para arguir em sua defesa" (fl. 12). Destaca que "o Artigo 106, III da Lei de Execuções Penais que; a Certidão de Trânsito em Julgada FAZ parte da instrumentalização do processo proposto na Vara de Execução Penal, para assim, certificar que o processo não cabe mais nenhum recurso" (fl. 12). Requer, liminarmente, a suspensão de todos os atos jurisdicionais nos autos n. 4400993.98.2023.8.13.0701. No mérito, "a nulidade de todos os atos jurisdicionais desde o nascituro da Guia de Recolhimento Definitiva n.0183379.74.2019.8.13.0701.03.0001-00, determinado, a remessa desde autos 4400993.98.2023.8.13.0701 a Primeira Vara Criminal da Comarca de Uberaba (MG), para que, se corrija a data de Trânsito de Julgado para a data, do Transito em Julgado expedido pelo Superior Tribunal de Justiça em 29 de junho de 2024 nos termos da

Certidão de Transito em Julgado em anexo" (fls. 14/15). É o relatório. Decido. O recurso não comporta conhecimento. Como se vê, a questão de mérito trazida pelo recorrente - nulidade da emissão da Guia de Recolhimento Definitiva antes do trânsito em julgado da condenação - sequer foi apreciada pelo Tribunal de origem no acórdão combatido, tendo sido destacada a inviabilidade de nova discussão da aludida tese, por se cuidar de reiteração de pedidos, considerando que já analisados "no bojo dos embargos de declaração nº 1.0000.24.283134-5/001, de Relatoria da il. Desembargadora Maria das Graças Rocha Santos, julgado em 30/10/2024" (fl. 113). Nessa ordem de ideias, inviável a esta Corte Superior o enfrentamento da mat éria, sob pena de incorrer em indevida supressão de instância. Ilustrativamente: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. REGRESSÃO DE REGIME. DATA-BASE PARA PROGRESSÃO. TEMA 1006 DO STJ. MATÉRIA NÃO EXAMINADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREQUSTIONAMENTO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu de habeas corpus impetrado em favor de paciente que alegava excesso de execução na regressão de regime de cumprimento de pena, mantendo a data-base para progressão de regime como sendo a data de progressão anterior ao semiaberto, mesmo após nova condenação e unificação das penas.

2. A defesa sustenta que a interpretação incorreta do Tema 1006 do STJ prejudica o apenado ao impor dupla contagem de lapso temporal, configurando bis in idem, e requer a alteração da data-base para progressão de regime para a data da última prisão ou falta grave. II. Questão em discussão 3. A questão em discussão consiste em saber se a manutenção da data-base para progressão de regime, após nova condenação e unificação das penas, configura excesso de execução e se justifica a concessão de habeas corpus de ofício. III. Razões de decidir 4. A matéria não foi examinada no acórdão combatido, pois o Tribunal de origem entendeu que se trataria de reiteração de pedidos, o que impede o conhecimento do habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de supressão de instância.

5. Não se verifica flagrante ilegalidade que justifique a concessão de habeas corpus de ofício, conforme os arts. 647-A e 654, § 2º, do Código de Processo Penal.

6. A reanálise do acervo fático-probatório dos autos é imprescindível para superar as conclusões alcançadas na origem, o que não é permitido em sede de habeas corpus. IV. Dispositivo 7. Agravo regimental improvido. (AgRg no HC n. 967.145/RS, relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em 26/2/2025, DJEN de 5/3/2025.) Diante do exposto, nos termos do art. 34, XVIII, a, do RISTJ, não conheço do recurso ordinário em habeas corpus. Publique-se. Intimem-se.

EMENTA

Source wording is retained. Consult the source document for its original formatting and pagination.

Authorities

Authorities used by the court

Cases, legislation, regulations, and constitutional provisions identified in the available record.

HC n. 1.0000.25.472993-2/000 (Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais)

Case cited

Autos n. 4400993.98.2023.8.13.0701

Case cited

Embargos de declaração nº 1.0000.24.283134-5/001

Case cited

AgRg no HC n. 967.145/RS, rel. Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em 26/2/2025, DJEN 5/3/2025

Case cited

Artigo 106, III da Lei de Execuções Penais

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Arts. 647-A e 654, § 2º do Código de Processo Penal

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Art. 34, XVIII, a do Regimento Interno do STJ (RISTJ)

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Súmula nº 53 do STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Case-aware research

Ask AI about this case

The judgment and available research above are public. New questions open in a separate private conversation grounded in this case.

About this LexChat collection

This page organizes the available case record for research. Verify quotations, current status, and subsequent treatment against the source document. Corrections can be reported to hello@esheria.ai.

Legal information, not legal advice. Research summaries do not replace the judgment.