Interessedeagir Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3d87a07ccdbf40b14e26e5
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- Brazil
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- Superior Tribunal de Justiça
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- Recurso Ordinário Em Mandado De Segurança / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão)
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- Recurso Ordinário Em Mandado De Segurança / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão)
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Professional case brief
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01
Holding and result
O Tribunal concluiu que não há litispendência entre o mandado de segurança coletivo e o individual e que o mandado de segurança individual conserva interesse de agir; por isso deu parcial provimento ao recurso para permitir o prosseguimento do mandado de segurança individual, assegurando à recorrente a alternativa de desistir do processo individual, nos termos do § 1º do art. 22 da Lei 12.016/2009, para beneficiar‑se da coisa julgada do mandado coletivo.
Court disposition
Parcial provimento ao recurso
Orders
- Dar parcial provimento ao recurso para permitir a continuidade do mandado de segurança individual, conferindo à parte recorrente a alternativa de desistir do presente mandamus, nos termos do § 1º do art. 22 da Lei n. 12.016/2009, como condição para se beneficiar dos efeitos da coisa julgada do writ coletivo.
- Publique-se.
- Intimem-se.
02
Material facts
Parties
parte recorrente
Impetrante Do Mandado De Segurança Individual (recorrente)Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul - CPERS SINDICATO
Impetrante Do Mandado De Segurança ColetivoTribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Órgão Julgador De Origem (acórdão Recorrido)03
Procedural history
Posture
Recurso Ordinário Em Mandado De Segurança / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão)
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
Presença ou ausência de interesse de agir do impetrante individual diante de mandado de segurança coletivo com liminar deferida
- 02
Existência ou não de litispendência entre mandado de segurança coletivo e mandado de segurança individual
- 03
Aplicação do art. 22, § 1º da Lei 12.016/2009 e do art. 104 do CDC
- 04
Possibilidade de suspensão ou de prosseguimento do mandado de segurança individual e de desistência para fruição dos efeitos da coisa julgada coletiva
Party arguments
- Applicant
- A recorrente sustenta que mantém interesse de agir e que não há litispendência entre o mandado de segurança individual e o coletivo, pelo que o feito individual deveria prosseguir ou, alternativamente, ser suspenso em face do mandado coletivo, e não extinto.
- Respondent
- O Tribunal de origem entendeu pela falta de interesse de agir do mandado de segurança individual em razão da existência de mandado de segurança coletivo com liminar deferida, tendo extinguido o mandado de segurança individual.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e Constituição de 1988
O mandado de segurança coletivo, previsto na Constituição de 1988, não impede a impetração nem a continuidade de mandado de segurança individual
- 02
Art. 22, § 1º, da Lei 12.016/2009; art. 104 do Código de Defesa do Consumidor
Não há litispendência entre ação coletiva e ações individuais; o art. 22, § 1º, da Lei 12.016/2009 e o art. 104 do Código de Defesa do Consumidor disciplinam a continuidade das ações individuais e a possibilidade de desistência para fruição dos efeitos da coisa julgada coletiva
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
O Tribunal concluiu que não há litispendência entre o mandado de segurança coletivo e o individual e que o mandado de segurança individual conserva interesse de agir; por isso deu parcial provimento ao recurso para permitir o prosseguimento do mandado de segurança individual, assegurando à recorrente a alternativa de desistir do processo individual, nos termos do § 1º do art. 22 da Lei 12.016/2009, para beneficiar‑se da coisa julgada do mandado coletivo.
Obiter and limits
- Deve ser assegurado à impetrante o direito de se manifestar sobre a suspensão ou não do mandado de segurança individual
- A conclusão segue precedente desta Corte (RMS 52.018/RS) que tratou questão idêntica
Court disposition
Parcial provimento ao recurso
- Dar parcial provimento ao recurso para permitir a continuidade do mandado de segurança individual, conferindo à parte recorrente a alternativa de desistir do presente mandamus, nos termos do § 1º do art. 22 da Lei n. 12.016/2009, como condição para se beneficiar dos efeitos da coisa julgada do writ coletivo.
- Publique-se.
- Intimem-se.
