Despejo Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3dbe687ccdbf40b16d0ea2
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- Brazil
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- Superior Tribunal de Justiça
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- Recurso Especial / Julgamento
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- Recurso Especial / Julgamento
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Professional case brief
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01
Holding and result
Conheceu-se parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negou-se-lhe provimento porque o Tribunal de origem fundamentou adequadamente as suas conclusões, reconhecendo inadimplência de três meses que autorizou a resolução do contrato de locação nos termos da Lei do Inquilinato, e afastando a aplicação da teoria da imprevisão por ausência dos requisitos (contrato celebrado após início da pandemia e falta de onerosidade excessiva/desequilíbrio contratual); manteve-se que não houve negativa de prestação jurisdicional e majoraram-se os honorários sucumbenciais de 17% para 20% nos termos do art. 85, § 11, do CPC, observado o benefício da gratuidade, se for o caso.
Court disposition
Conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento; prejudicado o agravo interno e o pedido incidental de atribuição de efeito suspensivo.
Orders
- Conheço parcialmente do recurso especial e nego-lhe provimento.
- Prejudicado o agravo interno de fls. 1.253-1.262 e o pedido de fls. 1.268-1.270.
- Majoram-se os honorários sucumbenciais de 17% para 20% em favor do advogado da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observado o benefício da gratuidade da justiça, se for o caso.
- Publique-se. Intimem-se.
02
Material facts
Parties
COMERCIAL DAHANA LIMITADA
RecorrenteRODOLFO KAYSER NEJM
RecorrenteBDG SERVIÇOS FINANCEIROS S/A
RecorridoAmounts and remedies
- Honorários Sucumbenciais (percentual Original): 17
- Honorários Sucumbenciais (percentual Majorado): 20
03
Procedural history
Posture
Recurso Especial / Julgamento
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
alegada negativa de prestação jurisdicional (omissão)
- 02
aplicabilidade da teoria da imprevisão em contrato celebrado durante a pandemia
- 03
aplicação da teoria do cumprimento substancial em face de inadimplemento
- 04
purgação da mora por apresentação de seguro-fiança
- 05
necessidade de reformar acórdão por reexame de prova fática
Party arguments
- Applicant
- Os recorrentes alegaram violação dos arts. 489, §1º, IV e VI, e 1.022, II, do CPC por negativa de prestação jurisdicional; sustentaram a aplicação da teoria do cumprimento substancial para afastar despejo devido ao não pagamento de algumas parcelas; afirmaram que houve purgação da mora com a apresentação de seguro-fiança (arts. 59, IX e 62, II da Lei de Locações); e defenderam a aplicação da teoria da imprevisão em razão do agravamento da pandemia (arts. 385, 478, 479 e 480 do Código Civil).
- Respondent
- A parte contrária e o Tribunal de origem entenderam que não houve omissão no acórdão; verificaram inadimplemento da parte ré por três meses e decidiram pela resolução da locação nos termos do art. 9º, III, da Lei nº 8.245/91, afastando a teoria da imprevisão por ausência de seus requisitos e destacando que o contrato foi celebrado em 16/10/2020, após o início da pandemia; embargos de declaração opostos por BDG foram acolhidos para inclusão de multa pela decretação da rescisão.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
art. 489, § 1º, IV e VI do Código de Processo Civil
O juiz deve fundamentar sua decisão, com exposição das razões de decidir
- 02
jurisprudência citada no acórdão e princípios processuais
A omissão ou erro de julgamento ultra petita é sanável com decote do excesso
- 03
Súmulas 5 e 7 do STJ
Não cabe, em recurso especial, o reexame do conjunto fático-probatório
- 04
art. 23, I, e art. 9º, III, da Lei nº 8.245/91
O locatário é obrigado a pagar pontualmente aluguéis e encargos; inadimplemento por três meses autoriza a resolução da locação
- 05
art. 85, § 11, do Código de Processo Civil
Aplicação do disposto no art. 85, § 11, do CPC para majorar honorários sucumbenciais
- 06
art. 385, § 1º, do Código de Processo Civil
A confissão ficta decorrente do não comparecimento para depoimento pessoal não gera presunção absoluta de veracidade
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
Conheceu-se parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negou-se-lhe provimento porque o Tribunal de origem fundamentou adequadamente as suas conclusões, reconhecendo inadimplência de três meses que autorizou a resolução do contrato de locação nos termos da Lei do Inquilinato, e afastando a aplicação da teoria da imprevisão por ausência dos requisitos (contrato celebrado após início da pandemia e falta de onerosidade excessiva/desequilíbrio contratual); manteve-se que não houve negativa de prestação jurisdicional e majoraram-se os honorários sucumbenciais de 17% para 20% nos termos do art. 85, § 11, do CPC, observado o benefício da gratuidade, se for o caso.
