Dosimetria Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3db4237ccdbf40b166b93f
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- Superior Tribunal de Justiça
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- Recurso Extraordinário / Seguimento Negado
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Professional case brief
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01
Holding and result
Negou-se seguimento ao recurso extraordinário porque o acórdão do STJ apresentou fundamentação compatível com o Tema n. 339 do STF e porque a pretensão de alterar a fração redutora da tentativa implicaria revolvimento do conjunto fático-probatório, obstado pela Súmula n. 7 do STJ; ademais, por ausência de repercussão geral (aplicação do Tema n. 181 do STF), impõe-se a negativa de seguimento com fundamento no art. 1.030, I, a, do CPC.
Court disposition
Negado seguimento ao recurso extraordinário
Orders
- Nego seguimento ao recurso extraordinário, com fundamento no art. 1.030, I, a, do Código de Processo Civil.
- O pleito de atribuição de efeito suspensivo fica prejudicado.
- Publique-se. Intimem-se.
02
Material facts
Amounts and remedies
- Redução Da Pena (fração): 0.333
- Pena Aplicada (anos): 8
03
Procedural history
Posture
Recurso Extraordinário / Seguimento Negado
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
Possibilidade de alterar a fração redutora da pena pela tentativa sem reexame do conjunto fático-probatório
- 02
Suficiência da fundamentação do acórdão à luz do art. 93, IX, da CF e do Tema n. 339 do STF
- 03
Requisito da repercussão geral para admissão do recurso extraordinário
- 04
Aplicação do Tema n. 181 do STF e do art. 1.030, I, a, do CPC para negar seguimento
Party arguments
- Applicant
- A parte recorrente alega repercussão geral da matéria e contrariedade aos arts. 5º, XXXV, LIV e LVII, e 93, IX, da Constituição Federal, sustentando que a decisão de origem fixou a fração de redução da pena na tentativa sem fundamentação específica adequada sobre as circunstâncias concretas, notadamente quanto ao iter criminis, utilizando alegações genéricas que impediram a compreensão dos critérios utilizados para a fixação da pena, violando devido processo legal e ampla defesa, e requer a admissão e provimento do recurso.
- Respondent
- O acórdão recorrido apresentou fundamentação suficiente nos termos do Tema n. 339 do STF (art. 93, IX, CF); manteve a redução em 1/3 com base no iter criminis apurado nos autos; a eventual alteração da fração redutora exigiria revolvimento do conjunto fático-probatório, vedado pela Súmula n. 7 do STJ; além disso, o recurso extraordinário carece de repercussão geral e, diante da não análise de mérito pelo STJ, aplica-se o Tema n. 181 do STF, de modo que o recurso deve ter seguimento negado com fundamento no art. 1.030, I, a, do CPC.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
Súmula n. 7 do STJ
A alteração da fração redutora da pena na tentativa exige reexame de provas, vedado pela Súmula n. 7 do STJ
- 02
Tema n. 339 do STF; art. 93, IX, da Constituição Federal
O art. 93, IX, da Constituição Federal exige fundamentação, ainda que sucinta, não impondo exame pormenorizado de todas as alegações (Tema n. 339 do STF)
- 03
Tema n. 181 do STF; art. 102, § 3º, da Constituição Federal
A questão do preenchimento dos pressupostos de admissibilidade de recurso de competência de outro tribunal tem natureza infraconstitucional e, na sistemática da repercussão geral, impede o prosseguimento do recurso extraordinário quando ausente repercussão geral (Tema n. 181 do STF)
- 04
art. 1.030, I, a, do Código de Processo Civil
O art. 1.030, I, a, do Código de Processo Civil autoriza negar seguimento ao recurso extraordinário
- 05
art. 1.042 do CPC; § 2º do art. 1.030 do CPC
É inadmissível agravo em recurso extraordinário contra decisão que nega seguimento ao recurso extraordinário
- 06
Súmula n. 211/STJ
Inadmissibilidade de recurso especial quanto a questão não apreciada pelo Tribunal a quo mesmo após embargos deklaratórios (Súmula n. 211/STJ)
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
Negou-se seguimento ao recurso extraordinário porque o acórdão do STJ apresentou fundamentação compatível com o Tema n. 339 do STF e porque a pretensão de alterar a fração redutora da tentativa implicaria revolvimento do conjunto fático-probatório, obstado pela Súmula n. 7 do STJ; ademais, por ausência de repercussão geral (aplicação do Tema n. 181 do STF), impõe-se a negativa de seguimento com fundamento no art. 1.030, I, a, do CPC.
