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Superior Tribunal de Justiça

Dialeticidade Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3e59656a15da909d32e68a

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01

Holding and result

Negou‑se provimento ao agravo interno porque a apelação demonstrou minimamente a intenção de reforma, não havendo ofensa ao princípio da dialeticidade; a questão sobre prescrição trienal não foi prequestionada, tornando‑a inadmissível para fins de recurso especial nos termos da Súmula 211/STJ; além disso, o tribunal de origem aplicou o prazo prescricional decenal previsto no art. 205 do Código Civil, em consonância com a jurisprudência do STJ quanto a ações indenizatórias por vícios construtivos.

Court disposition

Agravo interno não provido (negado provimento).

Orders

  • Negar provimento ao agravo interno.
  • Não aplicar penalidades por ausência de caráter protelatório ou litigância de má‑fé.

02

Material facts

Parties

ERBE INCORPORADORA S.A.

Agravante

03

Procedural history

  1. Posture

    Agravo Interno No Recurso Especial / Decisão Colegiada (terceira Turma)

04

Questions and positions

Legal issues

Party arguments

Applicant
A agravante sustentou que a apelação violou o princípio da dialeticidade previsto nos artigos 932, III, e 1.010, II, do CPC e defendeu a prescrição trienal, nos termos do art. 206, §3º, V, do Código Civil, ante a inexistência de vínculo contratual entre as partes.
Respondent
A decisão agravada entendeu que a apelação atendeu aos requisitos do art. 1.010 do CPC, que a matéria da prescrição trienal não foi prequestionada (incidindo a Súmula 211/STJ) e que a pretensão indenizatória por vícios construtivos sujeita-se ao prazo prescricional decenal, nos termos do art. 205 do Código Civil e da jurisprudência do STJ.

05

Court’s reasoning

  1. 01

    art. 1.010 do CPC e jurisprudência do STJ (precedentes citados)

    A reprodução de argumentos da petição inicial ou da contestação não implica, por si só, ofensa ao princípio da dialeticidade quando a apelação demonstra fundamentos de fato e de direito que evidenciem a intenção de reforma do julgado.

  2. 02

    Súmula nº 211/STJ

    A falta de prequestionamento impede o conhecimento do recurso especial, mesmo diante da oposição de embargos declaratórios.

  3. 03

    art. 205 do Código Civil e jurisprudência do STJ (precedentes citados)

    A pretensão de indenização por vícios construtivos sujeita-se ao prazo prescricional de dez anos, na ausência de prazo específico, aplicando-se o art. 205 do Código Civil e não o prazo decadencial do art. 26, II, do CDC.

  4. 04

    arts. 489 e 1.022 do CPC

    Os embargos de declaração são recurso de fundamentação vinculada e não se prestam a novo julgamento da causa; exigem indicação de erro material, obscuridade, contradição ou omissão.

06

Ratio, limits and disposition

Ratio decidendi

Negou‑se provimento ao agravo interno porque a apelação demonstrou minimamente a intenção de reforma, não havendo ofensa ao princípio da dialeticidade; a questão sobre prescrição trienal não foi prequestionada, tornando‑a inadmissível para fins de recurso especial nos termos da Súmula 211/STJ; além disso, o tribunal de origem aplicou o prazo prescricional decenal previsto no art. 205 do Código Civil, em consonância com a jurisprudência do STJ quanto a ações indenizatórias por vícios construtivos.

Obiter and limits

  • Nenhum dos precedentes indicados pelas razões recursais possui similitude fática com o caso, pois não tratam de vícios construtivos.
  • Anota‑se ser incabível, no momento, a aplicação de penalidades por ausência de caráter protelatório ou litigância de má‑fé, tornando desnecessária sua imposição.

Court disposition

Agravo interno não provido (negado provimento).

  • Negar provimento ao agravo interno.
  • Não aplicar penalidades por ausência de caráter protelatório ou litigância de má‑fé.

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ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 17/06/2025 a 23/06/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Humberto Martins, Moura Ribeiro e Daniela Teixeira votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins.

EMENTA AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO. DIALETICIDADE. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. VÍCIOS CONSTRUTIVOS. MINHA CASA MINHA VIDA. PRESCRIÇÃO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA Nº 211/STJ. ACÓRDÃO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ.

