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Superior Tribunal de Justiça

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01

Holding and result

O habeas corpus não foi conhecido por se tratar de pretensão substitutiva de recurso próprio e por estar a matéria preclusa em razão do longo lapso temporal desde o trânsito em julgado da condenação, aliado à ausência de ilegalidade manifesta e à necessidade de dilação probatória para análise de desclassificação e da atenuante, o que torna incabível o exame na estreita via do mandamus.

Court disposition

Não conheço do presente habeas corpus

Orders

  • Não conheço do presente habeas corpus.
  • Intimem-se.

02

Material facts

Parties

NAYARA RANIERE DA SILVA

Paciente

Amounts and remedies

  • Pena Em Meses: 256

03

Procedural history

  1. Posture

    Habeas Corpus / Não Conhecimento

04

Questions and positions

Legal issues

Party arguments

Applicant
A defesa alega constrangimento ilegal pela exasperação da pena-base em 1/3 fundamentada apenas na culpabilidade, aponta ter sido ignorada a atenuante de confissão prevista no art. 65, III, "d" do Código Penal e, subsidiariamente, pleiteia a desclassificação do homicídio para infanticídio nos termos do art. 123 do Código Penal, em razão de estado puerperal, requerendo redução da pena-base, reconhecimento da atenuante e desclassificação.
Respondent
O Ministério Público pugnou pelo não conhecimento do writ, afirmando que a condenação transitou em julgado há mais de cinco anos, que a tese de confissão não foi apreciada pelo tribunal de origem, que a desclassificação e outras teses demandam dilação probatória e que não há ilegalidade manifesta; o Relator invocou preclusão, coisa julgada e a inadequação do habeas corpus como substituto de recurso próprio.

05

Court’s reasoning

  1. 01

    art. 5º, LXXVIII, da Constituição Federal

    Princípio da razoável duração do processo

  2. 02

    jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça

    Princípio da segurança jurídica e da coisa julgada

  3. 03

    jurisprudência do STF e do STJ citada no acórdão

    Habeas corpus não se presta como sucedâneo de recurso próprio ou de revisão criminal

  4. 04

    arts. 64, III, e 202 do Regimento Interno do STJ e precedentes citados

    Decisão monocrática do Relator admitida quando a pretensão se conforma com súmula ou jurisprudência consolidada

  5. 05

    jurisprudência do STJ e fundamentos do acórdão

    Impossibilidade de apreciação, em sede de habeas corpus, de matéria que demande dilação probatória

06

Ratio, limits and disposition

Ratio decidendi

O habeas corpus não foi conhecido por se tratar de pretensão substitutiva de recurso próprio e por estar a matéria preclusa em razão do longo lapso temporal desde o trânsito em julgado da condenação, aliado à ausência de ilegalidade manifesta e à necessidade de dilação probatória para análise de desclassificação e da atenuante, o que torna incabível o exame na estreita via do mandamus.

Obiter and limits

  • Jurisprudência do STJ admite julgamento monocrático de habeas corpus em casos de jurisprudência pacífica para garantir celeridade
  • A ciência posterior do Ministério Público não obsta a decisão monocrática quando compatível com a necessidade de celeridade
  • Precedentes citados reforçam restrição do writ quando existir recurso próprio e quando houver longo lapso temporal entre julgamento e impetração

Court disposition

Não conheço do presente habeas corpus

  • Não conheço do presente habeas corpus.
  • Intimem-se.