Obiter and limits
- A inversão de conclusões do Tribunal de origem demandaria reexame de fatos e provas, vedado em recurso especial (Súmulas 5 e 7/STJ)
- A revisão contratual em razão da pandemia não é automática, devendo considerar-se natureza do contrato e conduta das partes
- O vício de julgamento ultra petita acarreta nulidade parcial, sanável com o decote do excesso
Court disposition
Conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento; prejudicado o agravo interno e o pedido incidental de atribuição de efeito suspensivo.
- Conheço parcialmente do recurso especial e nego-lhe provimento.
- Prejudicado o agravo interno de fls. 1.253-1.262 e o pedido de fls. 1.268-1.270.
- Majoram-se os honorários sucumbenciais de 17% para 20% em favor do advogado da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observado o benefício da gratuidade da justiça, se for o caso.
- Publique-se. Intimem-se.
Source and reliance status
Superior Tribunal de Justiça
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Superior Tribunal de Justiça
Judgment
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto por COMERCIAL DAHANA LIMITADA e RODOLFO KAYSER NEJM, com arrimo no artigo 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS, assim ementado: "APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DE DESPEJO C/C COBRANÇA DE ALUGUÉIS - PRELIMINAR - NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL - AFASTAMENTO - DECISÃO ULTRA PETITA - PRELIMINAR ACOLHIDA - MÉRITO - TEORIA DA IMPREVISÃO - PANDEMIA - INAPLICABILIDADE - PENALIDADES - BIS IN IDEM - NÃO CONFIGURAÇÃO - DESPEJO - INADIMPLÊNCIA CARACTERIZADA - DECRETAÇÃO - NECESSIDADE - SENTENÇA REFORMADA. - A fundamentação da sentença é obrigação do magistrado que, após analisar argumentos fáticos e de direito que embasam a lide, expõe a razão de decidir de forma fundamentada. - Embora o não comparecimento injustificado do autor para prestar depoimento pessoal na audiência de instrução e julgamento acarrete a aplicação da pena de confissão ficta, conforme previsão do art. 385, § 1º, do CPC, esta não implica a presunção absoluta de veracidade dos fatos alegados e sequer implica improcedência automática do pedido autoral, sendo imprescindível que aqueles sejam verossímeis e, portanto, acompanhados de um lastro mínimo de provas. - O vício de julgamento ultra petita acarreta nulidade parcial da sentença, sanável com o decote do excesso. - O caso não atrai a
aplicação da "Teoria da Imprevisão", estando ausentes os seus essenciais requisitos: a onerosidade excessiva para uma das partes, com extrema vantagem para a outra, e o desequilíbrio contratual decorrente de acontecimentos extraordinários e imprevisíveis. - Estando o locatário em mora com os aluguéis, surge ao locador o direito de desfazer a locação, em decorrência da falta de pagamento, incidindo na planilha de cobrança, além do valor dos aluguéis inadimplidos, os encargos decorrentes do atraso no pagamento." (e-STJ fl.
853) Os embargos de declaração opostos pelos ora recorrentes foram rejeitados (e-STJ fls. 891-895) e aqueles opostos por BDG SERVIÇOS FINANCEIROS S/A foram acolhidos com efeitos infringentes a fim de incluir o acréscimo de multa pela decretação da rescisão do contrato de locação (e-STJ fls. 927-932). Nas razões do recurso especial (e-STJ fls. 936-958), a parte recorrente alega violação dos seguintes dispositivos com as respectivas teses: (i) artigos 489, § 1º, IV e VI, e 1.022, II, do Código de Processo Civil - porque teria havido negativa de prestação jurisdicional ao deixar o Tribunal de origem de se manifestar acerca de aspectos relevantes da demanda suscitados em embargos de declaração; (ii) artigos 113, 413, 421, 422 e 475 do Código Civil - defendendo a aplicação da teoria do cumprimento substancial ao caso, considerando que o não pagamento de algumas parcelas não deveria ensejar o despejo; (iii) artigos 59, IX e 62, II, da Lei de Locações - alegando que houve purgação da mora com a apresentação de seguro-fiança; e (iv) artigos 385, 478, 479 e 480 do Código Civil - sustentando que o agravamento da pandemia gerou onerosidade excessiva, justificando a aplicação da teoria da imprevisão. A contraminuta foi apresentada (e-STJ fls. 1.185-1.209). O pedido incidental de tutela provisória foi indeferido (e-STJ fls. 1.245-1.247). Seguiu-se a interposição de agravo interno (e-STJ
