Danosmorais Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3e5a656a15da909d40878e
- Status
- Judgment
- Jurisdiction
- Brazil
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Posture
- Agravo / Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial
More details
- Posture
- Agravo / Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial
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Professional case brief
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01
Holding and result
O agravo foi negado porque o Tribunal de origem, em exame fundamentado do conjunto fático-probatório, concluiu pela existência de defeito na prestação do serviço educacional pela instituição (omissão na providência de aditamentos do FIES e inclusão de disciplinas), reconheceu dano moral de R$ 15.000,00 e suas conclusões dependem de reexame de fatos e provas, providência vedada em recurso especial pela Súmula 7/STJ; não houve ofensa aos arts. 489, §1º, e 1.022, II, do CPC nem configuração segura de julgamento ultra petita.
Court disposition
Nego provimento ao agravo.
Orders
- Nego provimento ao agravo.
- Publique-se.
02
Material facts
Parties
Pitágoras Sistema de Educação Superior Sociedade S.A.
AgravanteAmounts and remedies
- Valor Da Indenização Por Danos Morais: BRL 15,000
03
Procedural history
Posture
Agravo / Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
Admissibilidade do recurso especial e óbice da Súmula 7/STJ
- 02
Alegação de julgamento ultra petita (arts. 141 e 492 CPC)
- 03
Aplicação do art. 14 do Código de Defesa do Consumidor e falha na prestação de serviço educacional
- 04
Configuração e arbitramento de danos morais pela negativa de rematrícula e omissão no aditamento do FIES
- 05
Necessidade de reexame fático-probatório para reforma do acórdão
Party arguments
- Applicant
- Sustenta dissídio jurisprudencial e violação dos arts. 141 e 492 do CPC por suposto julgamento ultra petita, alegando que a condenação teria imposto obrigação não requerida de solicitar inclusão de disciplinas acrescidas ao FIES; aduz, ainda, violação do art. 14 do CDC, por inexistir falha na prestação do serviço, pois a instituição não teria ingerência sobre os trâmites do FIES, sendo indevida a condenação por danos morais e o valor arbitrado.
- Respondent
- O Tribunal de origem concluiu, com exame do conjunto fático-probatório, que a instituição deixou de providenciar os aditamentos do FIES via CPSA e a inclusão das disciplinas acrescidas, violando o direito da aluna à continuidade dos estudos e caracterizando defeito na prestação do serviço; entendeu que as disciplinas acrescidas integravam a narrativa da inicial e decorriam do pedido de aditamento, afastando ultra petita, e reconheceu dano moral fixado em R$ 15.000,00; sustentou que a reforma exigiria reexame de provas, vedado pela Súmula 7/STJ.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
Súmula 7/STJ
Vedação ao reexame de matéria fática no recurso especial quando a solução demandaria nova valoração de provas.
- 02
Arts. 489, § 1º, e 1.022, II, do CPC
Decisão judicial deve enfrentar as questões suscitadas, não havendo omissão quando o tribunal fundamenta as questões apreciadas.
- 03
Art. 14 do Código de Defesa do Consumidor e entendimento do Tribunal de origem
Responsabilidade por falha na prestação de serviço que causa dano moral ao consumidor/usuário.
- 04
Fundamentação do acórdão recorrido
O arbitramento do dano moral deve observar moderação e proporcionalidade, considerando grau de culpa e porte econômico das partes.
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
O agravo foi negado porque o Tribunal de origem, em exame fundamentado do conjunto fático-probatório, concluiu pela existência de defeito na prestação do serviço educacional pela instituição (omissão na providência de aditamentos do FIES e inclusão de disciplinas), reconheceu dano moral de R$ 15.000,00 e suas conclusões dependem de reexame de fatos e provas, providência vedada em recurso especial pela Súmula 7/STJ; não houve ofensa aos arts. 489, §1º, e 1.022, II, do CPC nem configuração segura de julgamento ultra petita.
Obiter and limits
- A corte ressaltou que a alteração das conclusões exigiria nova apreciação do acervo fático-probatório, procedimento incompatível com o recurso especial.
- O acórdão mencionou, em sua ementa, o reconhecimento por parcela da jurisprudência da função punitiva da indenização civil como desestímulo à repetição do ato ilícito.
Court disposition
Nego provimento ao agravo.
- Nego provimento ao agravo.
- Publique-se.
