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Superior Tribunal de Justiça

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01

Holding and result

Não conhecer do recurso especial, pois seu acolhimento demandaria reexame do quadro fático-probatório, vedado pelo entendimento consolidado na Súmula 7 do STJ; além disso, a decisão recorrido está alinhada à jurisprudência desta Corte, tornando aplicável a Súmula 83/STJ, e os recorrentes não trouxeram precedentes contemporâneos capazes de afastar tais óbices.

Court disposition

Recurso especial não conhecido.

Orders

  • Não conhecer do recurso especial.
  • Determino a majoração dos honorários advocatícios, quando previamente fixados pelas instâncias de origem, em 2% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais aplicáveis.
  • Publique-se. Intimem-se.

02

Material facts

Parties

VICTOR FERRAZ MACEDO

Recorrente

KONAMI DO BRASIL LTDA

Recorrente

Amounts and remedies

  • Indenização Fixada Por Jogo: BRL 7,000

03

Procedural history

  1. Posture

    Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça Não Conhecimento Do Recurso Especial

04

Questions and positions

Legal issues

Party arguments

Applicant
VICTOR FERRAZ MACEDO alega violação dos arts. 87 e 87-A da Lei nº 9.615/1998, sustentando necessidade de autorização específica e pagamento para uso individualizado da imagem; KONAMI DO BRASIL LTDA alega violação dos arts. 42, 87 e 87-A da Lei nº 9.615/1998 e dos arts. 11 e 20 do Código Civil.
Respondent
As recorridas sustentaram a inexistência de requisitos ou elementos aptos a promover alteração do julgado impugnado, afirmando que não há elementos para modificar a decisão recorrida.

05

Court’s reasoning

  1. 01

    Súmula 7 do STJ

    Reexame de fatos e provas é vedado em recurso especial

  2. 02

    Súmula 403 do STJ

    Indenização por uso indevido da imagem independe da prova do prejuízo (dano in re ipsa)

  3. 03

    Súmula 83 do STJ

    Não se conhece do recurso especial por divergência quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida

  4. 04

    Art. 85, § 11, do Código de Processo Civil

    Majoração de honorários advocatícios em caso de recurso não conhecido

  5. 05

    Art. 1.003, § 5º, do Código de Processo Civil

    Tempestividade do recurso especial verificada

06

Ratio, limits and disposition

Ratio decidendi

Não conhecer do recurso especial, pois seu acolhimento demandaria reexame do quadro fático-probatório, vedado pelo entendimento consolidado na Súmula 7 do STJ; além disso, a decisão recorrido está alinhada à jurisprudência desta Corte, tornando aplicável a Súmula 83/STJ, e os recorrentes não trouxeram precedentes contemporâneos capazes de afastar tais óbices.

Obiter and limits

  • A revaloração jurídica de fatos e provas incontroversos delineados no acórdão pode afastar a Súmula 7, desde que demonstrado de forma objetiva
  • Compete ao recorrente demonstrar de que maneira a sua análise não dependeria do reexame fático-probatório, mediante indicação objetiva de precedentes e distinções com o acórdão impugnado

Court disposition

Recurso especial não conhecido.

  • Não conhecer do recurso especial.
  • Determino a majoração dos honorários advocatícios, quando previamente fixados pelas instâncias de origem, em 2% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais aplicáveis.
  • Publique-se. Intimem-se.

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DECISÃO Trata-se de Recurso Especial interposto por VICTOR FERRAZ MACEDO e KONAMI DO BRASIL LTDA contra o seguinte acórdão (e-STJ fls. 616-625): Responsabilidade civil Uso indevido de imagem e apelido esportivo de jogador de futebol Inadmissibilidade Necessidade de autorização expressa e direta do autor Aplicação da Lei nº 9.615/98 e da Súmula 403 do Superior Tribunal de Justiça Precedentes deste Tribunal de Justiça Valor da indenização fixado em R$ 7.000,00, pela edição de cada jogo, adequado ao caso concreto Exclusão, todavia, do ano de 2016, acobertado por autorização expressa Recursos parcialmente providos. Segundo os recorrentes, o recurso preenche os requisitos necessários ao conhecimento e provimento. Nas razões do recurso especial, a parte recorrente VICTOR FERRAZ MACEDO alega, em síntese, que o acórdão recorrido violou os arts. 87 e 87-A, da Lei 9.615/98, que exigem autorização específica, de natureza civil, para o uso individualizado da imagem do atleta profissional e mediante o pagamento de preço (e-STJ fls. 628-647). Nas razões do recurso especial, a parte recorrente KONAMI DO BRASIL LTDA alega, em síntese, que o acórdão recorrido violou aos artigos 42, 87 e 87-A da Lei 9.615/1998 ("Lei Pelé"), bem como aos artigos 11, e 20 do Código Civil (e-STJ fls. 651-668). Os recursos especiais foram admitidos nos autos. Intimadas, as recorridas afirmaram a inexistência de

