Indisponibilidadedebens Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3e25fe7ccdbf40b17c2bea
- Status
- Judgment
- Jurisdiction
- Brazil
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Posture
- Agravo / Decisão Colegiada Nego Provimento Ao Agravo Ministerial
More details
- Posture
- Agravo / Decisão Colegiada Nego Provimento Ao Agravo Ministerial
On this page
Professional case brief
Research organized from the available case record
01
Holding and result
Negou‑se provimento ao agravo ministerial porque o acórdão de origem assentou, entre seus fundamentos suficientes, que a Lei de Improbidade Administrativa não autoriza a indisponibilidade de bens em ação de ressarcimento que tramita nos termos da Lei nº 7.347/85, exigindo prova de dilapidação ou intenção de desfazer bens; esse fundamento não foi impugnado no recurso especial, atraindo a incidência da Súmula 283/STF, o que sustenta a manutenção da decisão recorrida.
Court disposition
nego provimento ao agravo ministerial
Orders
- Nego provimento ao agravo ministerial.
- Publique-se.
02
Material facts
Parties
Ministério Público do Estado de Mato Grosso
AgravanteTribunal de Justiça do mesmo ente federado
Recorrido03
Procedural history
Posture
Agravo / Decisão Colegiada Nego Provimento Ao Agravo Ministerial
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
Pode a Lei de Improbidade Administrativa embasar pedido de indisponibilidade de bens em ação de ressarcimento ao erário ajuizada na forma da Lei nº 7.347/85?
- 02
Há periculum in mora implícito em pedido de indisponibilidade de bens em ACP fundada na LIA?
- 03
Era cabível o relator, monocraticamente, suspender o cumprimento da decisão que decretou indisponibilidade de bens?
- 04
Incide a Súmula 283/STF quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e nem todos são objeto do recurso?
Party arguments
- Applicant
- O Ministério Público do Estado de Mato Grosso alega violação aos arts. 16 da Lei nº 8.429/92 e 995 do CPC/15, sustentando que, em ações civis públicas com esteio na Lei nº 8.429/92, o periculum in mora encontra-se implícito no comando legal, sendo pertinente o decreto de indisponibilidade de bens quando os fatos traduzem indícios de improbidade; aduz também que o relator não poderia, monocraticamente, suspender o cumprimento da decisão que decretara a indisponibilidade por ausência de risco de dano grave de difícil ou impossível reparação.
- Respondent
- O Tribunal de origem entendeu que a Lei de Improbidade Administrativa não pode embasar pedido de indisponibilidade de bens formulado em ação de ressarcimento ao erário que seguiu o rito comum da Lei nº 7.347/85, não se aplicando o preceito de perigo implícito, sendo necessária a comprovação de dilapidação patrimonial ou intenção de desfazer os bens; também suscitou-se, por não impugnação de fundamento suficiente, a aplicação da Súmula 283/STF.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
Acórdão do Tribunal de Justiça de origem
A Lei de Improbidade Administrativa não pode ser usada para embasar pedido de indisponibilidade de bens em ação de ressarcimento ao erário que seguiu o rito da Lei nº 7.347/85
- 02
Acórdão do Tribunal de Justiça de origem
É necessária a comprovação de dilapidação patrimonial ou de intenção de desfazer bens para decretar indisponibilidade em ACP sob o rito da Lei nº 7.347/85; o perigo implícito não é aplicável nesse contexto
- 03
Súmula 283/STF
É inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida se assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (Súmula 283/STF)
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
Negou‑se provimento ao agravo ministerial porque o acórdão de origem assentou, entre seus fundamentos suficientes, que a Lei de Improbidade Administrativa não autoriza a indisponibilidade de bens em ação de ressarcimento que tramita nos termos da Lei nº 7.347/85, exigindo prova de dilapidação ou intenção de desfazer bens; esse fundamento não foi impugnado no recurso especial, atraindo a incidência da Súmula 283/STF, o que sustenta a manutenção da decisão recorrida.
Obiter and limits
- Parecer do Subprocurador-Geral da República Aurélio Virgílio Veiga Rios opinou pelo conhecimento do agravo e provimento do recurso especial (fls. 463/469).