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Superior Tribunal de Justiça

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Superior Tribunal de Justiça

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DECISÃO Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de NAYARA RANIERE DA SILVA contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, no julgamento da Apelação Criminal n. 0000113-12.201 1.8.26.0052. Consta dos autos que a paciente foi condenada, pelo Tribunal do Júri, pela prática do delito previsto no art. 121, § 2º , inciso III e §4º, do Código Penal, à pena de 21 anos e 4 meses de reclusão, em regime prisional inicial fechado. Irresignada, sua defesa apelou e o Tribunal estadual negou provimento ao recurso. Transcorridos cerca de cinco anos, a defesa da paciente, na presente impetração, aduz constrangimento ilegal decorrente da exasperação da pena-base em 1/3, a qual aponta ter sido fundamentada unicamente na culpabilidade, de forma que a apresenta exacerbada e desproporcional. Além disso, aduz que a atenuante de confissão, prevista no artigo 65, III, "d" do Código Penal, foi ignorada, mesmo com a existência de declarações nos autos nesse sentido. Subsidiariamente, busca a desclassificação do delito de homicídio para infanticídio, nos termos do artigo 123 do Código Penal, alegando estado puerperal no momento do fato. Diante disso, requer a impetrante a redução da pena-base, o reconhecimento da atenuante de confissão e a desclassificação para crime menos gravoso. O Ministério Público manifestou-se pelo não conhecimento da impetração, por parecer assim

ementado (e-STJ fl. 91): Direito Penal e Processual Penal. Habeas Corpus. Homicídio qualificado. Trânsito em julgado da condenação há mais de 5 anos. Não conhecimento. Confissão. Tese não apreciada pelo tribunal de origem. Desclassificação para infanticídio ou homicídio doloso. Necessidade de dilação probatória. Ilegalidade flagrante não configurada. - Requer-se o não conhecimento do habeas corpus. É o relatório. Decido. As disposições previstas nos arts. 64, III, e 202 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça não afastam do Relator a faculdade de decidir liminarmente, em sede de habeas corpus e de recurso em habeas corpus, a pretensão que se conforma com súmula ou a jurisprudência consolidada dos Tribunais Superiores, ou a contraria (AgRg no HC n. 513.993/RJ, Rel. Ministro JORGE MUSSI, Quinta Turma, julgado em 25/6/2019, DJe 1º/7/2019; AgRg no HC n. 475.293/RS, Rel. Ministro RIBEIRO DANTAS, Quinta Turma, julgado em 27/11/2018, DJe 3/12/2018; AgRg no HC n. 499.838/SP, Rel. Ministro JORGE MUSSI, Quinta Turma, julgado em 11/4/2019, DJe 22/4/2019; AgRg no HC n. 426.703/SP, Rel. Ministro RIBEIRO DANTAS, Quinta Turma, julgado em 18/10/2018, DJe 23/10/2018; e AgRg no RHC n. 37.622/RN, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, Sexta Turma, julgado em 6/6/2013, DJe 14/6/2013). Nesse diapasão, uma vez verificado que as matérias trazidas a debate por meio do habeas corpus

constituem objeto de jurisprudência consolidada neste Superior Tribunal, não há nenhum óbice a que o Relator conceda a ordem liminarmente, sobretudo ante a evidência de manifesto e grave constrangimento ilegal a que estava sendo submetido a paciente, pois a concessão liminar da ordem de habeas corpus apenas consagra a exigência de racionalização do processo decisório e de efetivação do próprio princípio constitucional da razoável duração do processo previsto no art. 5º, LXXVIII, da Constituição Federal, o qual foi introduzido no ordenamento jurídico brasileiro pela EC n. 45/2004 com status de princípio fundamental (AgRg no HC n. 268.099/SP, Relator Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, Sexta Turma, julgado em 2/5/2013, DJe 13/5/2013). Na verdade, a ciência posterior do Parquet, longe de suplantar sua prerrogativa institucional, homenageia o princípio da celeridade processual e inviabiliza a tramitação de ações cujo desfecho, em princípio, já é conhecido ( EDcl no AgRg no HC n. 324.401/SP, Relator Ministro GURGEL DE FARIA, Quinta Turma, julgado em 2/2/2016, DJe 23/2/2016). Em suma, para conferir maior celeridade aos habeas corpus e garantir a efetividade das decisões judiciais que versam sobre o direito de locomoção, bem como por se tratar de medida necessária para assegurar a viabilidade dos trabalhos das Turmas que compõem a Terceira Seção, a jurisprudência desta Corte admite o

