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Superior Tribunal de Justiça

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01

Holding and result

O recurso especial não foi conhecido porque a recorrente não demonstrou de forma precisa a violação ao art. 485, VI, do CPC/2015 nem mostrou que tal dispositivo possui comando normativo capaz de impugnar os fundamentos do acórdão recorrido; ademais, não atacou o fundamento autônomo e suficiente do tribunal de origem sobre a existência de interesse de agir, autorizando, por analogia, a aplicação das Súmulas n. 283 e 284 do STF e o não conhecimento do recurso nos termos do art. 932 do CPC/2015 e do Regimento Interno do STJ.

Court disposition

NÃO CONHEÇO do Recurso Especial

Orders

  • Não conheço do Recurso Especial.
  • Publique-se e intimem-se.

02

Material facts

Parties

FAZENDA NACIONAL

Recorrente

Espólio

Recorrido

03

Procedural history

  1. Posture

    Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento

04

Questions and positions

Legal issues

Party arguments

Applicant
A Fazenda Nacional alega ofensa ao art. 485, VI, do CPC/2015, defendendo a falta de interesse processual e pretende o conhecimento do recurso especial.
Respondent
O Espólio, em contrarrazões, sustenta que o Tribunal a quo corretamente concluiu pela existência de interesse de agir e que a fundamentação suficiente do acórdão recorrido não foi impugnada, de modo que o recurso não combateu os fundamentos necessários para sua reforma.

05

Court’s reasoning

  1. 01

    Plenário do STJ, sessão de 09.03.2016

    Regime recursal determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado (aplicação do CPC/2015)

  2. 02

    art. 932, III, IV e V, CPC/2015; arts. 34, XVIII, b e c, e 255, I e II, do Regimento Interno do STJ

    Faculdades do Relator para não conhecer, negar ou dar provimento a recurso nos termos do art. 932 do CPC/2015 e do Regimento Interno

  3. 03

    Súmula n. 284 do STF (aplicada por analogia) e jurisprudência do STJ

    Inadmissibilidade do recurso quando o dispositivo apontado como violado não possui comando normativo apto a infirmar o acórdão recorrido

  4. 04

    Súmula n. 283 do STF (aplicada por analogia) e jurisprudência do STJ

    Inadmissibilidade do recurso que não impugna fundamento autônomo e suficiente do acórdão recorrido

  5. 05

    Art. 85 do CPC/2015 e enunciados administrativos do Plenário do STJ de 09.03.2016

    Aplicação das novas regras de honorários do art. 85 do CPC/2015 apenas aos recursos sujeitos ao novo regime e condições para fixação de honorários recursais

06

Ratio, limits and disposition

Ratio decidendi

O recurso especial não foi conhecido porque a recorrente não demonstrou de forma precisa a violação ao art. 485, VI, do CPC/2015 nem mostrou que tal dispositivo possui comando normativo capaz de impugnar os fundamentos do acórdão recorrido; ademais, não atacou o fundamento autônomo e suficiente do tribunal de origem sobre a existência de interesse de agir, autorizando, por analogia, a aplicação das Súmulas n. 283 e 284 do STF e o não conhecimento do recurso nos termos do art. 932 do CPC/2015 e do Regimento Interno do STJ.

Obiter and limits

  • As novas regras relativas aos honorários advocatícios previstas no art. 85 do CPC/2015 aplicam-se apenas aos recursos sujeitos ao novo regime e nas hipóteses indicadas no enunciado do Plenário de 09.03.2016.
  • A fixação de honorários recursais, em favor do patrono da parte recorrida, limita-se às hipóteses de não conhecimento ou improvimento do recurso e depende da existência de verba honorária imposta nas instâncias ordinárias.

Court disposition

NÃO CONHEÇO do Recurso Especial

  • Não conheço do Recurso Especial.
  • Publique-se e intimem-se.

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DECISÃO Vistos. Trata-se de Recurso Especial interposto pela FAZENDA NACIONALcontra acórdão prolatado, por unanimidade, pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, assim ementado (fl. 235e): PROCESSUAL CIVIL. INTERESSE DE AGIR. AÇÃO DECLARATÓRIA. EXECUÇÃO FISCAL EXTINTA. PROPOSITURA DE NOVA EXECUÇÃO FISCAL COM A MESMA FINALIDADE.SUBSISTÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR EM RELAÇÃO À DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA. RETORNO DOS AUTOS À VARA DE ORIGEM.

1. Apelação interposta pelo Espólio em face de sentença que extinguiu, sem resolução de mérito, porfalta de interesse de agir, a Ação ajuizada com o fito de obter o reconhecimento de inexistência de relação jurídica quanto a cobrança do crédito tributário perseguido na Execução Fiscal nº 0002854-13.2015.4.05.8100.

