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Superior Tribunal de Justiça

Planodesa De Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3e5a606a15da909d403ccc

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01

Holding and result

Negou-se provimento ao agravo em recurso especial porque a matéria quanto à cobertura parcial temporária e carência demandaria reexame do acervo fático-probatório vedado pela Súmula n. 7 do STJ, havia deficiência de fundamentação em pontos que atraíram a Súmula n. 284 do STF, e a análise da clareza das cláusulas e do dever de informação exigiria revolvimento probatório vedado pelas Súmulas n. 5 e n. 7 do STJ; em razão disso manteve-se a decisão recorrida e majoraram-se os honorários advocatícios na forma do § 11 do art. 85 do CPC.

Court disposition

Agravo em recurso especial desprovido

Orders

  • Negado provimento ao agravo em recurso especial.
  • Majorou em 10% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem os honorários advocatícios em desfavor da parte recorrente, nos termos do § 11 do art. 85 do CPC.

02

Material facts

Parties

HAPVIDA ASSISTÊNCIA MÉDICA S.A.

Agravante

Amounts and remedies

  • Valor Da Causa: BRL 10,000

03

Procedural history

  1. Posture

    Agravo Em Recurso Especial / Julgamento

04

Questions and positions

Legal issues

Party arguments

Applicant
Sustenta que foram atendidos os pressupostos de admissibilidade do recurso especial e que o acórdão recorrido teria violado dispositivos da Lei n. 9.656/1998, do CDC, do CPC e do Código Civil ao afastar a cobertura parcial temporária e a carência aplicáveis à cirurgia bariátrica, que estaria vinculada a doença preexistente declarada e confirmada por auditoria; aduz que as cláusulas contratuais eram claras e que há divergência jurisprudencial que autoriza a reforma do julgado.
Respondent
Defende a manutenção do acórdão do Tribunal de origem, que concluiu, com base em prova documentais, que não houve exame médico prévio e não se comprovou má-fé do beneficiário (aplicando a Súmula 609 do STJ), e sustenta que o reexame de provas seria necessário para reformar tais conclusões, estando vedado pelo entendimento consolidado nas Súmulas n. 5 e n. 7 do STJ; em contrarrazões requereu a manutenção da decisão recorrida.

05

Court’s reasoning

  1. 01

    STF, Súmula n. 284

    Incide a Súmula n. 284 do STF quando há deficiência na fundamentação recursal quanto a dispositivos legais impugnados

  2. 02

    STJ, Súmula n. 7

    Aplica-se a Súmula n. 7 do STJ para afastar o reexame de decisões fundadas em análise do acervo fático-probatório

  3. 03

    STJ, Súmula n. 609

    É ilícita a recusa de cobertura por doença preexistente se não houve exame médico prévio ou demonstração de má-fé do segurado

  4. 04

    STJ, Súmulas n. 5 e n. 7

    As Súmulas n. 5 e n. 7 do STJ vedam o revolvimento probatório sobre questões contratuais como a clareza das cláusulas e o dever de informação

06

Ratio, limits and disposition

Ratio decidendi

Negou-se provimento ao agravo em recurso especial porque a matéria quanto à cobertura parcial temporária e carência demandaria reexame do acervo fático-probatório vedado pela Súmula n. 7 do STJ, havia deficiência de fundamentação em pontos que atraíram a Súmula n. 284 do STF, e a análise da clareza das cláusulas e do dever de informação exigiria revolvimento probatório vedado pelas Súmulas n. 5 e n. 7 do STJ; em razão disso manteve-se a decisão recorrida e majoraram-se os honorários advocatícios na forma do § 11 do art. 85 do CPC.

Court disposition

Agravo em recurso especial desprovido

  • Negado provimento ao agravo em recurso especial.
  • Majorou em 10% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem os honorários advocatícios em desfavor da parte recorrente, nos termos do § 11 do art. 85 do CPC.

