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Superior Tribunal de Justiça

Taxade Controlede Incentivos Fiscais TCIF Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3e5a676a15da909d40a5a7

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01

Holding and result

Conheceu-se do agravo e conheceu-se parcialmente do recurso especial, negando-lhe provimento na parte conhecida, porque a matéria central envolve interpretação de preceitos constitucionais (arts. 77, 78 e 79 do CTN relacionados ao art. 145 da CF) de competência do Supremo Tribunal Federal, e porque o recurso não demonstrou, de forma clara e analítica, violação de dispositivo federal infra‑constitucional nem dissídio jurisprudencial apto a autorizar revisão pelo STJ, além de incidir a Súmula 284/STF quanto à insuficiência de fundamentação.

Court disposition

Agravo conhecido para conhecer parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento.

Orders

  • Conheço do agravo
  • Conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento
  • Não condenar ao pagamento de honorários recursais
  • Publique‑se
  • Intime‑se

02

Material facts

Parties

JAPURA PNEUS S/A

Agravante

03

Procedural history

  1. Posture

    Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Admissão De Recurso Especial

04

Questions and positions

Legal issues

Party arguments

Applicant
Sustenta dissídio jurisprudencial e negativa de prestação jurisdicional por violação dos arts. 489, §1º, IV e VI, e 1.022, I e II, do CPC; ofensa a dispositivos do CTN (arts. 4º, 19, 20, 77, 78) e da Lei 13.451/2017 (arts. 6º, 7º, 8º, 11); alega desvirtuamento da TCIF, com indícios de finalidade arrecadatória (superávit da SUFRAMA) e ausência de contraprestação estatal; aponta violação do princípio da capacidade contributiva e duplicidade/identidade da base de cálculo com impostos (ICMS, IPI e II)
Respondent
O Tribunal a quo entendeu que o acórdão recorrido encontra-se devidamente fundamentado e enfrentou as questões relevantes; que a matéria central (arts. 77, 78 e 79 do CTN) guarda natureza constitucional vinculada ao art.145 da CF, competindo ao STF seu exame, impedindo revisão em recurso especial; que não houve demonstração analítica do dissídio jurisprudencial exigido pelo art. 1.029, §1º, do CPC e Súmula 13/STJ; além disso, aplicou-se a Súmula 284/STF por deficiência na fundamentação e afirmou precedentes (ex.: REsp 2.191.932/AM) no sentido de que a TCIF não é confiscatória nem meramente arrecadatória.

05

Court’s reasoning

  1. 01

    Súmula Vinculante nº 29, STF

    É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja integral identidade entre uma base e outra

  2. 02

    Súmula 284, STF

    É inadmissível o recurso extraordinário quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia

  3. 03

    Código Tributário Nacional / Constituição Federal / jurisprudência do STJ

    As disposições dos arts. 77 e 79 do CTN reproduzem preceitos constitucionais, implicando exame de matéria constitucional de competência do STF

  4. 04

    Jurisprudência do STJ (citados AgInts e precedentes)

    O julgador não é obrigado a rebater, um a um, todos os argumentos das partes, bastando fundamentação que justifique as conclusões

06

Ratio, limits and disposition

Ratio decidendi

Conheceu-se do agravo e conheceu-se parcialmente do recurso especial, negando-lhe provimento na parte conhecida, porque a matéria central envolve interpretação de preceitos constitucionais (arts. 77, 78 e 79 do CTN relacionados ao art. 145 da CF) de competência do Supremo Tribunal Federal, e porque o recurso não demonstrou, de forma clara e analítica, violação de dispositivo federal infra‑constitucional nem dissídio jurisprudencial apto a autorizar revisão pelo STJ, além de incidir a Súmula 284/STF quanto à insuficiência de fundamentação.

Obiter and limits

  • O acórdão de origem citou precedentes do TRF1 no sentido de que TCIF e TS satisfazem os requisitos de taxa e não ostentam perfeita coincidência com a base de cálculo de impostos (AMS 1018547-11.2020.4.01.3200).
  • Foi citado precedente do STJ (REsp nº 2.191.932/AM) no sentido de que a TCIF não possui natureza confiscatória ou meramente arrecadatória.
  • Não se impõe condenação ao pagamento de honorários recursais por tratar‑se de mandado de segurança na origem.

Court disposition

Agravo conhecido para conhecer parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento.

