Despesasprocessuais Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3dcc8e7ccdbf40b17541e3
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- Superior Tribunal de Justiça
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- Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
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- Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
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01
Holding and result
O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial, por entender que a orientação dominante da Corte é no sentido de que os montantes gastos na contratação de seguro-garantia não se amoldam ao conceito de despesas judiciais, razão pela qual devem ser excluídos dos valores devidos a título de ônus de sucumbência; aplicou-se a orientação da Súmula 568/STJ para decisão monocrática e afastou-se a condenação em honorários recursais com fundamento no Tema 1059/STJ.
Court disposition
Recurso especial provido
Orders
- Dar provimento ao recurso especial para reformar o acórdão recorrido e excluir o seguro-garantia dos valores devidos a título de ônus de sucumbência
- Não há necessidade de fixação de honorários recursais, nos termos do Tema 1059/STJ
02
Material facts
Parties
FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR PROCON
RecorrenteBANCO BRADESCO S/A
Recorrido03
Procedural history
Posture
Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
Se os valores despendidos com a contratação de seguro-garantia enquadram-se no conceito legal de despesas processuais
- 02
Se a parte vencedora pode ser ressarcida pela parte que deu causa pelos custos de contratação de seguro-garantia
- 03
Aplicação da jurisprudência dominante do STJ quanto ao não ressarcimento de seguro-garantia
Party arguments
- Applicant
- Alega afronta aos arts. 82, caput e § 2º e 84 do CPC por inclusão dos valores despendidos com seguro-garantia no conceito de despesas processuais, contrariando jurisprudência do STJ; sustenta que a contratação do seguro-garantia envolve apenas o particular e que, por analogia com execução fiscal, não há que se falar em ressarcimento.
- Respondent
- Sustém que, na origem, o Tribunal de Justiça reconheceu que a Autarquia deu causa ao ajuizamento da ação anulatória, devendo ressarcir o vencedor de todas as despesas suportadas, inclusive a contratação de seguro-garantia, com base no princípio da causalidade e na decisão do Tribunal a quo que reformou a decisão de primeiro grau.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
Jurisprudência do STJ (ex.: AgInt nos EDcl no REsp n. 2.054.684/SP; AgInt no REsp n. 2.069.215/PR; AgInt no REsp n. 2.050.113/BA)
Seguro-garantia não integra o conceito de despesas judiciais para fins de ressarcimento
- 02
Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (decisão recorrida) e menção no acórdão originário
Princípio da causalidade: quem deu causa ao ajuizamento deve ressarcir as despesas por ele ocasionadas
- 03
Código de Processo Civil de 2015 (arts. 82 e 84)
Arts. 82 e 84 do Código de Processo Civil definem a regra e o âmbito das despesas processuais
- 04
Súmula 568/STJ
O relator pode, monocraticamente, dar ou negar provimento quando houver entendimento dominante sobre o tema
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial, por entender que a orientação dominante da Corte é no sentido de que os montantes gastos na contratação de seguro-garantia não se amoldam ao conceito de despesas judiciais, razão pela qual devem ser excluídos dos valores devidos a título de ônus de sucumbência; aplicou-se a orientação da Súmula 568/STJ para decisão monocrática e afastou-se a condenação em honorários recursais com fundamento no Tema 1059/STJ.