2. Verifica-se que a sentença extinguiu o feito ao entendimento de que a Execução Fiscal originária foiextinta, o que acarretou a perda de objeto da presente ação.

3. Ocorreu que a sentença proferida na Execução Fiscal foi posteriormente modificada em sede deEmbargos de Declaração, para registrar que a Fazenda Nacional apenas reconheceu o pedido após a oposição de Exceção de Pré-Executividade, que culminou com a exclusão do débito em face do "de cujus" e a inscrição em nome do Espólio.

4. A própria Fazenda noticiou que realizou nova inscrição em Dívida Ativa em relação à Taxa de Ocupação e ajuizou nova Execução Fiscal.

5. Apesar de a Execução Fiscal originária ter sido extinta, observa-se que a causa de pedir consistiu nadeclaração de inexistência de relação jurídica quanto à cobrança de Taxa de Ocupação, motivo pelo qual, mesmo que a Execução Fiscal originária tenha sido extinta, outra foi ajuizada com o mesmo propósito, o de cobrar dívida ativa relativa à Taxa de Ocupação, agora com a inclusão do Espólio, ora Apelante, no polo passivo da ação executiva. 6. É patente, portanto, a presença do interesse de agir consubstanciado na necessidade de o Espólio vir aJuízo pleitear decisão judicial que lhe assegure a declaração de inexistência de relação jurídica em relação à Taxa de ocupação do imóvel apontado na inicial.

7. Não estando a causa madura para julgamento, devem os autos retornar à Instância de origem para queseja dado regular seguimento ao feito até os seus ulteriores termos. Apelação provida. Com amparo no art. 105, III, a, da Constituição da República, a Recorrente aponta ofensa ao art. 485, VI, defendendo, em síntese, a falta de interesse processual. Com contrarrazões, o recurso foi admitido. Feito breve relato, decido. Por primeiro, consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, in casu, aplica-se o Código de Processo Civil de 2015. Nos termos do art. 932, III, IV e V, do Código de Processo Civil de 2015, combinados com os arts. 34, XVIII, b e c, e 255, I e II, do Regimento Interno desta Corte, o Relator está autorizado, por meio de decisão monocrática, respectivamente, a: i) não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ii) negar provimento a recurso ou pedido contrário à tese fixada em julgamento de recurso repetitivo ou de repercussão geral (arts. 1.036 a 1.041), a entendimento firmado em incidente de assunção de competência (art. 947), à súmula do Supremo Tribunal Federal ou desta Corte ou, ainda, à jurisprudência dominante acerca do tema, consoante

Enunciado da Súmula n. 568/STJ; e iii) dar provimento a recurso se o acórdão recorrido for contrário à tese fixada em julgamento de recurso repetitivo ou de repercussão geral (arts. 1.036 a 1.041), a entendimento firmado em incidente de assunção de competência (art. 947), à súmula do Supremo Tribunal Federal ou desta Corte ou, ainda, à jurisprudência dominante acerca do tema, consoante Enunciado da Súmula n. 568/STJ: "O Relator, monocraticamente e no Superior Tribunal de Justiça, poderá dar ou negar provimento ao recurso quando houver entendimento dominante acerca do tema". Inicialmente, verifico a ausência de demonstração precisa de como a alegada violação aos arts. 485,VI, do CPC/2015 teria ocorrido, o que impede o conhecimento do recurso especial. Ademais, tal dispositivo não possui comando normativo a embasar a tese recursal. É firme o posicionamento desta Corte segundo o qual se revela incabível conhecer do recurso especial quando o dispositivo de lei federal tido por violado não possui comando normativo capaz de impugnar os fundamentos do acórdão recorrido, incidindo, por analogia, a orientação contida na Súmula n. 284, do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Nesse sentido, os seguintes precedentes: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO.

CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PESSOA JURÍDICA. QUALIFICAÇÃO COMO AGROINDÚSTRIA. ART. 489 DO CPC/2015. VIOLAÇÃO. INEXISTÊNCIA. REENQUADRAMENTO DA EMPRESA. EXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. CONSULTA. FISCALIZAÇÃO IN LOCO. SITUAÇÃO FÁTICA DIVERSA. SÚMULA 284 DO STF. INCIDÊNCIA. LANÇAMENTO FISCAL. MULTA ISOLADA E DE OFÍCIO. RETROATIVIDADE DA LEGISLAÇÃO MAIS BENÉFICA. SÚMULA 283 DO STF. CARÁTER CONFISCATÓRIO. DIVERGÊNCIA NÃO DEMONSTRADA. SIMILITUDE FÁTICA ENTRE OS JULGADOS CONFRONTADOS. AUSÊNCIA. HONORÁRIOS RECURSAIS. CABIMENTO. ..