requisitos ou elementos aptos a promover a alteração do julgado impugnado (e-STJ fls. 689-709 e 752-767). É o relatório. DECIDO. Os recursos são tempestivos, nos termos do Processo Civil. art. 1.003, § 5º, do Código De Processo Civil. Para conhecer da controvérsia apresentada neste recurso, mostra-se necessário o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos, procedimento incompatível com o entendimento firmado pela Súmula nº 7 deste Superior Tribunal de Justiça, que estabelece que: "A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial." De fato, presente a função uniformizadora do Recurso Especial, não se pode cogitar de seu emprego para a realização de rejulgamento do contexto fático-probatório, em atitude típica de revisão promovida por nova instância. O Recorrente VICTOR FERRAZ MACEDO cita contrato firmado junto à FIFPRO e com clube Santos. Ocorre que E. STJ não pode reanalisar a prova dos autos, tampouco interpretar cláusulas e contratos, já que a análise do recurso especial demandaria a intepretação de cláusulas contratuais e não se limitaria à esfera jurídica da decisão. Logo, não há que se falar em nulidade do v. acórdão, pois a decisão enfrentou as questões pertinentes em relação ao PES 2014 e 2015, não existindo as omissões. O Recorrente KONAMI DO BRASIL LTDA manifesta pela revisão do entendimento do e. Tribunal a quo, que reconheceu, corretamente,

a inexistência do dever de indenizar o Sr. Victor por sua aparição no PES 2016, reformando o entendimento do d. Juízo de piso, o que não se mostra viável. Diante disso, é reiterada a jurisprudência desta Corte que assenta que "o reexame de fatos e provas (é) vedado em recurso especial pela Súmula nº 7 do STJ."(AgInt no REsp n. 2.151.760/SC, relator Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, julgado em 9/12/2024, DJEN de 12/12/2024.) No mesmo sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL CUMULADA COM RESTITUIÇÃO DE VALORES E INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 7 DO STJ. RESTITUIÇÃO DE QUANTIA PAGA. CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. RESOLUÇÃO POR CULPA DA CONSTRUTORA/VENDEDORA. DEVOLUÇÃO DA COMISSÃO DE CORRETAGEM. PRESCRIÇÃO. PRAZO TRIENAL. INAPLICABILIDADE. VIOLAÇÃO DO ART. 489 DO CPC. INOCORRÊNCIA.

1. Ação de rescisão contratual cumulada com restituição de valores e indenização por danos morais e materiais.

2. Alterar o decidido no acórdão impugnado no que se refere às teses atinentes à alegada ilegitimidade passiva dos recorrentes no tocante à relação jurídica havida entre as partes e à delimitação de suposta responsabilidade, envolve o reexame de fatos e provas, o que é vedado em recurso especial pela Súmula 7/STJ. (..) (AgInt nos EDcl no AREsp n. 2.627.058/MG, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 11/11/2024, DJe de 13/11/2024.) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA N.º 283 DO STF, POR ANALOGIA. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO CONFIGURAÇÃO. REFORMA DO JULGADO. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. NÃO CABIMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 7 DO STJ. TEMA NÃO DEBATIDO PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. APLICAÇÃO DA SÚMULA N.º 282 DO STF. PREQUESTIONAENTO. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. NECESSIDADE. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO.

1. A falta de impugnação a fundamento suficiente para manter o acórdão recorrido acarreta o não conhecimento do recurso. Inteligência da Súmula n.º 283 do STF, aplicável, por analogia, ao recurso especial.

2. A alteração das conclusões do acórdão recorrido exige reapreciação do acervo fático-probatório da demanda, o que faz incidir o óbice da Súmula n.º 7 do STJ. (..) (AgInt no AREsp n. 2.662.287/SP, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 28/10/2024, DJe de 30/10/2024.) Não há, portanto, dúvida acerca da inaptidão do recurso especial para promover a revisão do quadro fático-probatório, viabilizando reformar da compreensão firmada pela Corte de origem acima do tema. Não se quer dizer, contudo, que o debate do quadro fático não possa ser revisado nesta instância especial. Ao revés, é também pacífico o entendimento de que: "a revaloração jurídica de fatos e provas incontroversos delineados no acórdão impugnado afasta a aplicação da Súmula nº 7 do STJ na espécie." (AgInt no AREsp n. 1.742.678/MT, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 8/6/2021, DJe de 11/6/2021.) Cuida-se, contudo, de ônus imputado à parte recorrente, que não pode se limitar a afirmar que sua pretensão demanda apenas o reenquadramento fático à moldura legal pretendida, devendo, isto sim, evidenciar, objetivamente, que a análise fática estabilizada melhor se enquadra em outra forma jurídica. Daí porque este colegiado também tem afirmado, reiteradamente, que "No tocante às Súmulas nºs 5 e 7/STJ, não basta a parte sustentar genericamente a não aplicação dos óbices, sem