Obiter and limits
- Não há necessidade de fixação de honorários recursais, nos termos do TEMA 1059/STJ
- Citações a precedentes do STJ que consolidam o entendimento sobre a não inclusão do seguro-garantia nas despesas judiciais (vários AgInt/REsp e AREsp citados no acórdão)
Court disposition
Recurso especial provido
- Dar provimento ao recurso especial para reformar o acórdão recorrido e excluir o seguro-garantia dos valores devidos a título de ônus de sucumbência
- Não há necessidade de fixação de honorários recursais, nos termos do Tema 1059/STJ
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Superior Tribunal de Justiça
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Superior Tribunal de Justiça
Judgment
DECISÃO Em análise, recurso especial interposto com fulcro no art. 105, III, a e c, da Constituição Federal, por FUNDAÇÃ O DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR PROCON, contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO assim ementado: AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. AÇÃO ANULATÓRIA. MULTA DO PROCON. Decisão que acolheu a impugnação ofertada, para reconhecer a impossibilidade de cobrança dos custos para contratação de seguro garantia. Inadmissibilidade. Considerando que a Autarquia deu causa ao ajuizamento da ação anulatória, deverá, por conseguinte, ressarcir o vencedor de todas as despesas, inclusive a referente à contratação de seguro garantia para fins de suspensão da exigibilidade do crédito e a expedição de certidão positiva com efeitos negativos. Os ônus sucumbenciais estão subordinados ao princípio da causalidade. Precedentes do STJ e desta Corte. Decisão reformada. Recurso provido. (fl. 57). Os embargos de declaração foram rejeitados. (fls. 77-81). Nas razões recursais, a parte recorrente alega, em síntese, afronta aos arts. 82, caput e § 2º e 84 do CPC, ao incluir os valores despendidos com a contratação de seguro-garantia no conceito de despesas processuais, contrariando, inclusive, a jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça. Aponta que o acórdão recorrido "negou vigência aos artigos 82, caput e § 2º e 84 do Código de Processo Civil,
os quais são a matriz legal disciplinadora das despesas processuais e dos ônus sucumbenciais, assim contrariando inclusive a pacífica jurisprudência deste Col. Superior Tribunal de Justiça" (fl. 88). Assevera que "o v. Acórdão ora impugnado ampliou indevidamente o conceito legal de despesas processuais, incluindo verbas que não foram previstas pelo legislador e assim afrontando os artigos 82, caput e § 2º e 84 do Código de Processo Civil. Ademais, a contratação de seguro garantia judicial envolve apenas o particular" (fl. 91). Defende, ainda, que: este C. STJ tem entendido pela impossibilidade de reembolso dos valores pagos na contratação de seguro oferecido em execução fiscal, com muito mais razão deve referido raciocínio ser aplicado ao caso de seguro oferecido em garantia no bojo de ação anulatória de débito fiscal. Isso, porque sequer é necessário o oferecimento de qualquer garantia para que o devedor possa ajuizar ação ordinária, ao contrário dos embargos à execução, que necessariamente pressupõem a garantia do Juízo. (fl. 93). Contrarrazões apresentadas. (fl. 151-163). É o relatório. Passo a decidir. Na origem, o Tribunal deu provimento ao agravo de instrumento interposto pelo recorrido (Banco Bradesco S/A) e, reformando a decisão primeva, reconheceu a responsabilidade do recorrente (Procon) em ressarcir todas as despesas suportadas pelo agravante no curso da ação
anulatória, inclusive a correspondente à oferta de seguro garantia. A controvérsia cinge à análise do enquadramento dos valores dispendidos com a contratação de seguro-garantia no conceito legal de despesas processuais. O aresto combatido destoa do entendimento deste Superior Tribunal de Justiça, no sentido de que o ressar cimento dos montantes gastos pelo executado na contratação do seguro garantia, não se amoldam ao conceito de despesas judiciais: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. EXTINÇÃO. CUSTOS COM SEGURO-GARANTIA. RESSARCIMENTO. IMPOSSIBILIDADE. CANCELAMENTO DA CDA. CRÉDITO FULMINADO EM AÇÃO CONEXA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. FIXAÇÃO. CRITÉRIO DA EQUIDADE. 1. "Esta Corte tem firme orientação no sentido de ser incabível obrigar a Fazenda Pública ao ressarcimento dos valores despendidos pelo executado na contratação do seguro-garantia, por não se enquadrarem no conceito de despesas judiciais, pois resultam de um exercício de direito de escolha pelo devedor" (AgInt nos EDcl no REsp n. 2.054.684/SP, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 21/8/2023, DJe de 23/8/2023.).
2. Os honorários advocatícios decorrentes de extinção de execução fiscal fundada no cancelamento administrativo da CDA (art. 26 da LEF) informado depois de apresentada defesa pelo executado devem ser estabelecidos pelo critério da equidade. Precedentes. 3."Esta Corte Superior possui orientação firme no sentido da possibilidade de fixação da verba honorária, em atenção ao critério da equidade, quando a extinção da execução fiscal, sem resolução do mérito, decorrer de acolhimento de pedido deduzido em ação conexa em que se discutiu a validade do crédito exequendo" (AgInt no REsp n. 2.013.832/SC, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, julgado em 24/6/2024, DJe de 26/6/2024.).
