Litiscons Rcio Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3d8a227ccdbf40b14f37ee
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- Brazil
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- Superior Tribunal de Justiça
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- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
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- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
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01
Holding and result
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial porque a parte recorrente não demonstrou de forma clara, direta e particularizada a violação de dispositivo de lei federal, incorrendo na deficiência de fundamentação a que se aplica a Súmula 284/STF, bem como pela ausência de comando normativo dos dispositivos apontados que permitisse a sustentação da tese recursal.
Court disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Publique-se
- Intimem-se
02
Material facts
Parties
MUNICÍPIO DE JUNDIAI
AgravanteAmounts and remedies
- Limite De Executados: 5
03
Procedural history
Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
Ofensa ao art. 113, incs. I, II e III do CPC
- 02
Limitação do litisconsórcio em execução fiscal
- 03
Aplicabilidade da Súmula 284/STF por fundamentação deficiente
- 04
Admissibilidade do recurso especial
Party arguments
- Applicant
- Sustenta o Município que a presença de diversos executados no polo passivo não inviabiliza o processamento da execução fiscal, que o art. 113 do CPC permite litisconsórcio e que a grande quantidade de executados não traz prejuízo ao desenvolvimento do feito, podendo até facilitar a satisfação do crédito (penhora do imóvel, com necessidade de todos os proprietários no polo passivo). Cita precedentes que autorizariam muitos executados no mesmo processo.
- Respondent
- O Tribunal entendeu que o recorrente não demonstrou de forma clara, direta e particularizada como o acórdão violou dispositivos de lei federal, incorrendo na deficiência de fundamentação prevista na Súmula 284/STF; também apontou ausência de comando normativo apto a sustentar a tese recursal, razão pela qual não conheceu do recurso especial.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
Súmula n. 284/STF
É inadmissível o recurso extraordinário/recurso especial quando a deficiência na fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia (Súmula n. 284/STF)
- 02
art. 105, inciso III, alínea "a", da CF/88
Recurso especial cabível com fundamento no art. 105, inciso III, alínea "a" da Constituição Federal
- 03
art. 113, incisos I, II e III, do Código de Processo Civil
Limitação do litisconsórcio disciplinada pelo art. 113 do Código de Processo Civil
- 04
art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça
Conhecimento do agravo e decisão de não conhecer do recurso com base no art. 21-E, V do Regimento Interno do STJ
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial porque a parte recorrente não demonstrou de forma clara, direta e particularizada a violação de dispositivo de lei federal, incorrendo na deficiência de fundamentação a que se aplica a Súmula 284/STF, bem como pela ausência de comando normativo dos dispositivos apontados que permitisse a sustentação da tese recursal.
Obiter and limits
- A indicação genérica do artigo de lei que teria sido contrariado é insuficiente para demonstrar a violação alegada
- A ofensa a dispositivos deve ser apontada de forma precisa, não bastando referência vaga ao caput do artigo
Court disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Publique-se
- Intimem-se
Source and reliance status
Superior Tribunal de Justiça
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Judgment reading view
Judgment text
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Superior Tribunal de Justiça
Judgment
DECISÃO Cuida-se de agravo apresentado por MUNICÍPIO DE JUNDIAI contra a decisão que não admitiu seu recurso especial, fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea "a", da CF/88, que visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, assim resumido: AGRAVO DE INSTRUMENTO - EXECUÇÃO FISCAL - IPTU E TAXADE COLETA DE LIXO - EXERCÍCIOS DE 2013 A 2016 - INSURGÊNCIA EMFACE DE DECISÃO QUE INDEFERIU O PROCESSAMENTO DA EXECUÇÃO FISCAL - LIMITANDO O LITISCONSÓRCIO, AO MÁXIMO DE CINCO EXECUTADOS - POSSIBILIDADE - INTELIGÊNCIA DO ART. 113, §1º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - DECISÃO MANTIDA.RECURSO NÃO PROVIDO Quanto à controvérsia trazida nos autos, pela alínea "a" do permissivo constitucional, alega a parte recorrente violação do art. 113, I, II e II, do Código de Processo Civil (fl. 52), sob o fundamento de que a presença de muitos executados no polo passivo da ação de execução fiscal não prejudica o andamento do processo, tornando mais palpável a futura satisfação do crédito, trazendo os seguintes argumentos: O presente Recurso Especial é interposto em face de acórdão proferido pelo Egrégio Tribunal de Justiça Paulista que contrariou a legislação federal, mais especificamente o art. 113, incisos I, II e III, do CPC. Não cabendo outro recurso, está esgotada a instância ordinária de julgamento. Portanto, é cabível o presente recurso, com fundamento no
artigo 105, III, "a", da Constituição Federal. .. Ora, Vossas Excelências, a presença de diversos executados em nada inviabiliza o processamento do feito. Existem inúmeras decisões dos mais diversos tribunais pátrios que autorizam a presença de muitos executados no polo passivo do mesmo processo, visto que não acarreta mal algum à resolução da lide. .. Frise-se que é inegável a grande quantidade de executados, todavia isso não é suficiente para restringir o número de litisconsortes. Além da grande quantidade de integrantes no feito, imprescindível é que acarrete efetivo prejuízo ao desenvolvimento do feito! O presente processo se trata de execução fiscal em que as partes são citadas para pagar! Uma eventual discussão será feita em sede de embargos à execução, ou seja, não tumultuará o feito. Ademais, como se trata de IPTU, uma provável medida a ser requerida a fim de ver o seu crédito satisfeito é a penhora do imóvel. Para ser possível a realização da penhorado bem, necessário que todos os proprietários estejam sendo executados. Assim, nota-se que a grande quantidade de executados não prejudica o feito, mas sim torna mais palpável uma futura satisfação do crédito exequendo (fls. 52/60). É, no essencial, o relatório. Decido. Na espécie, incide o óbice da Súmula n. 284/STF, uma vez que a parte recorrente não demonstrou, de forma clara, direta e particularizada, como o acórdão