explicitar, à luz do contexto fático delineado no acórdão e da tese recursal trazida no recurso especial, de que maneira a análise não dependeria do reexame fático-probatório ou da análise das cláusulas contratuais." (AgInt no AREsp n. 2.250.305/DF, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 2/10/2023, DJe de 6/10/2023.) No mesmo sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO MANEJADO SOB A ÉGIDE DO NCPC. AÇÃO DE RESCISÃO DE CONTRATO DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. INDENIZAÇÃO. DANOS MATERIAIS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DENEGATÓRIA DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. DESCUMPRIMENTO DOS REQUISITOS PRECONIZADOS PELO ART. 932, III, DO NCPC (ART. 544, § 4º, I, DO CPC/73). AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO.

1. Aplica-se o NCPC a este julgamento ante os termos do Enunciado Administrativo n.º 3, aprovado pelo Plenário do STJ na sessão de 9/3/2016: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC.

2. Não se mostra viável o agravo em recurso especial que, apresentado em desacordo com os requisitos preconizados pelo art. 932, III, do NCPC (544, § 4º, I, do CPC/73), não impugna os fundamentos da respectiva inadmissibilidade (incidência das Súmulas n.ºs 5 e 7 do STJ e 284 do STF).

3. Não basta para considerar "especificamente impugnados" os fundamentos da decisão recorrida a mera transcrição de súmulas ou reprodução de dispositivos legais violados. Necessário, além das indicações expressas e claras, a sua vinculação aos fatos tal como analisados pelo acórdão ou decisão para então, mediante enfrentamento dialético desse conjunto de permissivos constitucionais em face do exame soberano do material de cognição pela Corte estadual, se chegar ao almejado entendimento de que a classificação jurídica concluída não espelha o melhor direito ao caso.

4. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 1.925.017/SC, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 5/9/2022, DJe de 8/9/2022.) No presente feito, o acolhimento da tese recursal demandaria inevitável revisão do quadro fático-probatório estabelecido na instância de origem, providência que, como visto, é inviável nesta sede. Ademais, a análise dos autos indica que a Corte de origem adotou entendimento alinhado ao perfilhado pela jurisprudência desta Corte, o que atrai a incidência do comando da Súmula n. 83 deste Superior Tribunal de Justiça ("não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida"). Com efeito, em demandas com a mesma causa de pedir, este colegiado vem se manifestando da seguinte forma: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. DIREITO À IMAGEM. VIOLAÇÃO. PROPAGANDA COMERCIAL. AUSÊNCIA DE AUTORIZAÇÃO. DANO MORAL IN RE IPSA. SÚMULA Nº 403/STJ. VALOR ARBITRADO. PROPORCIONALIDADE OBSERVADA. SUCUMBÊNCIA INTEGRAL. ÔNUS DA RÉ.

1. Recurso especial interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e 3/STJ).

2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça consolidou-se no sentido de que os danos morais em virtude de violação do direito à imagem decorrem de seu simples uso indevido, sendo prescindível, em tais casos, a comprovação da existência de prejuízo efetivo à honra ou ao bom nome do titular daquele direito, pois o dano é in re ipsa (Súmula nº 403/STJ).

3. A indenização por danos morais e materiais fixada em montante inferior ao pedido não configura sucumbência recíproca, pois o valor deduzido na petição inicial é meramente estimativo.

4. Agravo interno não provido. (AgInt no AgInt no AREsp 1546407/SP, Rel. Ministro Ricardo Vllas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 18/5/2020, DJe de 26/5/2020.) RESPONSABILIDADE CIVIL. USO INDEVIDO DA IMAGEM. REVISTA DE GRANDE CIRCULAÇÃO. FIM COMERCIAL. SÚMULA N.º 403/STJ. PESSOA PÚBLICA. LIMITAÇÃO AO DIREITO DE IMAGEM. VALOR DA INDENIZAÇÃO. RAZOABILIDADE. 1. "Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada de imagem de pessoa com fins econômicos ou comerciais"(Súmula 403/STJ).

2. Mesmo quando se trata de pessoa pública, caracterizado o abuso do uso da imagem, que foi utilizada com fim comercial, subsiste o dever de indenizar. Precedente.

3. Valor da indenização por dano moral e patrimonial proporcional ao dano sofrido e ao valor supostamente auferido com a divulgação da imagem. Desnecessidade de intervenção desta Superior Corte.