4. Hipótese em que a execução fiscal foi extinta em face do cancelamento administrativo da CDA motivado por juízo de procedência de ação conexa, situação essa que não se encontra abarcada pela tese jurídica firmada no julgamento do Tema repetitivo 1.076 do STJ.
5. Agravo interno desprovido. (AgInt no REsp n. 2.136.588/SP, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 14/10/2024, DJe de 21/10/2024.) PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO APELO NOBRE. PREENCHIMENTO. INAPLICABILIDADE DAS SÚMULAS 283/STF, 7 E 211/STJ. EXECUÇÃO FISCAL. EMBARGOS. SUCUMBÊNCIA. CUSTOS COM SEGURO-GARANTIA. RESSARCIMENTO. IMPOSSIBILIDADE.
1. Os pressupostos de admissibilidade do recurso especial interposto pela Fazenda Nacional encontram-se preenchidos, haja vista que houve a impugnação de todos os fundamentos contidos no acórdão recorrido, a questão sub judice é exclusivamente de direito e foi prequestionada. Inaplicabilidade das Súmulas 283/STF, 7 e 211/STJ.
2. Na forma da jurisprudência desta Corte, "a carta de fiança não integra as despesas processuais para fins de ressarcimento diante da sucumbência" (AgInt no REsp n. 1.737.227/SP, relator Ministro FRANCISCO FALCÃO, SEGUNDA TURMA, DJe de 11/4/2023). Nesse mesmo sentido: AREsp n. 2.163.448/RO, relator Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 15/12/2022.
3. Agravo interno desprovido. (AgInt no REsp n. 2.069.215/PR, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 28/8/2023, DJe de 31/8/2023.) TRIBUTÁRIO. PROCESSO CIVIL. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. SUCUMBÊNCIA. CUSTOS COM SEGURO-GARANTIA. RESSARCIMENTO. IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO DE MULTA. ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. DESCABIMENTO. I - Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Aplica-se, no caso, o Código de Processo Civil de 2015. II - Esta Corte tem firme orientação no sentido de ser incabível obrigar a Fazenda Pública ao ressarcimento dos valores despendidos pelo executado na contratação do seguro-garantia, por não se enquadrarem no conceito de despesas judiciais, pois resultam de um exercício de direito de escolha pelo devedor. III - Em regra, descabe a imposição da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil de 2015 em razão do mero desprovimento do Agravo Interno em votação unânime, sendo necessária a configuração da manifesta inadmissibilidade ou improcedência do recurso a autorizar sua aplicação, o que não ocorreu no caso. IV - Agravo Interno improvido. (AgInt nos EDcl no REsp n. 2.054.684/SP, relatora Ministra Regina
Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 21/8/2023, DJe de 23/8/2023.) PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. ICMS. DÉBITO. AUTUAÇÃO. NULIDADE DO ATO ADMINISTRATIVO. MULTA PUNITIVA. REDUÇÃO. PROCEDÊNCIA PARCIAL DOS PEDIDOS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 1.022 DO CPC. INEXISTÊNCIA. PRETENSÃO DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. APLICAÇÃO DA SÚMULA N. 7/STJ. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 211/STJ E 282, 356/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO. FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL E EM LEI LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA N. 280/STF. I - Na origem, trata-se de agravo de instrumento interposto por Copel Geração e Transmissão S.A. contra a decisão que, nos autos do cumprimento de sentença ajuizado contra a Aneel, entendeu não ser possível o reembolso dos valores despendidos com o seguro garantia. II - No Tribunal a quo, a decisão foi reformada para julgar devido o seguro garantia. Esta Corte deu provimento ao recurso especial. III - A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é firme no sentido de que o seguro garantia não se enquadra no conceito de despesas judiciais, não sendo devido o seu ressarcimento. IV - No tocante ao ressarcimento do valor gasto com a apresentação de seguro garantia para viabilizar o ajuizamento dos embargos à execução, observa-se que o art. 82 do CPC/2015 dispõe que as partes devem prover as despesas dos atos que realizarem ou requererem no processo,