  • Conheço do agravo
  • Conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento
  • Não condenar ao pagamento de honorários recursais
  • Publique‑se
  • Intime‑se

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DECISÃO Trata-se de agravo interposto por JAPURA PNEUS S/A contra inadmissão, na origem, de recurso especial fundamentado nas alíneas "a" e "c" do inciso III do art. 105 da Constituição Federal, manejado contra acórdão do TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO, assim ementado (fls. 1.158-1.159): TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. TAXA DE CONTROLE DE INCENTIVOS FISCAIS - TCIF. TAXA DE SERVIÇO - TS. MP Nº 757/2016. LEI Nº 13.451/2017. EXIGIBILIDADE.

1. A Taxa de Serviço - TS e a Taxa de Controle de Incentivos Fiscais - TCIF foram criadas pela MP nº 757/2016, convertida na Lei nº 13.451/2017, em razão da prestação de serviços e do poder de polícia exercido pela Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA, estando relacionadas ao controle do ingresso e da importação de mercadorias, com incentivos fiscais, no âmbito da Zona Franca de Manaus, das áreas de livre comércio e da Amazônia Ocidental.

2. No que se refere à controvérsia em questão, pertinente à exigibilidade da Taxa de Controle de Incentivos Fiscais - TCIF e da Taxa de Serviço - TS, este Tribunal Regional Federal tem entendimento no sentido de que "Ambas, pois, cada qual em seu campo de ser (TCIF e TS) atendem aos requisitos de validade exigidos para as taxas, por terem como fatos geradores o exercício regular do poder de polícia ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição, distinguindo-se, portanto, do regramento da TSA", e que as mencionadas taxas "(..) não ostentam perfeita coincidência/colidência com a base de cálculo de impostos", motivo pelo qual a exação ora questionada não encontra óbice na Súmula Vinculante n.º 29, do egrégio Supremo Tribunal Federal, que dispõe que "É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja integral identidade entre uma base e outra" (vide AMS 1018547-11.2020.4.01.3200, DESEMBARGADORA FEDERAL GILDA SIGMARINGA SEIXAS, TRF1 - SÉTIMA TURMA, PJe 31/05/2023 PAG.).

3. Ademais, esta Corte Regional decidiu que "(..) as exações hostilizadas possuem, em essência, valores fixos e pré-definidos, independente da capacidade contributiva do contribuinte, com limitação máxima da TCIF, referenciando-se pelo valor das mercadorias" e que "(..) não há comprovação plena nem indícios da presença de suposto caráter arrecadatório ou confiscatório, porque o custo da atividade estatal deve sopesar toda a estrutura envolvida, abrangendo as fases preliminares e posteriores à fiscalização e não somente quanto a tal em si e, em relação à TCIF, há mecanismo interno de contenção de valores máximos" (AMS 1018547-11.2020.4.01.3200, DESEMBARGADORA FEDERAL GILDA SIGMARINGA SEIXAS, TRF1 - SÉTIMA TURMA, PJe 31/05/2023 PAG.).

4. Por fim, impende ressaltar que, conforme decidiu este Tribunal Regional Federal, no que se refere aos tributos ora questionados, "Não se divisa, no caso, incompatibilidade, com a ordem constitucional ou o Código Tributário Nacional, na instituição das taxas em referência, nem ilegitimidade na cobrança das mesmas" (AMS 1000445-22.2018.4.01.4101, DESEMBARGADOR FEDERAL CARLOS MOREIRA ALVES, TRF1 - OITAVA TURMA, PJe 25/04/2023 PAG.).

5. Aplicação de precedentes jurisprudenciais deste Tribunal Regional Federal.

6. Apelação desprovida. Houve oposição de embargos declaratórios, os quais foram rejeitados, em ementa assim sumariada (fls. 1.179-1.180): PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. HIPÓTESES DE CABIMENTO. NÃO DEMONSTRAÇÃO. REDISCUSSÃO DOS FUNDAMENTOS DO JULGADO.

1. Para a oposição dos embargos de declaração, ainda que para fins de prequestionamento, deve ser observada a finalidade precípua do referido recurso, qual seja a de esclarecer eventual obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão do julgado embargado, ou corrigir erro material, quando da apreciação, pelo órgão julgador, da(s) matéria(s) objeto da controvérsia jurídica, o que não se vislumbra na hipótese dos presentes autos.

2. Na espécie, não se obteve demonstrar a ocorrência de qualquer das hipóteses de cabimento dos embargos de declaração, mormente quando se constata que o voto condutor do acórdão embargado analisou as questões que, ao menos na ótica do órgão julgador, se apresentaram como as necessárias para o deslinde da matéria em análise.