Obiter and limits
- Embargos de declaração opostos não foram conhecidos
- O pleito de atribuição de efeito suspensivo fica prejudicado diante da negativa de seguimento
- Não é cabível agravo em recurso extraordinário contra decisão que nega seguimento ao recurso extraordinário (art. 1.042 do CPC e §2º do art. 1.030 do CPC)
Court disposition
Negado seguimento ao recurso extraordinário
- Nego seguimento ao recurso extraordinário, com fundamento no art. 1.030, I, a, do Código de Processo Civil.
- O pleito de atribuição de efeito suspensivo fica prejudicado.
- Publique-se. Intimem-se.
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Superior Tribunal de Justiça
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Superior Tribunal de Justiça
Judgment
DECISÃO 1. Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental e manteve a decisão que conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial em razão da incidência da Súmula n. 7 do STJ. O julgado recorrido recebeu a seguinte ementa (fl. 877): DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. TENTATIVA DE HOMICÍDIO. DOSIMETRIA. RECURSO DESPROVIDO. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu de recurso especial, mantendo a fração adotada pela instância ordinária para a redução de pena pela tentativa, em razão do óbice da Súmula n. 7 do STJ II. Questão em discussão 2. A questão em discussão consiste em saber se é possível alterar a fração de redução da pena na tentativa sem reexaminar o conjunto fático-probatório, o que é vedado pela Súmula n. 7 do STJ. III. Razões de decidir 3. A alteração da fração redutora da tentativa demanda reexame de provas, o que é obstado pela Súmula n. 7 do STJ.
4. A decisão do Tribunal de origem foi fundamentada no iter criminis percorrido, justificando a redução em 1/3. IV. Dispositivo e tese 5. Agravo regimental desprovido. Tese de julgamento: "A alteração da fração de redução da pena na tentativa exige reexame de provas, vedado pela Súmula 7 do STJ". Os embargos de declaração opostos na sequência não foram conhecidos (fls. 919-925). A parte recorrente alega a existência de repercussão geral da matéria debatida e de contrariedade, no acórdão impugnado, aos arts. 5º, XXXV, LIV e LVII, e 93, IX, da Constituição Federal. Argumenta que a decisão da origem, que fixou a fração de redução da pena na tentativa de homicídio, não apresentou fundamentação específica e adequada sobre as circunstâncias do caso concreto, especialmente no que diz respeito ao "iter criminis" percorrido. Nesse sentido, sustenta que a decisão se baseou em alegações genéricas e que a falta de fundamentação clara e específica impede a adequada compreensão dos critérios utilizados para a fixação da pena, comprometendo os princípios constitucionais do devido processo legal e da ampla defesa. Requer, assim, a admissão e o provimento do recurso. É o relatório.