1. A repetição dos argumentos trazidos na petição inicial ou na contestação não implica, por si só, ofensa ao princípio da dialeticidade caso constem do apelo os fundamentos de fato e de direito que evidenciem a intenção de reforma da sentença.

2. A falta de prequestionamento da matéria suscitada no recurso especial, a despeito da oposição de aclaratórios, impede seu conhecimento, a teor da Súmula nº 211/STJ.

3. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é firme no sentido de que a pretensão de indenização por vícios construtivos está sujeita ao prazo prescricional de dez anos, não havendo incidência de prazo decadencial.

4. Agravo interno não provido.

RELATÓRIO Trata-se de agravo interno interposto por ERBE INCORPORADORA S.A. contra a decisão que negou provimento ao recurso especial em virtude da inexistência de ofensa ao princípio da dialeticidade e à inexistência de prescrição e decadência. Nas presentes razões, a agravante repisa as razões dos recursos interpostos anteriormente. Afirma que a apelação violou o princípio da dialeticidade, previsto nos artigos 932, III, e 1.010, II, do Código de Processo Civil. Defende a prescrição trienal da pretensão, nos termos do art. 206, § 3º, V, do Código Civil ante a inexistência de vínculo contratual entre as partes. Ao final, requer a reforma da decisão atacada. A parte contrária apresentou impugnação (e-STJ fls. 864/886). É o relatório.

EMENTA AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO. DIALETICIDADE. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. VÍCIOS CONSTRUTIVOS. MINHA CASA MINHA VIDA. PRESCRIÇÃO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA Nº 211/STJ. ACÓRDÃO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ.

1. A repetição dos argumentos trazidos na petição inicial ou na contestação não implica, por si só, ofensa ao princípio da dialeticidade caso constem do apelo os fundamentos de fato e de direito que evidenciem a intenção de reforma da sentença.

2. A falta de prequestionamento da matéria suscitada no recurso especial, a despeito da oposição de aclaratórios, impede seu conhecimento, a teor da Súmula nº 211/STJ.

3. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é firme no sentido de que a pretensão de indenização por vícios construtivos está sujeita ao prazo prescricional de dez anos, não havendo incidência de prazo decadencial.

4. Agravo interno não provido.

VOTO A insurgência não merece prosperar. Conforme asseverou a decisão ora agravada, é suficiente para o conhecimento da apelação que a pretensão de reforma da sentença seja minimamente demonstrada, ainda que haja o ataque genérico aos fundamentos nela apontados. Na hipótese dos autos, conforme asseverado na decisão atacada, "(..) as razões do recurso da apelante não são dissociadas da decisão proferida. A parte impugnou devidamente a sentença e demonstrou o interesse na respectiva reforma. Além disso, a apelação contém os nomes e a qualificação das partes, a exposição do fato e do direito e o pedido de nova decisão, atendendo ao disposto no art. 1.010 do Código de Processo Civil" (e-STJ fl. 612). Ademais, a jurisprudência deste Superior Tribunal entende que a repetição dos argumentos trazidos na petição inicial ou na contestação não implica, por si só, ofensa ao princípio da dialeticidade, caso constem do apelo os fundamentos de fato e de direito que evidenciem a intenção de reforma da sentença. A propósito: "AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. ART. 1.010 DO CPC/2015. APELAÇÃO. REPETIÇÃO. FUNDAMENTOS DA CONTESTAÇÃO. PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE. ATENDIMENTO. CONHECIMENTO E POSSIBILIDADE.

1. Recurso especial interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e 3/STJ).

2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça possui entendimento firmado no sentido de que a reprodução, na apelação, dos argumentos já lançados na petição inicial ou na contestação não ofende o princípio da dialeticidade, quando puderem ser extraídas do recurso as razões e a intenção de reforma do julgado. Precedentes.

3. Agravo interno não provido" (AgInt no REsp 1.917.734/PB, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, Terceira Turma, DJe 18/3/2022). "PROCESSO CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PETIÇÃO DO RECURSO DE APELAÇÃO. DESRESPEITO AO PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. VIOLAÇÃO DO ART. 1.010, IV, CPC. NÃO CONFIGURADA. PRECEDENTES. INCIDÊNCIA. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO.