3. Os embargos de declaração não se apresentam como o instrumento jurídico adequado à rediscussão dos fundamentos do julgado, sobretudo quando se verifica que não se constituem eles no meio processual apto a se alcançar, fora das suas estritas hipóteses de cabimento, a reforma do acórdão embargado.

4. Não há que se falar, assim, na ocorrência, in casu, de hipótese hábil a justificar a acolhida destes embargos de declaração.

5. Embargos de declaração rejeitados. Em seu recurso especial de fls. 1.187-1.213, a parte recorrente, aponta dissídio jurisprudencial e negativa de prestação jurisdicional, por violação dos arts. 489, § 1º, IV e VI, e 1.022, I e II, do Código de Processo Civil; dos arts. 4º, 19, 20, 77, caput e parágrafo único, e 78, do Código Tributário Nacional; e dos arts. 6º, 7º, 8º e 11, da Lei 13.451/2017. Sustenta que, apesar da oposição de embargos de declaração, o Tribunal de origem não enfrentou questões essenciais: i) desvirtuamento da TCIF em relação à espécie tributária taxa, evidenciado por dados de superávit da SUFRAMA que indicariam viés arrecadatório sem contraprestação estatal; ii) violação do princípio da capacidade contributiva e duplicidade da cobrança, em razão da desreferibilidade entre o custo do serviço e os valores da taxa, com assimetria entre contribuintes; e iii) impossibilidade de taxa com base de cálculo própria de impostos (ICMS, IPI e II), diante da identidade integral da mecânica de cálculo. O Tribunal de origem, às fls. 1.285-1.287, não admitiu o recurso especial, sob os seguintes fundamentos: Inicialmente, não se verifica a alegada violação aos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015, uma vez que o acórdão recorrido está devidamente fundamentado, tendo examinado as questões controvertidas de maneira clara e suficiente. Consoante entendimento consolidado do Superior

Tribunal de Justiça, o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, todos os argumentos da parte, desde que a decisão contenha fundamentação apta a justificar suas conclusões, o que ocorreu no caso dos autos. Ademais, a matéria central do recurso envolve a análise dos arts. 77, 78 e 79 do Código Tributário Nacional, os quais, conforme reiterado pela jurisprudência do STJ, possuem natureza eminentemente constitucional, na medida em que guardam relação direta com o art. 145 da Constituição Federal. A competência para examinar tal questão, portanto, é exclusiva do Supremo Tribunal Federal, tornando inviável a sua apreciação em sede de Recurso Especial. No tocante ao dissídio jurisprudencial alegado, não restou demonstrado o cotejo analítico exigido pelo art. 1.029, §1º, do CPC e pela Súmula 13 do STJ, uma vez que a parte recorrente limitou-se a apontar precedentes sem realizar a necessária confrontação entre as teses jurídicas adotadas nos julgados comparados e aquelas constantes do acórdão recorrido. Ressalte-se, ainda, que o Superior Tribunal de Justiça, ao examinar questão idêntica no REsp nº 2.191.932/AM, decidiu que a TCIF não ostenta natureza confiscatória ou arrecadatória e que a análise da sua validade jurídica remete à interpretação de normas constitucionais, razão pela qual o Recurso Especial foi parcialmente conhecido e, na parte conhecida, foi negado provimento. O

referido precedente, portanto, reforça o entendimento de que a matéria deduzida no presente recurso escapa à competência do STJ e confirma a impossibilidade de revisão do julgado pela via eleita. Em seu agravo, às fls. 1.292-1.308, a parte agravante impugna a integralidade da fundamentação da decisão agravada. É o relatório. De início, quanto à alegada violação aos arts. 489, § 1º, IV e VI, e 1.022, II, do CPC, tem-se que a questão suscitada foi decidida fundamentadamente pela origem, manifestando-se o acórdão recorrido sobre todos os argumentos da parte que poderiam, em tese, infirmar a conclusão adotada, não havendo falar em nulidade qualquer. Registre-se que a mera insatisfação com o conteúdo da decisão proferida não enseja o cabimento dos embargos de declaração. Com efeito, o fato de o Tribunal haver decidido o recurso de forma diversa da defendida pelo recorrente, elegendo fundamentos distintos daqueles por ele propostos, não configura omissão ou ausência de fundamentação. Nesse sentido: AgInt no AREsp n. 2.347.060/SP, relator Ministro Afrânio Vilela, Segunda Turma, julgado em 12/8/2024, DJe de 15/8/2024; e AgInt no REsp n. 2.130.408/CE, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 12/8/2024, DJe de 15/8/2024. Ademais, "não é o órgão julgador obrigado a rebater, um a um, todos os argumentos trazidos pelas partes em defesa da tese que apresentam. Deve apenas