4. O art. 100 do CTN não possui comando normativo suficiente para infirmar o entendimento da Corte Regional de que as soluções de consulta não vinculam o Fisco na hipótese da ocorrência de fiscalização tributária in loco, na qual se verifica situação fática diversa daquela apresentada pelo consulente, incidindo no ponto o óbice da Súmula 284 do STF. .. (AgInt nos EDcl no AREsp 1.343.527/RS, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 19/11/2019, DJe 03/12/2019). TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO A EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. SEGURANÇA CONCEDIDA, COM LIMITAÇÃO TEMPORAL DOS EFEITOS DO JULGADO A 31/12/2014, EM FACE DA LEI 12.973/2014. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 1.039, CAPUT, E 1.040, III, DO CPC/2015. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. ART. 1.025 DO CPC/2015. INAPLICABILIDADE, NO CASO. DISPOSITIVOS PROCESSUAIS APONTADOS QUE, ADEMAIS, NÃO POSSUEM COMANDO NORMATIVO APTO A SUSTENTAR A TESE DA RECORRENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284/STF, POR ANALOGIA. IMPOSSIBILIDADE, AINDA, DE ANÁLISE, EM RECURSO ESPECIAL, DA ADEQUAÇÃO DA DECISÃO PROFERIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, EM JUÍZO DE RETRATAÇÃO, COM A TESE FIRMADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA, SOB PENA DE ANÁLISE, POR VIA REFLEXA, DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL.

PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. .. VII. De todo modo, em relação à alegada violação aos arts. 1.039, caput, e 1.040, III, do CPC/2015, os referidos dispositivos legais não possuem comando normativo apto a infirmar a conclusão, tal como posta no acórdão recorrido, em relação à limitação temporal dos efeitos do julgado a 31/12/2014, de forma a atrair, no ponto, a aplicação analógica da Súmula 284/STF ("É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia"). .. (AgInt no AREsp 1.510.210/SC, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA TURMA, julgado em 21/11/2019, DJe 29/11/2019). Outrossim, o tribunal de origem ao concluir pela existência do interesse processual, assentou (fls. 234e): Apesar de a Execução Fiscal originária ter sido extinta, observa-se que a causa de pedir consistiu na declaração de inexistência de relação jurídica quanto à cobrança de Taxa de Ocupação, motivo pelo qual, mesmo que a Execução Fiscal originária tenha sido extinta, outra foi ajuizada com o mesmo propósito, o de cobrar dívida ativa relativa à Taxa de Ocupação, agora com a inclusão do Espólio, ora Apelante, no polo passivo da ação executiva. É patente, portanto, a presença do interesse de agir consubstanciado na necessidade de vir a Juízo pleitear decisão judicial que assegure ao Espólio a declaração de inexistência de

relação jurídica em relação à Taxa de ocupação do imóvel apontado na inicial. Não estando a causa madura para julgamento, devem os autos retornar à Instância de origem para que seja dado regular seguimento ao feito até os seus ulteriores termos. Nas razões do Recurso Especial, tal fundamentação não foi refutada, repercutindo na inadmissibilidade do recurso, visto que esta Corte tem firme posicionamento segundo o qual a falta de combate a fundamento suficiente para manter o acórdão recorrido justifica a aplicação, por analogia, da Súmula n. 283 do Colendo Supremo Tribunal Federal: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles". Nessa linha, destaco os seguintes julgados de ambas as Turmas que compõem a 1ª Seção desta Corte: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. OCUPAÇÃO DE TERRA PÚBLICA. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. DEMOLIÇÃO DE CONSTRUÇÃO. OMISSÃO NÃO CARACTERIZADA. INTERPRETAÇÃO DE LEI LOCAL. SÚMULA N. 280 DO STF. ACÓRDÃO A QUO QUE CONCLUI, COM BASE NOS FATOS E PROVAS DOS AUTOS, PELA IRREGULARIDADE DA EDIFICAÇÃO. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7 DO STJ. FUNDAMENTO AUTÔNOMO INATACADO. SÚMULA N. 283 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO À LEI FEDERAL. DISPOSITIVOS NÃO INDICADOS. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA N. 284 DO STF. (..) 4. A argumentação do recurso especial não atacou o fundamento autônomo e suficiente empregado pelo acórdão recorrido para decidir que o Código de Edificações do Distrito Federal autoriza à Administração Pública, no exercício regular do poder de polícia, determinar a demolição de obra irregular, inserida em área pública e de preservação permanente. Incide, no ponto, a Súmula 283/STF.

