Brazil Judgment

Superior Tribunal de Justiça

Drogas Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3dc1da7ccdbf40b16ee120

On this page

Professional case brief

Research organized from the available case record

Source document

01

Holding and result

Conhecer do agravo para não conhecer do recurso especial porque a matéria envolve reexame de prova e não é possível, na via do recurso especial, desconstituir a conclusão da jurisdição ordinária acerca da dedicação do acusado à atividade criminosa, incidindo a Súmula 7/STJ.

Court disposition

Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial

Orders

  • Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
  • Publique-se.

02

Material facts

Parties

GUILHERME OLIVEIRA GONCALVES DAMASCENO

Agravante

Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Recorrido

03

Procedural history

  1. Posture

    Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo Para Decisão Sobre Recurso Especial Inadmitido

04

Questions and positions

Legal issues

Party arguments

Applicant
No recurso especial, a defesa apontou violação dos arts. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 e 33, § 2º, c, e 44, ambos do CP.
Respondent
O Tribunal a quo não reconheceu a causa de redução do art. 33, § 4º da Lei de Drogas por entender comprovada a dedicação do acusado a atividades criminosas (conhecido dos meios policiais, registro de ato infracional análogo, apreensão de quantidade considerável de maconha embalada para comércio, arma de fogo e munições), e o Ministério Público Federal opinou pelo conhecimento do agravo para não conhecer do recurso especial.

05

Court’s reasoning

  1. 01

    Súmula 7/STJ

    Vedação ao revolvimento do contexto fático-probatório na via do recurso especial (impossibilidade de reexame de provas)

  2. 02

    AgRg no HC n. 991.799/SC, Ministro Otávio de Almeida Toledo, Sexta Turma, DJEN 25/6/2025

    Não cabe desconstituir conclusão de dedicação a atividades criminosas quando valorada pela jurisdição ordinária

  3. 03

    Lei n. 11.343/2006

    Causa de redução de pena prevista no art. 33, § 4º

06

Ratio, limits and disposition

Ratio decidendi

Conhecer do agravo para não conhecer do recurso especial porque a matéria envolve reexame de prova e não é possível, na via do recurso especial, desconstituir a conclusão da jurisdição ordinária acerca da dedicação do acusado à atividade criminosa, incidindo a Súmula 7/STJ.

Court disposition

Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial

  • Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
  • Publique-se.

Source and reliance status

Superior Tribunal de Justiça

This page organises the available record for research. Confirm quotations, current status, and subsequent treatment against the official source before relying on the case.

Judgment reading view

Judgment text

The complete available source text.

Source document

Superior Tribunal de Justiça

Judgment

Judgment

DECISÃO Trata-se de agravo interposto por GUILHERME OLIVEIRA GONCALVES DAMASCENO contra a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que inadmitiu o recurso especial por ele apresentado contra o acórdão prolatado nos autos da Apelação Criminal n. 1.0000.23.192347-5/001. No recurso especial, a defesa apontou violação dos arts. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 e 33, § 2º, c, e 44, ambos do CP (fls. 539/544). Inadmitido o recurso na origem (fls. 554/557), subiram os autos ao Superior Tribunal de Justiça por meio do presente agravo (fls. 564/573). O Ministério Público Federal opinou pelo conhecimento do agravo para não se conhecer do recurso especial (fls. 593/600). É o relatório. O presente agravo em recurso especial deve ser conhecido, uma vez que reúne os requisitos intrínsecos e extrínsecos de admissibilidade. Do atento exame do acórdão hostilizado, observa-se que o Tribunal a quo não reconheceu o privilégio na terceira fase da dosimetria, por entender comprovada a dedicação do acusado a atividades criminosas, uma vez que ele já era conhecido dos meios policiais desde muito novo, existência de registro de ato infracional análogo e as circunstâncias da apreensão denotariam a habitualidade no comércio espúrio (apreensão de quantidade considerável de maconha devidamente embalada para comércio, arma de fogo e munições) - (fls. 500/501). Com efeito, não é

possível desconstituir a conclusão da Jurisdição ordinária quanto à dedicação do acusado à atividade criminosa e, por conseguinte, reconhecer a causa de redução de pena prevista no art. 33, § 4.º, da Lei de Drogas, notadamente por ser vedado, na presente via, revolver o contexto fático-probatório dos autos (AgRg no HC n. 991.799/SC, Ministro Otávio de Almeida Toledo (Desembargador Convocado do TJSP), Sexta Turma, DJEN 25/6/2025). É o caso, pois, de incidir a Súmula 7/STJ. Em face do exposto, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se.

EMENTA AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PENAL. PROCESSUAL PENAL. ARTS. 33, § 4º, DA LEI N. 11.343/2006 E 33, § 2º, C, E 44, AMBOS DO CP. DEDICAÇÃO A ATIVIDADES CRIMINOSAS. CONCLUSÃO INVERSA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 7/STJ. Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial.

Source wording is retained. Consult the source document for its original formatting and pagination.

Authorities

Authorities used by the court

Cases, legislation, regulations, and constitutional provisions identified in the available record.

AgRg no HC n. 991.799/SC, Ministro Otávio de Almeida Toledo, Sexta Turma, DJEN 25/6/2025

Case cited

Súmula 7/STJ

Case cited

Lei n. 11.343/2006, art. 33, § 4º

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código Penal, art. 33, § 2º, inciso c

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código Penal, art. 44

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Case-aware research

Ask AI about this case

The judgment and available research above are public. New questions open in a separate private conversation grounded in this case.

About this LexChat collection

This page organizes the available case record for research. Verify quotations, current status, and subsequent treatment against the source document. Corrections can be reported to hello@esheria.ai.

Legal information, not legal advice. Research summaries do not replace the judgment.