julgamento monocrático do writ antes da ouvida do Parquet em casos de jurisprudência pacífica (AgRg no HC n. 514.048/RS, Relator Ministro RIBEIRO DANTAS, Quinta Turma, julgado em 6/8/2019, DJe 13/8/2019). No que concerne ao conhecimento da impetração, o Supremo Tribunal Federal, por sua Primeira Turma, e a Terceira Seção deste Superior Tribunal de Justiça, diante da utilização crescente e sucessiva do habeas corpus, passaram a restringir a sua admissibilidade quando o ato ilegal for passível de impugnação pela via recursal própria, sem olvidar a possibilidade de concessão da ordem, de ofício, nos casos de flagrante ilegalidade. Esse entendimento objetivou preservar a utilidade e a eficácia do mandamus, que é o instrumento constitucional mais importante de proteção à liberdade individual do cidadão ameaçada por ato ilegal ou abuso de poder, garantindo a celeridade que o seu julgamento requer. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados, exemplificativos dessa nova orientação das Cortes Superiores do País: HC n. 320.818/SP, Relator Ministro FELIX FISCHER, Quinta Turma, julgado em 21/5/2015, DJe 27/5/2015; e STF, HC n. 113.890/SC, Relatora Ministra ROSA WEBER, Primeira Turma, julg. em 3/12/2013, DJ 28/2/2014. Assim, de início, incabível o presente habeas corpus substitutivo de recurso próprio. Além disso constata-se que o presente mandamus ataca acórdão do Tribunal de Justiça

do Estado de São Paulo julgado em 31 de janeiro de 2019. Considerando o grande lapso temporal entre a data do julgamento do acórdão impugnado e a impetração desse habeas corpus, deve ser reconhecida a preclusão da matéria, observado o princípio da segurança jurídica e o respeito à coisa julgada, não havendo como rediscutir o pedido aqui deduzido em sede de habeas corpus. Isso porque é pacífico o entendimento desta Corte Superior no sentido de que "ante à longa passagem de tempo entre a data dos fatos e esta impetração, forçoso o reconhecimento da preclusão da pretensão ora manifestada, em homenagem ao princípio da segurança jurídica, notadamente quando o pleito tem nítidas características revisionais" (AgRg no HC n. 879.254/SE, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 8/4/2024, DJe de 12/4/2024). São os precedentes de ambas as Turmas que julgam a matéria criminal nesta Corte: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. ROUBO MAJORADO. TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. PRECLUSÃO. RECONHECIMENTO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE MANIFESTA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.

1. A decisão agravada deve ser mantida por seus próprios fundamentos. 2. "Este Superior Tribunal de Justiça possui entendimento de que o manejo do habeas corpus muito tempo após a edição do ato atacado demanda o reconhecimento da preclusão, não havendo se falar, portanto, em ilegalidade manifesta. Na hipótese em exame, a sentença atacada no Tribunal de origem por meio do mandamus originário transitou em julgado em 21 de agosto de 2017, sem que a defesa tenha interposto apelação, recurso apropriado, nos termos do art. 416 do CPP, vindo o recorrente, após passados 3 anos, alegar a ocorrência de constrangimento ilegal" (RHC 97.329/SP, Rel. Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, DJe 14/9/2020).

3. Na hipótese, a sentença condenatória foi proferida em 1º de fevereiro de 2016. O Tribunal de origem, por sua vez, julgou a apelação em exame no dia 28 de abril de 2017, sendo que somente no dia 15 de dezembro de 2021 foi impetrado o presente habeas corpus. Desse modo, o mandamus não pode ser conhecido em decorrência da preclusão da matéria, uma vez que transcorridos mais de quatro anos desde o trânsito em julgado da condenação, devendo ser observada a coisa julgada e o princípio da segurança jurídica. Precedentes.

