S Mula182 STJ Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3dc5e37ccdbf40b1717e7a
- Status
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- Jurisdiction
- Brazil
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Posture
- Agravo Interno Nos Embargos De Declaração No Recurso Especial / Julgado (não Conhecido)
More details
- Posture
- Agravo Interno Nos Embargos De Declaração No Recurso Especial / Julgado (não Conhecido)
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01
Holding and result
Não conhecer do agravo interno por ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão agravada, incorrendo na vedação da Súmula 182/STJ, e observância da exigência de requisitos de admissibilidade conforme o Código de Processo Civil de 2015 e o Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ.
Court disposition
Agravo interno não conhecido
Orders
- Não conhecer do agravo interno
02
Material facts
Parties
CODEVASF
Agravante03
Procedural history
Posture
Agravo Interno Nos Embargos De Declaração No Recurso Especial / Julgado (não Conhecido)
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
Ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão agravada
- 02
Requisitos de admissibilidade aplicáveis a recurso interposto na vigência do CPC/2015 (Enunciado Administrativo n.3/2016/STJ)
- 03
Se a inadimplência de pessoa jurídica que presta serviço público justifica a interrupção do fornecimento de energia elétrica
Party arguments
- Applicant
- A parte agravante alega que os serviços prestados pela CODEVASF aos Projetos Brígida e Manga de Baixo não são considerados essenciais e que a má gestão da Codevasf, associada ao inadimplemento das faturas de energia elétrica, ameaçou a prestação do serviço essencial; sustenta que, se houvesse pagamento das faturas, a concessionária não teria interrompido o serviço, nos termos do art. 172 da Resolução 414/10 da ANEEL.
- Respondent
- A decisão agravada fundamentou-se na incidência da Súmula 284/STF por argumentação genérica quanto à alegada omissão prevista no art. 1.022 do CPC e no entendimento de que a inadimplência de pessoa jurídica prestadora de serviço público não autoriza, por si só, a interrupção indiscriminada do fornecimento de energia elétrica, em atenção ao interesse da coletividade, conforme precedentes do STJ.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
Súmula 182/STJ
É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada
- 02
Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ
Requisitos de admissibilidade dos recursos interpostos contra decisões publicadas na vigência do Código de Processo Civil de 2015 devem ser exigidos na forma nele prevista
- 03
Súmula 284/STF
Argumentação genérica nos embargos de declaração caracteriza incidência da Súmula 284/STF quanto à alegada violação do art. 1.022 do CPC
- 04
Precedentes do STJ (REsp n. 1.884.231/GO; EDcl no REsp n. 1.244.385/BA; AgInt no AREsp n. 1.841.516/RJ; REsp n. 1.836.088/MT)
A inadimplência de pessoa jurídica que presta serviço público não justifica, por si só, a interrupção indiscriminada do fornecimento de energia elétrica, em atenção ao interesse da coletividade
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
Não conhecer do agravo interno por ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão agravada, incorrendo na vedação da Súmula 182/STJ, e observância da exigência de requisitos de admissibilidade conforme o Código de Processo Civil de 2015 e o Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ.
Obiter and limits
- Jurisprudência das Turmas de Direito Público do STJ sobre interrupção de fornecimento de energia elétrica por inadimplência: REsp n. 1.884.231/GO; EDcl no REsp n. 1.244.385/BA; AgInt no AREsp n. 1.841.516/RJ; REsp n. 1.836.088/MT.
- Decisão proferida em sessão virtual da Primeira Turma de 19/08/2025 a 25/08/2025.
Court disposition
Agravo interno não conhecido
- Não conhecer do agravo interno
Source and reliance status
Superior Tribunal de Justiça
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Judgment reading view
Judgment text
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Superior Tribunal de Justiça
Judgment
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 19/08/2025 a 25/08/2025, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Sérgio Kukina, Regina Helena Costa, Gurgel de Faria e Paulo Sérgio Domingues votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sérgio Kukina.
EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇAO NO RECURSO ESPECIAL. NÃO IMPUGNAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 182/STJ.
1. Tendo o recurso sido interposto contra decisão publicada na vigência do Código de Processo Civil de 2015, devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ.
2. A ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão agravada impõe o não conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 182/STJ.