fls. 1.253-1.262) e de novo pedido de atribuição de efeito suspensivo ao recurso especial (e-STJ fls. 1.268-1.270). É o relatório. DECIDO. A irresignação não merece prosperar. No tocante à alegada negativa de prestação jurisdicional (artigos 489, § 1º, IV e VI, e 1.022, II, do Código de Processo Civil), agiu corretamente o Tribunal de origem ao rejeitar os embargos declaratórios por inexistir omissão, contradição ou obscuridade no acórdão embargado, ficando patente, em verdade, o intuito infringente da irresignação, que objetivava a reforma do julgado por via inadequada. Com efeito, da simples leitura do acórdão recorrido, às fls. 863-866 (e-STJ), nota-se que a Corte estadual solucionou a controvérsia de forma clara, integral e coerente, consignando expressamente que "a parte ré ficou em débito com as obrigações locatícias por três meses" (e-STJ fl. 865) e afastando a tese relacionada com aplicação da teoria da imprevisão, porquanto ausentes os seus requisitos. Logo, não há falar em omissão simplesmente por ter o órgão julgador decidido em sentido contrário à pretensão da parte. A propósito: "AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. MATÉRIA JORNALÍSTICA. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 489 E 1.022 DO CPC/2015. OMISSÃO NÃO VERIFICADA. CONCLUSÃO DO ACÓRDÃO PELA NÃO CONFIGURAÇÃO DOS DANOS MORAIS. REVISÃO DO JULGADO. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
1. A alegada ofensa aos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015 não ficou configurada, uma vez que o Tribunal de origem examinou, de forma fundamentada, todas as questões submetidas à apreciação judicial na medida necessária para o deslinde da controvérsia, ainda que tenha decidido em sentido contrário à pretensão do recorrente.
2. O Tribunal de origem não reconheceu a configuração dos danos morais decorrentes da matéria jornalística, ante a não verificação de ocorrência de violação do direito de personalidade. Nesse contexto, para infirmar as conclusões a que chegou o acórdão recorrido, seria imprescindível o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado nesta instância extraordinária, consoante dispõe a Súmula 7/STJ.
3. Agravo interno improvido". (AgInt no AREsp 1.439.955/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 10/06/2019, DJe 13/06/2019) "AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CONTRATO DE SEGURO. OMISSÃO NO ACÓRDÃO DE ORIGEM. ARTIGOS 489 E 1.022 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. LIMITES DO RISCO CONTRATADO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS 5 E 7/STJ. NÃO PROVIMENTO.
1. Se as questões trazidas à discussão foram dirimidas, pelo Tribunal de origem, de forma suficientemente ampla, fundamentada e sem omissões, obscuridades ou contradições, deve ser afastada a alegada ofensa aos arts. 489, § 1º, IV, e 1.022, I e II, do Código de Processo Civil.
2. Não cabe, em recurso especial, reexaminar matéria fático-probatória e a interpretação de cláusulas contratuais (Súmulas 5 e 7/STJ).
3. Agravo interno a que se nega provimento". (AgInt no AREsp 1.374.504/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 11/06/2019, DJe 14/06/2019) Quanto ao mais, nota-se que as conclusões da Corte local acerca do mérito da demanda decorreram inquestionavelmente da análise do conjunto fático-probatório carreado aos autos, o que se pode facilmente aferir a partir da leitura dos fundamentos do julgado atacado, que ora se colacionam, na parte que interessa: "(..) O caso não atrai a aplicação da "Teoria da Imprevisão", estando ausentes os seus essenciais requisitos: a onerosidade excessiva para uma das partes, com extrema vantagem para a outra, e o desequilíbrio contratual decorrente de acontecimentos extraordinários e imprevisíveis. Ainda que seja de conhecimento geral que a pandemia causada pelo Coronavírus foi um evento impossível de ser previsto ou evitado, o contrato foi celebrado em 16/10/2020, após o início da pandemia. Assim, não caracterizada a superveniência do fato, deve ser afastada a aplicabilidade da teoria da imprevisão. (..) O locatário é obrigado a pagar os aluguéis devidos pontualmente assim como os demais encargos locatícios, conforme disposto no art. 23, I, da Lei nº 8.245/91. A parte ré ficou em débito com as obrigações locatícias por três meses, o que resulta na possibilidade de se resolver o contrato, nos termos do artigo 9º, III, da Lei do
Inquilinato. Não existe qualquer fundamento legal que autorize a continuidade da relação locatícia, sendo nesse sentido o entendimento deste Tribunal, vejamos: (..)". (e-STJ fls. 864-865) Nesse contexto, nota-se que a inversão das conclusões da Corte local - que entendeu configurado o inadimplemento, bem como inviável a aplicação das teorias do inadimplemento substancial e da imprevisão - demandaria o reexame de cláusulas contratuais e do contexto fático-probatório, procedimento inadmissível em âmbito de recurso especial, nos termos das Súmulas nº 5 e nº 7/STJ. Nesse sentido: "AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE COBRANÇA CUMULADA COM INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. LOCAÇÃO DE IMÓVEL RESIDENCIAL PELO PERÍODO DE 12 MESES. RESCISÃO ANTECIPADA DO CONTRATO POR INICIATIVA DOS LOCATÁRIOS. AUSÊNCIA DE PROVA PARA DEMONSTRAR A OCORRÊNCIA DE PROBLEMAS NO IMÓVEL OU IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO EM RAZÃO DA PANDEMIA. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
1. Não configura ofensa aos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015 o fato de o Tribunal de origem, embora sem examinar individualmente cada um dos argumentos suscitados pelo recorrente, adotar fundamentação contrária à pretensão da parte, suficiente para decidir integralmente a controvérsia.