4. Agravo regimental desprovido. (AgRg no HC n. 713.708/SP, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 29/3/2022, DJe de 4/4/2022). PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. WRIT IMPETRADO HÁ MAIS DE 04 (QUATRO) ANOS APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO DO DECRETO CONDENATÓRIO. PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECER O MANDAMUS. PEDIDO DE APLICAÇÃO DA MINORANTE PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS. INAPLICABILIDADE DE NOVEL ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL DO STJ. GUINADA INTERPRETATIVA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I - É assente nesta Corte Superior de Justiça que o agravo regimental deve trazer novos argumentos capazes de alterar o entendimento anteriormente firmado, sob pena de ser mantida a r. decisão vergastada pelos próprios fundamentos. II - Com efeito, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que mesmo as nulidades absolutas devem ser arguidas no momento oportuno, sob pena de preclusão. III - In casu, o acórdão impugnado foi julgado em 25/05/2019 sem que tenha sido interposto recurso pelas partes. O presente writ foi impetrado somente em 14/02/2024, isto é, mais de 04 anos após o trânsito em julgado. Desse modo, o mandamus não pode ser conhecido em decorrência da preclusão da matéria, devendo prevalecer a coisa julgada e o princípio da segurança

jurídica. IV - Ademais, o exame das alegações defensivas se mostra processualmente inviável, uma vez que transmuta o habeas corpus em sucedâneo de revisão criminal, configurando, assim, usurpação da competência do Tribunal de origem, nos termos do artigo 105, I, "e" da Constituição Federal. Precedentes. (..) VII - Desta feita, não é admissível a utilização de habeas corpus como a revisão criminal, a fim de aplicar retroativamente jurisprudência que se alterou após o trânsito em julgado do feito para o qual se pretende tal procedimento. Agravo regimental desprovido. (AgRg no HC n. 889.851/MT, relator Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em 15/4/2024, DJe de 19/4/2024). AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. RECEPTAÇÃO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELO TRIBUNAL A QUO. TRÂNSITO EM JULGADO. IMPOSSIBILIDADE DE DISCUSSÃO DA MATÉRIA, AVENTADA EM HABEAS CORPUS, APÓS O DECURSO DE 14 ANOS. PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA.

1. O conhecimento do habeas corpus, sem o pronunciamento definitivo do Tribunal a quo, traduz supressão de instância e, via de consequência, violação às regras constitucionais definidoras da competência dos tribunais superiores, estabelecidas numerus clausus na Constituição Federal.

2. Ademais, consoante se depreende das informações prestadas, o trânsito em julgado do acórdão objeto da presente insurgência deu-se em 1998, e a presente impetração somente aportou a esta Corte Superior em 2012, ou seja, 14 (quatorze) anos depois.

3. Esta Corte já sinalizou que "Os questionamentos expostos no presente mandamus se referem a ação penal iniciada no ano de 1999, cuja sentença condenatória transitou em julgado em 2004. Dessa forma, até mesmo eventual nulidade absoluta que possa ter-se verificado em tão longínqua data já não tem mais o condão de repercutir sobre a realidade processual dos autos, encontrando-se a alegação não apenas preclusa, mas, principalmente, acobertada pelo manto da coisa julgada. Princípio da segurança jurídica. Precedentes do STJ e do STF" (HC n. 368.217/MA, rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 2/5/2017, DJe 8/5/2017).

4. Agravo regimental improvido. (AgRg no HC n. 253.988/RJ, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 19/6/2018, DJe de 1/8/2018). No mesmo sentido, a jurisprudência da Suprema Corte: EMENTA Recurso Ordinário em habeas corpus. Direito Constitucional e Penal. Ausência de intimação de defensor dativo para a sessão de julgamento da apelação. Arguição posterior. Preclusão da matéria. Precedentes. Nulidade. Não ocorrência. Recurso ao qual se nega provimento.

