Jurosdemora Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3d7e4e7ccdbf40b1494cea
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- Superior Tribunal de Justiça
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Professional case brief
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01
Holding and result
O Tribunal deu parcial provimento ao recurso especial para determinar que os juros de mora sejam calculados nos termos do precedente firmado em sede de recurso especial repetitivo, mantendo-se as demais determinações do acórdão recorrido, reconhecendo que o art. 1º-F da Lei 9.494/97 não se aplica para fins de correção monetária às condenações impostas à Fazenda Pública e preservando eventual coisa julgada.
Court disposition
recurso especial parcialmente provido
Orders
- Dou parcialmente provimento ao recurso especial.
- Determinado que os juros de mora sejam calculados nos termos do precedente firmado em sede de recurso especial repetitivo.
- Publique-se. Intimem-se.
02
Material facts
Amounts and remedies
- Juros De Mora Anual Fixado Em Acórdão: % ao ano 6
- Juros De Mora Mensal (até Julho/2001): % ao mês 1
- Juros De Mora Mensal (agosto/2001 a Junho/2009): % ao mês 0.5
- Acréscimo Sobre Hora Normal Reconhecido No Acórdão De Origem: % 50
- Jornada Semanal Contratada Mencionada No Acórdão De Origem: horas 20
- Prescrição Quinquenal Mencionada: anos 5
03
Procedural history
Posture
Recurso Especial / Julgamento
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
Aplicabilidade do art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação da Lei 11.960/2009) às condenações impostas à Fazenda Pública
- 02
Índices e parâmetros aplicáveis à correção monetária e aos juros de mora em condenações contra a Fazenda Pública, especialmente referentes a servidores públicos
- 03
Adequação do cálculo dos juros de mora aos precedentes repetitivos do STJ
Party arguments
- Applicant
- O recorrente alega ofensa ao art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pela Lei 11.960/2009), sustentando que o dispositivo prevê a incidência dos índices oficiais de remuneração básica e juros aplicados à caderneta de poupança nas condenações impostas à Fazenda Pública.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
acórdão/STJ
O art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pela Lei 11.960/2009) não é aplicável para fins de correção monetária nas condenações impostas à Fazenda Pública.
- 02
acórdão/STJ
Para condenações referentes a servidores e empregados públicos aplicam-se, conforme período, encargos específicos: (a) até julho/2001: juros de mora de 1% ao mês (capitalização simples) e correção pelos índices do Manual de Cálculos da Justiça Federal; (b) agosto/2001 a junho/2009: juros de mora de 0,5% ao mês e correção pelo IPCA-E; (c) a partir de julho/2009: juros de mora segundo a remuneração da caderneta de poupança e correção pelo IPCA-E.
- 03
Enunciado Administrativo n.3/STJ
Recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 exigem os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC, conforme Enunciado Administrativo n.3/STJ.
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
O Tribunal deu parcial provimento ao recurso especial para determinar que os juros de mora sejam calculados nos termos do precedente firmado em sede de recurso especial repetitivo, mantendo-se as demais determinações do acórdão recorrido, reconhecendo que o art. 1º-F da Lei 9.494/97 não se aplica para fins de correção monetária às condenações impostas à Fazenda Pública e preservando eventual coisa julgada.
Obiter and limits
- Não cabe modulação dos efeitos da decisão quando não ocorreu expedição ou pagamento de precatório.
- Índices e encargos aplicáveis variam conforme a natureza da condenação (administrativa geral, previdenciária, tributária, desapropriações).
- A aplicação de índices como INPC ou IPCA-E é legítima enquanto tais índices refletirem o fenômeno inflacionário.
Court disposition
recurso especial parcialmente provido
- Dou parcialmente provimento ao recurso especial.
- Determinado que os juros de mora sejam calculados nos termos do precedente firmado em sede de recurso especial repetitivo.
- Publique-se. Intimem-se.
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Superior Tribunal de Justiça
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Superior Tribunal de Justiça
Judgment
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná cuja ementa é a seguinte: DIREITO ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO CONHECIDO DE OFÍCIO.
2. AÇÃO DE COBRANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. PROFESSOR DA REDE ESTADUAL DE ENSINO. CONTRATO PARA JORNADA DE 20 HORAS SEMANAIS. AULAS EXTRAS. REQUERIMENTO PARA PAGAMENTO COMO HORAS EXTRAS.
3. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA.
4. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. DECRETO Nº20.910/32. PRESTAÇÃO DE TRATO SUCESSIVO. SÚMULA Nº 85/STJ.
5. AULAS EXTRAORDINÁRIAS. PAGAMENTO COMO HORAS NORMAIS. INADMISSIBILIDADE.
6. TRABALHO REALIZADO ALÉM DA JORNADA SEMANAL CONTRATADA, QUE SE CONFIGURA COMO HORA EXTRA. ACRÉSCIMO DE 50% SOBRE O VALOR DA HORA NORMAL.