3. Agravo interno não conhecido.
RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO BENEDITO GONÇALVES (Relator): Trata-se de agravo interno interposto contra decisão assim ementada (fl. 560): PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. ENERGIA ELÉTRICA. VIOLAÇÃO DO ART. 1022 DO CPC. ARGUMENTAÇÃO GENÉRICA. SÚMULA N. 284/STF. CORTE NO FORNECIMENTO DO SERVIÇO. PROJETOS DE IRRIGAÇÃO. SERVIÇOS ESSENCIAIS DE INTERESSE DA COLETIVIDADE. PRECEDENTES. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO, PROVIDO. A parte agravante alega, em síntese, que os serviços prestados pela CODEVASF aos Projetos Projeto Brígida e Projeto Manga de Baixo, localizados, respectivamente, nos Municípios de Orocó-PE e Belém do São Francisco-PE, não são considerados como essenciais. Acrescenta ainda que "a má gestão perpetrada pela Codevasf, atrelada ao inadimplemento da despesa com as faturas de energia elétrica, despesa corrente, causou a própria ameaça a prestação do serviço essencial fornecido pela apelante. Pois, se os administradores tivessem cumprido com os ônus da conservação dos serviços de tal monta, como honrar com o pagamento das faturas de energia elétrica, com certeza a companhia não teria que exercer os seu direito regulado à interrupção do serviço público, como dispunha o art. 172 da Resolução 414/10 da ANEEL" (fl. 611). Com impugnação. É o relatório.
EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇAO NO RECURSO ESPECIAL. NÃO IMPUGNAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 182/STJ.
1. Tendo o recurso sido interposto contra decisão publicada na vigência do Código de Processo Civil de 2015, devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ.
2. A ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão agravada impõe o não conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 182/STJ.
3. Agravo interno não conhecido.
VOTO O EXMO. SR. MINISTRO BENEDITO GONÇALVES (Relator): Consigne-se inicialmente que o recurso foi interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015, devendo ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ. O presente recurso não comporta conhecimento. Nesse caso, registra-se que a decisão vergastada encontra-se amparada na seguinte fundamentação: (a) incidência da Súmula n. 284/STF acerca da alegada violação do art. 1.022 do CPC, por não demonstrar qual questão de direito não foi abordada no acórdão proferido em sede de embargos de declaração e a sua efetiva relevância para fins de novo julgamento pela Corte de origem; (b) a inadimplência de pessoa jurídica que presta serviço público não justifica, por si só, a interrupção indiscriminada do fornecimento de energia elétrica, uma vez que tal ato contraria o interesse da coletividade, sendo esse o entendimento das Turmas de Direito Público do STJ, conforme os seguintes julgados: REsp n. 1.884.231/GO, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe de 28/3/2022; EDcl no REsp n. 1.244.385/BA, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 14/2/2017; AgInt no AREsp n. 1.841.516/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 4/11/2021; e REsp n. 1.836.088/MT, relator Ministro Francisco Falcão,
Segunda Turma, julgado em 15/2/2022, DJe de 22/2/2022. Contudo, caberia à parte agravante apresentar alegação efetiva e voltada a afastar as conclusões da decisão combatida, demonstrando que houve cotejo entre a decisão impugnada e a argumentação trazida no recurso especial que pudesse justificar o afastamento dos referidos óbices processuais, o que efetivamente não ocorreu, afrontando, assim, o princípio da dialeticidade. Dessa forma, considerando que nenhum dos capítulos autônomos da decisão recorrida não foi combatido, impõe-se a incidência da Súmula 182/STJ, in verbis: "É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada". A propósito, confiram-se: AgInt nos EDcl no REsp 1.708.729/SP, Rel. Min. Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe 21/2/2019; AgInt no AREsp 1.354.331/PB, Rel. Min. Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe 19/2/2019; AgInt no AREsp 739.429/PR, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe 12/2/2019; AgInt no RE no AgRg no AREsp 786.603/RJ, Rel. Min. Humberto Martins, Corte Especial, DJe 18/10/2016; AgRg nos EREsp 1.424.371/SC, Rel. Min. Humberto Martins, Primeira Seção, DJe 20/4/2016. Ante o exposto, não conheço do agravo interno. É como voto.
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