1. Embora se reconheça a prerrogativa de intimação pessoal dos defensores dativos para as sessões de julgamento das apelações, incide na espécie a preclusão da questão, já que a referida nulidade somente foi arguida, em relação ao primeiro paciente, mais de 7 anos e 5 meses após o julgamento e, no tocante ao segundo paciente, mais de 2 anos e 9 meses após o julgamento. Precedentes.

2. Recurso não provido. (RHC 124110, Relator(a): MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 11-11-2020, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-035 DIVULG 24-02-2021 PUBLIC 25-02-2021) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. PEDIDO SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. AUSENTE QUADRO DE FLAGRANTE ILEGALIDADE.

1. O acórdão atacado encontra amparo em julgados desta SUPREMA CORTE, no sentido de que "A nulidade não suscitada no momento oportuno é impassível de ser arguida através de habeas corpus, no afã de superar a preclusão, sob pena de transformar o writ em sucedâneo da revisão criminal (Precedentes: HC 95.641/SP, Relator Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Julgamento em 2/6/2009; HC 95.641/SP, Relator Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Julgamento em 2/6/2009; HC 102.597/SP, Relator Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma; HC 96.777/BA, Relator Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, Julgamento em 21/9/2010)" (RHC 107758, Relator(a): LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 28/9/2011).

2. Agravo Regimental a que se nega provimento. (HC 210212 AgR, Relator(a): ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 02-03-2022, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-042 DIVULG 04-03-2022 PUBLIC 07-03-2022). Ademais, acerca da atenuante do art. 65, III, d do CP, o Tribunal de origem sequer se manifestou acerca da questão, de forma que a análise do tema, por esta Corte implica indevida supressão de instância. Por fim, a pretensão de desclassificação do delito de homicídio para infanticídio ou homicídio culposo demanda necessária incursão em matéria fático-probatória, o que se revela incabível na estreita via do habeas corpus. Como se não bastasse, como asseverado pelo representante do Parquet, tal restrição se impõe, sobretudo, em face da conclusão do tribunal de origem, que consignou que a condenação pelo Júri foi alicerçada em laudo pericial que comprovou a asfixia mecânica e que a defesa, durante a sessão de julgamento, não aventou a tese de desclassificação do homicídio doloso (fl. 48), o que inviabiliza a apreciação nesta instância (e-STJ fl. 93). Desse modo, não se vislumbra, no presente caso, flagrante constrangimento ilegal que autorize a concessão da ordem de ofício. Ante o exposto, verificada a preclusão do pedido aqui deduzido, com base no art. 34, XX, do Regimento Interno do STJ, não conheço do presente habeas corpus. Intimem-se.

EMENTA

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Authorities

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Cases, legislation, regulations, and constitutional provisions identified in the available record.

AgRg no HC n. 513.993/RJ

Case cited

AgRg no HC n. 475.293/RS

Case cited

AgRg no HC n. 499.838/SP

Case cited

AgRg no HC n. 426.703/SP

Case cited

AgRg no RHC n. 37.622/RN

Case cited

AgRg no HC n. 268.099/SP

Case cited

AgRg no HC n. 324.401/SP

Case cited

AgRg no HC n. 514.048/RS

Case cited

HC n. 320.818/SP

Case cited

STF, HC n. 113.890/SC

Case cited

AgRg no HC n. 879.254/SE

Case cited

AgRg no HC n. 713.708/SP

Case cited

RHC 97.329/SP

Case cited

AgRg no HC n. 889.851/MT

Case cited

AgRg no HC n. 253.988/RJ

Case cited

HC n. 368.217/MA

Case cited

RHC 124110

Case cited

HC 210212 AgR

Case cited

RHC 107758

Case cited

art. 121, § 2º, inciso III e §4º, do Código Penal

Legislation

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artigo 65, III, "d" do Código Penal

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

artigo 123 do Código Penal

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 5º, LXXVIII, da Constituição Federal

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

EC n. 45/2004

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 34, XX, do Regimento Interno do STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

artigo 105, I, "e" da Constituição Federal

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 416 do CPP

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

§ 4º do art. 33 da Lei de Drogas

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