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ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 19/05/2026 a 25/05/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira e Luís Carlos Gambogi (Desembargador Convocado do TJMG) votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.

EMENTA DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SAÚDE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 7/STJ E 284/STF. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Agravo em recurso especial interposto contra decisão que inadmitiu o recurso especial por incidência da Súmula n. 7 do STJ e por prejudicar a análise da divergência jurisprudencial.

2. A controvérsia diz respeito a ação de obrigação de fazer c/c indenização por danos morais, visando autorização e custeio de cirurgia bariátrica.

3. Na sentença, o Juízo de primeiro grau confirmou a tutela, condenou ao custeio da cirurgia e rejeitou os danos morais, com sucumbência recíproca e honorários em 50% sobre o valor da causa.

4. A Corte de origem manteve integralmente a sentença, negando provimento aos recursos e afastando a condenação por danos morais. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 5. Há quatro questões em discussão: (i) saber se o acórdão violou os arts. 11, 12, V, b, e VI, 16 e 35-C, da Lei n. 9.656/1998 ao afastar cobertura parcial temporária e carência; (ii) saber se houve violação dos arts. 54, §§ 3º e 4º, e 42, parágrafo único, do CDC quanto à clareza das cláusulas e ao dever de informação; (iii) saber se houve violação dos arts. 85, § 2º, do CPC e 186, 187 e 188 do CC; e (iv) saber se há divergência jurisprudencial quanto à legitimidade da negativa de cobertura por doença preexistente e carência. III. RAZÕES DE DECIDIR 6. Quanto aos arts. 12, VI, da Lei n. 9.656/1998; 42, parágrafo único, do CDC; 85, § 2º, do CPC; e 186, 187 e 188 do CC, a fundamentação é deficiente, atraindo o óbice da Súmula n. 284/STF.

7. Sobre cobertura parcial temporária e carência, a revisão das conclusões demanda reexame do acervo fático-probatório, incidindo a Súmula n. 7 do STJ.

8. Quanto à clareza das cláusulas e ao dever de informação, a pretensão exige análise de cláusula contratual e revolvimento de provas, o que é vedado pelas Súmulas n. 5 e 7 do STJ.

9. A incidência da Súmula n. 7 do STJ quanto à alínea a impede o conhecimento da divergência pela alínea c. IV. DISPOSITIVO E TESE 10. Agravo em recurso especial desprovido. Tese de julgamento: 1. "Incide a Súmula n. 284 do STF quando há deficiência na fundamentação quanto aos arts. 12, VI, da Lei n. 9.656/1998; 42, parágrafo único, do CDC; 85, § 2º, do CPC; e 186, 187 e 188 do CC.

2. Aplica-se a Súmula n. 7 do STJ para afastar o reexame de provas quanto à cobertura parcial temporária e à carência.

3. Aplicma-se as Súmulas n. 5 e 7 do STJ para vedar o revolvimento probatório sobre a clareza das cláusulas e o dever de informação.

4. A incidência das Súmulas n. 5 e 7 do STJ impede o conhecimento do dissídio pela alínea c do art. 105, III, da Constituição Federal". Dispositivos relevantes citados: Lei n. 9.656/1998, arts. 11, 12, V, b, VI, 16 e 35-C; CDC, arts. 42, parágrafo único, 54, §§ 3º e 4º; CPC, arts. 85, § 2º, e § 11; CC, arts. 186, 187 e 188. Jurisprudência relevante citada: STJ, Súmulas n. 5 e n. 7 e 609; STF, Súmula n.

284.