sendo devido ao vencido pagar ao vencedor as despesas que antecipou. O art. 84 do CPC/2015, por sua vez, delimita a abrangência de despesas em custas dos atos do processo, indenização de viagem e remuneração do assistente técnico e a diária de testemunha. V - As custas dos atos processuais são as taxas judiciais para o impulsionamento do feito, já as despesas são aqueles valores pagos para viabilizar o cumprimento do ato judicial, sendo ato coercitivo e sem o qual o processo não se desenvolve, tais como as despesas com porte de remessa e retorno dos autos, com publicação de editais e diligências com oficiais de justiça. VI - O acórdão vergastado destoa da jurisprudência desta Corte, firme no sentido de que inexiste obrigatoriedade ao ressarcimento dos montantes gastos pelo executado na contratação do seguro garantia, tendo em vista que não se amoldam ao conceito de despesas judiciais. A propósito, confiram-se: (AgInt no REsp n. 2.050.113/BA, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 15/5/2023 e AREsp n. 2.163.448/RO, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 22/11/2022.) VII - Agravo interno improvido. (AgInt no REsp n. 2.084.773/RS, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 13/11/2023, DJe de 16/11/2023.) PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. FAZENDA PÚBLICA VENCIDA. VALORES PARA CONTRATAÇÃO DE
SEGURO GARANTIA. RESSARCIMENTO PELA FAZENDA PÚBLICA INDEVIDO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NA EXECUÇÃO E NOS EMBARGOS À EXECUÇÃO. FIXAÇÃO DEVIDA. I - No tocante ao ressarcimento do valor despendido com a apresentação de seguro garantia para viabilizar o ajuizamento dos embargos à execução, observa-se que o art. 82 do CPC/2015, dispõe que as partes devem prover as despesas dos atos que realizarem ou requererem no processo, sendo devido ao vencido pagar ao vencedor as despesas que antecipou. II - O art. 84 do CPC/2015, delimita a abrangência de despesas em custas dos atos do processo, indenização de viagem e remuneração do assistente técnico e a diária de testemunha. As custas dos atos processuais são as taxas judiciais para o impulsionamento do feito, já as despesas são aqueles valores pagos para viabilizar o cumprimento do ato judicial, sendo ato coercitivo e sem o qual o processo não se desenvolve, tais como as despesas com porte de remessa e retorno dos autos, com publicação de editais e diligências com oficiais de justiça. III - O art. 16 da Lei n. 6.830/1980 dispõe que para garantia da execução é necessário o depósito, a juntada de prova de fiança bancária ou seguro garantia ou, ainda, intimação da penhora. O devedor pode escolher qual garantia oferecer, o que retira seu enquadramento da natureza de despesa de ato processual, para fins de ressarcimento, não sendo impositivo o
ressarcimento de tais valores pela Fazenda Pública. IV - No tocante à fixação em separado de honorários advocatícios na execução fiscal e nos embargos à execução, verifica-se ser possível ao juiz, quando do julgamento dos embargos à execução, arbitrar valor único para a verba de sucumbência relativa às condenações na ação executiva e na ação de embargos à execução. Os efeitos decorrentes da sentença de procedência dos embargos à execução atingem o próprio feito executivo, sendo possível assim que o julgador determine fixação única de honorários, a abranger os embargos à execução e à execução fiscal, desde que não ultrapasse o valor máximo permitido no art. 85 do CPC/2015. Precedentes: AgInt nos EDcl no REsp n. 1.946.955/SP, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 20/6/2022, DJe de 1/7/2022; AgRg no REsp n. 1.165.291/RS, relator Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, julgado em 4/8/2015, DJe de 11/9/2015.) V - Recurso Especial improvido. (REsp n. 1.852.810/RS, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 13/9/2022, DJe de 19/9/2022.) Portanto, deve ser provido o recurso especial, com fundamento na orientação contida na Súmula 568/STJ: "O relator, monocraticamente e no Superior Tribunal de Justiça, poderá dar ou negar provimento ao recurso quando houver entendimento dominante acerca do tema." Isso posto, dou provimento ao recurso especial para
reformar o acórdão recorrido e excluir o seguro garantia do valores devidos a título de ônus de sucumbência. No caso, não há necessidade de fixação de honorários recursais, nos termos do TEMA 1059/STJ: "A majoração dos honorários de sucumbência prevista no art. 85, § 11, do CPC pressupõe que o recurso tenha sido integralmente desprovido ou não conhecido pelo tribunal, monocraticamente ou pelo órgão colegiado competente. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC em caso de provimento total ou parcial do recurso, ainda que mínima a alteração do resultado do julgamento ou limitada a consectários da condenação". Intimem-se.
EMENTA
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