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Superior Tribunal de Justiça
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Judgment text
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Superior Tribunal de Justiça
Judgment
DECISÃO Trata-se de recurso ordinário em mandado de segurança contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado (e-STJ fl. 164): MANDADO DE SEGURANÇA. MAGISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL. CONCESSÃO DA SEGURANÇA EM ANTERIOR MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO IMPETRADO PELO CENTRO DOS PROFESSORES DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - CPERS SINDICATO. AUSÊNCIA DE INTERESSE DE AGIR. PRECEDENTES DO EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E DESTE ÓRGÃO ESPECIAL. MANDADO DE SEGURANÇA EXTINTO. UNÂNIME. Defende a parte recorrente que mantém o interesse de agir e que não há litispendência entre o mandado de segurança individual e o coletivo, pelo que este deveria ser suspenso no aguardo da solução daquele, ao invés de ser extinto. Contrarrazões (e-STJ fls. 226/236). Parecer do MPFpelo parcial provimento do recurso (e-STJ fls. 246/252). Passo a decidir. Entendo que o recurso merece parcial acolhimento. Esta Corte já teve oportunidade de examinar caso idêntico ao presente, concluindo em sentido oposto. Vejamos: ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. PARCELAMENTO DE REMUNERAÇÃO MENSAL. PRELIMINAR DE FALTA DE INTERESSE DE AGIR NO WRIT INDIVIDUAL EM FACE DE LIMINAR DEFERIDA EM MANDAMUS COLETIVO. AUSÊNCIA DE LITISPENDÊNCIA. NORMATIVO LEGAL QUE DETERMINA A CONTINUIDADE DA AÇÃO. ART. 22, § 1º, DA LEI 12.016/2009. NECESSIDADE DE A RECORRENTE SE MANIFESTAR QUANTO À DESISTÊNCIA DE SEU PROCESSO PARA QUE POSSA SE BENEFICIAR DOS EFEITOS DA COISA JULGADA DO MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO.
1. Cuida-se, em sua origem, de Mandado de Segurança Individual visando a que seja determinado à autoridade impetrada que se abstenha de parcelar a remuneração da servidora ou de realizar o pagamento fora do prazo estabelecido na Constituição do Estado do Rio Grande do Sul.
2. O Tribunal de origem entendeu pela falta de interesse de agir do Mandado de Segurança individual em razão de existência de Mandado de Segurança coletivo, com liminar deferida para reconhecer a ilegalidade do parcelamento dos salários dos servidores públicos.
3. Pugna a recorrente pelo provimento do presente RMS para reformar o acórdão atacado, autorizando o normal prosseguimento do feito individual ou, alternativamente, que seja possibilitada a sua suspensão enquanto tramita o Mandado de Segurança coletivo.
4. A questão foi originariamente analisada pelo e. Relator do presente processo, tendo concluído pelo não provimento do presente Recurso em Mandado de Segurança, haja vista que não se encontra presente o interesse processual para a continuidade de tramitação do mandamus individual. 5. É firme a jurisprudência do STJ de que o Mandado de Segurança Coletivo, instituído pela Constituição de 1988, não é obstáculo à impetração de Mandado de Segurança individual.
6. O Mandado de Segurança coletivo não se submete, diretamente, à sistemática do CPC, pois não se trata de cúmulo de demandas individuais em litisconsórcio ativo, mas de típica Ação Coletiva. As demandas coletivas regem-se pelo microssistema criado pelo CDC e pela Ação Civil Pública. Nos termos do art. 104 do CDC e do art. 22, § 1º, da Lei 12.016/2009, não há litispendência entre Ação Coletiva e Ações Individuais. Inexiste, pois, litispendência entre o presente Mandado de Segurança individual e o Mandado de Segurança coletivo.
7. Justifica a recorrente o interesse de agir e a não extinção de seu Mandado de Segurança individual, sob o argumento de que, "na hipótese de extinção do mandado de segurança coletivo, sem resolução de mérito, ou improcedência, cada autor teria resguardado o direito a prosseguir com sua pretensão" (fl. 205). Finaliza demandando o normal prosseguimento do writ individual. Dessa feita, demonstrado está o interesse de agir, a partir da necessidade de manutenção do feito individual.
8. Entende-se, in casu, que deve ser reformado o acórdão a quo, para permitir a continuidade do Mandado de Segurança Individual, sendo conferida à recorrente a alternativa de desistir do presente mandamus individual, tal qual previsto no § 1º do art. 22 da Lei 12.016/2009, como condição a se beneficiar dos efeitos da coisa julgada do writ coletivo.
9. Corrobora-se com o fundamentado posicionamento do Voto-vogal do eminente Ministro Og Fernandes, que defendeu: "que fosse assegurado à impetrante o direito de se manifestar sobre a suspensão, ou não, do mandado de segurança individual".
10. Diverge-se, permissa venia, do entendimento do e. Relator, sempre brilhante, para dar parcial provimento ao Recurso em Mandado de Segurança. (RMS 52.018/RS, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, Rel. p/ Acórdão Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 13/12/2018, DJe 04/09/2019) Filio-me aos fundamentos do precedente acima transcrito. Ante o exposto, DOU PARCIAL PROVIMENTO ao recurso, para permitir a continuidade do mandado de segurança individual, devendo ser conferida à parte recorrente a alternativa de desistir do presente mandamus, tal qual previsto no § 1º do artigo 22 da Lei n. 12.016/2009, como condição para se beneficiar dos efeitos da coisa julgada do writ coletivo. Publique-se. Intimem-se.
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