RELATÓRIO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por HAPVIDA ASSISTÊNCIA MÉDICA S.A. contra a decisão que inadmitiu o recurso especial, por incidência da Súmula n. 7 do STJ e por prejudicar a análise da divergência jurisprudencial. Alega a parte agravante que os pressupostos de admissibilidade do recurso especial foram atendidos. Contraminuta às fls. 481-486. O recurso especial foi interposto com fundamento no art. 105, III, a e c, da Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe em apelação cível nos autos de ação de obrigação de fazer c/c indenização por danos morais. O julgado foi assim ementado (fls. 375-376): DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. PLANO DE SAÚDE. OBRIGAÇÃO DE FAZER. CIRURGIA BARIÁTRICA. OBESIDADE MÓRBIDA. NEGATIVA DE COBERTURA. ALEGAÇÃO DE DOENÇA PREEXISTENTE. TERMO DE DECLARAÇÃO ASSINADO APÓS SOLICITAÇÃO DO PROCEDIMENTO. VIOLAÇÃO AO DEVER DE INFORMAÇÃO. AUSÊNCIA DE EXAME MÉDICO PRÉVIO. SÚMULA 609 DO STJ. RELAÇÃO DE CONSUMO. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. DANOS MORAIS. INADIMPLEMENTO CONTRATUAL. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS CARACTERIZADORES.

1. A relação jurídica entre operadora de plano de saúde e beneficiário é regida pelo Código de Defesa do Consumidor, sendo aplicáveis os princípios da transparência, boa-fé objetiva e dever de informação adequada e clara.

2. Nos termos da Súmula 609 do Superior Tribunal de Justiça, é ilícita a recusa de cobertura securitária sob alegação de doença preexistente se não houve exame médico prévio ou comprovação de má-fé do segurado.

3. A operadora de plano de saúde que exige a assinatura de termo declaratório após a solicitação de procedimento médico, sem prestar esclarecimentos adequados sobre sua finalidade e consequências jurídicas, viola o dever de informação previsto no artigo 6º, inciso III, do CDC.

4. Constitui prova da ausência de má-fé do beneficiário a manifestação expressa de discordância com o conteúdo de termo de declaração de doenças preexistentes, acompanhada da apresentação de relatórios médicos que comprovem diagnóstico posterior à contratação. 5. É cabível a inversão do ônus da prova em favor do consumidor quando presentes os requisitos de verossimilhança das alegações e hipossuficiência técnica para produção da prova.

6. A cobertura de cirurgia bariátrica para tratamento de obesidade mórbida é obrigatória, não se enquadrando nas exclusões legais por não ter finalidade estética, mas terapêutica para preservação da vida e combate às comorbidades associadas.

7. O inadimplemento contratual, por si só, não enseja indenização por danos morais quando não demonstrada situação que cause sofrimento excepcional que ultrapasse o mero dissabor decorrente do conflito negocial.

8. A pronta concessão de tutela antecipada e seu cumprimento pela operadora afasta a configuração de danos morais indenizáveis, evitando a perpetuação do alegado estado de angústia. RECURSOS DESPROVIDOS. SENTENÇA MANTIDA. DECISÃO UNÂNIME Não foram opostos embargos de declaração. No recurso especial, a parte aponta, além de dissídio jurisprudencial, violação dos arts. 11, 12, V, b e VI, 16 e 35-C, da Lei n. 9.656/1998, 42, § único e 54, §§ 3º e 4º, do CDC, 85, § 2º do CPC e 186, 187 e 188 do CC. Pondera que o acórdão teria afastado indevidamente a Cobertura Parcial Temporária para doença preexistente e a carência contratual aplicada à cirurgia bariátrica, que estaria vinculada a patologia anterior à contratação, desconsiderando regras setoriais que autorizam a limitação de cobertura para procedimentos de alta complexidade relacionados a doença preexistente no período máximo de 24 meses. Aduz que o acórdão teria reconhecido abusividade contratual apesar de cláusulas redigidas com caracteres ostensivos e legíveis; Sustenta que o Tribunal de origem, ao decidir que a negativa de cobertura foi ilícita, por ausência de exame médico prévio e falta de comprovação de má-fé, divergiu do entendimento indicado nos paradigmas que reconheceriam a licitude da recusa em hipóteses de doença preexistente e carência. Requer o provimento do recurso para que se reforme o acórdão recorrido e se julgue improcedente a demanda. Contrarrazões às fls. 450-456. É o relatório.