2. No julgamento do paradigma vinculado ao Tema n. 339, o Supremo Tribunal Federal apreciou a seguinte questão: .. se decisão que transcreve os fundamentos da decisão recorrida, sem enfrentar pormenorizadamente as questões suscitadas nos embargos declaratórios, afronta o princípio da obrigatoriedade de fundamentação das decisões judiciais, nos termos do art. 93, IX, da Constituição Federal. Na ocasião, firmou-se a seguinte tese vinculante: O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. Por isso, para que um acórdão ou decisão seja considerado fundamentado, conforme definido pelo STF, não é necessária a apreciação de todas as alegações feitas pelas partes, desde que haja motivação considerada suficiente para a solução da controvérsia. Nesse contexto, a caracterização de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal não está relacionada ao acerto atribuído ao julgado, ainda que a parte recorrente considere sucinta ou incompleta a análise das alegações recursais. No caso dos autos, foram apresentados, de forma satisfatória, os fundamentos da conclusão do acórdão recorrido, como se observa do seguinte trecho do referido julgado (fls. 882-883): Acerca da afronta ao art. 14, II, do CP, colaciona-se o seguinte trecho do acórdão
proferido pelo Tribunal de origem (grifo nosso): "Na terceira etapa da dosimetria, reconhecida a tentativa, a pena foi reduzida em 1/3, resultando 08 anos de reclusão, de forma definitiva. E a redução em tal patamar se justifica pelo "iter criminis" percorrido, eis que o acusado acorreu à residência da vítima e efetuou disparos de arma de fogo em sua direção, atingindo-a no braço, de modo que o acusado muito se aproximou da consumação do delito, inviabilizando a redução no patamar máximo" (fl. 771). Denota-se do excerto que a Corte a quo manteve a diminuição de pena referente à tentativa na fração de 1/3 em razão do iter criminis percorrido pelo ora agravante, que se aproximou da consumação efetiva do delito. Nessa medida, para divergir da conclusão do Tribunal de origem e acolher a pretensão defensiva, no sentido de aplicar o coeficiente máximo de diminuição em relação à tentativa, efetivamente seria necessário o revolvimento do acervo fático- probatório, aplicando-se, portanto, o óbice da Súmula n. 7 do STJ à hipótese. Para corroborar, colhe-se da jurisprudência deste Sodalício (grifos nossos): PENAL. PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CRIMES DE LATROCÍNIO TENTADO E ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. MATERIALIDADE DELITIVA. DESNECESSIDADE DA REALIZAÇÃO DO EXAME DE CORPO DE DELITO. PEDIDO DE DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE LATROCÍNIO PARA ROUBO MAJORADO SEGUIDO DE RESISTÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. PLEITO ABSOLUTÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA STJ. DOSIMETRIA. PENA-BASE. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PARA A EXASPERAÇÃO. DESPROPORCIONALIDADE DO AUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. ALTERAÇÃO DA FRAÇÃO REDUTORA DA TENTATIVA. INVIABILIDADE. SÚMULA N. 7/STJ. RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. A simples ausência do exame pericial não tem o condão de conduzir à conclusão de inexistência de provas da materialidade do crime se nos autos existem outros meios de prova capazes de convencer o julgador quanto à efetiva ocorrência do delito, como se verifica na hipótese vertente.
2. Para decidir a respeito da eventual desclassificação do delito de latrocínio, na modalidade tentada, para o de roubo seguido de resistência seria necessário o reexame do conjunto fático probatório dos autos, providência vedada pela Súmula n. 7 do Superior Tribunal de Justiça STJ.
3. A revisão do entendimento firmado pelas instâncias ordinárias, no sentido de absolver o agravante por ausência de provas, demanda, necessariamente, o reexame de provas, vedado pela Súmula n. 7/STJ.
4. Foram arrolados elementos concretos e não inerentes ao tipo penal para exasperação da pena-base, cuja avaliação está situada no campo da discricionariedade do julgador, não havendo falar em erro ou ilegalidade da dosimetria. 5. "Inexistente erro ou ilegalidade na dosimetria da pena aplicada ao agravante, a desconstituição do entendimento firmado pelas instâncias ordinárias que, diante das peculiaridades do caso concreto, destacaram fundamentação idônea para majorar a pena-base do recorrente, incide à espécie o enunciado n. 7 da Súmula/STJ, verbis: "A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial"" (AgRg no AREsp n. 1.598.714/SE, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, DJe de 29/6/2020).