7. DIFERENÇA DEVIDA, COM OS REFLEXOS LEGAIS. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO. Os embargos de declaração opostos foram acolhidos com efeitos infringentes, determinando a Corte de origem que"o valor da condenação deve ser atualizado monetariamente com base no IPCA (conforme já decidido no acórdão) e sofrer a incidência de juros moratórios à razão de 6% ao ano, a partir da citação, tudo nos termos do artigo 1º-F da Lei 9.494/97, com redação da Lei 11.960/09". No recurso especial, interposto com base naalíneaado permissivo constitucional, o recorrente aponta ofensa ao art. 1º-F da Lei n. 9.494/97, com redação dada pelo art. 5º da Lei n. 11.960/2009, alegando, em síntese, que"o dispositivo legal prevê que nas condenações impostas à Fazenda Pública, independentemente de sua natureza, para fins de atualização monetária e compensação da mora haverá a incidência dos índices oficiais de remuneração básica e juros aplicados à caderneta de poupança.". Intimada para apresentar contrarrazões, a recorrida quedou-se inerte. O recurso foi admitido pelo Tribunal de origem. É o relatório. Passo a decidir. Inicialmente, cumpre esclarecer que o presente recurso submete-se à regra prevista no Enunciado Administrativo n. 3/STJ, in verbis: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de
admissibilidade recursal na forma do novo CPC". Na espécie, a Corte de origem, em juízo de adequação, modificou o acórdão anteriormente prolatado para determinar que a aplicação da correção monetária se dê nos seguintes termos: "(..) até julho/2001: juros de mora: 1% ao mês (capitalização simples);correção monetária: índices previstos no Manual de Cálculos da Justiça Federal, com destaque para a incidência do IPCA-E a partir de janeiro/2001; (b) agosto/2001 a junho/2009: juros de mora: 0,5% ao mês; correção monetária: IPCA-E; (c) a partir de julho/2009: juros de mora: remuneração oficial da caderneta de poupança; correção monetária: IPCA-E". Contudo, não há indicação expressa no julgado de que houve alteração do índice de juros de mora fixados em 6% ao ano, em dissonância com a orientação que foi pacificada no julgamento do Tema 905. Com efeito,as condenações judiciais referentes a servidores e empregados públicos, sujeitam-se aos seguintes encargos: (a) até julho/2001: juros de mora: 1% ao mês (capitalização simples); correção monetária: índices previstos no Manual de Cálculos da Justiça Federal, com destaque para a incidência do IPCA-E a partir de janeiro/2001; (b) agosto/2001 a junho/2009: juros de mora: 0,5% ao mês; correção monetária: IPCA-E; (c) a partir de julho/2009: juros de mora: remuneração oficial da caderneta de poupança; correção monetária: IPCA-E. Confira-se: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. SUBMISSÃO À REGRA PREVISTA NO ENUNCIADO ADMINISTRATIVO 02/STJ. DISCUSSÃO SOBRE A APLICAÇÃO DO ART. 1º-F DA LEI 9.494/97 (COM REDAÇÃO DADA PELA LEI 11.960/2009) ÀS CONDENAÇÕES IMPOSTAS À FAZENDA PÚBLICA. CASO CONCRETO QUE É RELATIVO A CONDENAÇÃO JUDICIAL DE NATUREZA ADMINISTRATIVA EM GERAL (RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO). TESES JURÍDICAS FIXADAS.
1. Correção monetária: o art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pela Lei 11.960/2009), para fins de correção monetária, não é aplicável nas condenações judiciais impostas à Fazenda Pública, independentemente de sua natureza. 1.1 Impossibilidade de fixação apriorística da taxa de correção monetária. No presente julgamento, o estabelecimento de índices que devem ser aplicados a título de correção monetária não implica pré-fixação (ou fixação apriorística) de taxa de atualização monetária. Do contrário, a decisão baseia-se em índices que, atualmente, refletem a correção monetária ocorrida no período correspondente. Nesse contexto, em relação às situações futuras, a aplicação dos índices em comento, sobretudo o INPC e o IPCA-E, é legítima enquanto tais índices sejam capazes de captar o fenômeno inflacionário. 1.2 Não cabimento de modulação dos efeitos da decisão. A modulação dos efeitos da decisão que declarou inconstitucional a atualização monetária dos débitos da Fazenda Pública com base no índice oficial de remuneração da caderneta de poupança, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, objetivou reconhecer a validade dos precatórios expedidos ou pagos até 25 de março de 2015, impedindo, desse modo, a rediscussão do débito baseada na aplicação de índices diversos. Assim, mostra-se descabida a modulação em relação aos casos em que não ocorreu expedição ou pagamento de precatório.