EMENTA DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SAÚDE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 7/STJ E 284/STF. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Agravo em recurso especial interposto contra decisão que inadmitiu o recurso especial por incidência da Súmula n. 7 do STJ e por prejudicar a análise da divergência jurisprudencial.

2. A controvérsia diz respeito a ação de obrigação de fazer c/c indenização por danos morais, visando autorização e custeio de cirurgia bariátrica.

3. Na sentença, o Juízo de primeiro grau confirmou a tutela, condenou ao custeio da cirurgia e rejeitou os danos morais, com sucumbência recíproca e honorários em 50% sobre o valor da causa.

4. A Corte de origem manteve integralmente a sentença, negando provimento aos recursos e afastando a condenação por danos morais. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 5. Há quatro questões em discussão: (i) saber se o acórdão violou os arts. 11, 12, V, b, e VI, 16 e 35-C, da Lei n. 9.656/1998 ao afastar cobertura parcial temporária e carência; (ii) saber se houve violação dos arts. 54, §§ 3º e 4º, e 42, parágrafo único, do CDC quanto à clareza das cláusulas e ao dever de informação; (iii) saber se houve violação dos arts. 85, § 2º, do CPC e 186, 187 e 188 do CC; e (iv) saber se há divergência jurisprudencial quanto à legitimidade da negativa de cobertura por doença preexistente e carência. III. RAZÕES DE DECIDIR 6. Quanto aos arts. 12, VI, da Lei n. 9.656/1998; 42, parágrafo único, do CDC; 85, § 2º, do CPC; e 186, 187 e 188 do CC, a fundamentação é deficiente, atraindo o óbice da Súmula n. 284/STF.

7. Sobre cobertura parcial temporária e carência, a revisão das conclusões demanda reexame do acervo fático-probatório, incidindo a Súmula n. 7 do STJ.

8. Quanto à clareza das cláusulas e ao dever de informação, a pretensão exige análise de cláusula contratual e revolvimento de provas, o que é vedado pelas Súmulas n. 5 e 7 do STJ.

9. A incidência da Súmula n. 7 do STJ quanto à alínea a impede o conhecimento da divergência pela alínea c. IV. DISPOSITIVO E TESE 10. Agravo em recurso especial desprovido. Tese de julgamento: 1. "Incide a Súmula n. 284 do STF quando há deficiência na fundamentação quanto aos arts. 12, VI, da Lei n. 9.656/1998; 42, parágrafo único, do CDC; 85, § 2º, do CPC; e 186, 187 e 188 do CC.

2. Aplica-se a Súmula n. 7 do STJ para afastar o reexame de provas quanto à cobertura parcial temporária e à carência.

3. Aplicma-se as Súmulas n. 5 e 7 do STJ para vedar o revolvimento probatório sobre a clareza das cláusulas e o dever de informação.

4. A incidência das Súmulas n. 5 e 7 do STJ impede o conhecimento do dissídio pela alínea c do art. 105, III, da Constituição Federal". Dispositivos relevantes citados: Lei n. 9.656/1998, arts. 11, 12, V, b, VI, 16 e 35-C; CDC, arts. 42, parágrafo único, 54, §§ 3º e 4º; CPC, arts. 85, § 2º, e § 11; CC, arts. 186, 187 e 188. Jurisprudência relevante citada: STJ, Súmulas n. 5 e n. 7 e 609; STF, Súmula n.

284.