6. A tese defensiva acerca da desproporcionalidade do aumento, ocorrido na terceira fase da dosimetria, em razão da ausência do exame pericial no armamento utilizado na ação criminosa, não foi debatida pela Corte de origem, mesmo após a oposição de embargos de declaração. Por consequência, a análise do pleito encontra óbice no teor da Súmula n. 211/STJ: "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo". 7. "Fixada a redução da pena em razão da tentativa com observância do iter criminis percorrido apurado nos autos, descabe em recurso especial a alteração da fração redutora, pois tal providência enseja o revolvimento fático-probatório, vedado pela Súmula n. 7/STJ" (AgRg no AREsp 1321942/RS, de minha relatoria, QUINTA TURMA, DJe 26/8/2019).
8. Agravo regimental desprovido. (AgRg no AR Esp n. 2.533.159/SP, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 10/9/2024, D Je de 13/9/2024.) .. Assim, fica inviabilizado o exame pretendido nesta insurgência. Com efeito, demonstrado que houve prestação jurisdicional compatível com a tese fixada pelo STF no Tema n. 339 sob o regime da repercussão geral, é inviável o prosseguimento do recurso extraordinário, que deve ter o seguimento negado.
3. No tocante às demais alegações, nos termos do art. 102, § 3º, da Constituição Federal, o recurso extraordinário deve ser dotado de repercussão geral, requisito indispensável à sua admissão. Por sua vez, o STF já definiu que a discussão relativa ao preenchimento dos pressupostos de admissibilidade de recurso anterior, de competência de outro tribunal, não tem repercussão geral. Quando o STJ não analisar o mérito do recurso de sua competência, tal como verificado nestes autos, qualquer alegação do recurso extraordinário demandaria a rediscussão dos requisitos de admissibilidade do referido recurso, exigindo a apreciação dos dispositivos legais que versam sobre tais pressupostos. No Tema n. 181 do STF, a Suprema Corte afirmou que "a questão do preenchimento dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais tem natureza infraconstitucional" (RE n. 598.365-RG, relator Ministro Ayres Britto, Tribunal Pleno, julgado em 14/8/2009, DJe de 26/3/2010). O entendimento em questão incide tanto em situações nas quais as razões do recurso extraordinário se referem ao não conhecimento do recurso anterior quanto naquelas em que as alegações se relacionam à matéria de fundo da causa. Essa conclusão foi adotada sob o regime da repercussão geral e é de aplicação obrigatória, devendo os tribunais, ao analisar a viabilidade prévia dos recursos extraordinários,
negar seguimento àqueles que discutam questão à qual o Supremo Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral, nos termos do art. 1.030, I, a, do CPC. Como exemplos da aplicação do Tema n. 181 do STF em casos semelhantes, confiram-se: ARE n. 1.256.720-AgR, relator Ministro Dias Toffoli (Presidente), Tribunal Pleno, julgado em 4/5/2020, DJe de 26/5/2020; ARE n. 1.317.340-AgR, relatora Ministra Cármen Lúcia, Segunda Turma, julgado em 12/5/2021, DJe de 14/5/2021; ARE n. 822.158-AgR, relator Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, julgado em 20/10/2015, DJe de 24/11/2015. Da mesma forma, o recurso extraordinário deve ter o seguimento negado por aplicação do Tema n. 181 do STF também nas hipóteses em que for alegada ofensa ao art. 105, III, da Constituição da República (RE n. 1.081.829-AgR, relator Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 1º/10/2018).
4. Ante o exposto, com fundamento no art. 1.030, I, a, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Por fim, diante da negativa de seguimento ao recurso extraordinário, o pleito de atribuição de efeito suspensivo fica prejudicado. Vale registrar não ser cabível agravo em recurso extraordinário (previsto no art. 1.042 do CPC) contra decisões que negam seguimento a recurso extraordinário, conforme o § 2º do art. 1.030 do CPC. Publique-se. Intimem-se.
EMENTA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO. SUFICIÊNCIA. TEMA N. 339 DO STF. CONFORMIDADE COM A TESE FIXADA EM REPERCUSSÃO GERAL. NÃO CONHECIMENTO DE RECURSO ANTERIOR, DE COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE. DEBATE OU SUPERAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. TEMA N. 181 DO STF, SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. ART. 1.030, I, A, DO CPC. NEGATIVA DE SEGUIMENTO.
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