Source and reliance status
Superior Tribunal de Justiça
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Judgment reading view
Judgment text
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Superior Tribunal de Justiça
Judgment
DECISÃO Trata-se de agravo manejado por Pitágoras Sistema de Educação Superior Sociedade S.A., contra decisão que não admitiu recurso especial, este interposto com fundamento no art. 105, III, a e c, da CF, desafiando acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado (fls. 1282): EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C DANOS MORAIS - CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EDUCACIONAIS - FIES - NEGATIVA DE REMATRÍCULA - DANOS MORAIS - CONFIGURAÇÃO - REINCIDÊNCIA - CONDUTA ANTIJURÍDICA REITERADA - QUANTUM INDENIZATÓRIO - MANUTENÇÃO. - O êxito da ação ressarcitória está vinculado à comprovação de alguns requisitos, a saber: a ilicitude do ato, o dano e a relação de causalidade entre a conduta do agente e a lesão causada. - Para a configuração do dano moral é imprescindível que a agressão atinja o sentimento íntimo e pessoal de dignidade do indivíduo. - Configura dano moral indenizável a conduta reiterada de instituição de ensino que nega injustificadamente a rematrícula de estudante beneficiária do FIES, causando constrangimentos, necessidade de tratamento psiquiátrico e desenvolvimento de patologias físicas associadas ao estresse. - O arbitramento econômico do dano moral deve ser realizado com moderação, em atenção à realidade da vida e às peculiaridades de cada caso, proporcionalmente ao grau de culpa e ao porte econômico das partes.
Ademais, não se pode olvidar, consoante parcela da jurisprudência pátria, acolhedora da tese punitiva acerca da responsabilidade civil, da necessidade de desestimular o ofensor a repetir o ato. Nas razões do recurso especial (1.295/1.305), a parte agravante aponta, além de dissídio jurisprudencial, violação aos seguintes dispositivos: (I) arts. 141 e 492 do Código de Processo Civil, sustentando a ocorrência de julgamento ultra petita, na medida em que a condenação teria imposto obrigação de solicitar a inclusão de disciplinas acrescidas ao FIES, o que não teria sido expressamente requerido na inicial; e (II) art. 14 do Código de Defesa do Consumidor, aduzindo a inexistência de falha na prestação do serviço, porquanto a instituição de ensino não possuiria ingerência sobre os trâmites do FIES, sendo descabida a condenação ao pagamento de danos morais e o arbitramento do valor fixado. Foram ofertadas contrarrazões às fls. 1314/1332. O Recurso Especial não foi admitido pelo Tribunal de origem (fls. 1335/1336), fundamentando-se na incidência do óbice previsto na Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça, ao argumento de que a análise da pretensão recursal demandaria o reexame de fatos e provas. Foram apresentadas as razões do presente Agravo (fls. 1340/1345). É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. A irresignação não merece prosperar. De início, verifica-se não ter ocorrido ofensa aos
arts. 489, § 1º, e 1.022, II, do CPC, na medida em que o Tribunal de origem dirimiu, fundamentadamente, as questões que lhe foram submetidas e apreciou integralmente a controvérsia posta nos autos, não se podendo confundir julgamento desfavorável ao interesse da parte com negativa ou ausência de prestação jurisdicional. Quanto ao mérito, o acórdão recorrido, com base no exame do conjunto fático-probatório dos autos, concluiu que a instituição de ensino descumpriu seu dever ao deixar de providenciar, por meio da Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA), os aditamentos do FIES e a inclusão das disciplinas acrescidas, violando o direito da aluna à continuidade dos estudos e configurando defeito na prestação do serviço. A Corte local afirmou que a questão das disciplinas acrescidas integrava a narrativa da inicial e era consequência lógica do pedido de aditamento do FIES, afastando a alegação de julgamento ultra petita, e reconheceu a existência de dano moral fixado em R$ 15.000,00, valor considerado razoável e proporcional às circunstâncias do caso, que envolveu a reiteração de conduta ilícita pela instituição. Nesse contexto, a alteração das conclusões adotadas pela Corte de origem, tal como colocada a questão nas razões recursais, demandaria, necessariamente, novo exame do acervo fático-probatório constante dos autos, providência vedada em recurso especial,
conforme o óbice previsto na Súmula 7/STJ. Pelos mesmos motivos, segue obstado o recurso especial pela alínea c do permissivo constitucional, sendo certo que a incidência da Súmula 7/STJ impede a análise da divergência jurisprudencial, por faltar identidade entre os paradigmas apresentados e os fundamentos do acórdão, tendo em vista a situação fática específica do caso concreto. ANTE O EXPOSTO, nego provimento ao agravo. Publique-se.
EMENTA
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