VOTO A controvérsia diz respeito a ação de obrigação de fazer c/c indenização por danos morais, em que a parte autora pleiteou a autorização e o custeio de cirurgia bariátrica para tratamento de obesidade mórbida e a condenação por danos morais. O valor da causa foi fixado em R$ 10.000,00. Na sentença, o Juízo de primeiro grau julgou parcialmente procedente o pedido para confirmar a tutela e condenar a ré ao custeio da cirurgia bariátrica, e julgou improcedente o pleito de danos morais, com sucumbência recíproca e honorários fixados em 50% sobre o valor da causa. A Corte de origem manteve integralmente a sentença, negando provimento aos recursos e afastando a condenação por danos morais, com não majoração dos honorários em grau recursal. I - Arts. 12, VI da Lei n. 9.656/1998; 42 do CDC; 85, § 2º, do CPC; 186, 187, 188, do Código Civil De início, verifica-se que, a deficiência na fundamentação recursal obsta o conhecimento do apelo extremo, pois não foi possível aferir de que maneira o acordão impugnado violou os dispositivos acima, inviabilizando a compreensão da controvérsia e atraindo o óbice da Súmula n. 284/STF. II - Arts. 11, 12, V, b, 16; 35-C, da Lei n. 9.656/1998 No recurso especial, a parte recorrente alega que o acórdão violou os dispositivos legais ao afastar a Cobertura Parcial Temporária de 24 meses e a carência, apesar de a cirurgia estar vinculada a doença

preexistente declarada e confirmada por auditoria; sustenta a legitimidade da limitação de cobertura para procedimentos de alta complexidade relacionados a doença preexistente. O acórdão recorrido concluiu, com base nas provas, que não houve exame médico prévio na contratação e não se comprovou a má-fé do beneficiário, aplicando a Súmula 609 do STJ. Destacou e-mail do autor manifestando discordância do termo e relatórios médicos com diagnóstico posterior à contratação. Como visto, o Tribunal a quo analisou a controvérsia fundamentando-se em elementos probatórios específicos (documentos, cronologia, conduta das partes). Rever tal entendimento demandaria o reexame de provas, o que é incabível em recurso especial ante o óbice da Súmula n. 7 do STJ. III - Arts. 54, §§ 3º e 4º do Código de Defesa do Consumidor A recorrente afirma que as cláusulas contratuais foram redigidas de forma clara e ostensiva, sem abusividade e que não houve prática ilícita apta a atrair sanções, atuando no exercício regular de direito. O acórdão recorrido assentou violação ao dever de informação, por exigir termo declaratório após a solicitação do procedimento sem esclarecimentos adequados e reconheceu a relação de consumo com inversão do ônus da prova. No ponto, a Corte estadual formou convicção a partir de documentos e comunicações entre as partes. A pretensão recursal exige análise de cláusulas

contratuais e o revolvimento do acervo fático-probatório, atraindo a incidência das Súmulas n. 5 e 7 do STJ. IV - Divergência jurisprudencial A recorrente sustenta dissídio quanto à legitimidade da negativa de cobertura por doença preexistente e carência. A imposição do óbice da Súmula n. 7 do STJ quanto à alínea a do permissivo constitucional impede a análise do recurso pela alínea c sobre o mesmo tema. V - Conclusão Ante o exposto, nego provimento ao agravo em recurso especial. Nos termos do § 11 do art. 85 do CPC, majoro, em 10% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem, os honorários advocatícios em desfavor da parte ora recorrente, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos no § 2º do referido artigo e ressalvada eventual concessão de gratuidade de justiça. É o voto.

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Authorities

Authorities used by the court

Cases, legislation, regulations, and constitutional provisions identified in the available record.

STJ, Súmula n. 5

Case cited

STJ, Súmula n. 7

Case cited

STJ, Súmula n. 609

Case cited

STF, Súmula n. 284

Case cited

Lei n. 9.656/1998, arts. 11, 12, V, b, VI, 16 e 35-C

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código de Defesa do Consumidor, arts. 42, parágrafo único; 54, §§ 3º e 4º

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código de Processo Civil, arts. 85, § 2º e § 11

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código Civil, arts. 186, 187 e 188

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Constituição Federal, art. 105, III, a e c

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

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