1. Segundo a jurisprudência do STJ, "o formalismo na apreciação das razões de apelação não é tão acentuado, bastando, para seu conhecimento, que seja minimamente demonstrada a pretensão de reforma da sentença, com o ataque, mesmo genérico, dos fundamentos da sentença" (AgRg no REsp n. 1.107.956/PB, Relator Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 14/8/2012, DJe 17/8/2012).

2. No presente caso, não se configura a violação do artigo 1.010, pois é possível inferir da leitura da apelação do recorrente (fls. 2.481-2.505) a sua irresignação com o julgamento proferida pela sentença, sendo que a recorrente, ao expor os argumentos do recurso em contraposição aos constantes na sentença, demonstra suas razões o inconformismo e o interesse na reforma do julgamento.

3. A parte agravante não trouxe, nas razões do agravo interno, argumentos aptos a modificar a decisão agravada, que deve ser mantida por seus próprios e jurídicos fundamentos.

4. Agravo interno não provido" (AgInt no REsp 1.842.529/PR, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, Quarta Turma, DJe 18/12/2020). Assim, não houve ofensa ao princípio da dialeticidade no caso concreto. No que tange à prescrição, a agravante alega que "(..) o prazo decenal mencionado na decisão monocrática se aplica para as relações contratuais. Já para relação extracontratual, o prazo aplicável é o trienal do artigo 206, §3º, do Código Civil" (e-STJ fl. 857). Ocorre que a matéria não foi objeto de debate pela instância ordinária, embora opostos embargos de declaração. Ausente o requisito do prequestionamento, incide o disposto na Súmula nº 211/STJ: "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo." Por outro lado, o tribunal de origem reconheceu que a pretensão de indenização por vícios construtivos está sujeita ao prazo prescricional de dez anos, nos termos do art. 205 do Código Civil, ante a ausência de prazo específico no ordenamento jurídico, afastando a incidência do prazo decadencial previsto no art. 26, II, do Código de Defesa do Consumidor. O aresto combatido está alinhado à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, como se vê dos seguintes precedentes: "AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO INDENIZATÓRIA. VÍCIOS DE CONSTRUÇÃO. PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA. PRESCRIÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. ART. 618 DO CC. PRAZO DECADENCIAL MÍNIMO DE GARANTIA DO IMÓVEL. CONTAGEM DO PRAZO PRESCRICIONAL DECENAL. CONSONÂNCIA COM ENTENDIMENTO DO STJ. SÚMULA N. 83 DO STJ. INCIDÊNCIA. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL PREJUDICADA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.

1. Constatado vício construtivo, o prazo é de 5 anos para responsabilizar a construtora ou o agente fiscalizador, nos termos do art. 618 do CC.

2. Na hipótese de constatação de vício construtivo dentro do prazo do art. 618 do CC, o construtor ou o agente fiscalizador poderá ser acionado no prazo prescricional de 20 anos, na vigência do CC de 1916, ou de 10 anos, na vigência do CC de 2002.

3. Não se conhece de recurso especial quando o acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (Súmula n. 83 do STJ).

4. A incidência da Súmula n. 83 do STJ quanto à interposição pela alínea a do permissivo constitucional impede o conhecimento do recurso especial pela divergência jurisprudencial sobre a mesma questão.

5. Agravo interno desprovido" (AgInt no AREsp 2.088.400/CE, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, Quarta Turma, DJe 15/5/2024). "CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. VÍCIOS CONSTRUTIVOS. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 489 e 1.022 do CPC. NÃO OCORRÊNCIA. PRESCRIÇÃO. PRAZO DECENAL. SÚMULA N. 83 DO STJ. OCORRÊNCIA DE SITUAÇÃO EXCEPCIONAL QUE DEMONSTROU A EXISTÊNCIA DO DANO MORAL VINDICADO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 7 DO STJ. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO.

1. Trata-se de ação de indenização por danos materiais e morais em razão de vícios construtivos em imóvel objeto de contrato de compra e venda firmado pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

2. Os aclaratórios são espécie de recurso de fundamentação vinculada, exigindo para seu conhecimento a indicação de erro material, obscuridade, contradição ou omissão em que teria incorrido o julgador (arts. 489 e 1.022 do CPC), não se prestando a novo julgamento da causa.

3. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é firme no sentido de que, nas demandas envolvendo responsabilidade civil por descumprimento contratual, a prescrição obedece ao prazo decenal do art. 205 do Código Civil.

4. No caso, a fixação da indenização por danos morais decorreu de situação excepcional que configurou ofensa ao direito da personalidade do promitente-comprador, extrapolando a esfera do mero inadimplemento contratual, não podendo a questão ser revista nesta via excepcional, ante a incidência da Súmula n.º 7 do STJ.

5. Agravo interno não provido" (AgInt no REsp 2.142.869/MS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, Terceira Turma, DJe 25/9/2024). "AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. VÍCIOS DE CONSTRUÇÃO. PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA. ART. 618 DO CC/2002. PRAZO DECADENCIAL. INAPLICABILIDADE. PRAZO PRESCRICIONAL DECENAL. TERMO INICIAL. COMUNICAÇÃO À CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. PRESCRIÇÃO AFASTADA. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.

1. O entendimento desta Corte é de que "à falta de prazo específico no CDC que regule a pretensão de indenização por inadimplemento contratual, deve incidir o prazo geral decenal previsto no art. 205 do CC/02, o qual corresponde ao prazo vintenário de que trata a Súmula 194/STJ, aprovada ainda na vigência do Código Civil de 1916 ("Prescreve em vinte anos a ação para obter, do construtor, indenização por defeitos na obra") - (REsp 1.717.160/DF, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 22/03/2018, DJe 26/03/2018).

2. Segundo orientação jurisprudencial deste Superior Tribunal, "a "solidez e segurança do trabalho de empreitada de edifícios ou outras construções consideráveis" foram destacadas pelo legislador (artigo 618 do Código Civil) para fins de atendimento ao prazo irredutível de garantia de cinco anos, não consubstanciando, contudo, critério para aplicação do prazo prescricional enunciado na Súmula 194 do STJ" (AgInt no AREsp 438.665/RS, Rel. Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, julgado em 19/09/2019, DJe 24/09/2019).

3. Ademais, "quando a pretensão do consumidor é de natureza indenizatória (isto é, de ser ressarcido pelo prejuízo decorrente dos vícios do imóvel) não há incidência de prazo decadencial. A ação, tipicamente condenatória, sujeita-se a prazo de prescrição" (REsp n. 1.819.058/SP, Relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 3/12/2019, DJe 5/12/2019).

4. Com relação ao termo a quo desse prazo, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é firme no sentido de que os danos decorrentes de vício na construção se prolongam no tempo, o que inviabiliza a fixação do termo inicial do prazo prescricional, considerando-se como iniciada a prescrição somente no momento em que a seguradora é comunicada do evento danoso e se recusa a indenizar.

5. Agravo interno desprovido" (AgInt no AREsp 1.897.767/CE, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, Terceira Turma, DJe 24/3/2022). Consigna-se que nenhum dos precedentes mencionados nas razões recursais possui similitude fática com o caso em comento, pois não tratam de vícios construtivos. Assim, não prosperam as alegações postas no presente recurso, incapazes de alterar os fundamentos da decisão impugnada. Anota-se ser incabível a aplicação das penalidades requeridas em contrarrazões, pois não se verifica, neste momento, o caráter protelatório do recurso ou a litigância de má-fé, tornando desnecessária sua aplicação. Ante o exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto.

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Authorities

Authorities used by the court

Cases, legislation, regulations, and constitutional provisions identified in the available record.

AgInt no REsp 1.917.734/PB

Case cited

AgInt no REsp 1.842.529/PR

Case cited

AgInt no AREsp 2.088.400/CE

Case cited

AgInt no REsp 2.142.869/MS

Case cited

AgInt no AREsp 1.897.767/CE

Case cited

REsp 1.717.160/DF

Case cited

REsp n. 1.819.058/SP

Case cited

AgInt no AREsp 438.665/RS

Case cited

artigos 932, III, e 1.010, II, do Código de Processo Civil

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

arts. 489 e 1.022 do Código de Processo Civil

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 206, § 3º, V, do Código Civil

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 205 do Código Civil

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 618 do Código Civil

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 26, II, do Código de Defesa do Consumidor

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Súmula nº 211/STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Súmula n. 83 do STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Súmula n. 7 do STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

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