Interessedeagir Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3d803f7ccdbf40b14a598e
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- Brazil
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- Superior Tribunal de Justiça
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- Agravo Em Recurso Especial / Agravo Conhecido; Recurso Especial Não Conhecido
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- Agravo Em Recurso Especial / Agravo Conhecido; Recurso Especial Não Conhecido
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Professional case brief
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01
Holding and result
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial por ausência de prequestionamento das questões federais suscitadas no acórdão recorrido e porque a eventual procedência das alegações exigiria reexame de matéria fático-probatória, vedado ao STJ pela Súmula 7, além da conclusão do Tribunal de origem de que a penalidade administrativa era suficiente e a tutela jurisdicional não era adequada ou necessária.
Court disposition
Agravo conhecido; Recurso Especial não conhecido
Orders
- Conheço do Agravo.
- Não conheço do Recurso Especial.
- Deixo de majorar os honorários advocatícios.
02
Material facts
Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
AgravanteTribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Recorrido03
Procedural history
Posture
Agravo Em Recurso Especial / Agravo Conhecido; Recurso Especial Não Conhecido
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
prequestionamento para recurso especial
- 02
admissibilidade do recurso especial
- 03
interesse de agir para ação civil pública em dano moral difuso
- 04
vedação ao reexame de matéria fático-probatória (Súmula 7/STJ)
- 05
adequação e necessidade da via eleita (binômio adequação-necessidade)
Party arguments
- Applicant
- O Ministério Público sustenta violação aos arts. 485, VI, do CPC/2015, 186 e 927 do Código Civil, art. 1º da Lei 7.347/85, art. 41 da Lei 10.741/2003 e art. 7º da Lei 10.098/2000, afirmando ser cabível a propositura de ação civil pública para reparação de dano moral difuso decorrente da ocupação irregular de vagas destinadas a idosos e portadores de deficiência e haver interesse de agir, por ser o meio adequado e necessário.
- Respondent
- O Tribunal de origem entendeu ausência de interesse de agir por não se configurar o binômio adequação-necessidade, concluiu que a violação foi adequadamente tutelada pela sanção administrativa (multa e remoção do veículo - art. 181, XX, CTB) e que eventual verificação da tese recursal exigiria reexame de fatos, além de não haver prequestionamento dos dispositivos federais indicados.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
Súmula 282 do STF
é necessário prequestionamento específico para conhecimento do recurso extraordinário/especial
- 02
Súmula 284 do STF
deficiência na fundamentação do recurso obsta conhecimento do recurso especial
- 03
Súmula 7 do STJ
não cabe ao STJ reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos
- 04
art. 253, parágrafo único, II, a, do RISTJ
procedimento do agravo em recurso especial e competências regimentais do STJ
- 05
art. 485, VI, do CPC/2015; arts. 186 e 927 do Código Civil; art. 1º da Lei 7.347/85; art. 41 da Lei 10.741/2003; art. 7º da Lei 10.098/2000; art. 181, XX, do CTB
normas indicadas como supostamente violadas no recurso (citações legais invocadas)
- 06
art. 85, § 11, do CPC/2015; Enunciado Administrativo 7/STJ
critério de arbitramento de honorários recursais reservado aos recursos contra decisões publicadas a partir de 18/03/2016
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial por ausência de prequestionamento das questões federais suscitadas no acórdão recorrido e porque a eventual procedência das alegações exigiria reexame de matéria fático-probatória, vedado ao STJ pela Súmula 7, além da conclusão do Tribunal de origem de que a penalidade administrativa era suficiente e a tutela jurisdicional não era adequada ou necessária.
Obiter and limits
- O acórdão de origem entendeu que a infração de trânsito (art. 181, XX, CTB) e a sanção administrativa (multa e remoção) bastavam para atingir a função disciplinar e educativa.
- Deixou-se de majorar honorários advocatícios recursais em razão da ausência de prévia fixação de honorários na origem.
Court disposition
Agravo conhecido; Recurso Especial não conhecido
- Conheço do Agravo.
- Não conheço do Recurso Especial.
- Deixo de majorar os honorários advocatícios.
Source and reliance status
Superior Tribunal de Justiça
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Judgment reading view
Judgment text
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Superior Tribunal de Justiça
Judgment
DECISÃO Trata-se de Agravo em Recurso Especial, interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO, contra decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que inadmitiu o Recurso Especial, manejado em face de acórdão assim ementado: "CONDIÇÕES DA AÇÃO. Interesse de Agir. Ausência reconhecida, vez que não configurado o binômio adequação-necessidade na demanda em que o Ministério Público busca a reparação de dano moral difuso que decorreria da ocupação irregular e ocasional de vagas de estacionamento destinadas a idosos e a portadores de necessidades especiais. Exame da doutrina e da jurisprudência. Processo extinto sem resolução do mérito. RECURSO DESPROVIDO" (fl. 78e). Nas razões do Recurso Especial, interposto com base no art. 105, III, a, da Constituição Federal, a parte ora agravante aponta violação aos arts. 485, VI, do CPC/2015, 186 e 927 do Código Civil, 1º da Lei 7.347/85, 41 da Lei 10.741/2003 e 7º da Lei 10.098/2000, sustentando o cabimento das "ações de responsabilidade por danos morais causados a qualquer interesse difuso ou coletivo, no caso, os interesses das pessoas idosas e portadoras de deficiência (fl. 110e). Defende que "há interesse de agir no caso em tela, uma vez que o meio escolhido é adequado para a discussão da questão, além da necessidade de propositura da ação civil pública para a responsabilização pelo dano moral coletivo causado" (fl.