enfrentar a demanda, observando as questões relevantes e imprescindíveis à sua resolução" (AgInt no AREsp n. 1.570.205/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 5/12/2023, DJe de 19/4/2024). Quanto à alegada contrariedade aos arts. 4º, 19, 20 do CTN, bem como aos arts. 6º, 7º, 8º e 11, da Lei 13.451/2017, inafastável a aplicação da Súmula 284/STF, uma vez que a parte recorrente não demonstrou, de forma clara, direta e particularizada, como o acórdão recorrido violou os dispositivos legais apontados, o que atrai, por conseguinte, o enunciado da citada súmula: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". A competência do Superior Tribunal de Justiça, na via do recurso especial, encontra-se vinculada à interpretação e à uniformização do direito infraconstitucional federal. Nesse contexto, impõe-se não apenas a correta indicação dos dispositivos legais federais supostamente contrariados pelo Tribunal a quo mas também a delimitação da violação da matéria insculpida nos regramentos indicados, para que, assim, seja viabilizado o necessário confronto interpretativo e, consequentemente, o cumprimento da incumbência constitucional revelada com a uniformização do direito infraconstitucional sob exame. Destaco que "a citação de passagem de dispositivos legais no corpo das razões

recursais não satisfaz tal requisito, já que é impossível identificar se foram citados meramente a título argumentativo ou invocados como núcleo do recurso especial interposto" (AgInt no REsp 1.615.830/RS, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe de 11/6/2018). No tocante à alegada violação dos arts. 77, caput e parágrafo único, e 78 do Código Tributário Nacional, referente à base de cálculo da TCIF e à sua adequação aos critérios da espécie tributária, a controvérsia foi dirimida à luz da Súmula Vinculante nº 29 do Supremo Tribunal Federal, cujo enunciado dispõe: "É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja integral identidade entre uma base e outra", tratando-se de fundamento eminentemente constitucional que obsta o exame do recurso especial nesse ponto. De mais a mais, a jurisprudência desta Corte já se firmou no sentido de que "A questão relativa à existência de especificidade e divisibilidade das taxas controversas (arts. 77 e 79 do CTN), não pode ser analisada por esta Corte Superior, visto que as normas infraconstitucionais supostamente ofendidas são mera repetição de dispositivo constitucional, cabendo ao Supremo Tribunal Federal o seu exame." (AgInt no AREsp n. 1.517.127/SP, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 19/11/2019, DJe de 22/11/2019.) Na mesma linha, confiram-se: TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. ALÍNEA B DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. IRREGULARIDADE FORMAL. VIOLAÇÃO AOS ARTS. 489 E 1.022 DO CPC. ALEGAÇÃO GENÉRICA. SÚMULA 284/STF. ARTS. 77, 78, 79 E 97 DO CTN. REPETIÇÃO DE PRECEITO CONSTITUCIONAL. ART. 3º DO CTN. FALTA DE COMANDO À TESE RECURSAL. SÚMULA 284/STF.

1. Aplicável o Enunciado 284/STF no tocante à interposição do apelo raro pela alínea b do permissivo constitucional, pois não demonstrado de forma clara e fundamentada como o Tribunal de origem teria julgado válido ato de governo local contestado em face de lei federal. 2. É deficiente a fundamentação do recurso especial em que a alegação de ofensa aos arts. 489 e 1.022 do CPC se faz de forma genérica, sem a demonstração exata dos pontos pelos quais o acórdão se fez omisso, contraditório ou obscuro, bem como da sua relevância para a correta solução da controvérsia. Aplica-se, na hipótese, o óbice do supradito verbete sumular.

3. Não se mostra possível a análise, em especial apelo, de suscitada violação aos arts. 77, 78, 79 e 97 do CTN, por se tratarem de mera reprodução de dispositivos da Constituição Federal. Precedentes.

4. O art. 3º do CTN, só por si, não contém comando capaz de amparar a tese recursal de que a cobrança realizada pelo Estado de Santa Catarina possui natureza tributária típica de taxa, devendo estar prevista em lei em sentido estrito, nem de infirmar o juízo formulado pelo aresto recorrido, o que atrai, uma vez mais, o obstáculo da Súmula 284/STF.

5. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 2.854.018/SC, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 18/8/2025, DJEN de 22/8/2025.) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE DECIDE A RESPEITO DAS CARACTERÍSTICAS DA ESPECIFICIDADE E DA DIVISIBILIDADE DE TAXA INSTITUÍDA POR LEI DO ESTADO DA BAHIA. QUESTÃO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA RECURSAL.

1. Tendo o recurso sido interposto contra decisão publicada na vigência do Código de Processo Civil de 2015, devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ.

2. Este Tribunal Superior tem orientação no sentido de que as questões relacionadas às características da especificidade e divisibilidade das taxas, tal como estabelecidos nos arts. 77 e 79 do CTN, têm natureza constitucional, razão pela qual o recurso especial não é via recursal adequada à revisão de acórdão que decide por eventual inconstitucionalidade de taxa.

3. No caso dos autos, o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça analisou controvérsia a respeito da especificidade e divisibilidade da taxa instituída por lei do Estado da Bahia, concluindo por sua inconstitucionalidade.

4. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 2.435.201/BA, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 13/5/2024, DJe de 21/5/2024.) TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 77 E 79 DO CTN. ESPECIFICIDADE E DIVISIBILIDADE. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 85, § 11, DO CPC. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA N. 211/STJ.

1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que os arts. 77 e 79 do Código Tributário Nacional reproduzem as disposições dos arts. 145 e 150 da Constituição Federal, cujo exame implicará a apreciação de questão constitucional, de competência exclusiva da Suprema Corte, nos termos do art. 102 da CF.

2. Incabível o conhecimento da alegada afronta ao art. 85, § 11, do CPC, pois o Tribunal de origem não emitiu juízo de valor sobre eventual tese relativa à majoração de honorários recursais. Logo, não foi cumprido o necessário e indispensável exame da questão pela decisão atacada, apto a viabilizar a pretensão recursal da recorrente, a despeito da oposição dos embargos de declaração. Incidência da Súmula n. 211/STJ. Agravo interno improvido. (AgInt no AREsp n. 1.976.603/SP, relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 8/5/2023, DJe de 11/5/2023.) Ante o exposto, conheço do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento. Não se impõe condenação ao pagamento de honorários recursa is, tendo em vista tratar-se de mandado de segurança na origem. Publique-se. Intime-se.

EMENTA TRIBUTÁRIO E PROCESSO CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL . VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 489, §1º, IV E 1.022, II, DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. CONTRARIEDADE AOS ARTS. 4º, 19, 20 DO CTN, E AOS ARTS. 6º, 7º, 8º E 11, DA LEI 13.451/2017. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE COMO SE DERAM AS APONTADAS VIOLAÇÕES. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284/STF. TAXA DE CONTROLE DE INCENTIVOS FISCAIS - TCIF. OFENSA AOS ARTS. 77, CAPUT, P. Ú, E 78 DO CTN. TESE RECURSAL QUE SE VINCULA A MATÉRIA EMINENTEMENTE CONSTITUCIONAL. AGRAVO CONHECIDO PARA CONHECER PARCIALMENTE DO RECURSO ESPECIAL E, NESSA EXTENSÃO, NEGAR- LHE PROVIMENTO.

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Authorities

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Cases, legislation, regulations, and constitutional provisions identified in the available record.

AMS 1018547-11.2020.4.01.3200 (TRF1)

Case cited

AMS 1000445-22.2018.4.01.4101 (TRF1)

Case cited

REsp nº 2.191.932/AM

Case cited

AgInt no AREsp n. 2.347.060/SP

Case cited

AgInt no REsp n. 2.130.408/CE

Case cited

AgInt no AREsp n. 1.570.205/SP

Case cited

AgInt no REsp 1.615.830/RS

Case cited

AgInt no AREsp n. 2.854.018/SC

Case cited

AgInt no AREsp n. 2.435.201/BA

Case cited

AgInt no AREsp n. 1.976.603/SP

Case cited

AgInt no AREsp n. 1.517.127/SP

Case cited

Art. 105, inciso III, alíneas a e c, da Constituição Federal

Legislation

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Art. 145 da Constituição Federal

Legislation

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Art. 150 da Constituição Federal

Legislation

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MP nº 757/2016

Legislation

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Lei nº 13.451/2017

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Arts. 489, §1º, IV e VI, e 1.022, I e II, do Código de Processo Civil

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Arts. 4º, 19, 20, 77, 78, 79 e 97 do Código Tributário Nacional

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Arts. 6º, 7º, 8º e 11 da Lei 13.451/2017

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Súmula Vinculante nº 29 (STF)

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Súmula 284 (STF)

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Súmula 211 (STJ)

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Súmula 13 (STJ)

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