2. Na hipótese, o Tribunal estadual entendeu que não ficou demonstrada a existência de inviabilidade de utilização do imóvel, em razão de problemas de habitabilidade, nem existiu impedimento de uso do imóvel em virtude da pandemia. Indevida, portanto, a restituição dos valores pagos e a exigibilidade de multa, ou o reconhecimento de danos morais por problemas vivenciados pela parte, mesmo relacionados à pandemia.
3. A modificação do entendimento lançado no acórdão recorrido demandaria o revolvimento do suporte fático-probatório dos autos, o que é inviável em sede de recurso especial, a teor do que dispõe a Súmula 7 do STJ. 4. "A revisão dos contratos em razão da pandemia não constitui decorrência lógica ou automática, devendo ser analisadas a natureza do contrato e a conduta das partes - tanto no âmbito material como na esfera processual -, especialmente quando o evento superveniente e imprevisível não se encontra no domínio da atividade econômica das partes" (REsp 1.998.206/DF, Quarta Turma, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, julgado em 14/6/2022, DJe de 4/8/2022).
5. No caso, não se verificou conduta ilícita ou vantagem exagerada por parte do agravado a justificar a restituição dos valores pagos a título de aluguel durante o período da pandemia.
6. Agravo interno desprovido". (AgInt no AREsp n. 2.587.110/SP, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 7/10/2024, DJe de 22/10/2024 - grifou-se) "AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO DA PRESIDÊNCIA. RECONSIDERAÇÃO. LOCAÇÃO DE BEM MÓVEL. REINTEGRAÇÃO DE POSSE CUMULADA COM COBRANÇA. RESOLUÇÃO DO CONTRATO. INADIMPLÊNCIA RECONHECIDA. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DE PROVA E CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 5 E 7/STJ. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 421 E 884 DO CÓDIGO CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. DISTRIBUIÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. SUCUMBÊNCIA DAS PARTES. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO INTERNO PROVIDO. AGRAVO CONHECIDO PARA NÃO CONHECER DO RECURSO ESPECIAL.
1. Decisão agravada reconsiderada, na medida em que o agravo em recurso especial impugnou devidamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o apelo nobre, exarada na instância a quo.
2. Na hipótese, o Tribunal a quo, após o exame acurado dos autos, das provas, da natureza da avença e da interpretação das cláusulas contratuais, concluiu que a inadimplência é incontroversa. A modificação deste entendimento demandaria o revolvimento do suporte fático-probatório dos autos, além da necessidade de interpretação de cláusulas contratuais, o que é inviável em sede de recurso especial, a teor do que dispõem as Súmulas 5 e 7/STJ.
3. Fica inviabilizado o conhecimento de temas trazidos no recurso especial, mas não debatidos e decididos nas instâncias ordinárias, porquanto ausente o indispensável prequestionamento. Incidência da Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça.
4. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de não ser possível a apreciação do quantitativo em que as partes saíram vencedoras ou vencidas na demanda, bem como da existência de sucumbência mínima ou recíproca e a fixação do respectivo quantum, por implicar incursão no suporte fático-probatório dos autos, esbarrando no óbice da Súmula 7 deste Sodalício.
5. Agravo interno provido para, reconsiderando a decisão agravada, conhecer do agravo para não conhecer do recurso especial". (AgInt no AREsp n. 1.723.236/SP, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 22/3/2021, DJe de 13/4/2021 - grifou-se) Ante o exposto, conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento, prejudicado o agravo interno de fls. 1.253-1.262 (e-STJ) e o pedido de fls. 1.268-1.270 (e-STJ). Na origem, os honorários sucumbenciais foram fixados em 17% (dezessete por cento) sobre o valor da condenação, os quais devem ser majorados para o patamar de 20% (vinte por cento) em favor do advogado da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observado o benefício da gratuidade da justiça, se for o caso. Publique-se. Intimem-se.
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