5. Revelam-se deficientes as razões do recurso especial quando o recorrente limita-se a tecer alegações genéricas, sem, contudo, apontar especificamente qual dispositivo de lei federal foi contrariado pelo Tribunal a quo, fazendo incidir a Súmula 284 do STF.

6. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp 438526/DF, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 05/08/2014, DJe 08/08/2014); ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. FASE DE EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONDENATÓRIA POR ATO DE IMPROBIDADE. BENS IMÓVEIS PENHORADOS, LEVADOS A HASTA PÚBLICA E ARREMATADOS. SUPERVENIÊNCIA DE DECISÃO EM AÇÃO RESCISÓRIA, RESCINDINDO O ACÓRDÃO CONDENATÓRIO. PRETENSÃO DE ANULAÇÃO DAS ARREMATAÇÕES. NECESSIDADE DE AÇÃO PRÓPRIA. IMÓVEIS QUE TERIAM SIDO ARREMATADOS POR PREÇO VIL. INDENIZAÇÃO QUE DEVE SER BUSCADA EM AÇÃO PRÓPRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO CUJOS FUNDAMENTOS NÃO SÃO IMPUGNADOS PELAS TESES DO RECORRENTE. SÚMULA N. 283 DO STF. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. (..) 4. Com relação aos demais pontos arguidos pelo recorrente, forçoso reconhecer que o recurso especial não merece conhecimento, porquanto, além da ausência de prequestionamento das teses que suscita (violação dos artigos 687, 698 do CPC e 166, inciso IV, e 1.228 do Código Civil) (Súmula n. 211 do STJ), tem-se que as razões recursais não impugnam, especificamente, os fundamentos do acórdão recorrido, o que atrai o entendimento da Súmula n. 283 do STF.

5. Não sendo possível o retorno ao status quo ante, deve o prejudicado pedir indenização por meio de ação própria, caso entenda que aquela arbitrada pelo juízo da execução é insuficiente para recompor sua indevida perda patrimonial. Recurso especial não conhecido. (REsp 1407870/PR, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 12/08/2014, DJe 19/08/2014). Por fim, no que tange aos honorários advocatícios, da conjugação dos enunciados administrativos ns. 3 e 7, editados em 09.03.2016 pelo Plenário desta Corte, depreende-se que as novas regras relativas ao tema, previstas no art. 85 do Código de Processo Civil de 2015, serão aplicadas apenas aos recursos sujeitos à novel legislação, tanto nas hipóteses em que o novo julgamento da lide gerar a necessidade de fixação ou modificação dos ônus da sucumbência anteriormente distribuídos, quanto em relação aos honorários recursais (§ 11). Ademais, vislumbrando o nítido propósito de desestimular a interposição de recurso infundado pela parte vencida, entendo que a fixação de honorários recursais, em favor do patrono da parte recorrida, está adstrita às hipóteses de não conhecimento ou improvimento do recurso. Quanto ao momento em que deva ocorrer o arbitramento dos honorários recursais (art. 85, § 11, do CPC/15), afigura-se-me acertado o entendimento segundo o qual incidem apenas quando esta Corte julga, pela vez primeira, o

recurso, sujeito ao Código de Processo Civil de 2015, que inaugure o grau recursal, revelando-se indevida sua fixação em agravo interno e embargos de declaração. Registre-se que a possibilidade de fixação de honorários recursais está condicionada à existência de imposição de verba honorária pelas instâncias ordinárias, revelando-se vedada aquela quando esta não houver sido imposta. Posto isso, com fundamento no art. 932, III, IV, do Código de Processo Civil e art. 34, XVIII, a e b, do Regimento Interno desta Corte, NÃO CONHEÇO doRecurso Especial. Publique-se e intimem-se.

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Authorities

Authorities used by the court

Cases, legislation, regulations, and constitutional provisions identified in the available record.

AgInt nos EDcl no AREsp 1.343.527/RS, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 19/11/2019, DJe 03/12/2019

Case cited

AgInt no AREsp 1.510.210/SC, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA TURMA, julgado em 21/11/2019, DJe 29/11/2019

Case cited

AgRg no AREsp 438526/DF, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 05/08/2014, DJe 08/08/2014

Case cited

REsp 1407870/PR, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 12/08/2014, DJe 19/08/2014

Case cited

art. 105, III, a, da Constituição da República

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 485, VI, do Código de Processo Civil de 2015

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código de Processo Civil de 2015

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 932, III, IV e V, do CPC/2015

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

arts. 34, XVIII, b e c, e 255, I e II, do Regimento Interno do STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 85, § 11, do CPC/2015

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Súmula n. 284/STF

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Súmula n. 283/STF

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

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