Dosimetriadapena Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3dc00a7ccdbf40b16e0ce1
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- Judgment
- Jurisdiction
- Brazil
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- Superior Tribunal de Justiça
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- Embargos De Declaração / Decisão Sobre Embargos De Declaração
More details
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- Embargos De Declaração / Decisão Sobre Embargos De Declaração
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Professional case brief
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01
Holding and result
Rejeitaram-se os embargos por entender que a valoração negativa das consequências do crime na primeira fase da dosimetria foi devidamente fundamentada e mantida, preservando-se a pena-base e justificando-se o regime semiaberto pelo quantum da pena e pela circunstância judicial negativa, nos termos do art. 33, §§ 2º e 3º do Código Penal.
Court disposition
Rejeito os embargos de declaração.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
02
Material facts
Parties
RICARDINO MIGUEL MIRANDA NETO
EmbarganteAmounts and remedies
- Pena Base (anos): 7
- Pena Aplicada (anos): 3
- Pena Aplicada (meses): 10
- Pena Aplicada (dias): 6
03
Procedural history
Posture
Embargos De Declaração / Decisão Sobre Embargos De Declaração
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
Existência de circunstância judicial negativa (consequências do crime) na dosimetria da pena
- 02
Compatibilidade do regime inicial semiaberto com a pena aplicada
- 03
Alegada contradição na decisão monocrática quanto à manutenção do regime semiaberto
Party arguments
- Applicant
- O embargante alega contradição na decisão monocrática que manteve o regime inicial semiaberto em virtude de circunstância judicial desfavorável, a qual, contudo, inexistiria no presente caso.
- Respondent
- A decisão e o Tribunal a quo valorizaram negativamente as consequências do crime na primeira fase da dosimetria (agregando 1/6 à pena) com fundamento na agravamento da condição de pessoa com deficiência da vítima; a pena-base foi mantida e o regime semiaberto é justificado pelo quantum aplicado (3 anos, 10 meses e 6 dias) e pela circunstância judicial negativa, nos termos do art. 33, §§ 2º e 3º do Código Penal.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
sentença (fl. 316) e Tribunal a quo (fl. 378)
Circunstância judicial negativa (consequências do crime) pode influenciar a primeira fase da dosimetria da pena
- 02
art. 33, §§ 2º e 3º, Código Penal
Fixação do regime inicial com base no quantum da pena e em circunstâncias judiciais, nos termos do art. 33, §§ 2º e 3º do Código Penal
- 03
Estatuto da Pessoa com Deficiência (artigo 2º §1º, I e III)
Definição de pessoa com deficiência considerada na valoração das consequências do crime
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
Rejeitaram-se os embargos por entender que a valoração negativa das consequências do crime na primeira fase da dosimetria foi devidamente fundamentada e mantida, preservando-se a pena-base e justificando-se o regime semiaberto pelo quantum da pena e pela circunstância judicial negativa, nos termos do art. 33, §§ 2º e 3º do Código Penal.
Court disposition
Rejeito os embargos de declaração.
- Publique-se.
- Intimem-se.
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Superior Tribunal de Justiça
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Superior Tribunal de Justiça
Judgment
DECISÃO Trata-se de embargos de declaração interpostos por RICARDINO MIGUEL MIRANDA NETO contra decisão que conheceu parcialmente o recurso especial e, nessa extensão, deu parcial provimento para redimensionar a pena do recorrente (fls. 550-553). Em síntese, o embargante alega contradição na decisão monocrática que manteve o regime inicial semiaberto em virtude de circunstância judicial desfavorável, a qual, contudo, inexistiria no presente caso (fls. 560-563). É o relatório. DECIDO. Compulsando os autos, verifico que, na primeira fase da dosimetria da pena, a vetorial das consequências do crime foi valorada negativamente pelo magistrado sentenciante, conforme fl. 316: "Na primeira fase, aumento a pena em 1/6 por identificar que as consequências do crime para a vítima merecem resposta mais incisiva pelo Poder Judiciário. Com efeito, a vítima, em razão dos tiros recebidos, teve agravada a sua condição de pessoa com deficiência. A capacidade psicomotora da vítima, que já era comprometida em razão de braço esquerdo "seco", além da esquizofrenia, foi especialmente comprometida na medida em que um dos tiros atingiu o braço direito da vítima, isto é braço que, a teor do Estatuto da Pessoa com Deficiência (artigo 2º §1º, I e III) ainda lhe garantia certa função em relação a essa estrutura do corpo (membros superiores) e lhe compensava a limitação ao desempenho de atividades
cotidianas. Na primeira fase, portanto, fica a pena estabelecida em 7 (sete) anos de reclusão." A referida valoração foi mantida pelo Tribunal a quo, conforme fl. 378: "A controvérsia reside apenas quanto à pena fixada, que a meu ver, não comporta reparos. A pena-base foi acertadamente estabelecida em 1/6 acima do mínimo legal, em 07 anos de reclusão, com fundamento nas graves consequências do delito, que agravou a condição de pessoa com deficiência física, com problemas anteriores em seu braço esquerdo e foi alvejado em seu braço direito, o qual ainda lhe garantia certa função nos membros superiores e permitia o desempenho de atividades cotidianas que exigiam esta estrutura do corpo." No recurso especial, a pena-base foi mantida, conforme fl.
550. Desse modo, o regime semiaberto se justifica pelo quantum da pena aplicada - 3 (três) anos, 10 (dez) meses e 6 (seis) dias de reclusão - e pela circunstância judicial negativa (no caso, as consequências do crime), nos termos do art. 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal. Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. Publique-se. Intimem-se.
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