- Jurisprudência citada: AgRg no REsp 1.326.913/MG, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe 4/2/2013; EDcl no AREsp 36.318/PA, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 9/3/2012.
Court disposition
nego provimento ao agravo ministerial
- Nego provimento ao agravo ministerial.
- Publique-se.
Source and reliance status
Superior Tribunal de Justiça
This page organises the available record for research. Confirm quotations, current status, and subsequent treatment against the official source before relying on the case.
Judgment reading view
Judgment text
The complete available source text.
Superior Tribunal de Justiça
Judgment
DECISÃO Trata-se de agravo interposto contra decisão que não admitiu recurso especial, este manejado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, com fundamento no art. 105, III, a, da CF, desafiando acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do mesmo ente federado, cuja ementa ficou assim redigida (fls. 322/323): AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO CIVIL PÚBLICA AUTÔNOMA DE RESSARCIMENTO AO ERÁRIO - LEI Nº 7.347/85 - INDISPONIBILIDADE DE BENS - AUSÊNCIA DE FUNDAMENTOS PARA JUSTIFICAR A MEDIDA - IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DA REGRA ESTABELECIDA NA LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - OBSERVÂNCIA DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL E DO ARTIGO 12 DA LEI Nº 7347/85 - NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO PERICULUM IN MORA - INAPLICABILIDADE DO PRECEITO DE PERIGO IMPLÍCITO - NÃO EVIDENCIADA A DILAPIDAÇÃO PATRIMONAL - MEDIDA CONSTRITIVA AFASTADA -RECURSO PROVIDO. A Lei de Improbidade Administrativa (LIA) não pode ser usada para embasar pedido de indisponibilidade de bens formulado em ação de ressarcimento de danos ao erário que seguiu o rito comum da Lei nº 7.347/85 (Ação Civil Pública), de forma que não se aplica o preceito de perigo implícito, sendo necessária a comprovação de dilapidação patrimonial ou intenção de desfazimento dos bens. Nas razões do especial, o Parquet agravante aponta violação aos arts. 16 da Lei nº 8.429/92 e 995 do CPC/15. Sustenta, em síntese, que: (I) "nas hipóteses
debatidas em sede de ação civil pública com esteio na Lei n. 8429/92, o periculum in mora encontra-se implícito no comando legal, portanto pertinente o decreto de indisponibilidade de bens quando os fatos traduzem indícios de improbidade" (fl. 348); (II) o relator do caso na corte de origem não poderia, monocraticamente, suspender o cumprimento da decisão que decretara a indisponibilidade de bens, por estar ausente orisco de dano grave de difícil ou impossível reparação. Recebidos os autos nesta Corte, o Ministério Público Federal, em parecer de lavra do Subprocurador-Geral da República Aurélio Virgílio Veiga Rios, opinou "pelo conhecimento do agravo e provimento do recurso especial" (fls. 463/469). É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. Na espécie, o Tribunal de origem, ao reformar a decisão do juízo de primeiro grau, assim se pronunciou (trechodo voto condutor do acórdão recorrido, às fls. 165/166): .. Com efeito, é assente na jurisprudência que a Lei de Improbidade Administrativa (LIA) não pode ser usada para embasar pedido de indisponibilidade de bens formulado em ação de ressarcimento de danos ao erário que seguiu o rito comum da Lei nº 7.347/85 (Ação Civil Pública), de forma que não se aplica o preceito de perigo implícito, sendo necessária a comprovação de dilapidação patrimonial ou que a Agravante teria a intenção de se desfazer de seus bens. .. Ora, essefundamento,
suficienteà manutenção do acórdão recorrido, não foram impugnados nas razões do recurso especial, o que faz atrair a incidência da Súmula 283/STF ("É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida se assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles."). A respeito do tema: AgRg no REsp 1.326.913/MG, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe 4/2/2013; EDcl no AREsp 36.318/PA, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 9/3/2012. ANTE O EXPOSTO, nego provimento ao agravo ministerial. Publique-se.
Case-aware research
Ask AI about this case
The judgment and available research above are public. New questions open in a separate private conversation grounded in this case.