4. Agravo a que se nega provimento. (AgRg no Ag n. 1.345.989/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 13/3/2012, DJe de 23/3/2012.) CIVIL E PROCESSUAL. ÁLBUM DE FIGURINHAS (HERÓIS DO TRI) SOBRE A CAMPANHA DO BRASIL NAS COPAS DE 1958, 1962 E 1970. USO DE FOTOGRAFIA DE JOGADOR SEM AUTORIZAÇÃO DOS SUCESSORES. DIREITO DE IMAGEM. VIOLAÇÃO. LEI N. 5.988, DE 14.12.1973, ART.

100. EXEGESE. LEGITIMIDADE ATIVA DA VIÚVA MEEIRA E HERDEIROS. CPC, ARTS. 12, V, E 991, I. CONTRARIEDADE INOCORRENTE. I. A viúva e os herdeiros do jogador falecido são parte legitimada ativamente para promoverem ação de indenização pelo uso indevido da imagem do de cujus, se não chegou a ser formalmente constituído espólio ante a inexistência de bens a inventariar. II. Constitui violação ao Direito de Imagem, que não se confunde com o de Arena, a publicação, carente de autorização dos sucessores do de cujus, de fotografia do jogador em álbum de figurinhas alusivo à campanha do tricampeonato mundial de futebol, devida, em conseqüência, a respectiva indenização, ainda que elogiosa a publicação. III. Recurso especial não conhecido. (REsp n. 113.963/SP, relator Ministro Aldir Passarinho Junior, Quarta Turma, julgado em 20/9/2005, DJ de 10/10/2005, p. 369.) Na esteira da jurisprudência dominante desta Corte, a superação do óbice da Súmula n. 83/STJ exige que o recorrente colacione precedentes deste Superior Tribunal de Justiça, contemporâneos ou supervenientes a seu favor, ou demonstre alguma distinção entre os julgados mencionados na decisão agravada e o caso em exame, o que não fez. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. ADMISSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 544, § 4º, I, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL.

1. Incumbe ao agravante infirmar especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, demonstrando o seu desacerto, de modo a justificar o cabimento do recurso especial interposto, sob pena de não ser conhecido o agravo (art. 544, § 4º, I, do CPC).

2. Não basta, para afastar o óbice da Súmula nº 83/STJ, a alegação genérica de que o acórdão recorrido não está em consonância com a jurisprudência desta Corte, devendo a parte recorrente demonstrar que outra é a positivação do direito na jurisprudência desta Corte, com a indicação de precedentes contemporâneos ou supervenientes aos referidos na decisão agravada.

3. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp n. 238.064/RJ, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 7/8/2014, DJe de 18/8/2014. Grifo Acrescido) A análise das razões recursais indica que, embora afirme o adequado superamento dos óbices apontados, a parte agravante não traz precedente contemporâneo que contemple a tese defendida sem a necessidade de reanálise fático-probatória. Ante o exposto, não conheço do recurso especial. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino sua majoração em desfavor da parte agravante, no importe de 2% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão da gratuidade da justiça. Publique-se. Intimem-se.

EMENTA

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Authorities

Authorities used by the court

Cases, legislation, regulations, and constitutional provisions identified in the available record.

AgInt no REsp n. 2.151.760/SC, rel. Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, julgado em 9/12/2024

Case cited

AgInt nos EDcl no AREsp n. 2.627.058/MG, rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 11/11/2024

Case cited

AgInt no AREsp n. 2.662.287/SP, rel. Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 28/10/2024

Case cited

AgInt no AREsp n. 1.742.678/MT, rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 8/6/2021

Case cited

AgInt no AREsp n. 2.250.305/DF, rel. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 2/10/2023

Case cited

AgInt no AREsp n. 1.925.017/SC, rel. Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 5/9/2022

Case cited

AgRg no AREsp n. 238.064/RJ, rel. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 7/8/2014

Case cited

AgInt no AgInt no AREsp 1546407/SP, Rel. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 18/5/2020

Case cited

AgRg no Ag n. 1.345.989/SP, rel. Min. Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 13/3/2012

Case cited

REsp n. 113.963/SP, rel. Ministro Aldir Passarinho Junior, Quarta Turma, julgado em 20/9/2005

Case cited

Lei nº 9.615/1998 (Lei Pelé)

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Art. 87 da Lei nº 9.615/1998

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Art. 87-A da Lei nº 9.615/1998

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Art. 42 da Lei nº 9.615/1998

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código Civil, arts. 11 e 20

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código de Processo Civil, art. 1.003, § 5º

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código de Processo Civil, art. 85, § 11

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código de Processo Civil, art. 544, § 4º, I

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Súmula 7 do STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Súmula 83 do STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Súmula 403 do STJ

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

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