118e). Por fim, requer o provimento do recurso. Contrarrazões não apresentadas (fl. 125e). Inadmitido o Recurso Especial (fl. 126e), foi interposto o presente Agravo (fls. 132/146e). Sem contraminuta (fl. 147e). A irresignação não merece prosperar. De início, quanto à alegada ofensa ao art. 485, VI, do CPC/2015, 186 e 927 do Código Civil, 1º da Lei 7.347/85, 41 da Lei 10.741/2003 e 7º da Lei 10.098/2000, o Recurso Especial não ultrapassa a admissibilidade, ante o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal ("É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada"). Isso porque, para que se configure o prequestionamento, não basta que o recorrente devolva a questão controvertida para o Tribunal, é necessário que a causa tenha sido decidida à luz da legislação federal indicada, bem como seja exercido juízo de valor sobre os dispositivos legais indicados e a tese recursal a eles vinculada, interpretando-se a sua aplicação ou não ao caso concreto. Nesse contexto, por simples cotejo das razões recursais e os fundamentos do acórdão, percebe-se que as teses recursaisvinculadas aos dispositivos tidos como violados não foramapreciadas no voto condutor, sequer de modo implícito, não tendo servido de fundamento à conclusão adotada pelo Tribunal de origem. A propósito: "PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DO RECURSO. SÚMULA N. 284 DO STF. PREQUESTIONAMENTO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INADMISSIBILIDADE.INCIDÊNCIA DA SUMULA N. 7 DO STJ. DECISÃO MANTIDA.
1. A deficiência na fundamentação do recurso, de modo a impedir a compreensão da suposta ofensa ao dispositivo legal invocado, obsta o conhecimento do recurso especial (Súmula n. 284/STF).
2. A simples indicação dos dispositivos legais tidos por violados, sem que o tema tenha sido enfrentado pelo acórdão recorrido, obsta o conhecimento do recurso especial, por falta de prequestionamento, a teor da Súmula n. 282 do STF.
3. O recurso especial não comporta o exame de questões que impliquem revolvimento do contexto fático-probatório dos autos ou interpretação de cláusula contratual, a teor do que dispõem as Súmulas n. 5 e 7 do STJ.
4. No caso dos autos, a modificação das conclusões do acórdão recorrido, a respeito da conduta protelatória do agravante, para fins de afastamento da multa por litigância de má-fé, demandaria análise do conteúdo fático dos autos.
5. Agravo interno a que se nega provimento" (STJ, AgInt no AREsp 273.612/RJ, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, DJe de 23/03/2018). Ademais, o Tribunal de origem, com base no exame dos elementos fáticos dos autos, consignou que: "Na hipótese, verifica-se que a conduta perpetrada pelo réu, consistente em estacionar seu veículo em vaga reservada para idosos, caracterizou infração de trânsito gravíssima (art. 181, XX, do CTB), submetendo o infrator ao pagamento de multa e à remoção do veículo, ou seja, a violação a interesse público que poderia vir a ensejar dano moral difuso já foi devidamente tutelada por instrumento próprio, suficiente para atingir a função disciplinar e educativa, não se afigurando necessária, tampouco adequada, a tutela jurisdicional almejada. Ademais, não se vislumbra dano de real significância, que repercuta no sentimento de toda a sociedade, num rebaixamento imediato do nível de vida da população, a ponto de justificar a insuficiência da penalidade administrativa, o que implicaria em indevida intervenção do Poder Judiciário em competência do Poder Legislativo" (fl. 94e). Nesse contexto, considerando a fundamentação do acórdão objeto do Recurso Especial, os argumentos utilizados pela parte recorrente somente poderiam ter sua procedência verificada mediante o necessário reexame de matéria fática, não cabendo a esta Corte, a fim de alcançar
conclusão diversa, reavaliar o conjunto probatório dos autos, em conformidade com a Súmula 7/STJ. Ante o exposto, com fulcro no art. 253, parágrafo único, II, a, do RISTJ, conheço do Agravo, para não conhecer do Recurso Especial. Não obstante o disposto no art. 85, § 11, do CPC/2015 e no Enunciado Administrativo 7/STJ ("Somente nos recursos interpostos contra decisão publicada a partir de 18 de março de 2016 será possível o arbitramento de honorários sucumbenciais recursais, na forma do art. 85, § 11, do NCPC"), deixo de majorar os honorários advocatícios, tendo em vista que, na origem, não houve prévia fixação de honorários sucumbenciais. I.
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