recorrido violou o(s) dispositivo(s) de lei federal, o que atrai, por conseguinte, a aplicação do referido enunciado: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Nesse sentido: "A jurisprudência desta Corte considera que quando a arguição de ofensa ao dispositivo de lei federal é genérica, sem demonstração efetiva da contrariedade, aplica-se, por analogia, o entendimento da Súmula n. 284, do Supremo Tribunal Federal. Em relação à afronta aos arts. 13 da Lei n. 10.559/2002 e 943 do Código Civil, verifica-se a ausência de demonstração precisa de como tal violação teria ocorrido, limitando-se a parte recorrente em apontá-la de forma vaga, o que impede o conhecimento do recurso especial". (AgInt no REsp n. 1.496.338/RS, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe de 27/8/2020.) Confiram-se ainda os seguintes julgados: AgInt no REsp n. 1.826.355/RN, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe de 4/8/2020; AgInt no AREsp n. 1.552.950/SP, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 8/5/2020; AgInt no AREsp n. 1.617.627/RJ, AgInt no AREsp n. 1.617.627/RS, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 14/8/2020; AgRg no REsp n. 1.690.449/MG, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe de 5/12/2019; AgRg no AREsp n. 1.562.482/SP,
relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe de 28/11/2019. Ademais, incide o óbice da Súmula n. 284/STF em razão da ausência de comando normativo do(s) dispositivo(s) apontado(s) como violado(s), o que atrai, por conseguinte, o referido enunciado: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Segundo a jurisprudência do STJ, o óbice de ausência de comando normativo do artigo de lei federal apontado como violado ou como objeto de divergência jurisprudencial incide nas seguintes situações: quando não tem correlação com a controvérsia recursal, por versar sobre tema diverso; e quando sua indicação não é apta, por si só, para sustentar a tese recursal, seja porque o dispositivo legal tem caráter genérico, seja porque, embora consigne em seu texto comando específico, exigiria a combinação com outros dispositivo legais. Ressalte-se, por oportuno, que a indicação genérica do artigo de lei que teria sido contrariado induz à compreensão de que a violação alegada é somente de seu caput, pois a ofensa aos seus desdobramentos também deve ser indicada expressamente. Nesse sentido, vale citar os seguintes julgados: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. IPTU. IMUNIDADE. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. EXECUÇÃO FISCAL. RFFSA E UNIÃO. TRANSFERÊNCIA PATRIMONIAL. CURSO DA DEMANDA. SUCESSORA. REDIRECIONAMENTO. POSSIBILIDADE. SUBSTITUIÇÃO DA CDA. DESNECESSIDADE.
1. Os apontados arts. 130 e 131 do CTN não têm comando normativo para amparar a tese de imunidade do IPTU em favor da RFFSA, visto que tais dispositivos legais cuidam de tema diverso, referente à responsabilidade tributária por sucessão, sendo certo que a deficiência da irresignação recursal nesse ponto enseja a aplicação da Súmula 284 do STF. .. (AgInt no REsp n. 1.764.763/PR, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 27/11/2020.) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. BANCÁRIO. CÉDULO DE CRÉDITO BANCÁRIO. JUROS REMUNERATÓRIOS. CÉRTIFICADO DE DEPÓSITO INTERBANCÁRIO (CDI). PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. FUNÇÃO DESEMPENHADA PELO CÉRTIFICADO DE DEPÓSITO INTERBANCÁRIO (CDI). REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 5 E 7 DO STJ. VIOLAÇÃO À SÚMULA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 284/STF. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL PREJUDICADO. ..
4. No que tange à aduzida ofensa ao art. 12, § 1º, VI, da Lei n. 10.931/04, o presente recurso não merece prosperar, porquanto o referido dispositivo não confere sustentação aos argumentos engendrados. Incidência da Súmula 284/STF.
5. O mesmo óbice representado pelo enunciado da Súmula 284/STF incide no que diz respeito à alegada ofensa aos arts. 421 e 425 do Código Civil, que veiculam comandos normativos demasiadamente genéricos e que não infirmam as conclusões do Tribunal de origem. ..
7. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 1.674.879/SP, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, DJe de 12/03/2021.) Confiram-se ainda os seguintes julgados: REsp n. 1.798.903/RJ, relator para o acórdão Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Terceira Seção, DJe de 30/10/2019; AgInt no REsp n. 1.844.441/RN, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe de 14/8/2020; AgInt no AREsp n. 1.524.220/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 18/5/2020; AgRg no AREsp n. 1.280.513/RJ, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJe de 27/5/2019; AgRg no REsp n. 1.754.394/MT, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe de 17/9/2018; AgInt no REsp n. 1.503.675/SP, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 27/3/2018; AgInt no REsp n. 1.846.655/PR, Terceira Turma, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJe de 23/4/2020; AgInt nos EDcl no REsp n. 1.709.059/RJ, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe de 18/12/2020; e AgInt no REsp n. 1.790.501/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe de 19/03/2021. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.
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