2. Juros de mora: o art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pela Lei 11.960/2009), na parte em que estabelece a incidência de juros de mora nos débitos da Fazenda Pública com base no índice oficial de remuneração da caderneta de poupança, aplica-se às condenações impostas à Fazenda Pública, excepcionadas as condenações oriundas de relação jurídico-tributária. 3. Índices aplicáveis a depender da natureza da condenação. 3.1 Condenações judiciais de natureza administrativa em geral. As condenações judiciais de natureza administrativa em geral, sujeitam-se aos seguintes encargos: (a) até dezembro/2002: juros de mora de 0,5% ao mês; correção monetária de acordo com os índices previstos no Manual de Cálculos da Justiça Federal, com destaque para a incidência do IPCA-E a partir de janeiro/2001; (b) no período posterior à vigência do CC/2002 e anterior à vigência da Lei 11.960/2009: juros de mora correspondentes à taxa Selic, vedada a cumulação com qualquer outro índice; (c) período posterior à vigência da Lei 11.960/2009: juros de mora segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança; correção monetária com base no IPCA-E. 3.1.1 Condenações judiciais referentes a servidores e empregados públicos. As condenações judiciais referentes a servidores e empregados públicos, sujeitam-se aos seguintes encargos: (a) até julho/2001: juros de mora: 1% ao mês (capitalização simples);
correção monetária: índices previstos no Manual de Cálculos da Justiça Federal, com destaque para a incidência do IPCA-E a partir de janeiro/2001; (b) agosto/2001 a junho/2009: juros de mora: 0,5% ao mês; correção monetária: IPCA-E; (c) a partir de julho/2009: juros de mora: remuneração oficial da caderneta de poupança; correção monetária: IPCA-E. 3.1.2 Condenações judiciais referentes a desapropriações diretas e indiretas. No âmbito das condenações judiciais referentes a desapropriações diretas e indiretas existem regras específicas, no que concerne aos juros moratórios e compensatórios, razão pela qual não se justifica a incidência do art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pela Lei 11.960/2009), nem para compensação da mora nem para remuneração do capital. 3.2 Condenações judiciais de natureza previdenciária. As condenações impostas à Fazenda Pública de natureza previdenciária sujeitam-se à incidência do INPC, para fins de correção monetária, no que se refere ao período posterior à vigência da Lei 11.430/2006, que incluiu o art. 41-A na Lei 8.213/91. Quanto aos juros de mora, incidem segundo a remuneração oficial da caderneta de poupança (art. 1º-F da Lei 9.494/97, com redação dada pela Lei n. 11.960/2009). 3.3 Condenações judiciais de natureza tributária. A correção monetária e a taxa de juros de mora incidentes na repetição de indébitos tributários devem corresponder às utilizadas na cobrança de tributo pago em atraso. Não havendo disposição legal específica, os juros de mora são calculados à taxa de 1% ao mês (art. 161, § 1º, do CTN). Observada a regra isonômica e havendo previsão na legislação da entidade tributante, é legítima a utilização da taxa Selic, sendo vedada sua cumulação com quaisquer outros índices.
4. Preservação da coisa julgada. Não obstante os índices estabelecidos para atualização monetária e compensação da mora, de acordo com a natureza da condenação imposta à Fazenda Pública, cumpre ressalvar eventual coisa julgada que tenha determinado a aplicação de índices diversos, cuja constitucionalidade/legalidade há de ser aferida no caso concreto. SOLUÇÃO DO CASO CONCRETO.
5. Não havendo no acórdão recorrido omissão, obscuridade ou contradição, não fica caracterizada ofensa ao art. 535 do CPC/73.
6. Quanto aos demais pontos, cumpre registrar que o presente caso refere-se a condenação judicial de natureza administrativa em geral (responsabilidade civil do Estado). A União pugna pela aplicação do disposto no art. 1º-F da Lei 9.494/97, a título de correção monetária, no período posterior à vigência da Lei 11.960/2009. Alternativamente, pede a incidência do IPCA-E. Verifica-se que a decisão exequenda determinou a aplicação do INPC desde a sua prolação "até o efetivo pagamento" (fl. 34).
7. No que concerne à incidência do art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pela Lei 11.960/2009), o artigo referido não é aplicável para fins de correção monetária, nas condenações judiciais impostas à Fazenda Pública, independentemente de sua natureza. Quanto à aplicação do IPCA-E, é certo que a decisão exequenda, ao determinar a aplicação do INPC, NÃO está em conformidade com a orientação acima delineada. Não obstante, em razão da necessidade de se preservar a coisa julgada, não é possível a reforma do acórdão recorrido.
8. Recurso especial não provido. Acórdão sujeito ao regime previsto no art. 1.036 e seguintes do CPC/2015, c/c o art. 256-N e seguintes do RISTJ. (REsp 1495144/RS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 22/02/2018, DJe 20/03/2018) Desse modo, impõe-se o parcial provimento do recurso especial, para que os juros de mora sejam calculados nos termos do precedente firmado em sede de recurso especial repetitivo. Diante do exposto, com base no art. 932, V, do CPC/2015 c/c o art. 255, § 4º, III, do RISTJ e a Súmula 568/STJ, dou parcial provimento ao recurso especial, nos termos da fundamentação. Publique-se. Intimem-se.
EMENTA PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. SUBMISSÃO À REGRA PREVISTA NO ENUNCIADO ADMINISTRATIVO 03/STJ. ACÃO DE COBRANÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. SERVIDOR PÚBLICO. JUROS DE MORA. ARTIGO 1º-F DA LEI 9.494/1997 COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI 11.960/2009. OBSERVÂNCIA DOS RECURSOS ESPECIAIS REPETITIVOS 1.495.146/MG, 1.495.144/RS E 1.492.221/PR. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.
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